Notas iniciais
Ei, pessoas! Demorei pq estou em época de provas, mas já comecei o próximo capítulo. Não vou falar muito, pq ainda tenho três provas para estudar=sofrimento Espero que gostem!

POV NATASHA

Ela encontrou com Pepper logo que chegou à torre, que foi muito gentil e educada com ela. Já havia se passado um dia e ela mal podia esperar ter um tempo para descansar, mesmo que para isso precisasse aguentar Tony. Levou-a até suas novas acomodações, e ao olhar a cama de solteiro que havia no quarto, teve que dizer um pouco sem graça para a loira que precisava de uma cama de casal. Bem grande, se fosse possível. E de algum metal. Resistente. A noiva de Stark emitiu um Ah! surpreso e ficou com uma cara pensativa, como se estivesse tentando adivinhar quem lhe faria companhia no quarto, mas foi discreta e preferiu não perguntar nada, apenas avisou que logo acertaria esse detalhe. Sorte que Pepper não era nada parecida com Tony. Se fosse ele, já teria jogado um milhão de indiretas e piadinhas, e em meia hora toda a torre já saberia daquilo.

Apesar do desejo de descansar, ainda havia muitas coisas para resolver, e de qualquer jeito, precisava ficar fora do quarto por algum tempo, até que Pepper o organizasse para receber duas pessoas.

Telefonou para seu ex, Matt, perguntando se ele conhecia alguém de confiança para cuidar de uma criança. Ao ouvir a palavra criança, ele deu uma risada alta, imaginando que ela finalmente havia resolvido sossegar de seu papel femme fatalle. Apesar de serem ex-namorados, tinham uma relação cordial e amistosa. Na verdade, Matt havia ficado lhe devendo uma da última vez. E ele tinha um talento próprio para saber quem prestava ou não. E ela também não queria pedir isso a Fury, de jeito nenhum. Talvez, também ligasse para Maria pedindo ajuda.

Estava em modo trabalho desde a reunião, o que significava ir de lá para cá o tempo todo. Chegou a esbarrar com a Dra Cho que a repreendeu por ter faltado aos últimos exames com a Dra Beth. Desde que Ivan tinha injetado aquela incomoda e não tão útil mutação no corpo dela, estava tendo seu estado de saúde monitorado regulamente, mas como se sentia bem e aparentemente seus exames estarem normais, foi deixando isso de lado.

Prometeu para Cho entrar em contato com Beth quão breve lhe fosse possível. Bem ou não, não queria nenhuma surpresa desagradável.

Se achou que assim conseguiria adiar por mais tempo essa obrigação, se enganou. A própria Cho se dispôs a pelo menos fazer um exame de sangue nela. Depois de fazer a vontade da médica, saiu pisando duro, irritada. Tinha coisas mais urgentes para resolver.

Após isso, procurou Fury para saber como andava a situação de James no país.

— Natasha, você sabe que ele nos trouxe muitos problemas e resolver isso não será tão fácil assim. — ele suspirou. – Mas, por enquanto, ele está livre. Entretanto, será monitorado por um longo período. Então, reze muito para que ele não se meta em nenhum problema tão cedo.

Natasha entendeu o recado, e sem ter mais o que fazer, voltou para a torre e ficou vagueando, já que James estava novamente ocupado com Steve.

Não entendia porque ele estava demorando tanto a contar para o amigo. Qual era a dificuldade nisso? A não ser... Meu deus, queria não estar pensando isso, mas uma vozinha cismava em sussurrar em sua cabeça que talvez ele estivesse com vergonha dela. Sabia que já havia aprontado demais e tido muitos relacionamentos fracassados, tinha uma reputação duvidosa, e ainda não conseguia resistir ao impulso de flertar com outros caras, principalmente quando precisava obter algo daquela pessoa. Mas, ela achava que James não se importava com isso, sabia como ela era e qual era seu trabalho há tempos. Mas mesmo assim...

Tentou tirar essas dúvidas traiçoeiras da cabeça, andando sem rumo, e quando percebeu estava perto do laboratório. Ouviu um barulho que demonstrava que havia alguém lá dentro trabalhando. Emitiu um suspiro baixo e entrou, já imaginando quem poderia estar ali. Se pudesse preferia fingir que nada aconteceu, mas não tinha como fugir daquela conversa, ainda mais que por enquanto todos estavam embaixo do mesmo teto.

