Strange Things
15 Quinze
Notas iniciais
Rush, tonight we play the darkest of the symphonies
And in a flash of light then it’ll become the symphony of life
Hermione já estava na casa há alguns dias e continuava um pouco ressentida com a possibilidade de ter que ficar em casa o resto da vida. Não a tinha mais atormentado com os seus desejos carnais, poderia ser extremamente perigoso. Tampouco haviam recebido visitas, estava pensando em ir ao Beco Diagonal com ela para que adicionasse a pobre garota ao cofre dos Lestrange já que ela o chamou de pão-duro. Riu sozinho na biblioteca ao se lembrar que já estava ficando tarde precisavam sair, iriam comprar roupas de gala para o baile dos Parkinson, o mestre exigiu que eles fossem vestidos à caráter já que Rodolfo era o chefe de sua Casa.
Pegou o casaco e viu Hermione já vestida esperando por ele na sala. Desceram para os jardins e aparataram para o Beco Diagonal. Aquilo parecia muito diferente do que estava há muitos anos e isso o deixava desconfortável. Não negava que o local tinha o seu charme quando vivo.
“Aonde vamos?”, Hermione perguntou.
“Primeiro vamos a Gringotes buscar dinheiro e depois vamos a Madame Malkin comprar roupas de gala. Você precisa de um vestido longo para festas”, respondeu sem dar muita importância. Ofereceu o braço e Hermione aceitou depois de ver que não tinha muita escolha mesmo estando um pouco aborrecida. “E melhore esse rosto, ninguém fará mal a você por estar comigo. O seu nome intimida, a visão de mim como o seu marido intimida os outros”.
“Preciso comprar roupas. Não as para esse baile estúpido, mas preciso de roupas, sabe, comuns”, concordou com a cabeça. “E você precisa aprender a ser menos pão-duro, Rodolfo”, ela disse rindo e conseguiu arrancar uma risada sua.
Andaram atraindo olhares por onde passavam, seria sempre assim e precisariam se acostumar com isso. Apertou mais o casaco contra o corpo e viu que já estavam chegando ao banco. Notou a inquietude de Hermione ao entrar lá com ele e se lembrou do incidente há meses, quando ela invadiu o seu cofre com o Potter e o Weasley para roubar um cálice que já não estava mais lá. Sorte sua poder enviar aquilo para Cannes antes que fosse tarde demais e ela o encontrasse novamente.
Percebeu um leve estremecer no braço direito e notou mais uma vez o desconforto de Hermione. Passaram pelos guardas e duendes não muito amistosos com a visão da sua esposa entrando pela porta frente não ajudava muito.
Pigarreou e conseguiu atrair a atenção do duende chamado Bartok. Ele parecia não ser de fazer amizades e seria melhor assim, isso seria mais difícil do que imaginava.
“A que devo a honra de sua visita, Monsieur Lestrange?”, ele perguntou com falsa preocupação.
“Preciso adicionar a minha esposa ao cofre da família. Ela terá acesso total ao conteúdo sem discriminação de valor”, falou de uma vez.
“Pensei que a sua esposa já tivesse acesso ao seu cofre dada a situação causada por ela e seus amigos. Mas vejo que não”, viu o duende ordenar que a papelada fosse trazida para o salão e não demorou muito para que ele passasse longos minutos recitando o que Hermione poderia ou não deixar no cofre sem que sofresse com inspeções do Ministério. “Vejo que a sua esposa herdou uma pequena fortuna, Monsieur Lestrange. Sim, aqui diz que Hermione Jean Granger é beneficiária e herdeira de um terço dos bens de Harry Tiago Potter assim como Molly Drasiella Weasley e Luna Pandora Lovegood. Gostaria que esse montante também fosse movido para o seus cofre?”
Olhou para Hermione e ela parecia estar tão surpresa quanto ele ao descobrir que Harry Potter a havia deixado financeiramente segura para alguma emergência. Era dinheiro dela, somente dela. Isso implicaria que Hermione não precisaria tanto assim dele, financeiramente falando.
