Strike match and burn with me...
12 Angel down
Notas iniciais
"Shots were fired on the street
By the church where we used to meet
Angel down, angel down
Why do people just stand around?"
POV NATASHA
Acordou sobressaltada e de supetão ainda dentro da nave. Passou a mão pelos cabelos, ainda aturdida. Quanto tempo estava ali? Quanto tempo tinha dormido? Pelo menos, tinha aberto a cabine, senão o ar teria acabado. O estranho é que ninguém tinha aparecido. Não que tivesse pousado em um lugar público, mas, mesmo assim, imaginou que algo caindo do céu chamaria a atenção de alguém.
Levantou meio torta. Seu corpo inteiro doída, tanto dos últimos dias quanto da má posição em que havia dormido. Imaginou como estaria sua aparência, tentou arrumar o volumoso cabelo cacheado sem obter muito sucesso. As roupas, pelo menos, ainda estavam inteiras, só um pouco amassadas. Com o tempo que passou dormindo, imaginou que qualquer ferimento que tivera já teria sarado graças ao soro.
Avaliou sua situação: estava em algum lugar cercado por algumas árvores que ela não fazia ideia de qual era, sua aparência devia estar um horror, sem beber ou comer nada sabe se lá por quantas horas. Mas valeu a pena, agora tudo estava resolvido e poderia voltar ao normal. Não que seu conceito de normal fosse de fato muito... anh, normal.
Cruzou a pequena floresta até encontrar uma rodovia. Pensou em qual seria a possibilidade de conseguir um táxi por ali. Ou uma carona, já que nem sabia se tinha algum dinheiro. Olhou a rodovia vazia, desanimada. Será que estava aonde exatamente? Como poderia não ter ninguém por ali?
Começou a andar pela encosta da rua. Precisava encontrar alguma coisa ou alguém em algum lugar. Ouviu um barulho ao longe. Colocou a mão nos olhos, tapando o sol, para enxergar o que era. Viu um caminhão se aproximando. Fez o típico sinal universal de pedido de carona, rezando para que parasse.
Quando o caminhão parou, viu que era uma mulher de uns quarenta anos com feições brutas que o dirigia.
— Para onde está indo? – perguntou um pouco ríspida. Natasha analisou com mais atenção a mulher. Vestia uma calça jeans desgastada, uma camiseta branca com uma camisa xadrez por cima, botas já bem gastas e tinha um cigarro pendurado na boca. Era loira e tinha um rosto que expressava que deveria ter tido uma vida árdua.
— Nova York, mas aceito qualquer lugar habitável. – Natasha respondeu.
— Sobe aí, posso te deixar em Nova York. Isso se você não se importa de viajar tanto tempo sentada nesse banco duro.
Natasha fez o contorno do caminhão e entrou. O caminhão não estava lá em tão boas condições, mas não seria ela a reclamar.
— Tanto tempo? – Natasha perguntou curiosa. – Onde estamos exatamente?
— Kentucky. – A mulher respondeu a olhando de forma curiosa. Devia achar que ela estava muito chapada para não saber onde estava. – Espero que não seja fresca, não sou de parar muito.
Natasha riu. Já tinha sido chamada de muita coisa, mas fresca não constava nessa lista.
— Não vou dar trabalho, estou acostumada com coisas piores, acredite. Sou russa. – Disse com se aquilo fosse autoexplicativo. Era engraçado o fato da mulher não saber quem era ela, seu trabalho junto aos Vingadores a tornou muito conhecida por quase todo o mundo, imagina só na América. Mas a mulher parecia rústica e um pouco caipira, sem ofensas. Devia ser aquele tipo de pessoa que tinha horror a tecnologia e preferia passar o tempo vendo alguma sitcom antiga na sua TV mais antiga ainda, ou enchendo a cara em algum bar ainda mais rústico que ela. — A propósito meu nome é Natasha.