Ele estava concentrado, analisando alguma coisa num moderno microscópio.

— Olá, Dr. Banner. – Ela o cumprimentou. O doutor não parecia carregar mais aquela face consternada e de pesar. E não é que todos mudamos?

Pego de surpreso pela interrupção dela, Bruce quase deixou cair à amostra que estava analisando e teve que ajeitar os óculos que usava.

— Natasha... – respondeu um pouco assustado pela presença dela.

— Você está bem? – Ela ignorou o sustou dele, e continuou agindo normalmente. Disse pausadamente: — Faz um longo tempo que não te vejo.

— Acho que sim. – Ele coçou a cabeça, constrangido. — Realmente, tem bastante tempo. Eu estava resolvendo alguns problemas por aí. Tipo irritando alguns deuses em Asgard — ela o olhou surpresa e confusa, e ele deu uma risada da expressão dela. – Longa história.

— Uau! Parece que você andou tendo alguns dias agitados. – Comentou. – Quer dizer que há problemas no paraíso nórdico? Por isso Thor não apareceu? Loki anda arranjando problemas novamente?

— Você não faz ideia! Aquele lugar está longe de ser um paraíso, e Loki está longe de ser o pior problema deles. – Ele parou, parecendo indeciso sobre o que ia dizer a seguir. – Sabe, aquilo que aconteceu com a gente antes... Acho que devo começar me desculpando por ir embora daquela maneira. Eu estava um pouco bravo com você, mas isso não justifica. Não foi justo com você.

— Ah. Isso não importa. – tentou diminuir a importância do que ele fez. Agora não importava mais mesmo, mas na época havia ficado bastante magoada. — Acho que foi melhor assim. Não ia dar certo mesmo, sabe?

— Você acha mesmo isso? – ele perguntou ligeiramente surpreso. – É que eu tive muito tempo para pensar, e pensei que nós poderíamos jantar um dia, ou tomar um café, algo assim.

— Humm... – Por essa ela não estava esperando. Se tivesse sido antes, ela teria aceitado satisfeita, mas ele tinha demorado demais para tomar uma atitude. Era melhor deixar claro de uma vez que aquilo não ia rolar. – Acho que não é uma boa ideia por enquanto. Eu também tive uns dias bem agitados, e estou saindo no momento com outra pessoa. Saindo, talvez não seja o termo certo. É um relacionamento.

— Oh! Parece sério. – ele comentou e parou timidamente.

— Você não faz ideia.

— Então... – ele parecia sem saber o que dizer, constrangido. — Me desculpe por isso, eu devia ter imaginado. Estou feliz por você...

Ele não chegou a terminar, pois Steve entrou, interrompendo. Olhou devagar para cada um.

— Estou atrapalhando algo? – a pergunta saiu meio rude, e Natasha o olhou, curiosa. Ah, claro. James finalmente já devia ter contado a ele, e agora Rogers achava que a havia pegado flertando com Bruce. Homens!

— Na verdade, não. – ela respondeu. – Já estou de saída. Você está bem capitão?

Ele pareceu subitamente ter percebido que havia sido um pouco grosso com os dois, e saiu, quase que correndo, se desculpando e dizendo que precisava fazer algo. Como ela, Bruce olhava para as costas dele, achando aquele comportamento estranho. Ele pigarreou.

— Então, você e Steve.

— O que? – ela perguntou surpresa e o olhou na mesma hora. Percebeu o que ele estava imaginando. Riu. – Ah, não. Não é com ele. É com o Jam... anh, Bucky.

Não ficou preocupada em contar, eles estavam morando no mesmo lugar, uma hora todos ficariam sabendo mesmo. Não que ela precisasse dar alguma satisfação sobre isso aos outros.

— Uau. Eu não fazia ideia. Como isso aconteceu? Não, desculpe, isso não é da minha conta. -Soube que ele se recuperou. Fico feliz por vocês. – ele sorriu, e ela encerrou a conversa saindo. Um problema a menos para resolver.

Percebeu que ele tinha ficado olhando para onde Steve tinha parado quando entrou, pensativo. Imaginou no quê.