“Mova, mas dentro do cofre coloque o dinheiro dela em um cofre específico”, ordenou e não demorou muito para que fossem chamados para prosseguir até os subterrâneos do banco.
Hermione continuava tensa e notou que o duende Bartok o olhava com a curiosidade de quem tinha algo a contar, mas não sabia se devia. Se aproximou e o duende puxou o ar com força, como se estivesse criando coragem para dizer algo.
“O rapaz Potter deixou uma carta para a senhora sua esposa, o envelope está lacrado e nem o nosso melhor quebrador de maldições conseguiu desfazer o feitiço, o papel pergunta o tempo todo o nome de quem deve abri-lo. Receio que a sua esposa tenha que levar o baú com a carta”.
“Receio que sim, então”, respondeu.
Se sentou no carrinho ao lado de Hermione e ambos desceram rapidamente com Bartok até o cofre dos Lestrange. Quanto mais fundo, mais bem protegido. Começou a ouvir um silvo, mas logo se lembrou que Celestine não guardava mais o cofre. Sentiu a mão pequena de Hermione se apoiar no seu braço e aquilo era um tanto surpreendente. Uma coisa era fazer isso no conforto de casa e com ninguém vendo. Ela continuou tendo pesadelos e ele continuou confortando-a depois de cada um deles, mas somente em casa, na segurança e intimidade deles. Ela estava buscando conforto pois estava insegura e temerosa, já sabia disso.
Ajudou Hermione a sair do carrinho e andaram até mais ou menos aonde a dragão Celestine ficava.
“Outro dragão se faz necessário aqui, meu senhor”, Bartok disse olhando diretamente para onde Hermione estava.
Rodolfo abriu a porta do cofre e tirou uma quantia suficiente para as compras em Madame Malkin e as despesas mensais da casa que sabia que não eram poucas. Não poderiam se demorar por ali, ainda teriam que fazer compras e voltar para casa antes do jantar. Enfiou o saco de ouro dentro do casaco junto com o envelope de dentro do baú marrom que tinha lá, tentaria abrir depois.
Fizeram o caminho reverso e saíram dali o mais rápido possível, a situação já estava mais que constrangedora por causa do que Hermione fez. Seria assim todas as vezes que ela fosse buscar dinheiro ou algo assim? Caminharam em direção a loja de Madame Malkin e entraram, vendo a mulher se assustar um pouco com a visão de um Comensal da Morte em sua loja.
“O que desejam?”, ela perguntou o mais educada que conseguia.
“Um vestido de gala que sirva em minha esposa. Ele precisa ser negro e longo, de preferência com saias rodadas e não muito pesado. Um par de sapatos de salto também não seria ruim, assim como meias-calças escuras. Para ontem”, respondeu se sentando em uma das poltronas.
“Peço perdão pela intromissão, mas não seria melhor deixar a sua esposa cuidar do que gostaria de vestir, Monsieur Lestrange?”, ouviu a mulher perguntar e Hermione riu.
Lançou um olhar severo a mulher e deixou que Hermione fosse conduzida até o mostruário. Já havia conversado com a sua garota e chegaram no consenso de que ela seria vestida por ele para essa festa sendo que o que mais gostava de fazer era despir Hermione de todas as roupas que ela estivesse vestindo. Seria um trabalho hercúleo, mas desataria laço por laço do vestido dela depois que retornassem do baile dos Parkinson.
Não demorou muito para que Hermione aparecesse completamente vestida. A peça era bonita e refinada, com as saias rodadas e fazia os ombros dela aparecerem, aquilo favoreceria as joias que ela usaria. Se levantou e andou até ela analisando o que via concluindo que ela estava mais mulher do que imaginou. Tocou as sedas do vestido e depois a cintura de Hermione notando a falta do espartilho e parecia que ela continuava com a mesma altura...
“Ela pediu conforto, sr. Lestrange, e proporcionei isso a ela”, a mulher parecia mais satisfeita.
Sentiu o seu rosto formigar pois se tomou por tolo ao sugerir que Hermione vestisse o que a sua avó Leta vestiu um dia em uma das fotos que encontrou da juventude dela.
