Notas iniciais
Gentneys! Como estão? :) Só demorei para postar porque 1) estava com a minha rinite atacada e isso me impossibilitou de escrever e 2) estava resolvendo coisas da minha vida profissional, parece que vão rolar uns trabalhinhos agora em fevereiro e to naquela correria de comprar material e essas coisas :v Agradecimentos a SrtaLestrange, Maria Lopes, Ana Riddle malfoy, Katita Malfoy, Dany Targaryen, Taís Cordeiro, Pottherheads Girl, Thamyres, Rainha do Nilo, Alice Liddell, Rafaela patricy, Th Lima, Mayume Hyuuga, the muggleriddle, Bonnie Carter, Annie Burton e Milla Corecha pelos comentários anteriores ♥ Apreciem o capítulo :) PS: se acostumem com essa atmosfera mais safadjenha porque teremos altos hots capítulo que vem 3:)

Heathcliff, it’s me, Cathy, I’ve come home

I’m so cold, let me in in-a-your window

Já sentia que tinha acordado. Já tinha acordado há um pouco de tempo. Por que não conseguia abrir os olhos direito? Tentou levantar o braço, mas a única coisa que conseguiu foi sentir dor. O seu corpo todo doía. Doía como daquela vez há não muito tempo. Fez um pouco mais de esforço e conseguiu mexer um pouco a cabeça, gemendo de dor.

“Parece que ela está acordando”, uma voz feminina disse.

“Hermione, querida, acorde”, disse outra voz feminina.

“Ah, que bom, ela vai ficar bem?”, uma terceira voz feminina falou no ambiente.

“Ainda não sabemos, Srta. Weasley. Hermione, querida, vamos. Abra os olhos”, a segunda voz feminina repetiu.

Abriu os olhos devagar, sentindo a luz que entrava pelas janelas lhe incomodar a vista embaçada. Cinco rostos estavam ao redor do seu e se assustou um pouco pela proximidade deles. Madame Pomfrey, Minerva, Gina, Luna e Rodolfo... o que Rodolfo fazia no seu quarto? Olhou com um pouco mais de atenção e ainda deitada, não estava no seu quarto, estava na Ala Hospitalar.

“Deixem a garota respirar, as quatro”, Rodolfo falou. Ele tirou Luna e Gina do caminho e se colocou ao seu lado. Com as mãos nos seus ombros, ele a olhou nos olhos. “Quem fez isso com você? Diga quem fez, Hermione”.

“Deixe-a respirar você, Sr. Lestrange. Eu não o queria aqui até que tudo fosse solucionado em primeiro lugar”, Madame Pomfrey ralhou. “Qual é o seu nome, querida? Todo ele”.

“Hermione Jean Granger. Lestrange pelo casamento”, respondeu depois de um tempo até conseguir falar.

“Quando e onde você nasceu?”

“No dia 19 de setembro de 1979 em Londres, Inglaterra”, respondeu depois de tossir um pouco. Rodolfo lhe serviu um copo com água e bebeu tudo em um gole único.

“Se ela estivesse demente nós já saberíamos, Papoula. Você nos deu um susto e tanto, Hermione. Achamos você no banheiro feminino, jogada no chão. As roupas rasgadas, o rosto escoriado, tremendo. Quem pode ter feito isso com você, minha filha?”, Minerva perguntou quando se sentou na cama e tomou a sua mão esquerda na dela.

Tudo veio mais nítido ainda, podia sentir os pequenos choques correndo pelos músculos e gemeu com a lembrança de Aleto e Amico Carrow torturando-a com a Maldição Cruciatus no banheiro feminino. Eles a tinham visto entrar e silenciosamente entraram também, trancaram a porta e a viram lavando as mãos.

Se olhou no espelho e viu no fundo os dois irmãos. Um de cada lado seu. Estremeceu com o modo como sorriam. Viu o homem acenar com a varinha em direção a porta e ouviu a mesma ser trancada. Tocou o bolso e sentiu a sua varinha no casaco. Apontou para eles, mas enquanto pensava em ofender foi desarmada por Amico. Aleto Carrow se aproximou de Hermione e tocou o seu ombro. Seria esse o seu fim?.

