Strike match and burn with me...

14 I'll always be there for you, girl, I have no shame


I don't wanna hurt you
But you live for the pain
I'm not tryna say it
But it's what you became
You want me to fix you
But it's never enough
That's why you always call me
'Cause you're scared to be loved

But I'll always be there for you
I'll always be there for you
I'll always be there for you
Girl, I have no shame (shame)

POV JAMES

Não sabia se já tinha sentido o impacto da notícia, estava nervoso, confuso e feliz. Quer dizer, tentava conter a empolgação, não podia se permitir ficar alegre antes de ter certeza. Mas o que havia de duvidar? Por que Natasha diria que estava grávida se não estivesse?

Ele percorreu os corredores perdido. Onde ela disse que ficaria mesmo? Ela ao menos tinha dito? Tudo tinha se apagado da mente dele após a notícia de que teria um filho. Ou uma filha. Confessava que ter um menino era uma ideia empolgante, mas a ideia de ter outra menina, ruivinha e cheia de sardas, era ainda mais.

Pare – pensou – concentre-se. Onde Natasha estava?

Lembrou que ela disse que ficaria com Dasha esta noite, então, teria que ir onde Pepper estava. Pensou na hora, será que ela já estaria no quarto ou ainda estava pela torre? Andou igual uma barata tonta pela torre, até encontrá-la arrumando papéis no escritório. Ela abriu um sorriso ao vê-lo.

— Oh. Que surpresa. – Pepper falou. – Se veio buscar Dasha, Natasha já passou aqui há alguns minutos para pegá-la.

— Eu sei, ela me disse que buscaria. – James disse constrangido. – é que...anh... Ela estava muito cansada e disse que iria ficar em outro quarto, acho, mas não me lembro para onde e preciso falar com ela. Ela comentou algo com você?

Ela franziu as sobrancelhas pensativa.

— Não. – enfim respondeu. – Ela não falou nada comigo. Desculpa não poder ajudar.

— Sem problemas. – ele respondeu decepcionado. – Obrigado, Pepper.

...

Rodou a torre toda, sem invadir o quarto de ninguém, claro. Também tentou ligar várias vezes para ela, após voltar para o quarto, até quase jogar o celular na parede de raiva. Além da raiva, havia um pouco de preocupação, afinal, ela só poderia ter saído da torre e ter ido para outro lugar. Considerando Que o capitão havia acabado de ser assassinado, era de uma irresponsabilidade sem limites sair da torre com Dasha e grávida. O que ela estava pensando?

Deitou e rolou na cama durante horas pensando em tantas coisas. Sua vida havia mudado tanto em tão pouco tempo... De certa forma, a fuga de Natasha, apesar de tê-lo deixado transtornado, teve um efeito positivo. Pôde pensar em tudo o que estava dando errado em sua vida e avaliar o que tinha que fazer. E seria doloroso, mas para se ter mudanças extremas, ás vezes, eram necessárias tomar decisões extremas.

Nem percebeu em que momento caiu no sono.

....

Acordou sobressaltado. Seu corpo inteiro doía e quando levantou e olhou no espelho viu que sua cara estava péssima. Quando olhou o relógio entendeu o porquê: tinha dormido praticamente nada. Lavou o rosto, tentando melhorar a aparência.

Saiu do quarto sem nem trocar de roupa, queria tomar um café primeiro.

Encontrou Shannon pelos corredores. Ela parecia um pouco perdida.

— Hey! – Ele chamou e a loira parou. Pelo visto, estava tão perdida que nem tinha visto ele. – Não sabia que você estava na torre.

— Não estou. – ela respondeu parecendo um pouco tensa. Ele ficou ainda mais surpreso. O que será que Shannon estava aprontando? – Só vim resolver algumas coisas, e Fury pediu para eu vir, err, falar com Stark. Mas já estou de saída.

Ele estranhou a pressa. Talvez fosse porque ela se sentisse abalada estando na torre. Devia trazer muitas lembranças de Steve.

— Espera. – James percebeu que nem havia lembrado da loira após Natasha voltar. – Como você está? Deus, essa é uma pergunta bem idiota.

— É. — Ela esboçou um sorriso. – Acho que estou como todo mundo. Sabe, levando. Alguns dias são piores, outros não tão ruins. Mas, no geral, estou bem. Foi bom encontrar você, mas realmente estou com muita pressa.

— Tudo bem. – Ele concordou ainda achando que a loira estava se comportando de forma muito estranha. – A gente se vê por aí.

— É, a gente se vê por aí. – Shannon se despediu. James não conseguia parar de pensar que algo no tom de voz de Shannon soou como uma despedida.

