Stranger Feelings

6 Hogwarts não é imune a fofocas


Notas iniciais
Hey pessoal, aqui vai mais um capitulo, dessa vez com mais momentos Percabeth. Quero agradecer pelos comentários da Foxes e da Dreamy, vocês são incríveis demais! Obrigada a todos que favoritaram: Brave Moon, Birdyn, Foxes e é a vida, suas maravilhosas.

POV´S PERCY.

Leo ficou famoso depois do primeiro teste. Jason não parecia decepcionado, Thalia estava apoiando ele, além de Piper ter se tornado mais presente depois de vê-lo perder.

— É verdade que você criou um dragão de fogo no labirinto? – Pergunta uma das filhas de Afrodite da Lufa-lufa. Leo sorri satisfeito.

— É, sabe como é, né? Sou o badboy supremo daqui e por isso... ei Reyna!

A filha de Belona para no corredor, avaliando Leo com desconfiança. Annabeth não está com ela, o que me faz pensar que já está na aula de herbologia. Afinal, não tínhamos mais lições, mas em nosso tempo livre era obrigatório comparecer as aulas.

— Ficou sabendo do meu show no labirinto? – Pergunta com o sorriso despontando a vitória.

— Era para eu estar impressionada? – Reyna o ignora completamente e segue pelo corredor.

O sorriso de Leo não some, ao invés disso, só aumenta.

— Ela se faz de difícil para me impressionar. Ela me ama.

Jason e eu tivemos que arrasta-lo para a aula, onde fui totalmente ignorado por Annabeth, não que eu quisesse chamar sua atenção, apenas estava me sentindo mais ligado a ela.

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Rachel estava furiosa, o rosto estava da cor de seus cabelos, vermelhos. Comi meu pedaço de costeleta enquanto só observava ela vir em minha direção.

— Peixinho... – Ela começa a conter a voz, algo que fazia quando discutíamos o relacionamento, mas seu rosto demonstrava fúria. – Quer me explicar o novo boato que está correndo por ai?

— Que boato? – Pergunto de boca cheia, na esperança que ela ache nojento o suficiente para ir embora.

— O boato de que você está namorado com a sabichona da Chase!

Sinto a carne descer raspando pela minha garganta, o calor toma conta do meu rosto. Quem foi que inventou uma coisa dessas?!

Olho por cima dos ombros. Annabeth está imersa em um livro enquanto come mingau na mesa da Corvinal. Engulo em seco e volto para o demônio vermelho em minha frente.

Até quando Rachel vai pegar no meu pé? Bem, seja lá quem inventou essa fofoca, salvou minha vida.

— Er... é, estou com a sabidinha agora.

Leo fica de boca aberta, mostrando toda a comida que estava mastigando em condições... pouco favoráveis. Jason derrama todo o suco que estava bebendo e me olha incrédulo.

Rachel não diz nada, apenas me dá as costas e corre para o corredor em direção aos banheiros, os ombros em movimento denunciavam que estava chorando.

— Como é que é?!

— Shhhhhh. – Olho para trás, a filha de Atena ainda parecia bastante distraída no livro. – É a única forma de Rachel sair do meu pé!

— Então você não....

— Não!

Leo passa as mãos nos cabelos cacheados e suspira de alivio, Jason me olha como se decidisse a cor do meu caixão, branco ou marrom.

— Cara, quando esse boato se espalhar, você vai estar morto.

— Rachel vai estar ocupada demais chorando para contar a alguém. – Dou de ombros.

— É, mas alguém contou isso para Rachel. – Leo começa, sinto o corpo inteiro entrar em estado de alerta. – O que significa que há rumores...

— E ai, meninos?

Thalia se senta em frente para nós, o prato de comida cheio, ela se comporta como um garoto, come igual a um garoto, se veste igual a um garoto... se ela não tivesse uma queda por Luke, eu teria minhas dúvidas.

— Thalia! – Jason e Leo exclamam, ela pula de susto e nos olha cautelosa.

— O que foi?

— Ultimamente você ouviu fofocas a respeito de Percy e Annabeth?

Ela arregala os olhos azuis e fita com descrença.

— Percy e Annabeth?! – Sinto vontade de tampar o rosto e só esperar o livro atingir minha cabeça, mas por mais alto que o grito de Thalia ecoou pelo salão, Annabeth continua distraída. – O que aconteceu? Hera deixou de ser uma vaca? Por que eu não acredito em milagres, não, queridinhos.

Tampo o rosto com as mãos e sinto o gostinho da morte vindo. Se Annabeth souber... por Poseidon, quero que meu caixão seja azul. Sinto Leo se aproximar e sussurrar em meu ouvido.

— Você está morto, cara.

POV´S ANNABETH

Por algum motivo, todos estavam me olhando no corredor, Reyna e Piper fingiam não perceber, mas qualquer um percebia as centenas de olhares sobre mim.

Rachel estava com os olhos inchados e me olhou com como se mandasse cães do inferno em minha direção, em seguida, saiu aos soluços para o banheiro feminino.

— Certo, que monstruosidade eu aprontei agora?

— Ignore eles Annie. – Piper eleva a voz para todos do corredor escutarem.

— Hogwarts não é imune a fofocas. – Reyna comenta.

Tentei ouvir o concelho delas e encarei todos de cabeça erguida, porém, com desconfiança. Somente no salão comunal fiquei sabendo o que estava acontecendo, e foi pelo Will.

— Ouvi... no banheiro masculino, Grover me contou, Luke contou para ele, Clarisse contou para o Luke e a Calipso contou para...

