Strike match and burn with me...
13 Sometimes love is not enough... I dont know why
POV NATASHA
O silêncio dentro do carro na volta era sepulcral. Parecia que a pequena trégua que tinha se firmado entre os dois antes do enterro tinha acabado. Agora, o ambiente era quase hostil. Eles também estavam tristes por Steve, claro, e no banco de trás, Dasha fazia uma pequena bagunça na cadeirinha. Porém, a mente deles estava claramente em outro lugar, e esse lugar era bem feio.
Natasha sentiu alívio quando finalmente chegaram à torre, só de sair daquele pequeno espaço opressor. Logo em seguida, voltou a ficar tensa novamente só de lembrar que agora eles teriam uma DR. Deus, ela nem lembrava se alguma vez em sua longa vida já tivera uma DR e sinceramente, gostaria de nunca precisar ter.
A ruiva sabia que a maior parte das coisas que ela fez, no fim, era até compreensível. Claro, que ele ficaria chateado por ela ter se posto em perigo sozinha, sem dar nenhum sinal de vida e nem avisar a ninguém sobre o que pretendia fazer, mas iria superar. Afinal, ela era uma mulher que sempre fora independente e autossuficiente, e isso não mudaria porque ela estava com Bucky agora. Em todos os relacionamentos que teve, ela sempre fizera questão de deixar isso bem claro. Ele sabia disso, claro, afinal, ele a conhecia melhor que qualquer outro cara que já tinha se relacionado na vida. O que iria deixar ele realmente furioso era ela ter feito tudo isso estando grávida.
Meu deus, ela respirou com dificuldade, enquanto entrava no saguão. Como ela poderia dar essa notícia a James logo após o enterro de Steve? Não, ela não podia fazer isso de forma alguma. Chegava a ser cruel. Pensou, analisando a situação em que estava. Óbvio que teria que esperar alguns dias para dar a notícia. Deixar a poeira baixar um pouco e os corações começarem o lento processo de cicatrização do luto.
Claro, isso só complicaria ainda mais a situação dela, mas não era hora de ser egoísta.
Outras pessoas já tinham chegado antes deles, e outros ainda chegavam. Quando subiram para o primeiro andar, a primeira pessoa que eles viram foi Pepper.
— Natasha, você andou sumida — Pepper a cumprimentou, indo até eles. Abraçou-a. Como foi mesmo que Pepper tinha acabado com Tony? – Sentimos sua falta.
Natasha sorriu sem graça. Ninguém precisava ficar relembrando do sumiço dela. Será que não dava para passar uma pequena borracha naquilo e fingir que não aconteceu?
Esse era um dos inconvenientes de ter amigos: ter pessoas preocupadas com você e precisar explicar. Quando era sozinha, ninguém se preocupava com o vai-e-vem dela por aí.
— Tive alguns problemas urgentes a resolver. – Natasha respondeu evitando olhar para James, e a mesmo tempo tentando ser simpática com Pepper. – Me sinto péssima por não estar aqui quando... Você sabe.
Pepper assumiu um semblante de pesar. A loira, diferente de Tony que vivia às turras com Rogers, parecia gostar do capitão.
— Sim, isso foi horrível. Mas...
— Pepper – James a interrompeu apressado. – Você poderia ficar com Dasha por alguns minutos? Eu e Natasha temos alguns assuntos a tratar. Apenas entre nós dois. Se isso não for incomodar, claro.
— Ah, claro. –Ela respondeu surpresa pela interrupção. Arqueou a sobrancelha em dúvida para Natasha, que apenas sorriu, como se tudo estivesse perfeitamente ok. – Ela é adorável, não é nenhum incômodo.
— Obrigado. – James agradeceu sincero.
James já estava levando-a novamente para o elevador, quando Fury, que Natasha não fazia nenhuma ideia de onde havia saído, entrou na frente deles.
— Se me permite, soldado, vou precisar roubar Natasha por um tempo antes. – Fury falou com aquele seu jeito mandão. – Assuntos urgentes de trabalho. Prioridades. Tenho certeza que você compreende.