“Vamos levar esse. Junto com os sapatos, as meias que escolhi e mais algumas coisas. Você não disse que ia pagar?”, Hermione disse andando de volta para tirar o vestido.
Se fosse o que estava pensando que fosse, era um belo presente e não só para Hermione. O seu aniversário desse ano seria o esperado em anos.
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Já era hora do jantar e Rodolfo não sabia o que mais tinha comprado além do vestido e das meias. Precisava de algumas roupas novas e isso não era por causa de vaidade alguma, as suas estavam um bocado envelhecidas por causa do ano que passaram caçando as horcruxes. Sabia que não usaria muito aquelas peças, mas isso fazia parte do que esperavam deles, que eles fossem. Rodolfo tinha razão quando dizia que estava fazendo coisas perigosas como afrontar diretamente os Comensais da Morte.
Olhou para o homem a sua frente por cima do livro e notou que ele parecia pensativo demais olhando para o vazio, era como se estivesse tramando algo. Quando ele se lembrava do irmão era diferente, ele assumia uma expressão mais relaxada. No momento, Rodolfo estava apenas mais sombrio do que costumava ser.
Fazia frio antes do jantar. Isso era incomum, estavam no final de junho e já deveria estar mais quente. Se levantou do sofá e deixou o livro que estava lendo na mesinha de centro com a página marcada. Queria beber algo antes do jantar e não suportava mais a ideia de que Alef não a deixava buscar nada para si. Assim entendeu como Draco Malfoy era afetado por causa de sua posição social. Notou Rodolfo sair do transe e pigarrear. Ele não perguntou aonde estava indo, apenas saiu e andou até a cozinha.
Abriu a porta de madeira maciça e notou Alef confeitando um bolo de chocolate.
“Senhora, não deveria estar aqui, o jantar ainda não se fez pronto e o mestre disse que a senhora não deveria mais me ajudar nos afazeres domésticos”, sabia que isso era verdade.
“Eu só vim buscar um copo com água, Alef, não se preocupe. Esse bolo é a nossa sobremesa de hoje?”, perguntou enquanto via o elfo colocar morangos cortados ao meio para enfeitar o topo.
“Sim, madame, um dia especial merece uma sobremesa especial, não acha?”
“Dia especial?”, não sabia do que ele falava.
“Sim, hoje é aniversário do mestre Rodolfo. A senhora Amélia mandava que eu fizesse esse mesmo bolo de chocolate com morangos todos os anos desde que ele teve idade para comer doces. Mas isso a senhora já sabia”. Não, não sabia. Sabia tão pouco da vida de Rodolfo (fora o fato de que ele foi casado com Belatriz e é um Comensal da Morte) que se lembrou que mal se conheciam.
Pegou o seu copo com água e algumas coisas começaram a se encaixar na sua cabeça, principalmente a parte de que ele havia sido bastante generoso na sua ida a Madame Malkin, pode pegar tudo o que precisava e ele não se incomodou em pagar. Pelo contrário, parecia muito satisfeito com isso.
“Quantos anos ele está fazendo, Alef?”, perguntou curiosa.
“Quarenta e três, senhora. Ele era quatro anos e dois meses mais jovem que a senhora Belatriz e é...”
“Vinte e quatro anos mais velho que eu”, disse desconfortável. “Que sorte a minha”, falou baixo enquanto já se retirava da cozinha.
Não voltaria para a biblioteca, então decidiu que andaria um pouco mais pela casa. Mesmo com algum tempo morando ali, ainda não conhecia totalmente aqueles cômodos. Subiu as escadas e fez o caminho inverso ao que fazia todas as noites quando subia para o seu quarto. O lado direito da escada lhe parecia interessante no momento.
