Strani Amori

11 E non potevo immaginar Che stavo invece a poco...


Notas iniciais
a poço Innamorandomi di te. [Não podia imaginar Que estava ao invés pouco a pouco Enamorando-me de ti.]

Saiu desajeitadamente da cama, correndo para a sala. Assim que viu o moreno dormindo tranquilamente sentiu um alívio enorme, mas ainda assim pulou em cima dele. Na verdade caiu por tropeçar no pijama e acabou quase pelado, mas não admitiria isso nunca.

-Mic! — Leo se assustou — O que aconteceu?! — abraçou o pequeno, tentando acalmá-lo, mas ele começava a chorar.

— N-nada. — abraçou Leo com força — só não me deixe sozinho de novo.

— Quer que eu durma com você? — Leonardo estava preocupado, o menor parecia mesmo assustado. Mic fez que sim com a cabeça, sem soltar dele. — Certo, vamos para o quarto? — levantou o rosto do menor, sorrindo para tentar acalmá-lo.

Michelangelo sorriu também, secando algumas lágrimas. Leo o ajudou a levantar. Foi só ai que Mic notou que o mais velho estava só de cueca. Corou absurdamente, principalmente ao ser puxado para se abraçar de novo, e acabar pondo as mãos sobre o tanquinho de Leo.

— Teve um pesadelo, né? — fazia carinho no pequeno, começando a andar devagarzinho para o quarto.

Leonardo deitou Mic na cama, dando-lhe um selinho.

— Não se preocupe tá?

O loirinho não respondeu. Estava envergonhado do chilique que tinha dado.

Leo apagou a luz e se deitou junto do outro, pegando em sua mão. Apesar de mais tranqüilo, o menor não conseguiu dormir e o moreno teve de lhe dar um calmante.

O mais novo acordou sozinho na cama. Levantou um tanto assustado, demorando para lembrar que estava na casa de Leo. Foi para a cozinha em tanto aflito.

— Bom dia. — Leonardo sorriu para ele. Estava preparando um pão com geléia de romã para comerem.

— Bom dia. — Mic se sentou, notando a casca de romã em cima da pia. Talvez Leo realmente só tivesse aquela fruta e seus derivados em casa.

— Só tem isso, então sinta-se a vontade para comer. — Leo colocou o prato com o pão na frente do menor, se sentando em sua frente — Dormiu bem? — sorriu abertamente. Seu cabelo estava desarrumado, mas do que o normal. Mas, para Mic, estava bonito assim.

— Como uma pedra, depois do calmante. Obrigado. — começou a comer — Hm, daqui a pouco a gente tem que ir pra escola...

— Você não olhou o relógio né? — Leo começou a rir — Daqui a pouco já é hora da saída.

— O QUE?! ARGH! Minha primeira falta nesse ano! — Mic era um bom aluno — Por que não me acordou?!

— Porque você estava dormindo tão tranquilamente que eu não pude te acordar. — o mais velho fez uma expressão de “oh, que fofo.” para o pequeno.

Michelangelo não tinha resposta novamente. Leo estava aprendendo a deixá-lo sem jeito ou só agora Mic prestava atenção em como o mais velho era atencioso?

O dono da casa lavou a louça, apesar do menor pedir para fazê-lo, e depois deu uma toalha e roupas para o menor.

Quando Mic saiu do banho, estranhando as roupas grande, Leo não pode deixar de observar como as calças skinny que ganhara de natal do tamanho errado estavam combinando perfeitamente com a pólo vinho que o pequeno usava. E ainda juntando com os cabelos úmidos, fazia o garoto menor muito mais atraente. Num momento de exaltação, Leo empurrou Mic contra a porta do banheiro recém fechada e tomou-lhe os lábios fervoroso. O pequeno se assustou, empurrando Leo minimamente, mas o bastante para separar os lábios.

— O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO!? — gritou. Sentia as bochechas arderem.

— Você está lindo. — Leonardo mal havia afastado o rosto do de Mic, e falava sussurrando, o que envergonhava ainda mais no menor — Perdi o controle. — aproximou-se mais — Quer que eu pare?

O baixinho fez que não com a cabeça e Leo voltou a beijá-lo, levantando uma perna por entre as do menor enquanto o prensava mais e mais contra a porta. Separaram-se quando precisaram de ar, mas mantiveram os rostos próximos. O mais velho sorriu doce, acariciando o rosto vermelho de Mic. Afastou os cabelos molhados que lhe cobriam os olhos delicadamente, depositando mais um doce beijo nos lábios do pequeno, para em seguida se afastar.

— Vem, vou te levar para casa. — sorriu. Suas bochechas também estavam avermelhadas.

Era a primeira vez que Mic via aquele sorriso envergonhado na face de Leo e, mesmo sabendo que seu rosto devia estar muito mais vermelho, não resistiu a comentar.

— Suas bochechas estão vermelhas. — sorriu vitorioso.

O sorriso de Leonardo sumiu por meio segundo, mas quando voltou estava mais sapeca do que nunca.

— É por sua causa. Você me deixa assim. — riu mentalmente da cara surpresa do menor — Agora vamos. — pegou na mão de Mic e o puxou.