POV BUCKY

Ele havia passado quase o tempo todo com Steve se preparando para a mudança. Quase não vira Natasha, que passava parte do tempo trabalhando, outra arrumando a mudança, e ainda arrumava tempo para ajeitar a vinda de Dasha pro país e arrumar um lugar pra eles.

Com Natasha sendo multitarefa em quase tudo, ele acabou se sentindo meio inútil. Era como se ele estivesse vivendo a parte de todo o resto, só orbitando em volta dela e de Steve. Era confortável, claro. Mas também se sentia um pouco perdido e sem função. Precisaria trabalhar intensamente para deixar no passado aquela imagem que os outros tinham dele, um soldado manipulado e inimigo, se quisesse ter uma vida boa ali com as pessoas que formavam a sua família. Ajudar no que fosse necessário para conter essa nova ameaça era o primeiro passo. Depois, veria.

Mas antes disso, precisava contar a Steve logo sobre como sua vida agora estava diferente. O problema era que nunca achava um momento propício. Estavam quase sempre cercados por outras pessoas, e a reunião havia deixado o amigo tenso. Até mesmo, achou que algo havia acontecido que fez ele e Sharon se desentenderem. A loira mantinha-se longe e tinha um ar rabugento e infeliz.

— Ei, bro. – ele sondou o amigo. – o que aconteceu? – moveu a cabeça na direção da loira.

— Não sei. Ela simplesmente ficou assim, não sei o que fiz. – Steve não estava sendo totalmente sincero, percebeu. Parecendo nervoso, continuou, dizendo baixinho: — Lembra o que eu tinha dito sobre outra pessoa? Acho que Sharon sabe e está irritada. Não sei o que fazer.

James parou por alguns segundos, confuso. Antes de vir, a loira parecia normal, só depois da reunião que havia ficado distante, mas ainda estava ali, quando encontraram com Natasha. Ou seja, fora algo que acontecera entre aquele momento e agora que a deixara assim. Steve dissera que estava interessado em outra pessoa antes de se envolver com a loira. Ele não era burro e chegou rapidamente a uma provável conclusão que não o estava deixando nada feliz.

Não, não podia ser o que ele estava pensando. Nem insistiu mais no assunto porque não queria ouvir o que Steve poderia dizer. Tinha que ter outra explicação. Lembrou de Natasha abraçando Steve, e como ele havia ruborizado. Ela não era boba, saberia se o amigo estivesse apaixonado por ela. Mas se ela soubesse, teria agido diferente ou dito algo. Claro que ela podia apenas achar que a maneira como Rogers agia com ela era apenas devido ao fato de não ter traquejo nenhum com as mulheres em geral, e não por estar a fim dela em particular.

Na torre, saiu de perto de Steve e foi procurá-la. Queria conversar com ela sobre o que estava pensando. Uma loira foi até ele, se apresentando como Pepper. Já ouvira falar dela, era a mulher ou noiva, algo assim, de Tony Stark.

Diferentemente do milionário, Pepper era simpática, simples e muito agradável. Perguntou se ele queria um quarto próximo de Steve.

— Não, acho que já tenho um. – ele respondeu. – Onde está Natasha?

— Ah! Natasha me avisou que alguém ficaria com ela. – pelo visto, a inteligência era o que havia em comum entre ela e Tony. – Vou te mostrar o quarto, mas não sei se ela está lá.

Natasha não estava mesmo lá, mas ele escolheu esperá-la chegar em vez de ficar vagando por aí. Depois de quase uma hora, ela chegou, o encontrando parado encostado na porta, esperando por ela.

— Oi! – disse dando um curto beijo. – Tenho algumas novidades, tem alguns apartamentos que acho que poderíamos olhar, mas ainda não achei ninguém para ficar com Dasha enquanto estamos aqui.

Ela parou de falar, olhando para ele e percebendo que algo o incomodava. James tinha muita coisa para dizer a ela, mas agora que ela estava ali, preferiria deixar a parte da conversa para um pouco depois.

Puxou ela para perto, beijando-a. Natasha não resistiu e nem o censurou por estar fazendo isso ali, onde qualquer um que estivesse passando pelo corredor pudesse vê-los. Desceu as mãos até a cintura dela, apertando ainda mais contra si. Já ia levá-la para dentro do quarto, quando ouviu um barulho.