POV NATASHA

Acordou com um chute na perna. Sentiu mãozinhas pequenas em seu corpo. Abriu os olhos, se vendo no meio daquele monte de pequenininhos que se aconchegavam nela como se ela fosse um travesseiro. Sorriu. Não era uma maneira tão ruim de se acordar.

Alguém bateu na porta. Olhou para a porta principal preocupada, mas quando percebeu que era a porta que ligava ao outro quarto suspirou aliviada. Levantou-se devagar, tentando não acordar as crianças e foi até a porta.

— Bom dia. – Clint a cumprimentou. – Espero que os meninos tenham deixado você dormir. Eles podem ficar um pouco agitados durante a noite.

— Não só os meninos, Dasha também. – Ela respondeu sorrindo. – Mas até que eles foram uns anjinhos.

— Quer conversar? Você estava um pouco transtornada ontem... – Clint tentou sondá-la. – Fora que foi um pouco inesperado...

— Talvez, mas não sei se agora é o momento. Muitas coisas aconteceram nesses últimos dias... e eu não sei ainda o que fazer com todas elas. – Considerou. – Estou pensando que preciso sair daqui. Da torre, quero dizer. O clima aqui está tão pesado depois da morte de Steve...

— Bem, você sabe que quando estiver pronta para conversar, estou aqui. Sabe que pode compartilhar qualquer coisa comigo, não vou te julgar, Nat.

— Claro. Obrigada, Clint. – Ela pensou durante um minuto. Clint era seu melhor amigo, e James já sabia. Que mal teria contar? – Na verdade, tem algo que eu gostaria de compartilhar sim. Não posso garantir nada, não pensei ainda muito sobre isso, mas talvez você ganhe um afilhado.

Clint parou um momento confuso.

— Você está falando de Dasha? Espera, você está pensando em adotar outra criança?

Natasha riu.

— Adotar outra criança nesse momento seria loucura da minha parte.

— Não entendi. – Clint respondeu confuso.

— Estou grávida. — Clint ficou sem entender durante alguns segundos, igual James, depois a olhou totalmente surpreso e desnorteado. – É um pouco complicado explicar como isso aconteceu, acredite em mim, você não vai querer ouvir nada disso agora. Mas bem é isso.

— Ok, não sei o que dizer. Espera, isso não é a coisa certa a se dizer. Isso é ótimo. – Natasha viu Laura se aproximando. – Laura, você não vai acreditar nisso, vou ganhar um afilhado. Natasha vai ter um bebê.

— Ei, eu não prometi nada ainda... Ainda não pensei nisso, quero dizer de afilhado.

Laura a abraçou, a parabenizando. Ela também sabia que Natasha não podia ter filhos, mas devia achar que era um problema de infertilidade comum que ela tinha conseguido superar. Como Clint sabia que não era uma situação tão fácil assim, ainda estava confuso. Ela riu, até a própria se sentia assim em alguns momentos.

— Esqueça essa história de não ficar na torre. – Clint falou. – Não vou me intrometer, mas se as coisas entre você e aquele lá não estiverem bem, você pode ficar aqui. Os meninos te amam. Ou podemos pedir para Pepper arrumar outro quarto para você. Ainda é perigoso sairmos daqui. Qual é? Você acha que gosto do Stark tanto assim para ficar aqui se eu achasse que fosse seguro sair?

— Provavelmente, só Pepper gosta tanto dele assim. – Eles riram. — Não se preocupe com isso, é mesmo uma ideia idiota e são só alguns problemas. Estou acostumada em lidar com problemas. – Ela forçou um sorriso tentando tranquiliza-lo. Ouviu sua barriga roncar. – Deus, preciso me acostumar com isso de estar com fome toda hora. É estranho.

— Acredite. Vai ficar pior. – Laura falou rindo. – Espere mais alguns meses e você não irá querer sair da cama.

...

Caminhou silenciosamente até a cozinha com Dasha. Queria passar despercebida, não só de James, mas de todo mundo. Apesar de ter contado a Clint, não sabia se queria tão cedo contar isso a outras pessoas. Isso atrairia muita atenção para si, e ela não gostava muito disso. Discrição era tudo no trabalho dela. Era difícil se afastar de antigos hábitos, como sempre.

Abriu a porta da cozinha devagar, o que por fim, não adiantou muito, já que parecia que toda a maldita torre estava lá. Até James. Droga.