— M-mas as minhas roupas...

— Eu lavo e te devolvo depois, vamos logo.

Sairam. Andavam lado a lado de mãos dadas, os dedos entrelaçados. Dessa vez não tinha ninguém na rua, só um velho hippie que dormia ali no chão.

Quando chegaram no meio do caminho, Michelangelo estava completamente perdido, Leo se sentou num banco, puxando Mic junto.

O pequeno caiu sentado desajeitadamente, o que fez-lhe doer as partes baixas, levando a fazer uma careta de dor. Leo o puxou para apoiar-se em seu ombro, fazendo um cafuné.

— Por que...? — o pequeno estava confuso.

— Pra você descansar. — Mentira. Isso era porque ele sabia que Raffael passava por ali, e contava com a ajuda do mais novo para levar Mic para casa. Não tinha coragem de aparecer na casa de Michelangelo e levar um bronca de Berta, então preferia levar uma de Raffael. Seria algo BEM mais suave.

O loirinho fechou os olhos, aproveitando o carinho.

— Michelangelo! — não demorou para que Raffa parecesse e visse o garoto, passando a correr em sua direção, acompanhado por Ticiano.

Mic abriu os olhos surpreso, vendo os amigos correndo em sua direção, se levantando e soltando a mão de Leo.

— O que estão fazendo aqui? — Mic se deixou ser abraçado com força por Raffa e por Tici.

— Eu estava levando ele até em casa. — Ticiano sorriu meio amarelo, o que não passou despercebido por Leo, mas ele preferiu não comentar.

— O que aconteceu? — Raffael afastou o abraço para olhar nos olhos do amigo.

— Na... — olhou de esguelha para Tici — Prefiro não falar.

— Certo, não precisa. Não faça essa cara de culpa por não contar. — o mais novo acariciou seu rosto carinhosamente. Aquilo incomodou Leo, mas sabia que Raffael nunca agarraria Mic a força — Seu rosto está melhor. Finalmente dormiu né?

— Enquanto vocês estavam na escola. — o quase loiro riu.

Leo se sentia mal, sabia que Mic não vinha dormindo ou comendo, ele estava mais magro, por sua causa. Mas agora iria cuidar bem dele.

— Realmente você está melhor — Tici lhe fez um cafuné. — Agora é a Bella, não o Edward.

— Ah, obrigado. Agora eu sou mulher! — Mic exclamou falsamente ofendido.

— Um mulher muito fofa! — Ticiano o abraçou com cuidado, dando-lhe um beijo na bochecha.

A não reação de Leo surpreendeu Tici, mas ele ignorou.

— Querem ir em casa? — o pequeno loiro convidou.

— Sim! A comida da Berta é a melhor do mundo! — Raffael sorriu. Estava com saudades de comer na casa do amigo.

— Não tem aula amanhã, então eu vou junto. — O moreno mais alto riu doce.

— Mas quem disse que você tinha escolha? — Michelangelo disse sério, depois rindo com os outros dois. — Mas eu não sei como ir daqui pra minha casa... — sorriu sem graça

— A gente te leva, idiota. — o dos cabelos castanhos começou a andar, fazendo sinal para que o seguissem.

Leo não levantou. Michelangelo, depois de alguns passos, virou para trás, esticando a mão para o mais velho. Ele sorriu e se levantou, pegando na mão do pequeno para andarem lado a lado de novo, só que agora, atrás de Raffa.

Foi ai que notaram que Ticiano carregava suas mochilas, que tinham ficado na escola.

— Ah! Ticiano, não precisa carregar tudo isso! — o loirinho chamou — A gente carrega.

O moreno entregou as duas mochilas para Leonardo.

— Seja útil uma vez na vida. — Ticiano sorriu sarcástico, virando para frente novamente.

O outro moreno respirou fundo e não respondeu, pondo as mochilas sobre o ombro.

— Deixa que eu levo a minha. — Mic já estava ficando cansado de ser tratado como inválido.

— Não. Me deixa ser útil. — o olhar de Leo não desvio do caminho, mas Mic percebeu que estava triste, então passou a segurar o braço de Leo com a outra mão, ficando mais próximo dele — Obrigado. — Leo murmurou, mas o pequeno não ouviu.

— MICHELANGELO DI LODOVICO BUONAROTI SIMONI! — Berta gritou ao abrir a porta — Pelo menos avisasse você mesmo que dormiria fora né?! CADÊ OS MODOS? Inventa de dormir na casa do Leo, faz ele gastar com comida e ainda faz ele ligar pra avisar!

— Oi pra você também Berta. — estava envergonhado. Realmente tinha sido bem folgado.

— E ainda faz ele carregar sua mochila?! — apontou para Leo, só então notando que eles estavam de mãos dadas — Ah, por ISSO que você resolveu dormir lá.

Michelangelo e Leonardo ficaram vermelhos da cabeça aos pés.

— N-nós não fizemos nada... — Leo gaguejou, muito envergonhado. Todos, incluindo ele mesmo, ficaram surpresos com sua falta de jeito.