— Sou Donna – A cumprimentou com um aperto de mãos. — Russa? Se eu não tivesse dirigindo, te chamaria para tomar uma Vodka. – Natasha deu um pequeno sorriso por ter conseguido ler a mulher corretamente. Ela ligou o caminhão, voltando à estrada. – Queria ver se vocês bebem tanto assim como dizem, ou tanto quanto eu.
— Russos bebem mais vodka que água, entretanto depois que vim para cá, não tenho mais tanto esse hábito. Americanos não costumam achar muito normal tomar café com vodka pela manhã. – A mulher deu uma gargalhada. Pelo menos, sabia que a viagem ia ser agradável, já que Donna parecia uma mulher forte e divertida. – É sempre tão deserto por aqui? Aconteceu alguma coisa?
— Geralmente, não tanto, mas também não é lá uma rodovia tão movimentada. – Ela balançou os ombros como se não fosse grande coisa. – Se aconteceu, não sei. Já estou na estrada há alguns dias, e costumo dormir às vezes no caminhão. Para economizar, sabe? Não é o certo, eu sei. Mas também esses hotéis de beira de estrada? Vou te dizer uma coisa: meu caminhão é mais confortável. Além disso...
Natasha perdeu-se em seus pensamentos, ignorando o que Donna dizia. Estava satisfeita por tudo ter acabado, mas em algum lugar dentro dela, um pequeno alarme insistente tinha ligado. Sentia que tinha perdido algo. Algo importante.
...
Se a viagem foi mesmo longa, Natasha nem sentiu, já que dormiu a maior parte da viagem, tendo seu sono embalado por alguma estação de rádio country. Só haviam feito uma parada rápida, onde ela aproveitou para ir ao banheiro, beber água e comer alguma besteira. Ela nunca tinha sentindo tanto sono assim, percebeu assustada. Jet lag do espaço? Não fazia ideia.
Ajeitou-se no assento quando percebeu que já estavam em Nova York. Quando Natasha disse que Donna poderia deixá-la em qualquer lugar, que depois tentaria pegar um táxi até Manhattan, Donna fez um sinal de desprezo com as mãos e disse para ela deixar disso, não custaria nada leva-la até lá. Natasha estava desconfiada que tamanha bondade fosse mais preocupação. Do jeito que ela havia dormido na viagem, a mulher devia achar que ela acabaria dormindo na rua, antes de chegar onde queria.
A ruiva olhou longamente a cidade que diferente de todos os outros dias, onde havia milhares de pessoas andando apressadas pelas ruas, hoje estava um tanto quanto parada. Procurou não ficar especulando o porquê, passou muito dias preocupada e queria aproveitar esses últimos minutos para aproveitar a benção da ignorância.
O queixo de Donna quase caiu quando Natasha pediu para a loira parar perto da torre. Do jeito que olhava, era óbvio que nunca tinha visto, e que a estrutura e a aparência da imponente torre a impressionava. Natasha agradeceu e se despediu da mulher, desejando-lhe boa sorte no resto da viagem. Se alguém precisava de sorte na viagem, com certeza era ela, pois não era normal uma pessoa comum dirigir por mais de doze horas sem dormir, só a base de muito café.
Natasha respirou fundo e entrou na torre. Ia ter muita coisa a explicar a James, além de que Fury devia ter estar muito furioso com ela.
A torre estava silenciosa, o que já não era tão normal. Mas estava com tanta fome e com tanta vontade de usar o banheiro, que nem se importou em pensar muito naquilo. Subiu, decidindo que primeiro iria ao quarto encontrar James, já que as coisas não tinham ficado muito bem entre eles da última vez. E também estava com tantas saudades de sua pequena Dasha!
Chegou ao andar deles e andou até o quarto deles, reparando surpresa que não havia ninguém pelos corredores. Parou em frente ao quarto, colocando a mão na maçaneta. Sentiu uma súbita vontade de não abrir, simplesmente, virar as costas e sair dali. Algo lhe dizia que quando abrisse aquela porta alguma coisa ia mudar.