Uma pequena natashinha interior dizia que toda aquela briga com ele era boba, que ter jogado a gravidez na cara dele daquela forma foi cruel, que ela estava sabotando o relacionamento com ele como sempre fizera em relacionamentos anteriores. A Natashinha remoía isso dentro dela, mas ela era orgulhosa demais para ceder assim, principalmente, porque por fim ele havia concordado que eles foram rápidos demais. Que não estavam dando certo. Não sabia se era porque ele realmente concordava ou se só para feri-la, tanto fazia, as duas opções eram ruins o suficiente. E quando duas pessoas estão tão empenhadas em ferir uma à outra, mesmo que isso ferisse a si mesmo no processo, como esse relacionamento poderia ser bom para qualquer um dos dois?

Forçou seu sorriso educado e exclamou um bom dia. Algumas pessoas tentaram jogar conversa fora com ela, mas ela apenas acenava educadamente, fingindo estar ocupada demais preparando algo para ela e Dasha comerem. Tentava evitar olhar diretamente para James, mas sem deixar transparecer para os outros que havia um problema entre eles. Principalmente Stark, o rei dos intrometidos. Mas, mesmo sem olhar para James, sabia onde os olhos deles estavam. Cravejados como dardos nela. Bem, deveria ter imaginado que seria assim.

Clint, Laura e as crianças chegaram e Natasha aproveitou a bagunça que os meninos faziam para tentar sair sorrateira da cozinha. Clint percebeu e puxou Natasha.

— Ei, Nat, tudo bem Dasha comer com os meninos? – Natasha olhou ansiosa para a pequena que já se agitava com a presença das outras crianças. Claro que queria passar mais tempo com ela, mas a mesma parecia muito mais animada com os meninos do que com ela.

— Claro. – ela pegou seu prato. – Fale com seus filhos para devolverem minha filha inteira.

Saiu e foi até a sala de TV, jogando-se no sofá, quase derrubando o prato.

Pegou uma almofada, cruzou as pernas e a encaixou entre elas, firmando o prato em cima. Estava com tanta fome e tanta pressa que nem pensou direito na hora no que foi colocando. Bacon, ovos, waffles. Ela quase parecia uma verdadeira americana.

Fez uma cara surpresa quando a porta abriu e James entrou, apesar de que não deveria ter ficado surpresa com isso. Era óbvio que depois de ter jogado a bomba da gravidez e ter saído correndo na noite anterior, ele iria atrás dela.

Agora, sem outras pessoas por perto e sem poder fugir, pôde vê-lo de verdade. Tinha olheiras profundas de quem tinha passado a noite inteira acordado. O cabelo estava desgrenhado e a roupa amassada. Se ela estava tentando passar uma imagem de “está tudo bem aqui pessoal”, ele parecia estar no caminho inverso.

Obviamente devia estar um bocado furioso, mas manteve-se calmo , sentando ao seu lado.

— Você está bem? – Ele perguntou a surpreendendo. Não era a primeira coisa que ela imaginou que ele fosse dizer, mas depois lembrou que agora não era só ela. Queria saber se ela estava bem, porque aí o bebê também estaria.

— Sim, estou. Nós dois estamos. – Destacando bem a palavra dois, para que ele entendesse. – E você?

— Ótimo, como você pode ver. – ele respondeu irônico. – não foi muito legal de sua parte ter simplesmente sumido ontem.

Deixou o garfo no prato. Por que ele estava tão calmo?

— Não, não foi. Mas como você já deve ter percebido, nem sempre somos legais um com o outro. – Ela retrucou. – Porém, eu não fiz isso pensando em deixar você mal, irritado ou algo assim. Só precisava de um tempo para pensar...

Ele a interrompeu.

— Natasha, você sempre precisa de um tempo. É assim que você sempre age. Achei que tivéssemos resolvido essa sua mania de querer fugir na Rússia, mas estava errado. – Apesar das palavras ácidas, seu tom de voz continuava calmo. – E foi exatamente por essas coisas que eu concordei com você ontem. Não porque eu concorde que nós fomos rápidos demais, eu acho que talvez tenha sido rápido demais para você. Porque eu acho que mesmo se não fosse por Steve, Yelena, Ivan, naninas ou o que diabos for, você ainda assim encontraria um motivo para se afastar e eu não posso viver nessa montanha-russa para sempre.

— Oh, claro. A culpa é toda minha. – Retrucou irritada.

— Não é isso. – Ele respondeu. — Eu cometi vários erros, e eu te peço perdão por todos eles. Mas eu fiquei, você não.

Natasha ficou em silêncio. Poderia retrucar dizendo que teve motivos para fugir, mas a verdade é que ela sempre tinha. Sabia que parte do que ele dizia era verdade e odiava ele por isso.

