Notas iniciais
Gentneys! Como estamos? Sinto demais por essa demora em atualizar, mas como andei dizendo nos outros capítulos, estou fazendo aperfeiçoamentos profissionais e isso me prendeu um pouco porque eu tinha que estudar, fazer provas, cursos... Estou cansada, mas estou bem, com a cabeça descansada e pronta para escrever mais :) Agradecimentos a Katita Malfoy, Dany Targaryen, Taís Cordeiro, Rainha do Nilo, pahf, Ana Riddle malfoy, Milla Corecha, themuggeriddle e Fhany Mazus Malfoy pelos comentários no capítulo anterior ♥ Apreciem a leitura!

Sometimes we must go ways that seems to be wrong

What a kind of life, freedom and flesh chuckles on your mind

Hermione estava acordada. Devia ser quase a hora do jantar e ainda estavam deitados sobre o tapete da biblioteca. Depois de um tempo, Rodolfo se apoiou sobre o cotovelo e começou a acariciar o vão entre os seus seios medianos fazendo com que começasse a sentir coisas estranhas novamente e também vergonha por estar em uma posição tão vulnerável para ele. Ele se levantou e voltou com a varinha nas mãos. Fechou os olhos enquanto ele se deitava novamente ao seu lado, não fazia ideia de que ele era tão grande. A ponta da varinha tocou a sua pele no colo e não demorou muito para que sentisse um peso em volta do seu pescoço. Tocou aonde pesava e sentiu que algo repousava ali e deveria ser caro. Abriu os olhos e se sentou no chão tocando a peça que pendia do pescoço longo. Parecia delicado e com pedras intercaladas pela disposição delas.

“Você não pode me dar joias! O que acha que eu sou?”, perguntou, realmente estava um pouco indignada por ele fazer tão pouco assim dela, era como se menosprezasse o intelecto de Hermione.

“Você é minha esposa, não só posso como eu vou. Você é minha, agradeça por eu estar cobrindo você de joias, não de cicatrizes”, ele respondeu grosseiro e visivelmente ofendido. Rodolfo se sentou e desabotoou o colar do seu pescoço.

“Mas eu gostei, é bonito. Só foi inesperado”, tentou recuperar o dano causado ao ego de Rodolfo. Ele soltou um sorriso mínimo como se tivesse dito um eu sabia por dentro. Teria que massagear o ego dele até o fim dos seus dias?

“Ele pertenceu à maioria das esposas Lestrange da linha principal. Pertenceu de fato à uma ancestral minha, uma Andrômeda Black. Depois dela ele foi usado por Elena Malfoy, Eufemia Rowle, Berenice Black, Europa Flint, minha avó Leta Lestrange e por último minha mãe, Amélia Selwyn. E agora é seu”, ele falou colocando a joia de volta no estojo de veludo. “Você vai usá-lo semana que vem quando formos ao baile na casa dos Parkinson”.

Franziu o nariz. Sabia que Pansy e Ronald estariam lá, aquilo será nojento e deprimente. Indagou no seu íntimo o que Rodolfo queria dizer com o fato de que a última mulher a usar aquela joia tivesse sido a sua mãe já falecida. Tinha ouvido Alef dizer uma vez ou outra sobre como gostava de limpar a lápide de granito da Madame Amélia.

“Belatriz, ela não...”, ia perguntar quando foi interrompida.

“Nunca. A minha mãe não permitiu que ela usasse uma joia de família tão importante. São esmeraldas encantadas, o tom verde varia de acordo com o que a pessoa tem no coração. Me recordo muito bem com o verde vivo que as pedras atingiam quando a minha mãe o usava. O meu pai comentava que quando a minha avó usava, o verde oscilava entre o tom de um tronquilho e um verde escuro pálido. Ele insistia que Bela tinha que ficar com ele, mas minha mãe disse que era capaz de ela transformar a cor das esmeraldas no tom mais escuro de verde, deixando-as quase negras. A minha mãe morreu pouco depois que eu fugi de Azkaban pela primeira vez e Bela nunca quis o colar. Achei que ficaria bem em você”, o ouviu dizer enquanto ele recolhia as suas roupas do chão. Ele parecia ser maior do que imaginava e o seu rosto esquentou.

Também se levantou e começou a juntar as suas peças de roupa para se vestir. Vestiu a calcinha, depois subiu o vestido pelas suas pernas e passou os braços pelos espaços. Seguiu Rodolfo pelo corredor e Alef gritou ao ver a silhueta de Rodolfo nua subindo as escadas com as roupas emboladas e sem cobrir as suas vergonhas. Subiu correndo atrás de Rodolfo e ele parecia gostar do fato de que estava seguindo os passos dele.