Fury deu um leve tapinha nos ombros de James que o fuzilava com os olhos. Ele com certeza não tinha a mesma opinião de Fury. A ruiva até pensou, por um momento, que Bucky discutiria sobre prioridades com Fury, mas por fim, James cedeu. Ceder a Fury costumava ser uma decisão sábia, ainda mais quando a pessoa em questão dependia bastante do chefe para limpar sua reputação.
— Trabalho. – Ele respondeu com os dentes trincados. Apesar de ter cedido, ainda estava contrariado. – Claro, que entendo. Trabalho sempre em primeiro lugar, não é? – Ele olhou para ela. – Estarei aqui esperando por você.
Natasha seguiu Fury, outro que devia estar furioso com ela, para dizer o mínimo. Bom, agora além da DR com James, ainda teria que ter uma DR com Fury. Qual delas seria pior? Ela, com certeza, não saberia responder. Por enquanto.
...
Eles chegaram a SHIELD. Fury marchava à frente e Natasha ia atrás. Apesar do andar vultoso e firme, pensava se seria possível escapar entrando em uma das diversas portas que havia na SHIELD. Claro, que isso só pioraria sua situação. Tudo o que ela pensava em fazer, parecia que chegaria a esta mesma conclusão.
Antes de falar com ela, Fury a levou para encontrar a Dra Cho. Ela examinou superficialmente Natasha, avaliando seus sinais vitais. Retirou também sangue da ruiva, para mais exames.
Natasha, sob o olhar de Fury, avisou que as nanitas não eram mais um problema, explicando superficialmente o que tinha acontecido e, claro, omitindo alguns detalhes. Muitos.
A maior preocupação da ruiva no momento era se estava tudo bem com a sua gravidez. Quando Natasha começou a questionar sobre isso, Fury olhou assustado e surpreso para ela. Ops, esqueceu que sobre aquilo ele não sabia.
Cho fez algumas perguntas sobre se ela teve algum sangramento, se ela sentira alguma mudança em seu corpo e algumas outras perguntas básicas. Após as respostas de Natasha, Cho a tranquilizou dizendo que parecia estar tudo ok, mas que os exames de sangue e um ultrassom confirmariam.
Depois da sessão de avaliação com a médica, Fury a levou até sua sala. Ele fechou a porta bruscamente, enquanto ela sentava-se na cadeira em frente à mesa do diretor. Ele foi até sua cadeira e sentou parecendo relaxado. Natasha estranhou a calma do diretor, mas talvez a informação sobre as nanitas o tivessem o acalmado. Ou talvez, ele não quisesse estressar uma mulher grávida.
Fury deu um soco na mesa, pegando-a de surpresa. Oh, ele ainda estava muito furioso.
— Que merda você achou que estava fazendo? – Ele gritou. Natasha não abaixou a cabeça, mas estremeceu um pouco só de pensar que toda a SHIELD deveria estar ouvindo o piti de Fury.
— Você sabe o que eu estava fazendo muito bem... Eu precisava cuidar de Ivan e ele era problema meu. Apenas meu.
— Você sabe o que significa equipe, Romanoff? Trabalho de equipe? – Ele perguntou irônico. — Claro que você sabe, porque é isso que fazemos aqui.
— Nem sempre... — Natasha discordou revirando os olhos.
— Sim, temos algumas missões que apenas um agente poderia resolver, confesso. – respondeu, e logo depois foi enumerando os erros dela: — Mas não na maior parte do tempo, não quando a agente em questão toma essa decisão por si própria e com certeza não quando a mesma agente é, ou era, uma bomba relógio e ainda está grávida! E, muito menos, quando essa mesma agente rouba uma espaçonave americana. Você, ao menos, parou para imaginar o que pode acontecer se o governo descobrir quem foi que roubou a nave? Não pensou que as consequências desses seus atos insensatos poderiam recair não só sobre você, mas também sobre a SHIELD? – Natasha não tentou responder, era claro que ela não tinha pensado nisso. Ela estava mais preocupada na hora em como sobreviveria. Mas, pelo o jeito como Fury dizia, não sabiam que tinha sido ela. Ele respirou fundo e a olhou nos olhos. – Eu te dei apenas uma única ordem, uma. Não pense em fazer isso, você está fora se fizer isso.