“Vamos brincar um pouco, Lestrange? Não vai ser a mesma brincadeirinha que você e Rodolfo fizeram no Três Vassouras, mas prometo que também vai sentir coisas à flor da pele”, Aleto disse enquanto ouvia o irmão dela rir viciosamente. O nariz dele parecia... fora do lugar.

Crucio!”, ouviu Amico dizer enquanto apontava a varinha para Hermione. Caiu no chão e sentiu que bateu com a cabeça na pia enquanto tremia, sentindo o seu corpo arder.

Aleto Carrow a levantou do chão e com a varinha a arremessou contra a parede. As suas costas doíam. Ela usou a varinha várias vezes para lhe torturar assim como o irmão.

Sentiu Amico imobilizá-la quando sentou no seu quadril. Ele abriu o seu casaco, a sua blusa de botões, rasgou a sua camiseta e riu quando viu a sua pele exposta. “Rodolfo vai ver só, Bela fez pouco marcando só o seu braço. Ela devia ter marcado o seu corpo todo deixando o seu sangue ruim manchar essa sua pele imunda”, ele falou recebendo da irmã um canivete suíço. “Está vendo o meu rosto? Foi o seu marido traidor de sangue que fez isso porque eu mostrei a todos quem você é. Ele vai receber um presente a altura”, ele falou roçando a lâmina justo aonde Dolohov a tinha marcado.

“Ainda não, irmão. Vamos brincar um pouco mais com ela. Vai valer a pena, por favor”, a mulher disse e Hermione fechou os olhos. “Crucio!”.

Era a última lembrança que tinha. Tinha sido torturada mais uma vez e suspirou em dor no abdômen.

“Chegamos a tempo, Hermione. Mais um minuto e eles teriam conseguido matar você”, Gina falou.

“Eles quem, Weasley?”, Rodolfo perguntou.

“Os Carrow e você sabe bem disso”, ela retorquiu.

A última coisa que viu foi Rodolfo sair da enfermaria correndo, bufando.

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Acharia os dois, ah, se acharia. Não brincaria de gato e rato muito tempo. Correu com mais determinação até a sala de Estudo dos Trouxas, aqueles dois nunca foram muito bons em esconder o que quer que tivessem. Chutou a porta da sala e viu Amico e Aleto no chão, assustados por serem interrompidos no seu momento íntimo.

Crucio!” gritou para o homem que começou a espasmar no chão, gritando. “Calma aí, você é a próxima”, falou em direção a mulher nua.

Aleto Carrow era terrível em magia sem varinha se lembrava do que ela era na escola. Era terrível em qualquer tipo de magia, aliás. Quando terminou deixando Amico desacordado, mirou a varinha para o rosto de Aleto.

“Por que você não consegue me deixar em paz? Eu fico quieto, não atrapalho a vida de ninguém, por que simplesmente não conseguem seguir com a vida de vocês como todos estão fazendo?”, Rodolfo disparou.

“Ela nunca será uma bruxa de sangue puro, Rodolfo. Não importa o quanto você insista em cobri-la de peles e joias, ela ainda será uma imunda, uma sangue-ruim!”, Aleto falou cuspindo no seu rosto. Percebia que isso era uma marca dos Carrow, então.

“Foi você quem atiçou o seu irmão, então? O que aconteceu no passado, fica no passado, Carrow”, falou. Sabia que Aleto ainda se ressentia com Radolfo Lestrange por ter negado a boda deles quando Maestro Carrow a ofereceu, sabia que se ressentia por não ter sido convidada para o casamento dele com Belatriz, se ressentia por terem feito sexo na sua despedida de solteiro e talvez se ressentisse pelo fato de não ter sido escolhida para ele pele Lorde das Trevas. O que mais ela queria que ele fizesse? Aleto sequer era sua amiga.

Se muniu de toda a coragem que tinha e empunhou a varinha mais uma vez, agora tinham mais certeza do que nunca do que faria. Seria expulso dali no momento seguinte.

“Você terá apenas o que merece por ser tão louca quanto Belatriz. Eu devia ter feito isso há muito tempo, Carrow, com você e o seu irmão por apenas ousarem tocar em alguma parte de Hermione. Avada Kedavra!”, gritou e deixou o corpo de Aleto caído no chão, de olhos abertos. Amico ainda estava ao seu lado, mas vivo.

