Notas iniciais
Oi, pessoas! Demorei bastante para postar, por vários motivos, pessoais, problemas com notebook e tambérm estou muito desanimada com a fic, vocês não estão comentando, não sei o que vcs estão achando, se estão gostando ou não, e isso desanima muito na hora de escrever. Também demorei pq queria seguir o máximo possível a HQ que me baseie. As imagens que coloquei na fic contém spoilers do capítulo.

POV NATASHA

Havia passado horas olhando os papéis que Reiko havia lhe dado tentando fingir que Ivan estava em outro lugar. Qualquer outro lugar. Suspirou. Ela teve certeza da resposta sobre onde Ivan estava no momento em que as opções foram postas a ela. E estava enrolando porque não queria ter que ir até onde precisava.

Suspirou, sabendo que não tinha opção. Jogou as pastas de lado na cama e olhou para o teto desanimada. Tinha que se levantar e arrumar suas coisas, precisava pegar o próximo avião de volta para os EUA.

...

Mal pôs os pés em território americano e já pegou outro vôo, dessa vez para Long Island. Estava tensa, o preço do que deveria fazer poderia ser caro demais.

O vôo foi rápido demais, queria ter mais tempo. Tempo para pensar, para ligar para as pessoas que amava, para aproveitar um pouco mais a vida que estava construindo.

Depois que chegou, alugou um carro e foi até a base do governo conhecida como H.A.M.M.E.R.

Invadiu a base o mais discretamente possível. Imobilizou um guarda quando já estava próxima. De perto, não parecia grande coisa, mas mesmo assim estava assustada. Meu deus, como ela conduziria aquela coisa?

Com dificuldade, entrou e foi até a cabine de comando. Olhou para todos aqueles instrumentos confusa. Respirou fundo, “finja que é apenas um avião, Natasha”, disse a si mesma.

— Ok. Checagem pré-vôo... – qual daqueles botões era o que ligava aquela coisa? Ela tinha dado uma breve lida num manual de instruções antes de invadir o local, mesmo assim, ainda estava um pouco perdida. – Não entendo esse cockpit mesmo de dentro... Ok, esquece. Bem, vamos lá. – disse finalmente conseguindo ligar a nave. Indo em direção ao céu. Indo em direção a Ivan.

...

Aquela experiência era a mais assustadora e a mais maravilhosa que ela já tinha tido na vida. A vista... Ah, a vista! Fazia tudo parecer tão pequeno perto da grandiosidade do universo!

Por um momento, quase se esqueceu do porquê estava ali. Ligou o gravador da cabine, queria tudo registrado.

— Chegada ao Pontola Grande, órbita da terra estável. Modo de camuflagem ligado. – Parou um momento pensativa. – Eu estou gravando isso no caso que eu não consiga... porque não há ninguém para me ajudar agora. – Segurou a emoção que sentia, nunca havia estado tão sozinha quanto agora. Mesmo sabendo as coordenadas, sentia-se um pouco perdida naquela imensidão. Demorou um pouco até que finalmente viu a base soviética onde Ivan deveria estar. Seu queixo quase caiu, aquilo com certeza não chegava nem perto do que ela esperava. Uau! Era enorme – pensou. Aquilo era impossível, como algo daquele tamanho simplesmente estava ali sem ninguém saber? Como o governo americano não sabia sobre aquilo? Eles teriam pirado sobre aquilo. Além disso, quem era responsável por aquela base? Não dava para acreditar que o governo russo se arriscaria tanto... Algo assim, poderia desencadear uma guerra.

— Acho que talvez esse seja o ponto no espaço e tempo que eu sempre fui destinada a chegar... – Disse se sentindo um pouco insana. Mas como aquilo não deixaria qualquer um insano? — E o mundo tem que saber... Alguém construiu isso, construiu e lançou ao espaço sem que ninguém mais soubesse. Alguém construiu o... – Procurou um nome que pudesse definir o que era aquilo. — encouraçado.

Continuou falando para deixar gravado:

— Tentando filmar os detalhes. Vejo o que eu poderia supor que se chama de dínamos imperiais. Como sempre, deixando o design testado, mudando a bandeira. Mas ninguém na política russa é um imperialista agora. Pelo menos não sob a bandeira dos czares. Então quem seria maluco o bastante para... Oh... – Sentiu seu queixo caindo novamente ao vê-lo. Não sabia o que mais a assustava: a forma como ele claramente controlava tudo ou sua aparência. — Porque eu continuo me ferindo? Ivan. É claro que foi você que construiu isso tudo.