— Eu não estive aqui por você por muito tempo, mas isso não vai mais acontecer. Eu nunca vou fugir, nunca vou embora, por mais que você tente me forçar a fazer isso. E não é só por Dasha e o bebê. É por você também. – Ele se ajoelhou no sofá de frente para ela e segurou sua mão. — Eu sempre vou estar aqui para você, garota e eu não tenho vergonha disso. – Ele beijou levemente seus lábios. Isso aprecia um adeus. Por que droga isso parecia um adeus? Encostou a testa na dela e respirou fundo. — Eu te amo a mais tempo do que muitas pessoas vivem, mas eu não consigo continuar com isso desse jeito, não enquanto você continuar fugindo. Eu nunca vou conseguir alcançar você enquanto você continuar correndo para longe de mim. Você precisa parar. De fugir, de ter medo, de agir como aqueles malditos treinaram para que você fizesse. Quando você estiver pronta para isso, me avise.

Natasha observou aturdida, ele se levantando e indo embora. Saber que ele tinha razão era o que mais doía, porque não sabia se conseguiria parar. Não era algo que ela fizesse conscientemente, ela era assim. Conseguia afastar todos os homens que um dia amaram ela, e agora estava fazendo o mesmo com James.

...

Os dias seguintes se passaram de forma lenta. Natasha se acomodou numa rotina que era basicamente cuidar de Dasha e se isolar dos outros. Era óbvio que a essa altura, todos já deviam saber que ela e James não estavam mais juntos, Pepper havia arrumado um quarto para ela próximo ao de Clint, e ela evitava esbarrar com James a todo custo. Só se viam quando ele ia ou vinha pegar Dasha. James sempre perguntava como ela estava e Natasha respondia que estava bem.

Diferente da separação, Natasha acreditava que a gravidez ainda era um assunto que se mantinha só entre eles. E Clint. E Laura. Mas esses dois não contariam a ninguém. Esperava que James tivesse juízo suficiente para não ter contado a Tony, já que os dois haviam se tornado amigos, e Tony nunca conseguiria segurar a língua em algo tão grande assim.

Natasha ainda estava um pouco chocada e com raiva de James, não esperava que ele fosse fazer o que fez, apesar de refletir quando estava sozinha que talvez havia merecido. Provavelmente, devia ir conversar com ele, se desculpar e tentar resolver seu relacionamento, mas como faria isso? James disse para procurá-lo quando estivesse pronta para parar de fugir, e ela até podia dizer a ele que estava, mas seria verdade? Ela era como sempre dizia: velhos hábitos não mudam. E quer saber? Ela aguentava as merdas dele, então, porque ele não podia aguentar um pouco as dela?

Quase duas semanas haviam se passado, quando recebeu uma ligação da Dra Cho, convocando-a para ir até a SHIELD realizar alguns exames. Depois das nanitas, ela provavelmente teria que realizar vários exames periodicamente só por garantia. Além disso, a outra avisou que havia chamado uma obstetra para acompanhar junto com ela sua gestação.

Isso ao mesmo tempo em que a animava também a preocupava. Tinha medo de descobrir que tudo aquilo havia sido um erro e ela não estava grávida. Logo agora que já havia se acostumado com a ideia e o susto inicial já havia passado. Mas sabia que essa preocupação era tola, sabia que estava grávida, sentia isso. Sentia seu corpo mudando, ainda que lentamente. Nem conseguia imaginar como ficaria quando tivesse nos nove meses.

Levantou-se da cama, sua querida companheira nos últimos dias, tirando Dasha, é claro. Falando em Dasha, teria que deixa-la com James, a SHIELD não era muito adequada para uma criança. Oh, James! Iria ter que falar com ele sobre a consulta com a obstetra, afinal, o bebê também era dele. Droga, se soubesse que iria ficar grávida, teria optado por uma produção independente.

Foi até o quarto dele, com Dasha a tiracolo. Parou a mão por uns segundos no ar antes de bater. Não sabia se queria mesmo falar com ele, mas manter a gravidez só para ela seria de um egoísmo sem tamanho.

—Anh, oi, Natasha. – ele respondeu meio surpreso meio encabulado. Ele estava sem camisa, só com uma calça jeans baixa que deixava parte da cueca box aparecendo. Por que diabos ele estava sem camisa? Justo agora que os malditos hormônios estavam a deixando subindo pelas paredes. – Aconteceu alguma coisa?

Tentou se concentrar e parar de olhar para ele como um lobo faminto. Esperava mesmo que seu rosto não a estivesse traindo, corando furiosamente. Era constrangedor, ainda mais porque estava com Dasha.

— Oi, James.- por que havia ido até ali mesmo? Concentração, Natasha. – Dra Cho me ligou ainda agora pedindo para eu ir até a SHIELD realizar alguns exames, e ela também chamou uma obstetra para ver como está o bebê. Achei que você gostaria de saber.