Afastou os pensamentos e abriu. Sua primeira visão foi James vestido todo de preto, abaixado, ajeitando com dificuldade um vestido também preto em Dasha. Como se tivesse sentido a presença dela, olhou para trás, se deparando com ela parada ali na porta, tentando entender o que via.
Viu em seus olhos um misto de alívio, amor e fúria. Talvez, ela bem merecesse aquilo. Mas tinha algo em seus olhos que a preocupou ainda mais, olhos vermelhos que denunciavam que ele havia chorado durante muito tempo.
— O que aconteceu? – Ela perguntou direta. Era claro que cumprimentos e outros assuntos que eles precisavam lidar teriam que ser deixado para depois. Os olhos de Dasha se iluminaram ao vê-la e a menina correu até ela para dar um beijo e um abraço.
— Oh! Olha quem finamente apareceu. – Ele respondeu ríspido sentando na cama. Viu que ele colocou a mão entre os olhos, tentando conter a raiva.
— James, por favor, deixe para ficar furioso comigo depois. Apenas me diga o que está acontecendo. – Suplicou cansada. – Do jeito que vocês estão vestidos... Alguém morreu não é? –Ela enfim concluiu. — Me diga quem.
— Steve, Natasha. – ele respondeu resignado. – Assassinaram Steve.
POV JAMES
Olhou para Natasha, sem saber ao certo como se sentia. Ela desmoronou no chão, encostando-se à parede do quarto, atordoada e confusa. Ótimo, era também assim que ele se sentia. Sabia que tinha contado a ela de forma rude e grosseira, mas não conseguia disfarçar o rancor. Onde ela estava quando era ele que estava desmoronando?
— Foram os mutantes? Houve alguma batalha? – Ela perguntou tentando entender.
— Sim, houve. Mas não foram eles que fizeram isso. – Ele nem sabia como explicar... Aconteceram tantas coisas... – Esse problema já está resolvido.
— Não entendo.
— Essa situação dos mutantes acabou trazendo a tona de novo aquela história do registro. – Ele parou um minuto pensativo. Ainda não conseguia acreditar que Steve tinha morrido. – Steve, claro, não concordava, assim como a maioria. Resumindo, ele tinha uma reunião com o congresso para discutir sobre isso, e no caminho alguém o assassinou.
— Alguém?
— É, ainda não sabemos quem foi. – Ele explicou. – A SHIELD está comandando as investigações, mas se descobriu algo, está mantendo as informações para si. A única coisa que sei é que ele foi baleado no estômago e nos joelhos e não resistiu. – Quase não conseguiu terminar de falar, sua voz estava embargada e sentiu as lágrimas quentes escorrendo por seu rosto.
Natasha se arrastou pelo chão até chegar a ele. Colocou a cabeça sobre os joelhos dele e ele percebeu que ela também chorava. Deixando o rancor de lado, abaixou e encostou a sua cabeça na dela, os dois se reconfortante mutuamente. Sentiu braços minúsculos, tentando abraçar os dois. Os dois olharam para a pequena Dasha e deram um pequeno sorriso. Às vezes, se concentravam demais neles mesmos e em seus próprios problemas e acabam esquecendo-se da pequena. Precisam se esforçar mais e dar mais atenção a garota se quisessem ser bons pais.
Ela se levantou, passando as mãos nos olhos para enxugar as lágrimas. Perguntou se o enterro era naquele dia, e James respondeu que sim.
— Então era por isso que as ruas estavam tão vazias, o cemitério fica no outro lado... – Ela falou para si mesma. — Se você puder esperar só um momento, vou me arrumar rápido para poder acompanha-los. Tudo bem? – Ela perguntou esperando a confirmação dele. A confirmação de que eles estavam minimamente bem a ponto de poderem juntos.