— Só fala! – Ordeno perdendo minha paciência.

— Desde quando você está namorando o Jackson?

Sinto o sangue virar agulhas por todo o corpo, sério, eu poderia jurar que estava morta. Queria gritar para que Hades me levasse logo, mas o grito abafado de Piper me acordou para a realidade.

— Eu estou o que? – Minha voz sai esganiçada, pela primeira vez, tenho vontade de fazer de um livro um instrumento de tortura.

Não espero ele responder novamente, parece que todos da Corvinal me encaram incrédulos. Me levanto rapidamente da poltrona e vou em direção a passagem do quadro.

— Ah meus deuses, segurem ela!

Todos ignoram a ordem de Piper, estão perplexos demais para isso. Piso firme pelos corredores solitários de Hogwarts, ser o Sr. D me pegar vagando a essa hora... dane-se, eu tinha que mandar um meio-sangue para o submundo.

Desço vários andares até chegar ao quadro de Fineus.

— Diga a senha ou morra como uma cadela...

Dou três batidas fortes na moldura do quadro. Fineus começa a me xingar de nomes desconhecidos até que uma cabeleira cacheada coloca a cabeça para fora.

— Hey, Annabeth. – Ele praticamente berra meu nome, e sei que é sinal para seu amiguinho se esconder.

— Cadê aquele filhote de trasgo abençoado por Hera?!

— Ahhh, você se refere a Percy? – Ele coloca a cabeça para dentro novamente. – Percy, sua namorada quer falar com você!

Sinto cada molécula do meu corpo tremer, quando Valdez se volta novamente para mim, ele dá meio sorriso constrangido.

— Você... poderia não usar essa palavra, por favor? – Minha voz sai contida pela raiva.

— Ah, queira me perdoar. Percy, sua noiva está esperando!

Juro, eu socaria a cara do Valdez, mas estou guardando minhas forças para o principal.

— Er... ele está ocupado no momento...

Empurro o quadro com força, Leo tomba para trás e entro na sala comunal da Grifinória, onde parece estar acontecendo uma festa bem ilegal.

Percy não está entre eles, só há uma saída. Encaro as duas escadarias.

— Onde é o dormitório masculino? – Pergunto autoritária o suficiente para todos se encolherem, somente Thalia me responde apontando para a escadaria da esquerda.

Ignoro todos olhares incrédulos e começo a subir, degrau por degrau. Ouço a algazarra lá embaixo.

— Por Deméter, ela vai matar ele!

— Chamem o senhor D!

— Chamem um filho de Apolo!

Assim que subo o último degrau, tenho uma visão bem ampla do dormitório masculino. Um lixão. Perseu me olha pasmo enquanto está encolhido perto das camas.

— Annabeth...

Avanço em sua direção, não trouxe minha adaga em meio a pressa, mas minhas mãos podem muito bem esmagar a laringe dele.

— Não foi eu!

Ignoro sua súplica e começo a soca-lo, ele tomba para a cama, vou junto. Em questão de segundos estou em cima dele enforcando-o. Percy está azul, ele adoraria ver a própria imagem agora.

— Você andou dizendo por ai que.... Vou te massacrar sua cria de dementador!

— Não... foi...

Afrouxo um pouco o aperto, mas essa moleza o fez me derrubar para o lado. Espero a vez dele me enforcar mas ao invés disso ele...

— Não! – Começo a rir descontroladamente, anseio por ar enquanto não paro de contorcer. – Pelos deuses, Percy, Não!

— Então filhas de Atena sentem cócegas, é?

— Não! – Meu grito sai agudo demais enquanto pareço uma lesma em contato com o sal. Mas Percy não desiste.

— Agora vai me ouvir, sabidinha? – Ele prende meus braços enquanto olha bem em meus olhos. – Eu disse isso para Rachel sair do meu pé, ok? Mas alguém tinha dito para ela antes, ou seja, quem começou isso não foi eu.

— Não importa... para com isso Percy!

Me levanto aos sobressaltos da cama, até porque estar na mesma cama que ele nunca esteve na minha lista de prioridades. Percy ainda está entre os cobertores vermelhos da Grifinória, me encarando com expectativa.

— Olha só... você vai dar um jeito de desfazer isso... – Ele abre a boca para falar. – Não sei como, mas vai, entendeu?!

Ele não responde, apenas me encara com medo no rosto, começo a recuar pelo quarto.

— Annabeth...

— E se você tocar em mim de novo, sua cabeça vai ser minha oferenda aos deuses no jantar.

Começo a descer as escadas apressada. Onde já se viu? Vim aqui para matar alguém e não receber um ataque de cócegas. Pelos deuses, cócegas deve ser meu calcanhar de Aquiles.

A sala comunal estava silenciosa, aparentemente, nenhum dos grifinórios chamou o senhor D ou um filho de Apolo, apenas esperaram o show terminar.

— Minha nossa, Leo vamos ver se a situação está séria. – Jason sobe as escadas correndo.

Ignoro todos olhares sobre mim e apenas me retiro da sala, onde Fineus continua me ofendendo.

Certo, Percy acabaria com esse boato sem pé e nem cabeça. Era uma vergonha para mim ser colocada no meio disso com ELE, justo ele. Que Zeus me perdoe, mas eu mereço mais.

Notas finais
E ai o que acharam da nova fofoca de Hogwarts? No próximo capitulo teremos uma bandeira branca. Não deixem de comentarem, viu?