— Não precisa ficar assim. — Berta ficou mais sem jeito ainda — Acredito em você. — sorriu para Leo — Querem almoçar?

— Claro, — Ticiano sorriu — Me disseram que a sua comida é a melhor do mundo.

— Oh, que fofo. — Berta sorriu, colocando a mão no próprio rosto — E você é?

— Ticiano.

— Prazer. — virou-se para ir para a cozinha — Chamo quando estiver pronto.

Os quatro subiram, mas Mic os fez esperar na porta enquanto arrumava a bagunça que estava lá dentro.

Leo e Tici ficaram se encarando num clima tenso.

— O que foi? — Leonardo estava incomodado pelo olhar reprovador que tinha sobre si.

— O que vocês fez pra ele? — Tici nem pensou num sorriso simpático, tampouco num sarcástico.

— Nada — a resposta a isso foi um olhar de “aham que eu acredito” de Ticiano — Eu não fiz nada!

— Quando eu estava na sua casa, ele estava com cara de choro. O que você fez? — o mais alto já estava prestes a bater em Leo. Tinha adotado Michelangelo como protegido.

— Eu não fiz nada. — Leonardo também já sentia vontade de socar a cara daquele convencido.

— Hm... Vão mesmo brigar? — Raffael olhava desdenhoso.

— Algum problema?! — gritaram para o menor.

Raffa abriu a porta do quarto de Mic e entrou, fechando-a trás de si.

Logo ouviram Mic gritando para que o dos olhos verdes parasse.

— O QUE ESTÁ HAVENDO!? — os dois mais velhos entraram no quarto.

Raffa tinha jogado Mic na chão fazendo cócegas nele sem dó nem piedade. Raffael sorriu ao ver os dois na porta.

— Sabia que assim iam parar. — soltou o loiro e se levantou estendendo a mão para o mais velho.

— Não me use assim Raffa. — Mic aceitou a mão rindo.

Tudo naquele dia estava sendo motivo para risada. Leo estava ali, sorrindo para ele, arrependido por tê-lo largado. E pelo que tinha entendido, estavam namorando.

Sentaram-se os quatro pelo quarto, conversaram sobre trivialidades. Sem que Mic percebesse, Leo e Tici se ofendiam mutuamente, pareciam calmos, mas queriam se bater ali mesmo.

Logo Berta chamou para que comessem. Raffa se sentou ao lado de Michelangelo, empurrando Leo, que acabou por sentar do outro lado, junto com Ticiano. Aquilo não deixou nenhum dos dois felizes.

Agradeceram pela comida e Leonardo anunciou que tinha algo para fazer e precisava da ajuda de Raffael, arrastando-o dali depois de dar um selinho em Mic, deixando os outros dois sozinhos.

— Estão num LOVE hein? — Tici zombou — Dá até inveja. — riu.

— Cala a boca! — Mic, com as bochechas coradas, lhe deu um soco fraco no braço, depois acenou para que fossem para o quarto.

Estavam papeando quando Mic notou que Ticiano parecia um tanto estranho, desanimado. Talvez ele já estivesse assim a algum tempo, mas Michelangelo estava deprimido demais para perceber.

— Há quanto tempo seu olhar passou a ser triste? — a imagem de Ticiano para o pequeno era de alguém que sorria com os olhos até mesmo quando estava dormindo.

— Não estou triste... — o mais velho sorriu, mas aquilo preocupava ainda mais o menor. O moreno lhe era muito especial. Talvez só por ter aparecido quando estava triste e ter lhe dado apoio, mas isso não mudava o carinho do garoto das madeixas mel para com o moreno.

— Seus olhos me dizem o contrário. — Mic acariciou o rosto de Tici levemente, preocupado. Estavam muito próximos um do outro, sem contar na conveniência de estarem na cama do menor.

— Leo me bateria se visse essa cena. — Ticiano riu, tentando mudar de assunto. Mic olhou-o desdenhoso — Não é nada, sério!

— Você me ajudou quando eu precisei — dizia sério — Agora me deixe ajudar você.

O rosto preocupado de Mic era, no mínimo, fofo. Mas Tici sentia por aquele expressão toda a angústia de querer retribuir a ajuda.

— Não vejo como você poderia me ajudar...

— Isso quem decide sou eu. — o loirinho perdera o ar de preocupado para mostrar-se autoritário.

— ... — Ticiano procurou as palavras certas para dizer o que lhe aflingia, mas os olhos castanhos do pequeno lhe deixavam nervoso.

Notas finais
Ok, a net caiu e -q
enfim, está aqui o 11º capítulo.
queria agradecer pelas reviews, mas eu to com pouco tempo no pc então fode pra responder.
(se eu deixar pra Chefa, não será respondido nunca)

mas enfim...

O QUE ESSE MERDA DESSE TICIANO VAI FALAR?! /Leo Mode on

Digam aí, o Raffa é o melhor personagem, não é? -rs
Não escondo que ele é meu favorito.
Eu me divirto desenhando-o e inventando a vida inteira dele *-* /passado presente futuro -s
EU JURO QUE EU PARO DE SER PARCIAL
-n

enfim, gostaram?
continua dia 27