Strani Amori

1 SA Mettono nei guai, ma in realtà siamo noi


Notas iniciais
[Estranhos amores que nos metem em problemas, mas na realidade somos nós] (tradução do título do cap)
Gente, eu (SukiTa) estou reescrevendo a história inteira porque fiquei com MUITA vergonha da qualidade um tanto bizarra dos capítulos postados... então eu vou aos poucos :)
Só fiz, por enquanto, o primeiro capítulo.
Ah, e depois eu pretendo continuar de onde a gente parou. Desculpem de verdade pelo transtorno...

Um grito ecoou pelos corredores do colégio, mas isso não assustava mais os alunos, afinal, eram os costumeiros xingamentos que Michelangelo, um aluno do segundo ano, dirigia a seu colega de sala e eterno rival, Leonardo.

- Cala a boca, sua bicha enrustida! – Os gritos de Leonardo de volta também eram conhecidos por todos.

- Veste uma calça antes de me chamar de bicha! – Michelangelo era mais baixo e, talvez por isso, imprudente ao empurrar o outro, o fazendo bater com as costas na parede.

- Mas assim, pelo menos, as pessoas podem apreciar minhas pernas! – fez uma pose, destacando, orgulhoso, as pernas compridas, fortes e depiladas que mostrava pelos shorts acima do joelho que usava, apesar de serem completamente fora do uniforme. – Você esconde suas pernas oprimidas! – fez uma expressão triste e levantou a barra da calça do loiro, na intenção de salvá-las da opressão do uniforme. Não que isso fizesse sentido para mais alguém que não ele. Assustado, Michelangelo recuou, esbarrando em um garoto magricela que passava e caindo com ele no chão.

Se levantou rápido, mostrando o dedo do médio para o garoto enquanto gritava com ele. E assim chegamos ao nosso terceiro personagem, um garoto de pele mais bonzeada que os outros dois, por mais que isso não fosse lá grande coisa, e cabelos castanhos, baixo, magro e assustado. Raffael, um habilidoso aluno do primeiro ano.

- Não grite com ele! Coitado! – Leonardo se jogou no chão, ao lado do pequeno, para abraça-lo. Alguma coisa no mais velho o fazia ser carinhoso com todos, tirando, claro, Michelangelo e um outro moço do qual não falaremos ainda. – Olha como ele é fofo! – virou o rosto de Raffael para Michelangelo, que olhou-o com cara de nojo. O menor estava com os olhos verdes arregalados, não entendendo absolutamente nada do que estava acontecendo.

- Tudo bem, eu estou aqui para te proteger... – abraçou o pequeno – Não precisa ter medo dele não.

- Ele tá com medo de você! Tu que tá agarrando ele! – Michelangelo exclamou apontando acusadoramente para o roso de Leo.

Leo fez uma cara de cão sem dono, encarando os olhos verdes de Raffael, tentando confirmar a acusação do outro. Estavam muito próximos e a pele bronzeada mudou para um tom mais avermelhado enquanto a cabeça negava envergonhada. O maior percebeu o desconcerto que causara e acariciou o rosto do menor com um sorriso malicioso nos lábios antes de se virar para o rival abruptamente.

- Viu? Ele não tem medo de mim! – O Sorriso se tornou vitorioso

- Qualquer um em sã consciência teria medo de você!

- Porque teriam medo de mim? – Pareceu finalmente se lembrar da discussão com o loiro e se levantou, deixando Raffael no chão e sozinho. Não que isso o tivesse incomodado, afinal, tinha uma bela visão das pernas de Leo.

- Só pelo fato de você respirar! – Michelangelo se aproximava, tomando uma posição mais agressiva

- Agora respirar é crime? – Leonardo também tomava uma postura agressiva. Não era preciso ser um gênio pra saber que eles estavam prestes a sair na porrada.

- Quando isso mantém você vivo, sim! – Nenhum dos dois lembrava mais onde tinha começado a discussão daquela vez, mas sabiam que terminaria ali, com o primeiro soco de Leo sendo desferido no rosto do menor enquanto o xingava.

Raffael, que assistia a cena, não pode acreditar que aquele mesmo cara que o estava abraçando a pouco, estava agora brigando com um garoto pouco mais alto que si. Saiu de lá, temendo se ferrar por estar perto ou, pior, ver Leo machucado.

Os dois trocavam socos e poucos realmente acertavam seus alvos. Michelangelo não era um bom lutador e Leo, no fundo, sabia que se acertasse o menor com força iria machuca-lo, e algo o impedia de querer realmente aquilo. Algum tempo depois, se cansaram e pararam. Os olhos escuros dos dois se cruzaram e, por um segundo, o tempo parou. O menor só entendeu a aproximação do outro quando os lábios se tocaram e ele o empurrou bruscamente.

- O que você pensa que está fazendo?!?!?! – limpou os lábios com a palma da mão – Que nojo! – saiu andando rápido, deixando o maior no corredor, sozinho. Quando saiu da vista de Leo, começou a correr. O que tinha sido aquilo? O que levou aquele retardado a beijá-lo? Porque seu coração parecia querer sair pela boca?