— Claro. – Ele olhou o relógio. – só não demore muito. Anh, você gostaria de compartilhar algo sobre o que você andou fazendo?
Ela se aproximou e colocou uma mão no rosto dele. Viu nos olhos delas que ela também tinha passado por muitas coisas nesses últimos dias. Ela tentava esconder, mas ele percebeu a tristeza que seu olhar carregada, uma tristeza profunda. Rapidamente, se arrependeu de ter tratado ela mal. Seja onde ela estivesse, percebia que foi e estava sendo muito difícil para ela. Que egoísta ele tinha sido.
— Sim, mas não agora. – A ruiva respondeu. – Hoje o mais importante é nos despedirmos do capitão.
...
O velório estava lotado como era de se imaginar. Fora as pessoas que estavam assistindo todos os pequenos detalhes da cerimônia pela TV. Achava aquilo um tanto quanto mórbido, mas entendia o interesse da população, já que Steve era a verdadeira personificação do herói americano.
Os três chegaram juntos, atraindo olhares. Imaginou que a maioria era por causa de Natasha, já que era ela a famosa ali. Natasha usava um grande par de óculos escuros, o que o incomodava. Ele queria saber o que se passava naqueles olhos verdes dela, mas ela estava se blindando para não mostrar seus sentimentos. Até mesmo a postura ao andar, seus movimentos, tudo era planejado minuciosamente para não deixar transpassar nada as outras pessoas. Ela poderia ser vista como fria, quando saísse as fotos do enterro nos jornais, mas ele sabia que ela uma guerreira que estava se esforçando para se manter firme e forte.
Quando entraram na igreja, onde o público não poderia entrar, a ruiva continuou a atrair olhares, já que esteve sumida por alguns dias. Imaginou o que todos estariam se perguntando: Onde ela estava? O que estava fazendo? Como ela pôde sumir no meio de uma iminente batalha? Bucky não podia negar que todas essas perguntas também passavam pela cabeça dele, mas também sabia que nem era tudo era preto ou branco. Havia variados tons de cinza, e a ruiva era especialista em transitar por todos esses tons.
Os que mais a observavam eram Fury, Clint e Dra Cho, que estavam juntos com conversando com alguns membros da SHIELD. Ela se aproximou deles, com James e Dasha logo atrás. Primeiro, ela foi até Clint, o abraçando. Viu que Clint disse algo no ouvido dela, mas não conseguiu ouvir. Depois, cumprimentou os outros dois, abraçando-os. James sabia que Fury estava furioso com ela, mas aquele com certeza não era nem o lugar e nem o momento ideal para isso. Mesmo assim, o ouviu dizer a ela: “Depois, precisamos ter uma longa conversa mocinha.” Dra Cho, a observava com preocupação, como se ela pudesse explodir a qualquer momento, mas não disse nada. Natasha deu um sorriso à doutora para tranquiliza-la. James deu uma olhada de esguelha para a ruiva. Com certeza tinha algo acontecendo entre ela e a doutora que não estavam contando a ele. A preocupação da doutora estava muito exagerada
Também foram cumprimentar todos os outros, Vingadores, alguns X-men e até algumas pessoas da SHIELD. James viu T’Challa com os braços nos ombros de Tempestade, parecia que as investidas dele enfim estavam dando resultado.
Chegaram até Shannon, e ele ficou um pouco preocupado, já que Shannon sentia ciúmes, com razão, de Steve com Natasha. Porém, Natasha a abraçou, quebrando o gelo, e Shannon aceitou o abraço de bom grado com os olhos marejados.
Após isso, Natasha o deixou sozinho conversando com os rapazes e foi até o caixão. Ela ficou parada uns minutos apenas olhando para Rogers. Depois, colocou a mão carinhosamente sobre o rosto de Steve. Ele queria se aproximar dela, viu que ela enfim caindo em si e desmoronando. Entretanto, antes mesmo que ele se mexesse, ela recuperou a compostura e se caminhou de volta para onde ele, Dasha e os rapazes estavam, como se nada tivesse acontecido.