Desvirou o corpo desacordado dele e apontou a varinha para ele, disparando uma chama roxa da ponta sem precisar dizer uma palavra. Para isso, pelo menos, Dolohov tinha alguma utilidade. O mestre estava certo quando não permitiu que eles se conhecessem como Comensais da Morte, sabia que as coisas poderiam chegar a esse ponto.

Ofegou e respirou fundo, não conseguiria se livrar do que tinha feito e precisava sair dali o mais rápido possível, ainda tinha um pingo de autopreservação. Selou a porta e voltou para a Ala Hospitalar vendo Hermione já um pouco sentada na cama. Se sentou ao lado dela e a olhou com preocupação. Precisava sair dali pois logo encontrariam Amico e Aleto no quarto.

“Eu preciso ir. Retorno para a sua formatura. Se precisar de algo, não hesite em escrever. Até, Hermione”, era muito otimismo da sua parte pensar que poria os pés ali de novo. Talvez pusesse já que o Lorde das Trevas tinha tudo nas mãos, inclusive Hogwarts. Beijou o topo da cabeça dela e a olhou nos olhos, preocupado.

“Até, Rodolfo”, ela respondeu fraca. Tocou o rosto dela e se levantou, indo em direção a porta.

Se preocuparia até o seu último fio de cabelo se algo acontecesse a Hermione novamente. Se preocupava com a família e Hermione era família apesar de não querido isso no início. Desceu as escadarias que davam acesso a Hogsmeade com pressa, queria chegar no ponto de aparatação o mais rápido possível para poder sumir logo. Quanto mais longe estivesse do seu crime, menos se sentiria estranho.

Desaparatou nos jardins da Mansão Lestrange e subiu as escadas em direção a porta de entrada. Descalçou as botas, desafivelou o cinto deixando que o metal se chocasse contra a parede. Desabotoou a calça e a tirou desajeitadamente e com medo de cair pois começaria a subir as escadas. Subindo os degraus, foi a vez da sua camisa ir parar em algum lugar, assim como a sua camiseta de meia negra. Quando já estava no piso superior, tirou as cuecas e ficou completamente nu. Entrou no seu quarto e foi em direção ao banheiro. Acionou o chuveiro e a água caiu gelada sobre o seu corpo.

Passou as mãos nos cabelos tentando descobrir o que havia acontecido com ele. Já havia matado muitas vezes na vida, mas foi a primeira vez que matou por Hermione.

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Passaram-se dias até que estivesse totalmente reestabelecia (sob o ponto de vista de Madame Pomfrey, claro) para que pudesse retornar ao seu dormitório. As notícias corriam rápido demais em Hogwarts e não demorou muito para que Gina lhe contasse que Aleto e Amico Carrow tinham sido encontrados mortos um ao lado do outro nos aposentos dela. Essa informação casava com o fato de que Rodolfo havia saído de lá às pressas. Desconfiava que a varinha dele tivesse algo nisso e Minerva sabia que podia ser uma verdade. Já era domingo e no dia seguinte começariam as aplicações dos NIEMs, passaria a próxima semana completamente maluca.

Abriu a porta do dormitório e viu que a corujinha Bowie estava descansando na janela. Queria poder estar com Bichento, mas sabia que ele estava seguro n’A Toca. Tocou a roupa de cama e viu os envelopes deixados lá pela coruja antes de se empoleirar na janela. Uma letra masculina assinava um, sabia que era de Rodolfo. Tinha medo de abrir e se deparar com algo não tão bom já que estava com a desconfiança na cabeça, algo em seu íntimo dizia que ele tinha matado os Carrow.

Quero que saiba que torço para que a sua melhora aconteça o mais rápido possível. Alef está mandando alguns biscoitos de chocolate e uma compota de frutas vermelhas, ele disse que você gosta. Estou preparando a casa para que se sinta à vontade quando regressar.

Afetuosamente,

Rodolfo.

Deixou o bilhete na cama e partiu para abrir o segundo envelope. Ah, não. Definitivamente não. Era de Vítor Krum. Não falava com ele desde o casamento de Gui e Fleur. Abriu o envelope cautelosamente e tirou de dentro um papel dobrado de qualquer jeito. Notou pela caligrafia que a carta havia sido ditada a alguém.

Cara Hermione,

Sinto como se o meu coração tivesse sido atingido por um balaço errante quando eu soube do seu casamento. Rodolfo Lestrange? Mesmo? Sempre pensei que terminaria com Ronald Weasley, o garoto ruivo por quem sempre foi apaixonada. Vai me contar o que houve?