“Ivan. Então, realmente Logan o matou ou quase. E depois ele fez isso a si mesmo, não sei bem o que aconteceu com ele. Se alguém ouvir essa mensagem, mande a intelligencia para o Fury, ou Logan, ou... qualquer um. Ivan teve seu corpo destruído com exceção do cérebro e da coluna vertebral, que ele aparentemente transplantou em algum tipo de monstro.”

Controlou suas emoções conflitantes, e se preparou para uma discreta aterrissagem na base. Foi difícil, uma vez que era iniciante nesse negócio de dirigir naves espaciais, mas ninguém podia dizer que ela não sabia se virar.

Sua nave era pequena, principalmente, em comparação a base. Não era tão difícil passar despercebida. Desceu, olhando para todos os lados, tentando detectar alguma ameaça. Limpo.

Saiu, e foi andando pelos corredores daquele lugar estranho, se escondendo quando cruzava com alguns dos dínamos imperiais. Não precisava e nem sabia como lidar com eles agora.

— Eu deveria ter percebido mais cedo o que essa coisa, Ivan é. – disse para si mesma. — Eu deveria...

— Deveria, Tasha? – Ouviu a voz quase mecânica de Ivan atrás de si. Congelou por alguns segundos e depois se virou para encará-lo. Ele a olhou de forma fria. Nem de longe lembrava o homem que ela considerou seu pai por tantos anos. -Durante todos esses anos, você nunca pensou que esse velho cão poderia te morder, não é? Não o velho, confiável e honesto Ivan.

“Todos esses anos tendo que aguentar você e seus relacionamentos fracassados, todos esses caras idiotas e fracassados. E você me jogando na cara cada um deles. Você nem mesmo se importou. É mentira?”

Será que o velho Ivan ainda estava lá? Dentro daquela carcaça, escondido no fundo daquele monstro que ele havia se tornado? Precisava tentar, pelo menos. Tentar por todos aqueles anos que ele havia estado ao lado dela, mesmo que houvesse segunda intenções nas ações dele.

— Ivan, você nunca foi assim. Isso é o soro falando. A química que te manteve vivo por anos, que te transformou. Até você chegar a esse ponto, transformando-se nessa coisa. Olhe para mim, você não lembra todas as merdas que esse maldito soro fez comigo?

— Não, eu penso que foi você quem me deixou louco, Tasha. – Ele riu amargo. — Pelo menos agora sou maluco e invulnerável.

— É por isso que você se tornou isso? – A ruiva perguntou. — O tipo de pessoa que sempre odiou e lutou contra?

— Você está tentando me ludibriar e me manter falando, tentando me enrolar e enganar, como sempre fez. – Ivan se aproximou e colocou a mão no rosto dela. Queria vomitar. — Mas isso não será mais assim, querida. Eu posso mandar o que está dentro de você matá-la, apenas por pensamento. Então, não é bem melhor você se esforçar bastante para me deixar feliz, Tasha? – Ele sorriu. Uma criança ganhando o presente de Natal. — Vamos, deixe-me mostrar o lugar, tudo o que fiz.

“O dreadnought foi desenhado para destruir o porta- aviões da SHIELD. Já havia sido planejado há anos, mas era muito caro construí-lo, o que tornava o projeto inviável. Até agora. Agora tem muitas pessoas ricas e ressentidas na Rússia todas com diferentes ideologias. Como você me ensinou, estou lidando com todos eles... – Ele disse apontando. – Ah! Aqui está casa ogiva nuclear desaparecida no mundo, a propósito. Para o bilionário mais generoso, eu posso declarar uma terrível guerra, da minha própria e pequena nação aqui. Eu escolhi a águia imperial porque me faz lembrar você, Romanova.

