Strani Amori

9 SA che fanno crescere e sorridere tra le lacrime.


Notas iniciais
[Estranhos amores que fazem crescer e sorrir entre as lágrimas.]

O moreno correu até a única cabine que estava fechada, e a puxou com força. Donatello largou Mic, que caiu no chão, fraco.

Leo bateu no professor o tanto que agüentou, e quando terminou, ele parecia estar quase inconsciente. O menor chorava no chão. - Mic!? Você tá bem!? — falou preocupado, abaixando para olhar em seus olhos. Michelangelo apenas balançou a cabeça negativamente e abraçou o maior. - Vou te levar pra casa. — pegou-o no colo, arrumando suas roupas, e indo para sua própria casa. Por todo o caminho o pequeno foi abraçado ao pescoço de Leo, com a cabeça afundada nele. Chegando lá, o mais velho colocou-o em sua cama e deixou-o descansar, porém ainda ao seu lado. Observava a magreza do quase loiro. Quando Mic acordou, Leonardo dormia sentado no chão, apoiando a cabeça na cama e segurando sua mão. O quarto de Leonardo era pequeno e simples, nada parecido com o de Michelangelo. Mas havia pinturas maravilhosas espalhadas pelas paredes, assinadas: ‘Leonardo da Vinci’. O pequeno se mexeu, acordando o moreno, que sorriu. Será que era mais um daqueles sonhos? - Vou fazer algo para você comer, Mic. — levantou, mas o menor agarrou sua mão com força, numa súplica para que ficasse. -Não...fique comigo antes que eu acorde. — sussurrou. - O que? Como assim? Você tá acordado. — não entendeu o que Michelangelo falou, devia estar delirando. - Para você estar aqui comigo eu só posso estar sonhando. — sorriu triste, ainda deitado, olhando nos olhos castanhos de Leo — Já que você tá puto comigo. - Mic... — seu olhar entristeceu ao encontrar o já triste de Michelangelo. - Queria tanto poder me desculpar e poder falar com você como antes. — interrompeu-o — Mas isso não vai acontecer né? — sorriu tristemente. Sentiu a culpa e a tristeza baterem em seu peito, e a única reação que teve foi selar os lábios com os do menor. Mic pareceu despertar realmente quando sentiu o toque dos lábios doces de Leonardo. - L-LEO?! — espantou-se, interceptando o beijo carinhoso — É você mesmo?! — a cor vermelha tomou conta do rosto do menor. O maior apenas sorriu, daquele jeito doce e sereno. Os olhos do loirinho encheram-se de lágrimas mais uma vez. - Tem tanto que eu queria te falar! - Calma Mic... — abraçou-o, acariciando seus cabelos. - Me desculpa, Leo! — disse ainda nos braços dele — Eu não devia ter sido grosso, eu não devia ter gritado com você, eu devia ter percebido antes o que... o que eu sinto por você. — as palavras saiam sem que ele pudesse impedir. Tinha que falar tudo aquilo, estava tudo entalado em sua garganta por muito tempo. - Espera. Você disse que... — toda aquela informação junta o deixou confuso, não sabia se tinha ouvido direito. - É...E-eu gosto de você, Leo. — disse sério, mas não deixando de sentir seu coração disparar com a afirmação que acabara de fazer. Seu rosto queimava. O mais velho acabou por ficar sem reação como não ficava a um tempo — Mas você sente o mesmo por mim? Você não estava só brincando comigo? Como não tinha palavras, apenas segurou o rosto de Mic e beijou-o ternamente. O baixinho retribuiu um tanto feliz. Quando se separaram, o pequeno sorriu e tentou se sentar na cama de Leonardo, mas depois de fazer uma cara de dor voltou a se deitar. As lembranças daqueles momentos apavorantes no banheiro vieram à tona. - A culpa por aquele desgraçado ter feito aquilo é minha. Me desculpe Mic... — disse um tanto infeliz, a culpa banhava sua voz. Por um instante, o quase loiro pensou em perguntar o que Leonardo tinha com aquele homem, até chegou a tomar fôlego, mas antes disso, o moreno pareceu ter um lapso de memória e se lembrar de algo: - Você estava naquele dia que eu fui na casa dele né? — perguntou olhando para baixo. O menor fez um sinal positivo com a cabeça e abaixou o olhar. - Eu e ele... — o mais velho começou, mas foi interrompido. - Prefiro ficar sem