Pouco tempo depois deles chegarem, a preparação para o enterro começou. Um carro fúnebre chegou, já levando o corpo do amigo. Eles o seguiram de carro, vendo centenas de pessoas no caminho até o cemitério.
Saber como Steve era importante para aquelas pessoas o reconfortava. Como ele querido, como ele era amado. Eles não tinham perdido apenas só o Steve Rogers ou o Capitão América. Perderam um ícone.
Tal como no velório, os populares também foram impedidos de entrar no cemitério, então era apenas eles.
A cerimônia havia sido tocante, bonita e triste. Wanda chorava copiosamente no peito de Visão, Sam era outro que não disfarçava e nem tentava impedir o choro. Shannon não chorava, apenas olhava para o horizonte parecendo perdida e dopada. Tony tentava não parecer abalado, mas bebia algo disfarçadamente em um cantil. Ele disse algumas palavras sobre Steve, mais de uma maneira mais leve, tentando quebrar o clima de tristeza, relembrando todas as histórias engraçadas que vivera junto de Steve. Como Tony, Sam deixou o choro copioso de lado e tentou também deixou o clima mais leve, mesmo com os olhos vermelhos o denunciando. Clint demostrava todo o respeito que sentia pelo capitão e ainda foi um dos que discursaram sobre Steve. Esperavam que Shannon também tivesse algo a dizer, mas ela estava tão fora de si, que nem se manifestou. Outros falaram sobre Steve, dizendo como fora um aprendizado trabalhar com ele, como ele era uma pessoa gentil e boa e todas essas coisas.
— Bom, se eu fosse contar todas as histórias engraçadas do Steve, como Tony, não sairíamos daqui hoje. – Bucky começou a dizer quando chegou sua vez. – Para mim, é tão fácil quanto difícil falar sobre Steve. O que dizer sobre o cara que eu conheço desde criança, que cresceu comigo, que era meu olhou amigo, que lutou ao meu lado na guerra? Que me salvou várias vezes, inclusive, de mim mesmo? Que me trouxe de volta da escuridão em que eu estava perdido, quando nem eu mesmo acreditava que fosse possível?
“Steve não era apenas um bom homem, ele era um herói e o melhor amigo que eu poderia ter. Ele era um homem melhor do que eu jamais serei. Hoje, cada um de nós morre um pouco junto com Steve. Adeus, amigo. Espero que eu consiga consertar todo o mal que causei nessa vida, para que um dia, possa te encontrar de novo.”
Terminou o discurso, não tinha condições emocionais de dizer mais nada.
Acreditando que ninguém mais iria querer dizer mais nada, o coveiro pegou a pá para começar a cobrir o caixão.
—Steve era bom comigo, mesmo quando eu não merecia. – Natasha começou, fazendo o coveiro parar a pá no ar. –Acho que ele não conseguia evitar acreditar que as pessoas eram melhores do que pareciam. Ele acreditava nas pessoas e não desistia delas. Sempre achei que ele era ingênuo demais, e talvez até fosse, mas agora acho que não. Não era ele que era ingênuo demais, mas sim, eu que não conseguia confiar nas pessoas. Porém, conviver com ele me fez ver as pessoas como ele via, pelo menos, um pouco.
“Agora sei, que lutar ao lado dele, estar do lado dele, me fez ser uma pessoa melhor. Queria ter percebido isso antes e poder agradecer por esse breve período que ele esteve entre nós. Ele foi e sempre será um símbolo da bondade, lealdade e justiça. Os anos não deixarão a ele desaparecer, ele permanecerá. E não importa onde precisaremos ir, iremos até o inferno, para encontrar o responsável por isso. Porque quem fere um de nós, está ferindo todos nós. Eu não gostaria de estar na pele de assassino.”
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