Agora, foi à vez de Natasha respirar fundo. Tudo bem, ela tinha desobedecido a uma ordem direta de Fury, e tinha sido avisada das consequências que poderia sofrer, mas não levou aquilo tão a sério. Imaginou que ele a puniria, mas não que ele realmente a colocaria para fora da SHIELD.
— Então... É isso? – Natasha engoliu em seco. É verdade que nem sempre gostava de seu emprego, mas aquilo era a única coisa que ela sabia fazer. Era uma merda ter que admitir isso, mas aquilo, aquele trabalho, era ela. Era o que ela era e o que precisava para se manter sã e tentar se redimir um pouco que fosse por tudo que já havia feito de mau. O que ela poderia fazer se não tivesse àquilo? Não podia acreditar que ele a demitiria. — Você me chamou até aqui para dizer que estou fora?
Ele encostou-se a cadeira em silêncio, como se estivesse pensando na situação dela, avaliando-a. Natasha ficava um pouco mais nervosa a cada segundo que ele demorava a responder.
— Era isso que eu devia fazer, e pode acreditar que estou muito tentado a fazer isso. – Ele enfim respondeu. –Mas entendo que você estava sob uma grande pressão. Ivan, gravidez, nanitas. Prefiro acreditar que este evento foi causado pelos hormônios da gravidez e a pressão. Então, por mais que esteja furioso, e que ache que você mereça uma punição exemplar, vou deixar passar esse seu pequeno deslize. Dessa vez. – Ele se inclinou a frente. — Vou cuidar para que seu pequeno roubo seja resolvido de maneira discreta e que não chegue até você.
Natasha respirou aliviada. Só quando respirou, percebeu que estava prendendo a respiração de nervosismo.
— Obrigada, Fury. Garanto que isso nunca mais voltará a se repetir. – Ela agradeceu. Não queria admitir e nem deixar transparecer, mas estava um tanto quanto emocionada pelo o que Fury estava fazendo por ela.
— Espero mesmo que você garanta, apesar de duvidar seriamente que você irá se comportar por muito tempo. Mas lembre-se de uma coisa: você deu sorte que está maluquice que você fez acabou bem. Se não fosse por isso, não sei se eu conseguiria salvar esse seu traseiro sortudo nem usando todos os meus contatos. – Natasha balançou a cabeça sabendo que ele tinha razão. – Espero que você não fuja mais da Dra Cho e quero exames periódicos para saber se essas nanitas realmente não são mais um problema. E claro, da mini Natasha. Ou James Jr. Nem sei qual das duas opções vai me dar mais trabalho.
Natasha deu um pequeno sorriso e percebeu que a “DR” estava terminada, se levantando para sair da sala e voltar à torre. Esperava que James fosse tão compreensível quanto Fury.
— Romanoff, apenas por curiosidade, me responda uma coisa – Natasha parou e olhou, imaginando o que viria a seguir. – O soldado já sabe sobre isso, digo, a gravidez?
— Com todas essas coisas acontecendo, eu ainda não tive a oportunidade contar. – Ela começou a se explicar.
Fury abriu um sorriso.
— Interessante. Me chame para assistir quando for contar. — Ele disse, mas Natasha sabia que ele só estava tirando uma com a cara dela. – Porque não quero perder isso por nada, até levo a pipoca.
POV JAMES
Ele olhava o relógio a cada cinco minutos. Por que a ruiva estava demorando tanto?
Ele estava sozinho no quarto. Pepper, percebendo que ele não havia ficado nem um pouco satisfeito com a interrupção de Fury, se ofereceu para ficar com a criança pelo resto dia. Ele agradeceu, precisava mesmo de um tempo para pensar.