saber, Leo. — falou seco, mas do que queria. Estava com o coração na mão. Ficaram desconfortáveis com o assunto por incontáveis segundos. - Vou fazer algo para você comer. — disse, olhando para a magreza do menor e levantando-se. - Posso ir com você? — os olhos castanhos de Mic eram quase suplicantes. - Não prefere descansar? — a preocupação com a saúde física do baixinho fez com que Leo ignorasse a súplica. - Não quero ficar sozinho. Leonardo sorriu doce e estendeu a mão para que ele. Michelangelo levantou com certa dificuldade, mas tentou não transparecer. Obviamente, o moreno percebeu, e o ajudou a levantar e serviu de apoio para ele. A cozinha era simples e desorganizada. Louça suja se acumulava na pia, e o que parecia já estar lavado estava jogado no balcão. Mic sentou-se devagar em uma das duas cadeiras. - Desde quando você cozinha Leo? — disse brincando. - Eu moro sozinho, Mic. Tinha que saber. — sorriu. O menor pareceu surpreso, mas talvez esperasse por isso. Foi ai que a campainha tocou. O moreno foi até a porta confuso, não esperava por ninguém. - Cadê? — Ticiano empurrou Leo quando ele abriu a porta, dando alguns passos para dentro. - Ticiano! — Mic se surpreendeu. - Porque está aqui? — o dono da casa não estava sendo nem um pouco amigável. - Não se sinta importante, vim para ver se o pequeno está bem. — o mais alto se virou para o loirinho, indo até ele — Porque foi embora mais cedo? — se ajoelhou à frente do amigo, acariciando seu rosto, mudando completamente de atitude — Você estava chorando, o que houve? — parecia preocupado ao notar os olhos inchados e ainda vermelhos do pequeno. - N-nada. — Mic corou ao lembrar do que tinha acontecido, levando as mãos ao pulso de Tici, tentando afastar sua mão delicadamente de seu rosto. - Se não quiser contar, não conte, mas não finja que nada aconteceu. — Ticiano o abraçou carinhosamente. - O QUE É ISSO?! — Leonardo gritou irritado, aquela gayzisse toda estava lhe consumindo a paciência. - Sexo. — o dos olhos azuis disse sério ao olhar para o ser irritado. - SAIA DA MINHA CASA! — Leo apontou o dedo no rosto de Ticiano. - Me obrigue. — soltou Mic, encarando o moreno. - Ei, não comecem a brigar! — Mic interveio com sua pose onipotente. - Você fique quieto! — Leo gritou para ele, estava realmente irritado. - Só porque você pediu. — Tici deu um beijinho no rosto de Michelangelo, mostrando o dedo do meio para o dono da casa — E você, olhe lá o que faz. — abriu a porta bruscamente e saiu, mas não deixando-a bater. - Mic... — Leonardo baixou o tom de voz, parecendo magoado — o que foi aquilo? - Nada, ele só estava preocupado. - Você estava me traindo com o Ticiano, o maior workholic que eu já vi? — o moreno parecia desolado. - Como assim te traindo? Estamos juntos por acaso? — o menor se levantou. - Aham. — aproximou-se de Mic, erguendo seu rosto com os dedos esguios — Você é meu. — E juntos os lábios. O beijo começou tímido, mas ambos estavam necessitando um do outro, querendo mais e mais. Leo conduziu o pequeno de volta para seu quarto. Cortaram o contato para respirarem. Os dois estavam ofegantes. O rosto de Mic estava corado, mas isto não impedia que ele puxasse Leonardo para o beijo novamente. Leo passou a beijar o pescoço do menor, espalhando arrepios por toda sua extensão. Desceu a mão pelo corpo de Mic calmamente. Ouvia o som da respiração ofegante sob ele na cama. - Para! — Mic gritou quando sentiu sua calça sendo puxada para baixo. Leo parou, mas o das madeixas mel estava muito assustado. As lembranças daquele momento apavorante estavam refletidas em seus olhos — N-não faça isso...por favor...não...