Entraram no quarto e viu que ele jogou as roupas de qualquer jeito no chão, não demorando muito para ir ao banheiro e se trancar lá dentro. Se sentou na cama com o vestido ainda aberto. Se deitou e tocou o seu baixo ventre se lembrando do que tinha acontecido horas antes.

Não foi romântico ou a primeira vez dos sonhos, sabia que se não fosse virgem, Rodolfo teria sido ainda mais fogoso. Não sabia direito do que gostava ou se gostava do jeito como ele conduzia a situação, mas não pode deixar de negar que foi algo que a deixou ansiosa. Ele tinha dito que seria gentil dessa vez porque era a sua primeira, isso significava que ele seria mais caloroso na próxima.

Ele foi rápido, saiu com a toalha felpuda enrolada na cintura e lhe sorriu estranho. Se levantou e foi até o banheiro sentindo os olhos do homem nas suas costas despidas. Trancou a porta e começou a se despir sentindo um leve incômodo entre as suas pernas. Quando entrou na banheira, notou que a água atingiu uma leve nuance avermelhada por causa do seu sangue que escorreu quando ele lhe tirou a virgindade. Fechou os olhos e respirou fundo, deixando que aquela água suja se fosse enquanto a banheira se enchia novamente. Tomou o seu banho normalmente e saiu deixando a pele encostar na porcelana fria.

Se enxugou e vestiu um roupão fofo escuro. Se olhou no espelho e se enxergou de verdade depois de muito tempo, mas estava diferente. Não sabia dizer o quanto diferente estava, mas alguma coisa havia mudado no seu interior. Algo que havia acontecido com tantas pessoas. A guerra tirou mais do que deu a eles e agora estavam enxergando os novos reflexos dos seus interiores bem aparentes. Os seus traços estavam mais adultos, mais severos, algumas linhas se formavam na sua testa e sabia que parecia mais madura do que realmente era. Se permitiu ficar vermelha e chorar um pouco, baixo mesmo, apenas para tirar algum peso do coração.

Continuava não sendo justo, mas seguiria em frente mesmo que fosse em um casamento forçado e sem amor.

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Rodolfo notou que ela estava chorando quando saiu do banheiro mesmo que o fizesse muito baixo. Estava sentado na cama comendo chocolates ainda enrolado da toalha e ouvindo a vitrola toar algum álbum bruxo antigo. Percebeu que ela não sabia o fazer ali. Já havia pedido para que Alef levasse o jantar deles no quarto. Não estava em condições de descer. Não sabia o que estava tão, mas estava tão alguma coisa que a última coisa eu gostaria de fazer era descer e se sentar à mesa para jantar.

“Não tenho roupas. As minhas todas ficaram em Hogwarts e você disse que Alef só buscaria amanhã”, ela disse tirando-o dos seus devaneios.

“Então vista um pijama meu”, se levantou segurando a toalha na cintura e abriu com um estalo a gaveta da cômoda ao lado da janela, tirando de dentro uma camisa de quadribol da Sonseria e um shorts de algodão que usava para dormir. Entregou a Hermione e ela voltou para o banheiro. Parecia que não teria a continuação do que tinha ocorrido e isso o frustrou um pouco. Decidiu por fim se vestir também e ir para a cama aguardar o jantar com a esposa.

Hermione saiu do banheiro um pouco desconfiada e logo se sentou na cama. Precisariam conversar direito sobre o discurso dela e isso não seria muito bom.

“Eu sei o que você vai dizer, o que vai perguntar. Preciso repetir: Harry merecia essa homenagem e eu não poderia fazer menos por ele. Você faria o mesmo pelo seu irmão, eu sei”, ela disse sem olhar para ele.

Sim, faria o mesmo por Rabastan porque era idiota o suficiente assim como ela, tudo isso pela família. Suspirou alto e conseguiu a tenção dela. Olhou nos olhos castanhos de Hermione e viu que alguma coisa tinha mudado nela, bem lá no fundo, trazendo coisas diferentes para a superfície dela como quem diz que está mudando severamente.

“O que acontece agora, Rodolfo?”, ela perguntou. “Hogwarts acabou e só receberei o resultado dos meus NIEMs daqui a algumas semanas. Você tem mãos demais”, ela disse rindo.