Sinceramente,

Vítor Krum.

O seu coração pesou. Ele havia ficado chateado ao saber que estava se resolvendo com Ron e agora deveria estar pior ainda por saber que havia se casado com um Comensal da Morte. Respirou fundo e não sabia qual das cartas responderia e se responderia realmente alguma. Se deitou na cama e olhou para o teto, pensando.

Tinha se entregado com tanta fúria e curiosidade ao prazer com Rodolfo que quase se esqueceu que tinha se casado com um homem perigoso, um assassino. Já havia lembrado que os sentimentos sonserinos eram, em geral, avassaladores e arrebatavam de tal forma que era impossível não sucumbir a eles. Um sonserino mataria por você, se lembrou. Só não entendia o porquê de ele ter feito isso. Talvez o orgulho de Rodolfo o tivesse mandado fazer isso. Percebia em alguns trejeitos dele que o seu marido era tão orgulhoso quanto um hipogrifo, isso explicava muita coisa.

Trocou as suas roupas por pijamas confortáveis e tornou a se deitar, deixando as duas cartas no criado-mudo ao lado da cama. Responderia no dia seguinte ou não, não tinha muita vontade de conversar agora que estava muito encucada como o que tinha acontecido aos Carrow. Desejava que Rodolfo não tivesse feito aquilo, mas no fundo sabia que tinha sido ele.

Só não sabia o porquê.

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Rodolfo já estava há dias sem informações de Hermione, já tinha se passado uma semana e nada de ela responder a sua carta. Talvez ela tenha juntado as peças de que ele era o assassino de Aleto e Amico Carrow e está com nojo dele.

Se sentou na poltrona e puxou a sua caixa de chocolates, sabia que estava comendo demais por causa da ansiedade por não saber o que está acontecendo em Hogwarts. Astolfo tentou tranquiliza-lo sobre como Dafne também não havia mandado notícias desde que os NIEMs se iniciaram. A diferença é que talvez Hermione estivesse um pouco ressabiada com tudo o que tinha acontecido, a morte repentina dos Carrow, a sua ansiedade em deixar a enfermaria... estava perdido.

Severo havia feito um comentário sobre isso acontecer debaixo do seu nariz e não sabido de nada. Ficou quieto, na sua, era essa a sua marca. Matou sem pena alguma pois era isso que se fazia pela sua família, ir até as últimas consequências.

Levitou a garrafa de uísque de fogo até o seu lado e serviu um copo generoso, imaginando quando Hermione mandaria notícias. Bebeu todo o conteúdo do copo e fechou os olhos, imaginando o que fariam quando ela retornasse para casa.

Continuou imaginando até que conseguiu realmente sentir o calor do corpo dela nas suas mãos. Era magricela, mas até que tinha a cintura acentuada e os seios medianos, tudo aquilo harmonizava com o corpo que tinha. Se imaginou mais uma vez tocando o corpo dela, beijando a sua barriga, descendo os beijos até conseguir levantar a saia do vestido dela tendo a visão da calcinha rendada que ela usava, vermelho realmente parecia combinar com ela. Passou os dedos pela peça e a puxou para baixo violentamente, do modo como queria ter feito da primeira vez. Ela permaneceu em pé enquanto se contorcia sentido os seus beijos pelas pernas e não demorando muito para fazer coisas um pouco mais despudoradas com a língua, sentindo as mãos de Hermione na sua cabeça e soltando breves gemidos enquanto estava nessa situação. Sentiu o gosto dela, de chocolates.

Abriu os olhos e notou que estava mais duro do que imaginava. Tinha esperanças de que ela não o recusasse quando chegasse em casa, que não o quisesse por causa dos Carrow. Se tocou por cima da calça e sentiu que aquilo não iria embora tão cedo sem frustração. Só esperava que Hermione não se recusasse a ir para a cama com ele já que este era obviamente o próximo passo.

(Wuthering Heights – Kate Bush)

Heathcliff, sou eu, Cathy, eu vim para casa

Estou com tanto frio, deixe-me entrar pela janela

Notas finais
Ouvi a versão que o André Matos fez para essa música no primeiro álbum do Angra e me apaixonei ♥ PS: ainda não li Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights), mas lerei ainda nas férias :) Gostaram?