O que foi bom, já que conseguiu se acalmar um pouco. Ele estava irritado com Natasha, mas tinha exagerado. A tristeza que sentia pela morte do amigo, ele acabou descontando nela. E isso era injusto já que não era culpa dela. Gostaria que a russa estivesse ao lado dele quando aquilo aconteceu, mas a ruiva não tinha como prever que algo assim aconteceria. Nenhum deles que estavam perto de Steve pôde prever.
Pareceu uma eternidade, e já havia até escurecido, quando Natasha finalmente retornou, chegando de mansinho.
Ela estava comendo avidamente um sanduíche que estava segurando em uma das mãos. Bucky levantou uma sobrancelha, curioso, enquanto esperava ela terminar.
— Desculpe. – Ela disse após terminar. – Não tive muito tempo para comer nas últimas horas. Você não tem nada para comer aqui no quarto, tem?– Ele quase riu daquela situação. Pegou umas barras de cereais que tinha na gaveta e jogou para ela, que abriu rápido uma a uma, comendo com vontade. Ela devia ter recebido um esporro de Fury e agora eles teriam uma conversa séria, e Natasha só pensava em comida. Esperou de novo ela terminar, para ver o que diria, e novamente se surpreendeu. — Ok. Me dê um minuto. Preciso ir ao banheiro.
James só conseguiu ficar parado olhando para a porta do banheiro, já que todos os quartos eram suítes. Ele já havia convivido por um tempo bem considerável com a ruiva, e nunca havia a visto agindo assim.
— Pronto. – Ela disse quando voltou. Sentou ao lado dele. – Bem, eu acho que já disse que sinto muito não estar aqui quando isso aconteceu com Steve. Não só por você, também pelos outros e por mim. Afinal, ele também era meu amigo, apesar dos momentos de discordância que tivemos. Fico muito feliz de ver que vocês se acertaram antes disso acontecer. Sentirei muita a falta dele e tenho medo do que a morte dele pode significar para o futuro de todos aqui. Ele era uma das partes que equilibravam a balança do que os Vingadores representam.
— Eu sei. – Ele respondeu. – Mas você também tem uma grande função nessa balança, e acho que Tony não é mais o mesmo que era. Você não sabe, mas ele preferiu nem opinar nesse registro dessa vez. Acredito que está mais cuidadoso e pensando mais em suas ações.
— Talvez. – Ela disse, demostrando que não tinha tanta confiança nesse ponto. Sentou ao lado dele na cama. – Mesmo assim, sinto que tempos sombrios se aproximam. Não sei explicar o porquê, apenas sinto.
Ele deu alguns minutos para que a poeira levantada pelas divagações de Natasha se assentasse novamente. Haveria tempo depois para pensar no futuro.
— Imagino que você saiba um pouco sobre o que eu estava fazendo. – Ela cortou o silêncio. – Assim como eu sempre soube que vocês estavam procurando Ivan pelas minhas costas.
— Não é bem assim. – Ele se defendeu, reconhecendo para si mesmo que também cometera seus erros. – Logan achou que era melhor, e eu concordei em deixar você fora disso, pois estava envolvida emocionalmente demais.
—Envolvida demais? –retrucou irritada, levantando-se. – Steve estava envolvido emocionalmente demais quando você apareceu e não vejo você reclamando disso. E em que momento eu virei uma boneca de porcelana que não consigo lidar com emoções? Confesso que poderia esperar isso de qualquer outra pessoa, mas não de você.
— Então, para se vingar, você simplesmente some e decide que vai resolver tudo sozinha só para me punir? – Ele devolveu rápido, também se levantando.. –Nós tivemos um problema. Um problema. Precisávamos conversar, teríamos resolvido aquela bobeira toda entre nós, Steve e Yelena. Parecia tão grande na hora, mas agora parece apenas uma tolice... Mas, você simplesmente escolheu virar as costas e ir embora.
