Strani Amori
14 Perdono, si quel che è fatto è fatto io però
Notas iniciais
[Perdão, se aquilo realmente aconteceu, eu peço desculpa.]
e lá vamos nós atrasadas de novo e_ê'
podem jogar os tomates, sério, a gente merece.
bom, eu gosto desse
Dali a pouco Ticiano sentiu algo em sua perna. Leonardo beijando um Michelangelo que não se dava pra saber se estava acordado ou não, por mais que parecesse a segunda opção. Raffael soltou um baixo riso um tanto desdenhoso, nada realmente agradável de se ver. Ticiano abaixou-se erguendo o outro moreno e pedindo ajuda do mais novo com o loirinho, que estava tão mole quanto gelatina, não fossem seus ossos.
Levaram-nos a um sofá que tinha alí perto do bar, mesmo que para pô-los lá tenham tido de expulsar pessoas que praticamente faziam sexo ali. Nesse curto percurso, Leo murmurou que Ticiano era um idiota. Este não conseguiu se conter em retrucar, mesmo sabendo que provavelmente Leo sequer o ouviria.
— Mas eu consegui dizer o que eu sinto pro Mic, — Murmurou devagar ao ouvido do moreno, tinha se esforçado para erguer a cabeça para conseguir falar ao seu ouvido — tente com o Raffa... — sorria numa mistura de sarcasmo com orgulho, mas claro que Ticiano sequer viu. Fora um sorriso inútil.
Mas o que falou atingiu, com certeza, o outro. Como ele sabia? Mic lhe tinha contado? ou ele é quem deixava muito na cara?
Raffael terminava de secar o rosto quando Ticiano decidiu que era melhor ignorar aquilo por um momento e levar as vítimas do alcóol pra casa de Mic. Ainda se ofereceu para levar Raffa pra casa depois, afinal, estava tarde e poderia ser perigoso para um garoto tão bonito e fraco como Raffa.
Deixaram a balada carregando os dois bêbados que mais pareciam defuntos que roncavam. Leonardo estava tão desacordado quanto Mic dessa vez, para a felicidade de Tici. Foram o caminho inteiro em silêncio, tirando por algumas coisas ininteligíveis que Michelangelo balbuciava e os passos no asfalto.
Berta agradeceu aos garotos, dizendo-lhes para deixarem os dois no sofá que depois os levaria para o quarto. Até chegou a oferecer o quarto para os outros dois...
— Dessa vez não, Berta. — Raffael lhe sorriu sincero, gostava muito dela. — Vamos deixar os pombinhos a sós... — riu falsamente, apontando a aliança na mão de Mic que, consciente ou inconscientemente, nunca saberemos, estava depositada na bunda do moreno.
Berta também riu, achando absurdamente fofo aqueles dois estarem namorando.
— Ticiano, você vai levar o Raffael até a casa dele, certo? — olhou de uma forma quase assustadora para o moreno, pressionando-o descaradamente.
Concordou, ainda acrescentando que de lá pegaria um táxi pra casa, por mais que não fosse realmente gastar dinheiro com aquilo, conhecia o melhor caminho para ir àquela hora para qualquer lugar, estava acostumado. Por mais que naquele momento quisesse correr para sua casa, se jogar em sua cama e chorar. Chorar até que parasse de doer tanto. Mas Raffael se sentia da mesma forma, e ele queria estar por perto do garoto, queria apoiá-lo.
Foram andando em silencio pela rua lado a lado. O único som que os acompanhava era o dos tênis se chocando contra o chão frio da rua.
Quando estavam até que perto da casa do menor, ele soltou um espirro um tanto alto.
— Tá com frio? — Ticiano se preocupou.
Raffael acentiu seco. Ticiano passou um braço pelos ombros do menor, puxando-o para mais perto, só querendo aquecê-lo. Raffa se desvencilhou grosseiramente, olhando arisco para o mais velho por um segundo para andar a sua frente, querendo correr para sua casa e se livrar daquele animal.
— Você tá chato hoje. — foi a última e única coisa que Raffa disse antes de entrar em sua casa e deixar Ticiano pra fora.
Os olhos azuis ficaram por alguns momentos presos à porta, esperando que, por algum milagre de sua imaginação, Raffael saísse de novo e lhe pedisse desculpas por aquele comportamento, mas sabia que aquilo não aconteceria e voltou-se ao longo caminho até sua casa. Achava até melhor ir para a casa dos pais, mas não estava a fim de explicar para sua mãe o por que das lágrimas que já começavam a escorrer.
