Notas iniciais
Genteneys! Como estão? Feliz Ano Novo! ♥ que 2017 traga coisas maravilhosas para todos nós :3 Novamente, eu só ia postar amanhã, mas como não consegui conter a ansiedade, resolvi que todo mundo deveria ter esse primeiro dia do ano bem alegre ♥ Agradecimentos a srtanye, Mari Romanoff Rogers, SrtaLestrange, Rainha do Nilo, Dany Targaryen, Rafaela patricy, FilipaBlack, Annie Burton, AmandaYuri e Milla Corecha pelos comentários no capítulo anterior ♥ Ah, agradecimentos também a Milla Corecha pela recomendação em Strange, Love; e a Rainha do Nilo pela recomendação em Solitary Ground ♥ Esse capítulo não tem muita interação deles, mas acho que algumas coisas começaram a surgir aí :3 Apreciem a leitura! OS: o próximo capítulo já está quase pronto e vai ser meio grande porque escrevi no caderno e não prestei atenção na quantidade de folhas que escrevi kkkkkk ♥

Do you get scared to feel so much? To let somebody touch you?

So hot, so cold, so far, so out of control, hard to come by and harder to hold

Esperou até que o trem estivesse bem longe para poder aparatar de volta para casa. Rodolfo se achou diferente por fazer isso. A buscaria na volta, não teria problemas. Desaparatou no jardim de casa e viu que já tinha uma visita esperando-o sentado na escada da porta da frente.

Ronan Parkinson estava a sua espera só não sabia o porquê já que tinham acabado de se ver na estação. Levantou uma sobrancelha em dúvida, estava se sentindo invadido por tanta atenção que estavam lhe dando.

“O que quer que queira, Ronan, poderia ter dito quando estávamos em King’s Cross”, disse subindo as escadas e deixando o homem lá.

“Você já foi mais educado, Rodolfo. Muito mais agradável também”, ele retorquiu e Rodolfo se sentiu sendo seguido de perto por ele.

“O que quer?”, perguntou ao homem alto, a primeira coisa que viu foi a gravata borboleta dele com um enfeite de buldogue. Olhou um pouco mais para cima e viu o rosto em desagrado dele. “Você não veio para o chá, está muito cedo para isso. Tampouco veio para um copo de uísque. Sei que deve ser cinco horas em algum lugar do mundo, mas você não vai entrar aqui sem ser convidado”.

“Ronald Weasley não parou de falar um minuto sobre a Irritante Sabe-Tudo Hermione Granger. Não quero que a sua esposa de sangue ruim conviva com as garotas de Astolfo. Ele é um tolo e Dafne é amiga de Pansy, não quero este tipo de gente com a minha filha ou suas amigas”, o homem muito mais alto disse.

“A minha esposa é problema meu, Ronan. E foi Astolfo Greengrass quem me procurou, eu nunca negaria nada a um amigo verdadeiro. Se ela está convivendo com gente da idade dela, que diferença faz? Agora saia da minha propriedade, sabe do que sou capaz de fazer”.

Viu o homem aparatar e finalmente teve paz para entrar em casa. Girou a maçaneta e sentiu a casa silenciosa mais uma vez. Hermione não estava mais lá e não retornaria pelas próximas semanas. Pensou no beijo que deu naqueles lábios antes de vê-la embarcar. Tinha feito apenas para incitar o ciúme em Ronald Weasley, mas se pegou querendo repetir o seu feito, tinha gostado da sensação.

Se sentou no sofá da biblioteca e se permitiu devanear um pouco sobre o que tinha feito. Há anos não beijava uma mulher, não era do tipo de homem que buscava conforto nos braços de uma desconhecida que seria paga ou não. Já bastava a insolência de Bela na sua vida, não precisava ele mesmo ser insolente. Era um acordo que tinha consigo mesmo, ferir do modo como era ferido não era uma opção adequada já que sabia que a sua falecida esposa se incomodava com o fato de ele não fazer o mesmo que ela. Poderia ter tomado uma amante que ela não se importaria, apenas se importava com fato de ter escolhido não o fazer. Foi o primeiro beijo que trocou com Hermione desde que se casaram naquele dia em Azkaban e agora tinha planos para beija-la mais vezes.

Fez aparecer a sua garrafa de uísque favorita e não morreria se bebesse um copo antes do almoço. Encheu um copo até a metade e ficou ali esperando sair a comida. Ainda demoraria pelo menos uma hora e meia até que saísse alguma coisa da cozinha. Poderia ser uma boa oportunidade para bisbilhotar as coisas de Hermione enquanto ela estivesse fora. A viu arrumar a mala, sabia que ela tinha esquecido a bolsa porque achou que estava atrasada.