Ela se afastou, e ele viu Steve paralisado, olhando para os dois. Natasha pareceu ficar confusa com a expressão dele, como se achasse que ele já soubesse e olhou para James com aquela cara de”não-acredito-que-você-ainda-não- disse-nada!”. Parecia quase magoada.

Vendo a expressão dela, tomou uma decisão. Já passara da hora de esclarecer isso. Pôs o braço em volta do pescoço dela, mandando uma mensagem indireta. Eles estavam juntos. Se Steve tinha algum problema com aquilo, ele que lidasse com isso.

— Então, Steve, lembra que eu tinha dito que precisava te contar algo? — começou a dizer, olhando fixamente para o outro. — Bem, era isso. — Disse apontando para ele mesmo e Natasha.

Steve pareceu estarrecido, como se não pudesse imaginar como aquilo havia acontecido.

— Então era por isso que você queria saber onde ela estava? — ele perguntou juntando as peças. — Não entendo.

— Sim, era. – Ele ficou pensando em como explicaria. — Nós dois já nos conhecíamos antes, na Rússia. Namoramos por um tempo lá, mas aconteceram algumas coisas, é uma longa história, e acabamos nos afastando. Apagaram mais uma vez minha memória após isso. E o resto você sabe.

Steve olhou com um misto de raiva e decepção para a ruiva.

— E você, Natasha, nunca pensou em me contar sobre isso? Não pensou nem por um segundo em me contar isso quando eu estava atrás do Bucky?

Natasha desviou o olhar, ela já previra que Steve não lidaria bem com o fato de ela nunca ter contado.

— Me desculpe, Steve. Eu pensei em contar, mas que importância isso teria?- começou a tentar se justificar. — O que traria de bom? James não lembrava de mim naquela época e de certa forma não era mesmo a pessoa que eu havia conhecido antes. Era alguém que eu não conhecia.

— Eu sou mesmo um idiota!- Steve estava se exaltando ainda mais. — Fui avisado para não confiar em você, e mesmo assim, confiei.

— Ei, cara. — James tentou intervir. — Também não é assim, ela teve os motivos dela para não contar, e tem razão em dizer que isso não ajudaria em nada naquela época.

Mas Steve nem sequer olhou para ele, ignorando-o. Merda, ele deveria ter contado de outra forma. Havia agido como um idiota egoísta, como um cachorro tentando marcar seu território. Nem se importou no quanto isso poderia magoar o melhor amigo ou Natasha.

— Eu confiava em você. — Steve gritou para ela. Pôs a mão no rosto, consternado, tentando se acalmar. — Acho melhor eu voltar para o meu quarto, não consigo lidar com isso agora. Nem mesmo consigo olhar para você.

— Steve, espera. — Natasha tentou, puxando-o pelo braço. — Se você me deixasse explicar...

Entretanto, ele saiu como um foguete, sem parar para ouvi-la. James viu como aquilo havia a deixado abalada e a abraçou. Idiota, idiota, idiota. Se Natasha ao menos soubesse que ele despejara tudo aquilo em cima de Steve de uma vez porque estava com ciúmes, a ruiva ficaria furiosa com ele.

— Não se preocupe. — disse ainda abraçado a ela, afagando as madeixas ruivas. — Vou conversar com ele amanhã, ele só disse essas coisas porque está com raiva. Mas isso vai passar. Eu prometo a você.

— Não, James. – ela respondeu triste. – Não vai passar. Steve tem razão: não sou confiável. Se você fosse mais esperto, fugiria para longe de mim o mais rápido possível.

Ele ficou se remoendo ainda por mais uns minutos, depois dela entrar no quarto. Natasha estava errada, era nele que ninguém devia confiar. Foi ele que magoara o melhor amigo, a pessoa que sempre acreditou nele e tentou ajudá-lo mesmo quando ele não merecia, intencionalmente, apenas por ciúmes. E de quebra, ainda conseguiu machucar mais uma vez a mulher que amava e que havia o perdoado depois de tudo que fizera, tratando ela como se fosse um cabo de guerra entre os dois, achando que quem puxasse mais forte, a ganharia

Um pensamento sombrio e rasgante o inundou: talvez Clint tivesse razão sobre ele. Talvez ele fosse a pior coisa que poderia

Notas finais
Eita, será que Steve vai ficar como?