No dia seguinte Mic acordou e já ia se levantar, mas sentiu algo o segurando: os braços cumpridos de Leo lhe passavam uma sensação acolhedora, assim como a respiração calma, que lhe pareciam suspiros, acariciava seu rosto calmamente. Mas o castigo divino para aqueles que bebem na forma de uma dor de cabeça forte e um enjôo deveras incomodo. Mas isso não impedia seu humor de estar maravilhoso, tinha se divertido bastante no dia anterior, só não sabia dizer se todos tinham aproveitado-o.
Soprou o rosto do namorado para que acordasse, mas se arrependeu ao ver o enjôo piorar.
Riu internamente ao ver o mais velho um tanto confuso com o que via antes de lhe dar bom dia e logo em seguida reclamar da dor de cabeça.
— Também estou... — o pequeno roubou um selinho — Me solta pra eu ir ao banheiro?
Leo soltou e ficou o observando se afastar para o banheiro. Graças a Deus Leo não teve de vê-lo no ápice daquele enjôo e vomitar na privada logo que fechou a porta. Depois lavou o rosto e fez suas necessidades. Voltou ao quarto e viu o namorado dormindo novamente.
— Vamos, levanta daí! — beijou a orelha (pavilhão auricular) do namorado.
— Sai... — Leo se encolheu manhoso, pondo o travesseiro sobre sua cabeça.
— Me deixa dormir...
— Acorda, Leo.
— É domingo...
— ACORDA, Leo. — Mic repetiu irritado, tirando o travesseiro de Leo. Subiu em cima dele quando ele se virou para cima e segurou suas mãos sobre sua cabeça. — Agora me da um bom dia decente! — aproximou os rostos para um beijo.
Leo arregalou os olhos, surpreso, mas correspondeu ao beijo. Mic soltou suas mãos para que pudessem de abraçar, mas ele não prestou atenção em onde tinha se sentado.
Dali a pouco a porta foi escancarada. Mic deu um pulo, cortando o beijo para olhar pra porta e para quem acabara de entrar. O que infernos Ticiano estava fazendo ali?
— A essa hora? Caramba, não acham meio cedo para se comerem? — zombou um tanto incomodado. Não era bem o maior fã de presenciar cenas de quase sexo entre os amigos.
— ΜΨΒΖΚΣΛΑΦΦΔΗΘΡΑΠΑ! — Mic se levantou com o rosto ruborizado, absurdamente envergonhado. Mas Leo sequer teve reação. Ticiano já o tinha visto em situações piores.
— Por que está aqui a essa hora? — era visível que Leo estava curioso e, por incrível que pareça, preocupado.
— Vai mudar alguma coisa na sua vida? — Ticiano sorriu sarcástico, tinha notado a mínima preocupação da voz do outro moreno.
— Sim, quanto mais rápido resolver, mais rápido eu continuo o que eu estava fazendo. — sorriu mais sarcástico que o outro — não se sinta importante.
— Não faria isso de novo...
— Querem parar de trocar gentilezas? — Mic interveio sem reparar realmente no que eles estavam falando ou no tom de voz realmente preocupado que Leo usara. Perguntou o que Ticiano queria.
Ele pediu para que Leo saísse, mesmo percebendo que ele estava preocupado de verdade(ou talvez exatamente por isso). Mic teve que intervir novamente para que o namorado saísse a contragosto.
Assim que se viu sozinho com o pequeno, Ticiano começou a se martirizar, dizendo que era idiota. Daí teve que explicar a história da noite anterior para o amigo, a começar pela parte da vodka roubada de sua boca.
— Você roubou da boca dele o que tinha lá? — Mic estava horrorizado, Ticiano realmente tinha feito isso — QUE NOJO! Tinham outras formas de tirar da boca dele!
Ticiano tentou se proteger, dizendo que só pensara naquilo, por mais que Mic estivesse crente de que ele, no fundo, queria agarrar o garoto.
— O que eu faço? — Ticiano estava quase em pânico e Mic podia ver aquilo.
— O que quer fazer? — os olhos sinceros de Mic pareceram tranqüilizar Tici.
— Arrumar isso — recebeu um sorriso — e fazê-lo parar de beber tanto... Antes que ele faça mais que um simples piercing no nariz...
Mic não se surpreendeu tanto ao saber que o pequeno tinha feito aquele piercing num momento de bebedeira, e isso era preocupante. Mudaram de assunto, Mic ficou meio incomodado com as comparações com Crepúsculo que o mais velho fez durante a conversa.
Em certo momento o estômago do menor roncou e, depois de rirem do fato, eles desceram para comer alguma coisa.
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