Saiu da biblioteca e subiu as escadas em direção ao quarto que dividiam e abriu o guarda-roupas e viu a peça meio hippie lá atrás, escondida. Não deveria, mas queria muito ver o que tinha lá dentro porque era estranho chegar naquela casa somente com a bolsa e a roupa do corpo e depois aparecerem várias coisas dela. Se sentou na cama com a bolsa no colo e ponderou alguns minutos se deveria ou não invadir a privacidade dela. A sua curiosidade venceu e logo se viu com os dedos dentro da bolsa, tateando inúmeras coisas.

Tirou de dentro um álbum de fotografias e livros que pareciam não ter mais fim. Eles pertenciam a Harry Potter. Abriu o álbum e viu fotografias de Lílian e Tiago Potter jovens, depois algumas do próprio garoto com os amigos. Depois começou a puxar de dentro outros álbuns. Viu foto esquisitas de um casal sempre com um borrão nas fotos, como se faltasse algo ali. A mulher das fotos se parecia muito com Hermione, inclusive nos olhos, tinham a mesma cor. Tanto ela quanto o homem ao lado dela tinham escrito em uma roupa branca Dr. Granger e Dra. Granger. Então eles deveriam ser os pais da sua esposa. Viu mais algumas fotos que pareciam estar faltando alguma coisa, em uma delas tinha uma faixa de aniversário e parecia estar faltando alguém. Não, não poderia ser... ela não poderia ter feito isso...

“O que você fez, Hermione?”, se perguntou baixinho quando continuou a passar os olhos pelas fotografias trouxas.

Foi juntando as peças na sua cabeça e chegou à conclusão de que ela tinha alterado as memórias dos próprios pais, por isso ficou tão incomodada quando perguntou sobre eles, sobre aonde eles estavam. A sua garota era mais forte do que pensava e sorriu triste ao pensar nisso. Ela tinha feito esse sacrifício, de abdicar da sua família para que ela não sofresse as consequências dessa maldita guerra. Ela fez o que ele mesmo não tinha tido coragem de fazer, se pudesse ter tirado Rabastan disso tudo ele não teria ido para Azkaban por ter nada. O seu irmão só tinha dezoito anos quando foi preso, trinta e quatro quando morreu.

Ela era a sua garota, mais forte que aço ou qualquer outro metal que encontrasse no mundo. Colocou todas as coisas de volta na bolsa e a devolveu para o seu lugar no fundo do guarda-roupa.

Hermione era alguém que valia a pena ter ao lado por isso, era extremamente fiel e leal, podia sentir. Agora que a considerava alguma coisa sua, deveria trabalhar em se sentir digno de tê-la não porque o Lorde das Trevas disse que era, mas pelo que ela realmente é. Rodolfo era assim, sabia fazer por merecer algo ou alguém.

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Hermione viu Luna no compartimento e sentiu algo muito estranho quando notou Rodolfo acenando para ela do lado de fora do trem. Ele a tinha beijado... nos lábios... há poucos minutos e estava confusa.

Os seus pensamentos estavam sendo povoados desde o dia anterior pela melancolia que sentia ao retornar a Hogwarts sem Harry. Ron tinha passado direto por ela quando viu que ela tinha sido beijada por Rodolfo. O pior é que tinha sentido vontade de beijar o Lestrange de novo depois que ele a soltou, como se a sensação não tivesse passado de um momento de ilusão ao seu próprio corpo.

Seria melhor que dormisse um pouco, não havia conseguido dormir a noite toda por causa da ansiedade. Chorou um pouco, mas duvidou que Rodolfo tivesse ouvido pelo modo como estava roncando ao seu lado. Fechou os olhos e se deixou levar pela sensação de ir para um mundo só seu. Acordou sobressaltada com o barulho da porta se fechando. Notou a cabeça de Luna no seu colo, serena, como se não dormisse direito há dias. Não conseguia imaginar o que ela poderia estar passando. Logo ela acordou e se pôs sentada à sua frente.

“Você sente coisas estranhas, Hermione. A sua aura está pulsando colorida desde que entramos no trem”, ela disse. Ainda tinha o mesmo semblante calmo, mas reparou nos olhos... os olhos de Luna estavam diferentes, quebrados. “Eu sei o que você quer perguntar. Theodoro não é o pior dos garotos, mas o pai dele é bem diferente”, a garota disse mostrando as marcas roxas nos pulsos que agora estavam descobertos pelas mangas do casaco. Querendo ou não, o seu tratamento estava sendo muito melhor que o dos seus outros amigos.

Neville havia passado por fora do compartimento com Emília Bulstrode. Tinha acenado que voltaria depois ali sem a sonserina. Ron parecia preso a Pansy Parkinson como se nada pudesse fazê-lo se desgrudar dela. Viu Neville entrar e se sentar ao lado de Luna. Eles deveriam ter ficado juntos no final de tudo isso. Ele parecia mais magro e abatido.

“Cho Chang morreu, Hermione. Antonio Dolohov a matou”, foi o máximo que ele disse.

