Strani Amori
12 Ti ricordi quella sera Che per gioco ti baciai?
Notas iniciais
Mé.
Estamos atrasadas e_ê'
aqui -q
por que sempre que a Chefa fala que vai postar, eu acho que vai postar aqui também.
Sem contar que eu não tenho muito tempo no pc... normalmente uso a internet pelo ipod. (e viva a internet sem fio)
Enfim, nos desculpem, de novo, por, de novo, atrasarmos MUITO no nyah... >__>
obrigada por continuarem lendo mesmo assim <3
- Sabe o Raffael?
— Sei. — Mic estava tenso com o momento também. Pela primeira vez via Ticiano num estado frágil.
— Eu... — tomou fôlego, olhando para o chão — meio que...to gostando dele.
— O menor ficou em silêncio. Surpreso. Tinha realmente achado que o amigo se declararia para ele, então a notícia que Raffa era seu alvo era realmente boa. Ainda mais pelo fato de que aquele grandalhão à sua frente era o cara que Raffael merecia.
Só tinha um problema: Raffa gostava de Leo. E Ticiano também estava ciente disso.
— Eu falei que não era nada... — Tici sorriu triste, pondo a mão no ombro do garoto, tentando fazê-lo não se preocupar.
— Eu vou te ajudar. Mic sorriu para ele — Não faço idéia de como, mas vou!
O moreno riu, fazendo carinho na cabeça do menor.
— Obrigado, pequeno.
— Ticiano! — Berta apareceu na porta — Algo me diz que você não vai conseguir voltar pra casa...
— Hm? Porque? — aquela repentina afirmação o havia deixado confuso.
— O mundo está caindo, a não ser que você tenha um barco, não tem como sair. — a mulher sorriu para os garotos, e no mesmo segundo, o som de um trovão ecoou pela casa — Arrumo o quarto de visitas ou aqui mesmo? — a resposta foi um olhar desdenhoso de Michelangelo — Certo, então aqui. Vão para sala enquanto eu arrumo.
— A gente arruma, pode deixar. — Ticiano era educado. Principalmente com alguém que o tinha ganho pela barriga.
— É meu trabalho. — Viu-se uma aura assassina sobre Berta, que ficou ainda mais assustadora com a iluminação de um raio que viera de fora — Se eu deixar para o Mic e um amigo arrumarem, vocês vão bagunçar o armário todo para achar lençóis com estampas fofas e ainda vão esquecer de usar os de elástico, DE NOVO.
— Eu estava na primeira série! — o menor tentou se defender, em vão.
— Vão para a sala A-GO-RA! — Berta sorria, mas ninguém em sã consciência insistiria em arrumar as camas.
Desceram.
— Nunca mais tente ajudar a Berta com nada. — Mic suspirou — Ela tem traumas de me deixar mexer com a casa. — riu — Quer jogar vídeo game?
— Você tem videogame e a gente tava no seu quarto porque...? — Ticiano brincou.
Ficaram jogando wii até zerarem Supersmash Bros, o que foi lá pelas 3 horas da madrugada, com um intervalo em certo momento para jantarem.
— Sono, pequeno? — perguntou retoricamente quando notou que as pálpebras de Mic pesavam.
— Uhum... — o loirinho se inclinou na direção do amigo, agarrando sem seu pescoço, como se quisesse que o carregasse.
— Ah! Já está dormindo! — Ticiano riu, mesmo com sono tinha um ar alegre — Vem, pequeno. — O pegou no colo como um bebê. Sentiu todos os ossos do garoto, ele estava realmente muito magro. E parecia pesar meia grama — Coitado... — o levou para o quarto, depositando-o na cama.
Viu o pijama que Berta tinha separado para ele e se vestiu. Dormindo logo em seguida.
Michelangelo acabou dormindo de exaustão, aproveitando um sono pesado e sem sonhos.
Pedras na janela. Aquele som irritante acordou o dono da casa. Deu de cara com Ticiano, já que este tinha rolado para cima dele. Tomou cuidado para não acordá-lo e foi até a janela.
Qual não foi sua surpresa ver Leo e Raffa. Leonardo jogava incontáveis pedrinhas e Raffael parecia realmente fazer fotossíntese. Mic riu, mas então percebeu como Raffa estava diferente. Ele tinha mudado tanto assim durante o tempo em que Michelangelo mal vivia? O garoto parecia ainda mais magro, ou talvez fosse o efeito das calças skining super mega ultra justas que ele usava agora, juntamente com uma camiseta que mais parecia um vestido, mas era visivelmente masculina. E aquilo em seu rosto...Aquilo era um piercing? Aquele riquinho preto em seu nariz era realmente um piercing?