O moreno mexia nos próprios cachinhos enquanto observava a reação do outro. Passou por sua cabeça que o outro nunca tinha beijado, já que nunca o vira com ninguém, e, por isso tinha ficado tão bravo: não queria que seu primeiro beijo fosse com ele. Aquela possibilidade absurda acordou o demônio da curiosidade que dormia nas profundezas da cabeça estranha de Leonardo, que saiu correndo atrás do outro para confirmar.

Quando Michelangelo percebeu a aproximação do outro, se assustou, tropeçando em seus próprios pés e voando longe. O mais longe que os armários a sua frente permitiram, claro. Isso causou preocupação em Leonardo, que ia se abaixar ao seu lado quando foi empurrado grosseiramente.

- Sai daqui seu pervertido!

- Você se machucou? Quer que eu te carregue até a enfermaria? – Leo nunca tinha sido tão atencioso com Michelangelo. O assustava ver os olhos castanhos tão perdidos e assustados consigo.

- SAI DAQUI! VOCÊ VAI ME ESTUPRAR!

- Se fosse para te estuprar, eu já tinha te estuprado. – disse num tom estranhamente sério. Todo aquele chilique o estava cansando. O outro soltou um barulho de protesto, tentando fugir, mas foi segurado. Leo abriu seu sorriso animado novamente – Só vou te perguntar uma coisa, ok? – Michelangelo assentiu a contragosto – aquele foi o seu primeiro beijo?

- M-mas é claro que não! Eu já beijei muitas garotas! – bravejou, tentando se soltar. Os olhares dos alunos que chegavam o irritavam.

- Mas eu fui seu primeiro garoto, né? – O sorriso orgulhoso do moreno brilhava, assim como sua animação. Michelangelo ficou roxo de tão vermelho e Leo, para ajudar, deu-lhe um selinho e foi embora com uma aura tão animada que ofuscava as outras pessoas.

O loiro ficou um tempo em silêncio com a mão na boca, confuso. Logo voltou a si e correu para o banheiro, empurrando o garoto que estava na pia para lotar sua boca de sabonete.

Raffael, sem jeito, perguntou o que tinha acontecido, recebendo de volta um olhar assustador de um Michelangelo espumando pela boca.

- Seu rosto está sujo... – murmurou baixinho, apontando seu próprio rosto para guiar o mais velho.

- Eu to tentando limpar! – jogou mais sabão no rosto, esfregando com força. Raffael mostrou no espelho a espuma à qual se referia e, num segundo, o outro enfiou a própria cabeça na pia. Puxou-o para fora da pia, o virando para si. – Quer se matar, é?!

- Quero.

- Seu amigo iria ficar triste.

- Não tenho amigos. – empurrou o moreno para fora de seu caminho e saiu bufando do banheiro, indo para sua sala, na esperança de paz, mas logo teve de se lembrar que Leo era de sua sala e o esperava com um sorriso enorme, sentado ao lado da única carteira vazia.

- Oi Mic! – Michelangelo olhou-o desdenhoso, jogando as coisas na mesa e se sentando de frente para a lousa. – Miiiiiiiic! Falei com você!

- Não encosta em mim! – gritou nervoso, segurando a mão do outro antes que este o cutucasse.

A sala, que conversava, parou para observar os dois e, junto com o loiro, ficaram boquiabertos com o sorriso de Leo seguido de um silêncio estranho. Normalmente aquele louco não se viraria para a lousa e se calaria, ele gritaria algo idiota ou inoportuno, mas estava alí, esperando o professor entrar como quem não conhece mais ninguém na sala.

Logo o professor entrou e as aulas seguiram como de costume, sem maiores agitações até a saída.

- Miiiic! – Leonardo apareceu correndo pelo corredor, ostentando um sorriso sem fôlego – Você já tá indo pra casa? Eu vou com você!

- Não! – O garoto das madeixas mel o empurrou de leve – Você definitivamente não vai comigo! — ia gritar mais alguma coisa, mas a repentina proximidade de Leo o assustou, ainda mais com aquele sorriso um tanto sarcástico, um tanto sapeca, o desafiando.

- Ah é? – acariciou de leve o rosto do menor – Como pretende me impedir?

De novo ele estava brincando! Pensava que era assim tão irresistível que ele acabaria cedendo? Ou que a vergonha que Mic sentia seria o bastante para espantá-lo? De qualquer forma, Michelangelo o empurrou com mais força correndo para a saída do pátio, esbarrando em Raffael que, pelo jeito, tinha tirado o dia para estar em seu caminho.

Leo também saiu correndo, mas parou para puxar Raffael e força-lo a ir junto atrás do loiro. Sequer percebera o quanto os batimentos do pequeno se alteraram com o simples toque de suas mãos.

A Michelangelo só restava correr o mais rápido que podia e torcer para que eles se perdessem atrás de si.

Notas finais
Essa história é a história mais comprida e mais querida que eu já escrevi. Por isso mesmo eu vou tentar reavivar aqui e arrumar os capítulos que já estão postados...
Então, se você é um leitor novo, que tal você me mandar um review pedindo pra eu avisar quando eu arrumar o próximo capítulo? :) eu juro que aviso bonitinho...
enfim, espero que tenham gostado de Strani Amori 2.0 (?)