Não demorou muito para que a senhora do carrinho de doces passasse, não notou que estava com fome. Sabia que a sua varinha estava no bolso do casaco junto com um saco com uma quantia modesta em galeões. Rodolfo pensou em tudo. Se levantou e comprou duas tortinhas de abóbora e um bolo de caldeirão pequeno. Dividiu isso com os amigos sendo questionada silenciosamente sobre como ela tinha dinheiro para aquilo.

Demorou mais algumas horas até que chegassem a Hogsmeade. Não tinha visto Gina até o momento e estava com medo do que poderia ter acontecido com ela. Já estava vestida no seu uniforme e as suas últimas semanas naquele castelo a aguardavam. Seis semanas até o seu fim em Hogwarts. Pegou a carruagem junto com os seus amigos enquanto via Ron subir em outra com Pansy Parkinson e outros sonserinos amigos dela. Quando passou pelos porões do castelo, sabia que esses seriam os seus últimos momentos ali. Viu a Prof. McGonagall parada no alto das escadas e notou o suspiro triste dela em saber que quase todos os reféns do Lorde das Trevas tinham retornado para completar o ano letivo. Ao lado dela estavam os irmãos Carrow, Amico e Aleto, como que se estivessem vigiando Minerva de perto depois do que ela fez na noite em que lutaram.

“Sejam todos bem-vindos de volta para o final do ano letivo. O jantar será servido logo em seguida e todos deverão ir direto para os dormitórios depois da refeição. No mais, tenham uma boa noite”, Minerva disse se afastando e abrindo as portas do Salão Principal.

Estava escuro e parecia que aquele castelo continuaria vivendo os seus piores dias. Se sentou na mesa da Grifinória depois de ser abraçada violentamente por Gina, aos prantos. Ela também parecia triste e melancólica, assim como todos aqueles que confiaram em Harry com todo o coração. Gina amava Harry e para ela deveria estar sendo igualmente difícil de seguir em frente.

“Como tem sido com Rodolfo Lestrange, Mione?”, a ruiva pergunto. Achava que não era mais segredo para ninguém que tinha se casado com Rodolfo, não ouviu outra coisa quando passou por vários alunos da Sonserina. A Sangue Ruim e o Corno, ouviu um quartanista dizer antes de ser repreendido por Astória Greengrass. Descobriria o queriam dizer com corno.

“Ele me ignora boa parte do tempo, acaba sendo melhor assim. É como se eu não existisse na casa ou vida dele”, falou simples. Omitiria as noites em que ele se aconchegava nela, o beijo e o que sentiu quando ele fez isso por enquanto. “Ainda não me disse com quem você ficou”.

“Draco Malfoy”, Gina suspirou, sabia que isso era uma substituição muito pobre ao que sentia por Harry. “Ele é... estranho. Não diz coisa com coisa e nunca presta atenção em nada, vive assustado, como se alguma coisa estivesse atrás dele o tempo todo. Os pais dele são do mesmo modo. Narcisa Malfoy me usou de boneca viva enquanto eu estava lá, aquela mulher é maluca”.

“Tentem conviver com Emília Bulstrode, ela é terrível. A mãe dela retirou a porta do meu quarto e disse que só vai devolver quando retornar para a tapeçaria dos Parkinson, o que isso quer dizer?”, ouviu Neville perguntar enquanto ele se sentava de frente para eles.

“Helena Bulstrode é casada com Mário Bulstrode, mas ela era uma Parkinson e não sabia que ele era mestiço. Foi um escândalo e tanto quando a família dela descobriu que Emília era mestiça. Então ela foi queimada da tapeçaria dos Parkinson”, Ron disse sem tirar os olhos do seu prato, nem tinha notado que ele estava sentado perto deles já que comia em silêncio, coisa que pensou ser impossível de acontecer.

Sentia o coração doer pelo que nunca foi possível existir entre eles. Agora os seus compromissos eram com outras pessoas e deveriam respeitar isso por mais difícil que fosse. Tinha sido ensinada a honrar um compromisso e era isso que tinha com Rodolfo por mais que não tivesse pedido por isso. Segurou o cálice de suco de abóbora com a mão esquerda e viu como Ron a olhou com a expressão ferida por ter visto a sua aliança.

“Pelo visto, de todos nós, você é a que está bem, Hermione”, ouviu a voz cheia de amargura e veneno de Ron.

Ele provavelmente diria a todos que ela havia beijado Rodolfo na estação se eles ainda não soubessem. Ainda não tinha entendido o porquê disso vindo da parte do seu marido. Teve sorte de não ter sido chamada de Lestrange por alguém e isso a fazia respirar aliviada.

Seriam semanas muito longas agora que via a sua amizade com Ron ruir por causa de um beijo em Rodolfo.

(More – Shaman)

Você se assustou por sentir bastante? Por deixar alguém tocar você?

Tão quente, tão frio, tão distante, tão fora de controle, difícil de se aproximar e ainda mais de abraçar

Notas finais
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