Ele deu um pequeno sorriso.

—Uau! Claro, obrigado. Você pode esperar eu me arrumar? – ele parecia animado.

— Humm? – interrogou confusa. – Se arrumar para que?

— Para ir com você. – ele respondeu como se fosse óbvio. – Você não achou que eu iria querer ir? – Natasha não respondeu, mas não tinha pensado naquela possibilidade. – Será que já dá para saber se teremos mais uma menina ou um menino?

— Anh, não sei, acho que é um pouco cedo, não tenho certeza. Cho não me disse de quantas semanas estou. Acho que a obstetra que dirá isso. — De quantas semanas! Que coisa tão grávida de se dizer! – Você pode me encontrar lá embaixo daqui a meia hora? Também vou me arrumar e preciso pedir a Laura para ficar com Dasha enquanto vamos lá.

— Certo. Até daqui a pouco então.

Esperava que aquela consulta e os exames fossem rápidos. Não aguentaria ficar o dia todo com ele.

POV JAMES

Os últimos dias haviam sido difíceis, por vezes se perguntara se havia tomado à decisão certa. Estava aflito, e se Natasha simplesmente desse os ombros e seguisse em frente? Eles não estavam juntos, ela poderia fazer isso se quisesse e ele não poderia falar nada. E não queria perdê-la. Não que achasse mesmo que Natasha faria isso, mas não conseguia evitar se sentir inseguro.

Ela não o havia procurado para conversar, apenas se encontravam quando se travava de Dasha. Nem mesmo a via pelos corredores, como se ela estivesse o evitando. Ou evitando todo mundo ali, já que Tony mesmo havia comentado que não a via desde aquele dia no café da manhã.

Às vezes tudo o que queria saber era o que se passava dentro daquela cabecinha. Às vezes tinha medo de saber.

Bem, agora ela não teria como evitar de ficar perto dele por um longo tempo. Talvez, pudesse descobrir como ela estava se sentindo, o que estava pensando, o que andara fazendo.

Terminou de se arrumar e foi encontrar-se com ela.

...

— Será que já poderemos saber o sexo? – James perguntou ansioso a obstetra, que agora ele sabia se chamar Susan, enquanto ela passava uma espécie de gel na barriga de Natasha. Natasha revirou os olhos, mas parecia estar se divertindo.

Eles haviam ficado em um silêncio constrangedor no carro, mas quando chegaram à SHIELD o clima entre eles parecia ter ficado mais leve, apesar de ser nítido o nervosismo de Natasha. Ele não estava nervoso, tinha certeza que tudo daria certo, estava ansioso.

Primeiro, Natasha havia realizado vários exames com Dra Cho, e como ela não reclamou, ele a acompanhou. Depois de mais de uma hora, Cho a liberou, não havia ocorrido nenhuma mudança desde a última consulta, o que segundo ela era bom.

Em seguida, Cho apresentou a obstetra que acompanharia a gravidez de Natasha, Dra Susan. Enquanto se apresenta, James percebeu que Natasha quase estava entrando em parafuso de nervosismo. Quando ela abaixou a mão, ele a segurou, queria mostrar para ela que não estava sozinha. A ruiva enviou um olhar agradecido a ele.

Mesmo que eles não estivessem bem, agora era como se os dois estivessem em um clubinho particular que só tinha os dois como membros. Não havia espaço para brigas nem ressentimentos.

— Bem, com quatorze semanas geralmente já é possível ver. – Disse Susan, enquanto posicionava o ultrassom na barriga de Natasha.- A menos que ele ou ela chega tímido. – Ela mexeu o aparelho na barriga de Natasha como se procurasse alguma coisa. – Ora, aí está ele, vocês estão vendo?

— É lindo- James disse parecendo bobo. Natasha riu.

— Não seja tolo, James, isso ainda não dá para saber. Apesar de que tendo meus genes é impossível não ser.

— Os meus também não são de se jogar fora. – Ele retrucou.

— Eu nunca disse isso. – Eles estavam mesmo flertando durante um ultrassom?

— Ei, vocês estão ouvindo isso? – perguntou Susan. Eles pararam de se provocar e prestaram atenção. James ouviu um tum-tum-tum. – E isso é as batidas cardíacas do filho de vocês. O desenvolvimento dele está ótimo, não vejo nada que me preocupa, tudo como o esperado. – Foi Natasha que dessa vez procurou a mão dele e apertou tão tão forte. O aperto agora não era de nervosismo, era de emoção. – Então, vocês querem saber o sexo?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.