Continuou:

—Havia um tempo em que pensava “Ei, eu vou convidá-la para se juntar a mim.” E olhando agora, estou tentado novamente. Você sempre foi boa em escolher lados, e trocá-los quando bem lhe convém, mas você nunca escolheu a droga do meu lado. – Eles chegaram até uma sala que tinha uma cadeira que mais parecia um trono. Ivan sentou-se, enquanto ela ficou de frente a ele. — Você já notou que ainda acredita que eu e você não devemos ficar juntos? Mas as coisas mudaram. Tenho você agora. Venha e sente-se no colo do tio Ivan.

Ele poderia ter dito qualquer coisa, mas Ivan sempre sabia escolher as palavras que a desestruturava, não importa para que direção. E agora havia conseguido deixá-la furiosa, mas não podia deixá-lo saber do efeito que as palavras causavam nela.

— O quão frágil você pensa que sou? Depois de tudo que fez contra mim? Não, você acha que revelou algumas falsas verdades sobre mim, mas só revelou mais sobre você. A ideia que você tinha de mim te fez se sentir melhor sobre o fato de eu rejeitar você. Eu escolho lados, mas eu agora escolho o lado dos mocinhos. Eu escolho vencedores. Escolho arrependimento, bondade e perdão. – Deu um sorriso convencido e falou: — E agora eu vou passar por aquela porta e aposto que você não vai mexer no seu pequeno botão e me matar. Não até que eu esteja humilhada, não comigo ainda te enfrentando.

Enquanto virava as costas e saia da sala, o ouviu gritando furioso:

— Não me provoque, Tasha! Eu tenho o poder sobre sua vida e morte agora... Tasha! Por favor! Maldição!

POV BUCKY

Ele queria se dedicar completamente a achar Natasha agora que o perigo havia passado, mas como sempre as coisas nunca saíam como o planejado.

Após salvarem o dia, ele imaginou que tudo estaria bem, e talvez até aquele tratamento de herói, sabe, crianças sorrindo para você, pessoas te parabenizando e essas coisas. Ora, ele não iria reclamar disso, mesmo achando que não merecesse.

Entretanto, logo que chegaram Fury jogou a notícia em cima deles:o governo americano estava usando aquela oportunidade para levantar a questão do registro novamente. Se as notícias para eles não eram boas, para os X-men eram ainda piores. Eles passaram da invisibilidade para uma grande exposição, não só o governo estava em cima deles, mas as pessoas comuns também. Ninguém gostava muito da ideia de que havia que nasciam diferentes, com poderes especiais.

Analisando friamente, era compreensível a preocupação. Os Vingadores não eram como os X-men, não haviam nascido daquela forma, bem nem todos, foram criados. A ideia de que pessoas poderiam estar nascendo com poderes especiais poderia ser desconcertante.

Incrivelmente, dessa vez, ninguém parecia disposto a discutir ou brigar sobre o assunto. Tony deixou claro que não ia comprar essa briga novamente. Só Steve começou a discursar furioso sobre o absurdo que era a proposta do registro, enquanto a maioria concordava, ciente que ele estava certo, mas cansados demais para se envolverem demais. Apesar disso, havia um certo furor entre eles, principalmente, entre os X-men.

Clint e ele deixaram os outros conversando e foram procurar informações sobre a localização de Natasha, e conseguiram seguir os rastros dela, descobrindo que ela havia estado na Rússia, mas que agora estava de volta nos EUA. Isso o deixou um pouco aliviado, se ela estava nos EUA, não estaria se metendo em confusão. Não muita. Ela era uma ex-agente soviética, o que nunca deixava ninguém mais popular na América, então, ela tentava o máximo possível andar na linha no país.

Não havia como saber ainda para onde ela tinha ido depois de chegar aos EUA, mas dos males o menor. Isso significava que ela provavelmente não estava mais atrás de Ivan, ou já tinha resolvido o assunto, já que de forma alguma Ivan estaria na América.

Olhou para Clint que também não parecia tão preocupado como antes. É claro que ainda havia o fato de Fury estar furioso com Natasha, e que Dra Cho e Dra Beth estavam ansiosas atrás dela. Mas não poderia ser algo tão ruim, não é?

— Bom, eu sempre digo que Nat sabe se virar. – Clint falou. – Acho que devemos subir e ver o que Steve está aprontando. A situação está sobre controle agora, mas pode se incendiar num minuto.

— Nem me diga. – James respondeu. – Meio que já percebi isso acontece muito por aqui.

Notas finais
Quero muitos comentários! Campanha façam uma autora feliz!