— Eu fui embora não apenas por isso. Eu estava de cabeça quente na hora, mas também precisava ir atrás de Ivan. – Ela disse abaixando o tom de voz. — E foi uma escolha acertada, já que logo em seguida descobri que quando estávamos na Rússia, Ivan me contaminou com algo, nanitas, e eu era uma bomba relógio. Se eu ficasse aqui parada só estaria colocando você e Dasha em perigo. Eu tive que ir para que todos nós pudéssemos ter uma chance.
— Do que você está falando? – Ele perguntou sem saber do que ela estava falando. — Nanitas? — Aquilo era novidade para ele. Nunca ouvira falar sobre isso.
Vendo que ele estava confuso, ela explicou a ele a mesma coisa que Dra Cho havia explicado dias atrás a ela.
– Droga, Natasha, como eu poderia saber? – James exclamou irritado quando ela terminou de explicar. — Porque você simplesmente não pode falar a verdade? Ah não, tem que ser a rainha dos segredos.
— Ho ho, olha quem está falando. – retrucou aumentando a voz. — Interessante como você não lembra o quanto também escondeu de mim. Quer que eu seja mais sincera, quando você não é. Você quer sinceridade? Aí está. Fui atrás de Ivan, como você já sabe. Eu o matei no espaço. No espaço, acredita? – riu irônica. — Essas nanitas iriam me matar e ferir vocês, caso eu não fizesse isso, então eu escolhi fazer. E você não faz ideia de quanto doeu ter que fazer essa escolha, tanto por vocês, quanto por mim e até por Ivan. Porque apesar do que ele acabou se tornando, ainda era o homem que me criou. Já está feito e, pelo menos, isso já está consertado agora. – Ela parou para respirar e se acalmar. – Você quer mesmo a verdade? Nós dois somos mentirosos e manipuladores e não confiamos um no outro o suficiente. Eu posso ter errado quando fui embora, mas estava certa quando disse que fomos rápidos demais. Porque isso obviamente não está dando certo.
Ele colocou a mão na nuca e abaixou a cabeça. Estava furioso, triste e, deus, tinha sido um erro começar essa discussão logo após o enterro de Steve.
— Quer saber? Você está absolutamente certa. Fomos rápidos demais. – Ele viu o choque no rosto dela, mas como Natasha era Natasha, durou apenas um segundo. – Não sei por que achei que isso poderia dar certo, fui precipitado. É como dizem: só o amor, às vezes, não é suficiente.
Eles ficaram em silêncio, um olhando para o outro. James não podia acreditar que tinha falado aquilo, mas havia. Será que essas palavras pesavam tanto nela quanto nele?
— Não, não é. – Enfim respondeu. – Para onde afinal estamos indo, James?
— Não sei. Queria saber. – respondeu sincero.
Ela começou a se mover. Pegou umas roupas dentro do armário.
— Vou ficar com Dasha está noite, certo? Estou com saudades dela. Fiquei muito longe fora, daqui a pouco ela nem vai saber mais quem eu sou. – Ele respondeu baixinho concordando. – Vamos dar uns dias para botarmos a cabeça no lugar, e depois vemos se enfim descobrimos onde estamos indo. – Ela terminou e olhou para ele. – Eu não ia dizer nada agora. Queria esperar uns dias por causa de Steve, mas não quero dar mais motivos para você me chamar de rainha dos segredos, ou algo do tipo. Como eu disse, as nanitas modificaram meu corpo e, como não sabíamos disso, não tínhamos motivos para sermos cuidadosos. – parou novamente, como se estivesse pensando no que iria dizer. — Não quero que isso influencie o que decidiremos depois. Independente do que decidirmos, arrumaremos um jeito de fazer isso funcionar... Bem... estou grávida. É isto. Parabéns para nós.
Ela saiu antes que ele pudesse processar o que ela havia dito. Ele sentou novamente na cama e ficou alguns segundos tentando assimilar o que tinha ouvido, mas quando assimilou, deu um pulo da cama e abriu a porta perdido, tentando lembrar para onde Natasha tinha ido.
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