Mic abriu a janela, ainda atordoado. Seus amigos tinham mudado, e ele não percebera.
— BOM DIA MIC! — Leo gritou do chão, sorrindo de uma orelha à outra.
— Bom dia! — o menor respondeu também sorrindo.
Ticiano acordou, aparecendo na janela também.
— Pelo amor...é SÁBADO! Vá ter uma vida Leonardo! — estava visivelmente de mau humor.
— O QUE ELE ESTÁ FAZENDO AÍ?! — o moreno que estava no jardim de Michelangelo sumiu com o sorriso. Se fosse um cão, estaria rosnando.
— Vou abrir a porta... — Mic estava quase saindo do quarto quando ouviu o barulho de um pedra novamente. Leo tinha acertado a testa do outro moreno.
Ticiano simplesmente pegou a cadeira que estava junto à escrivaninha do quarto do menor e já ia jogá-la quando Michelangelo o segurou.
— Não faça isso.
O mais alto largou a cadeira e voltou a se deitar na cama, enfiando a cabeça no travesseiro.
O loirinho abriu a porta para os outros dois. Raffa pediu licença para entra, dando um beijo na bochecha do dono da casa. Já Leo mantinha uma expressão emburrada infantil. Mic riu, dando-lhe um beijo na bochecha.
— Quer um pirulito, bebê? — riu.
— Morra. — Leonardo mostrou a língua, depois passou a rir também.
— Cadê o Ticiano? — Raffael os interrompeu.
— Voltou a dormir. — Michelangelo riu de novo.
— Vou acordá-lo ok? — o mais novo sorriu, subindo as escadas em caracol e indo para o quarto.
Assim que estava sozinho com Mic, Leo o puxou para um beijo apaixonado. Apaixonado. Leonardo estava mesmo apaixonado? É, estava. E estava prestes a mostrar isso ao mundo.
— Mic... — o chamou manhoso quando separaram os lábios — Quer... — pegou a caixinha de veludo que descansava em seu bolso — ...namorar comigo?
Os olhos de Mic brilharam. Leo sabia o que era aquilo, mas queria ouvir dos lábios do menor.
— Diz que sim, por favor. — o moreno fazia cara de cão sem dono.
— S-sim... — Michelangelo juntou os lábios novamente, enquanto Leo abria a caixinha e tirava a aliança mais fina de dentro e punha no dedo anelar de Mic, para em seguida por no próprio.
Ticiano abriu os olhos ao ouvir o estrondo da porta. Raffael estava encostado nela, ofegante, lágrimas começavam a brotar de seus olhos verdes. Sabia muito bem que Leo e Mic acabariam juntos a algum tempo, mas aquilo o feria.
— O que foi?! — o mais velho se levantou e foi até o menor, se abaixando para olhar melhor.
— É tão errado assim eu gostar dele? — olhou para Tici, sem tentar segurar as lágrimas — E-eu devia estar feliz por ele...mas porque dói tanto? — o moreno o abraçou, recebendo um abraço desesperado de volta — Você já passou por isso Tici? Gostar tanto de alguém que só tem olhos pra essa pessoa? Ou eu sou o único que vai morrer sozinho? — Raffa estava realmente desesperado. Agarrava-se com força à blusa de Ticiano e a manchava com suas lágrimas.
— Já passei sim... — acariciou os cabelos do menor, tentando acalmá-lo — O importante é estar sempre disposto a ajudar aquele que se ama, mesmo que isso machuque... — Raffael não tinha idéia de que ele fazia o mesmo com o mais velho.
Tici fez Raffa ir lavar o rosto, e depois voltar para o quarto com ele.
— E esse piercing? Você não tinha ele ontem. — tentava puxar assunto. Seu coração parecia um pouco acelerado demais.
— Fiz ontem...não sei onde. — Raffa por a mão sobre o novo piercing que ainda latejava um pouco — Eu tava bêbado. — suspirou — Tenho medo do que eu faço quando estou bêbado.
— Não saia para beber sozinha então. — repreendeu o mais velho num tom de extremo desdém.
— ... — o dos olhos verdes sorriu fraco — é que eu precisava encher a cara... Leo me pediu para que quando a gente viesse para cá, eu os deixasse sozinhos para ele pedir o Mic — deixou algumas lágrimas escorrerem. Só não sabia que causava o mesmo mal a Ticiano, a mesma tristeza.
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