- as lágrimas já se formavam. - Desculpa Mic! — Leo ficou nervoso e preocupado. Tentou abraçar Mic, mas ele o empurrou. - Para! Não faça isso! — ficou repetindo. Os olhos em pânico, transbordavam as lágrimas traumatizadas. Cada vez repetia mais baixo, cada vez mais se lembrava do que tinha acontecido no banheiro da escola. - Mic, calma. — Leo não sabia bem o que fazer, então puxou o garoto e o abraçou forte, acariciando-lhe as cabelos desgrenhados — Eu vou te proteger tá? Prometo. - P-promete? — ele perguntou baixinho em meio a soluços. - Eu prometo. — o moreno deu um beijo na testa do menor. Aos poucos Michelangelo foi parando de chorar, mas os dois continuaram abraçados, aproveitando os carinhos que faziam um no outro calmamente. - Leo... — ronronou o menor. - Hm? - Eu to com fome. - Come romã? - Não sou muito fã... - Vamos ao mercado. — levantou, estendendo a mão para Mic. - Só tem romã? - Só. - SÓ?! - É. Ultimamente, eu só como isso. — Leo sorriu sem graça, puxando Mic pela mão — Vamos comprar alguma coisa pra você comer. Sairam. Leo segurava firmemente a mão do menor. A rua de Leonardo era calma, só tinham algumas senhoras caminhando juntas com compras e algumas crianças jogavam bola. - Tá de namorado novo Leo? — uma garotinha gritou de longe. O moreno sorriu para ela, continuando a andar com Mic, que sentia o olhar das pessoas da rua sobre ele. - Te incomoda? — parou ao notar o desconforto do menor, olhando para as mãos entrelaçadas. - N-não. — o pequeno estava corado e sem graça. Na verdade, tinha até esquecido do detalhe das mãos. - Se te incomoda, eu posso soltar e... - Não me incomoda! — Mic apertou mais a mão do mais velho. Leo sorriu, roubando-lhe um selinho. Quando ele se afastou, Michelangelo inconscientemente foi em sua direção com o rosto, não querendo cortar o beijo. - Tá ficando assanhado hein? — riu. - ARGH@$*%#! — Mic deu um pulo. O rosto ficou absurdamente vermelho — Vamos logo comprar comida. — saiu andando rápido pela rua, puxando o maior, que ria pela mão. Não demorou muito para chegarem no mercado. - O que você gosta de comer? — Leo abraçou o menor, estava frio ali dentro, devia ser por causa do ar condicionado. - Lasanha. — Mic voltou a corar. Estava estranhando o comportamento carinhoso de Leonardo. Mas, fosse como fosse, estava gostando daquilo. - ... — o moreno parou por alguns segundos — Ok, me ajuda a pegar os ingredientes. — pegou a mão de Mic novamente, e puxou-o para procurarem o que precisavam. Enquanto Leo pegava as coisas nas prateleiras, Michelangelo segurava a cesta um pouco atrás. - De onde você conhece o Tici? — o loirinho perguntou curioso. - Nós estudávamos na mesma sala desde a 2ª série — Leo suspirou — Ele me tratava mal, criticava tudo que eu fazia. Daí eu comecei a revidar e... - Mas o Ticiano é um ano mais velho! — interrompeu. - Eu também sou. — Leo olhou-o incrédulo, como se ele tivesse de saber — Repeti a 8ª série. - SÉRIO?! — o pequeno quase caiu com a cesta, mas o mais velho segurou-o com força. - Tenho tanta cara de mais novo assim? — riu baixinho exibindo um sorriso encantador. Era tão bom ver Mic agindo normalmente de novo. -...Não é isso...- desviou os olhos corando — É que você não parece alguém que repita de ano. - Que eu sou muito inteligente pra isso? — estava se divertindo. Mic sem graça era muito fofo. O pequeno o empurrou, emburrando a cara. - Cala a boca! — Mic pegou a lata de molho vermelho da mão de Leo e jogou na cesta — Vamos pagar logo, estou com fome. Leonardo riu e foi atrás. Estava realmente feliz.
Notas finais
CEEERTO!
olha como você estão tendo diabetes lendo esse capítulo!
ai que lindo -qqq
fico feliz que ainda estejam lendo (se é que estão...)
mas enfim, o que acham que vai acontecer depois daqui?
o Ticiano e o Leonardo vão acabar tendo que conviver juntos por causa do Mic, será que eles vão se matar?
e COMO INFERNOS esse infeliz sabia onde o Leo morava?

tudo isso e muito mais no futuro -QQQ (entre hoje e amanhã -q)

ah!
mais uma coisa:

ME DESCULPEM PELA DEMORA!
TEVE O CU DOCE DO NYAH, A VIAGEM, O VIRUS NO PEN DRIVE DA NAA-CHAN E A GENTE ACABOU NÃO POSTANDO AQUI!

quem não tem usuário no Nyah, venha e comente por S_traniA_mori@hotmail.com -q
se quizer ver os perfis, já tem do Mic, do Leo e do Raffa.
em breve teremos do Ticiano, do Donatello e da Berta. (VIVA A BERTA! O/ ♥♥♥

beiguinhos