“Pode ser que eu tenha, mas não negue que você gosta”, falou sensual no ouvido dela. Se afastou e voltou a se recostar na cabeceira. “Você vai ficar aqui para sempre, então você precisa aprender a cuidar da casa, da família. É o que se espera de você, que você haja como a legítima matriarca dos Lestrange”. Era uma verdade, todos esperavam isso já que era ela a Madame Lestrange da vez.

“Espera, você me quer como dona de casa? Eu sei que não há vergonha nenhuma em nisso, mas eu sempre me imaginei seguindo outros rumos, fazendo coisas diferentes na vida”, ela disse decepcionada.

“Eu também, mas precisamos aprender a fazer aquilo que nos é esperado. É esperado que você haja de acordo com a sua posição social, então faça isso. Eu não disse que você gostaria, apenas disse que é o que sempre vão querer de nós”, falou amargo.

“E o que você queria ser se não tivesse seguido o caminho que tinham traçado para você?”, Hermione perguntou.

“Eu queria ter tido a oportunidade de usar melhor o meu mestrado em Aritimância ou ter me tornado jogador profissional de quadribol. Diziam que eu jogava bem na escola”, riu.

“Será que nunca conseguiremos nos ver livres do que nos é imposto?”, ela perguntou baixo, triste e afrontosa.

“Não sei, mas aprendi a conviver com essas coisas, você também aprenderá”.

Viu quando Alef fez aparecer no quarto, em um carrinho, a refeição que comeria somado à sobremesa, a sua torta de chocolate favorita. Se levantou e tratou de se servir, estava faminto. Não se lembrava mais como era estar assim depois do sexo, era estranho. Na sua cabeça, sabia que acordaria Hermione no meio da noite ainda na noite de hoje. Viu a sombra dela caminhar para perto e fazer o mesmo.

Se sentou de volta na cama e começou a comer em silêncio com ela ao seu lado. Hermione riu de um jeito estranho, como se algo estivesse muito errado ou ela estivesse ansiosa.

“Parecemos um casal”, ela disse.

“Mas nós somos um casal, Hermione”, falou cortando um pedaço da sua quiche. Nunca tinha se referido a eles como um casal, um par. Nunca tinha se referido a ele com alguém como um casal. Rabastan e Adalinda eram um casal, não ele e Belatriz. Só que agora tudo tinha mudado e se considerava assim. Tossiu e se desengasgou com o suco que estava no criado-mudo. “Er, quer dizer, todos esperam que sejamos um casal”.

“Ah, sim, claro, todos esperam que sejamos um casal”, a ouviu repetir. Realmente, alguma coisa estranha aconteceu nas últimas semanas.

Com um aceno de mão, o seu prato desapareceu e reapareceu em cima do carrinho com os talheres alinhados. Fez o mesmo com o de Hermione e não demorou muito para que cuidassem das suas higienes bucais para se deitarem até o sono vir.

Hermione se recolheu ao seu lado da cama e se encolheu. Rodolfo se esticou e se cobriu com a manta escura que estava lá. Faria algum mal se se agarrasse a Hermione enquanto dormiam? Ela parecia estar mais aberta aos seus carinhos e contatos noturnos. Ainda por baixo da manta, se arrastou até o corpo de Hermione e começou a pressioná-la com o seu enquanto a enlaçava pela cintura com o seu braço direito. Sentiu quando a mão dela tocou a sua. Depositou um beijo rápido no pescoço dela e percebeu como ela vibrou ao seu toque. Ela se virou e o encarou. Olhou no fundo dos seus olhos e viu que algo definitivamente havia mudado e que não seria tão fácil assim descobrir o que havia sido.

Hermione tomou a iniciativa, o beijou profundamente até que decidiu que deveria assumir o controle da situação. Tocou a cintura dela subindo a camiseta e começando a sentir a pele quente dela nos seus dedos. Poderia ser a sua deixa para que algo mais acontecesse e sabia que não teria tanto controle dessa vez. Quando sentiu o beijo se esvaindo, Hermione se deitou com a cabeça no seu peito, sendo envolvida pelo seu abraço.

“É o que esperam de nós, não?”, ela perguntou incerta, sem lhe direcionar um olhar.

“Sim, é o que esperam de nós”, respondeu começando a acarinhar os cabelos castanhos revoltos da garota nos seus braços.

Só não tinha certeza se esperavam isso deles realmente. Agora tinha certeza que ele mesmo esperava isso deles.

(The Tower – Avantasia)

Às vezes nós devemos ir por caminhos que parecem ser errados

Que tipo de vida, liberdade e carne sufocam na sua mente

Notas finais
Me deixem saber se gostaram :)