Haviam candelabros sobre aparadores, abajures e uma decoração um tanto quanto devassa naquela parte da casa. Nada combinava com nada e parecia escurecer mais ainda. Nenhuma das portas dali estava aberta pelo que sentiu, mas ali tinha um clima pesado, estranho, como se tudo aquilo tivesse pertencido a Belatriz. Rodolfo já havia lhe dito que o quarto que visitava sempre era o do irmão dele. Riu ao pensar no casamento dos dois diferente do que estava sendo o seu até o momento. Talvez tivesse sido, por isso Rodolfo se comportava de modo tão estranho com ela.
Sentiu algo gelado tocar a sua mão e abafou um grito pressionando levemente a sua garganta. Leaf estava sentado no chão fazendo cara que de quem não entendia porque ela estava lá. Latiu uma vez e Hermione acompanhou o cão até a escada. Viu o animal descer animado quando viu Rodolfo. Desceu devagar e Rodolfo tocou o seu ombro, não demorando muito para que ele beijasse a sua testa.
“Vamos jantar? Alef já colocou a mesa”, ele falou sorrindo.
Concordou e andaram até a sala de jantar vendo estar como sempre esteve. Se era verdade que era o aniversário dele, então o Lestrange não parecia muito à vontade com a ideia de ganhar mais um ano vivo.
Se sentou e comeram em silêncio, sem se preocupar com a presença do outro. Tampouco demorou para que o esperado bolo de aniversário de Rodolfo aparecesse no meio da mesa. Não haviam velas, iluminação baixa ou menção de que cantariam parabéns ou alguma coisa assim, então confirmou que ele não ligava muito para a data. Respirou fundo e aceitou uma fatia do bolo de chocolate. Estava ficando imensamente mal-acostumada em comer coisas assim depois do jantar e a culpa era toda dos hábitos açucarados do seu marido.
A mesa foi tirada, logo eles andaram de volta a biblioteca. Rodolfo tinha um meio sorriso indecifrável no rosto e não sabia se isso era bom ou ruim. Apenas buscou o seu livro e saiu.
“Aonde vai?”, ele perguntou depois de estar sentado no sofá enorme.
“Pensei que poderíamos ler no quarto hoje, será mais confortável”, respondeu simples.
Ele não disse nada, apenas sabia que ele a estava acompanhando por causa do barulho que as botas dele faziam. Entraram no quarto e deixou o livro em cima da mesa que agora estava perto da porta. Não sabia como fazer isso, mas sabia que o surpreenderia. Abraçou Rodolfo pela cintura e descansou a sua cabeça no peito dele. Demorou um pouco mais que alguns segundos para sentir o homem retribuir o abraço e descansar o queixo na sua cabeça.
“A que devo a honra deste abraço?”, ele disse rindo.
“Feliz aniversário”, respondeu a ele. “Alef me contou”.
“Aquele elfo velho”, ele revirou os olhos quando a soltou. “Quarenta e três primaveras agora, querida. Acho que pareço mais velho do que realmente sou”.
Realmente, Rodolfo parecia um pouco envelhecido por causa dos seus anos em Azkaban. Mesmo Sirius estava com uma aparência doentia quando o viu pela primeira vez. Mas Rodolfo ainda tinha certa beleza. Beleza essa que ele havia herdado do pai como viu no quadro que não limpava há semanas. Ainda bem ele tinha algum cérebro, não se imaginava com algum troglodita. Dolohov poderia ser pior ainda, poderia estar morta em um momento desses. Rodolfo ainda era algo melhor em um cenário como esse.
“Esse ano está sendo diferente, Hermione. O meu irmão nasceu pouco depois do meu aniversário. Três semanas e quatro dias depois para ser mais exato. E eu não comemorarei com ele como fazíamos”, ouviu Rodolfo dizer depois que ele se sentou na cama.
“Bom, você tem a mim agora. E eu tenho a você. Legalmente e ironicamente, contra todos os agentes do destino, nós somos família agora. O que você quer fazer? Ainda é o seu aniversário. Sei que não sou uma substituição para o seu irmão, mas somos família. Eu nunca tive irmãos, mas os Weasley são como se fossem os meus”.
“Talvez eu só queira ficar aqui na cama, deitado com a minha esposa. Vocês jovens ainda dizem que namoram na cama?”, ele perguntou rindo e concordou. Se ele queria namorar na cama, namorariam na cama.
Se sentou ao lado de Rodolfo e se inclinou sobre o corpo dele para que se beijassem. A mão dele foi de encontro ao seu cabelo e sentiu o afago enquanto os lábios dele se ocuparam nos seus deixando a sua mente livre para não pensar em mais nada. Ficaram bons minutos assim até que sentiu que faria amor com ele naquela noite não porque esperavam que eles fizessem isso porque eram casados, mas porque parecia tentador demais namorar ali e não fazer mais nada.
Desceu um pouco as mãos trêmulas e inexperientes até a fivela do cinto e sentiu um suspiro longo sair dos lábios dele. O beijo quente no seu rosto estava incendiando mais ainda. Parecia uma sinfonia, algo ali estava em harmonia, fazia parecer que era certo o que estavam fazendo. Talvez fosse.
Rodolfo tirou as suas mãos do cinto ele mesmo desafivelou a peça junto com o botão da calça negra que usava. Aquilo a deixava mais quente do que esteve na outra noite em que se deitaram. Sentiu os beijos no seu pescoço descerem pelo seu colo e um dedo acariciando a pele do seu colo e depois os seus seios por cima da blusa carmesim que usava. Não demorou muito para que ele se colocasse entre as suas pernas e tornasse a lhe beijar no colo. O intuito dele era claro: queria despi-la de tudo aquilo que o impedisse de vê-la completamente nua e pronta para ele. Ele mesmo tirou a própria camisa social escura e agora pode prestar atenção no homem que ele era. Apenas normal, foi o que pensou. Tinha corpo de homem porque era um homem, não um garoto.
As mãos de Rodolfo subiram pela sua cintura até o seu sutiã e ele conseguiu sentir a renda, percebeu isso pelo sorriso dele. Tomou a iniciativa e tirou a roupa por si só, deixando Rodolfo confuso com a atitude pois ele queria a sensação de lhe tirar peça por peça pelo que percebeu. Notou que ele não se incomodou muito em lhe tirar o resto das roupas quando saiu de cima de Hermione e ele parecia até um pouco feliz quando viu a sua calcinha enquanto o seu rosto ficava vermelho por estar assim para ele, completamente nua novamente.
Sentia o fogo correndo nas suas veias grifinórias e não sabia o que fazer se ele se demorasse mais alguma coisa tirando o resto das roupas. Rodolfo tocou a sua intimidade e depois subiu as mãos para o seu ventre na finalidade de retirar a sua calcinha, a peça que faltava. Percebeu pelo toque dele o quanto estava preparada para aquilo com o simples toque dele. A peça deslizou bem devagar pelas suas pernas e viu quando ele aproximou a renda do rosto, fechando os olhos.
Nu, logo ele se deitou sobre o seu corpo e olhou nos olhos dele. Havia incômodo neles, como se nunca tivesse feito algo assim, tão íntimo e cúmplice. O momento transmitia isso, intimidade e cumplicidade apesar a ferocidade que pareciam ter em querer se entregar um ao outro.
Não sentiu resistência quando ele entrou e aquilo foi aliviante, saber que não sentiria dor ou desconforto. Ele se movia como quem aprecia um momento pelo qual esperou muito. Perdeu a conta de quantas vezes ele investiu pois começou a se perder em seu próprio prazer pela primeira vez. Sentiu o arrepio tomar conta do seu corpo a cada toque dele, cada vez que os lábios dele encontravam a sua pele. Ouvia os gemidos misturados e confusos de ambos e não demorou tanto assim para que ele gemesse mais alto ainda, se segurando na cabeceira da cama com uma das mãos.
Suados e respirando aceleradamente, se deixou fechar os olhos quando sentiu o abraço forte de Rodolfo lhe agarrar pela cintura na intenção de não soltar tão cedo.
(Symphony of Life – Avantasia)
Rápido, hoje à noite tocaremos a mais sombria das sinfonias
E em um feixe de luz depois isso se tornará a sinfonia da vida
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