Notas iniciais
Hello. Is it me you are looking for? Começo melado para um capítulo totalmente... selvagem? Tiremos nossas conclusões mais adiante. Eu demorei uma semana a mais do previsto, mas foi por boa causa e aqui está um capítulo caliente. Espero que gostem e sem delongas, coloquem "Work", Rihanna, Ou "Pillowtalk", Zayn. COLOQUEM EIN! http://minilogs.com/egldkw0 Godere P.S. PARABÉNS BECA, SUA ****! hahahaha. Muitas felicidades, anos de vida, saúde, paz, beijos, dimdim, etc. Apesar de voc~e andar bem sumida e só aparecer para me xingar ou cobrar, eu ainda gosto de você, tá? E tá aqui o capítulo para ti, do jeito que você gosta. hahaha.

Os corredores da mansão pareciam infinitos e idênticos, e o volume inalterado da música excitante e suja do lado de fora não contribuía para uma distinção. O desejo crescente e a pulsação frenética do sangue pelas nossas áreas sensíveis terminavam de borrar o mapa da casa em nossa memória. Por pura sorte, a busca por um quarto logo se encerrou. A fileira de portas escondia os cômodos mais próximos da suíte master, que ficava no andar de cima. A mansão tinha tudo para ser linda, com seu terceiro andar exclusivo para o quarto principal, sua praia particular com bangalô e tudo mais que o dinheiro podia proporcionar, se não fosse a decoração lamentável.

Claro que durante todo o tempo até o clique suave da chave na porta, eu não pensei nisso. Só conseguia focar nas múltiplas formas que Aaron poderia me levar da terra ao céu em menos de uma hora. E, bem, depois do som da fechadura nos encerrando em um dos quartos, não pensei em mais nada.

Eu agi.

Aaron me jogou contra a parede e pegou minha perna, me dando impulso para subir em seu colo. Minhas mãos estavam na sua nuca e na barra de sua camisa, arranhando a pele e puxando o tecido. Ele abusava também, enfiando a mão embaixo de minha saia e apertando minha bunda com fervor. Seus beijos eram duros e quentes, e a cada separar e grudar de lábios, minhas costas apartavam-se da parede e a encontravam de novo. Havia alguns focos de dor nas omoplatas e acima da lombar, martelando incomodados, pintados em vermelho graças ao constante impacto. Mas o que era a dor perto do êxtase do momento? Nossas peles roçando, arranhando-se, surrando uma a outra sob a camada de suor que nos cobria tinha se tornado um vício necessário. Não tentarei justificar ou explicar nossa adição em sexo, no nosso sexo. Como toda dependência, era um mal, um mal tão prazeroso. Afinal, nós não praticávamos o errado, não nos viciamos nele, de graça. O ser humano não pecava porque pecar parecia uma ideia legal. Pecar parecia uma ideia legal porque era bom. Vícios eram gostosos, assim como pecados. Mas para tudo que era errado, bom e tentador, existia um preço. E no nosso caso, eram marcas visíveis e doloridas pelo corpo e uma conexão física e espiritual incrível.

Mesmo quando nos bolinávamos feito dois animais irracionais na parede da casa alheia.

Sua camisa estava acima do peito e minha saia embolada na cintura, deixando-nos a um passo mais perto do que realmente procurávamos. Meu pescoço já não tinha áreas virgens a serem exploradas; era tudo uma devastação vermelho arroxeada. Suas costas também não eram sinônimo de imaculadas sob minhas unhas longas cor carmim. Já estávamos em processos de ruína, e nem tínhamos chegado às preliminares de verdade. Era só o aquecimento.

— Cama — consegui ofegar entre os lábios inchados e os beijos ininterruptos. Já havíamos avançado, ou regredido, a ponto de a consumação não necessitar de um arranjo e conforto muito grande. Mas eu fazia questão que nossa volta fosse em grande estilo, com dignidade. Afinal, eu não era mais uma, e ele não era só meu primeiro e único.

Aaron não disse nada, mas subiu sua boca até minha, dando-me mais do seu gosto de bebida. Conseguia sentir uísque, cigarro e aquele toque quente e único próprio dele em contraste com o álcool e açúcar das bebidas doces que consumi. Com os braços por baixo de minhas pernas e os dedos tão fundo na minha carne quanto a mesma permitia, meu corpo se despediu do papel de parede texturizado. O vento que entrava pelas frestas e aberturas de portas e janelas me atingiu com a força de uma guerra: o campo de batalha era meu corpo, os adversários eram a temperatura ambiente e a corporal e o propósito era possuir o controle sobre mim. Tremeria se os carinhos ininterruptos de Aaron até a cama não me aquecessem.

Minhas costas, antes maltratadas, encontraram a suavidade e a maciez do colchão e do lençol caro. Pelo menos a decoração cafona era de qualidade. A mão dele não perdeu tempo de subir por meu corpo e puxar a saia pelas minhas pernas, largando-a no chão em algum canto. Sua camiseta seguiu o mesmo caminho na sequência. Entre minhas pernas, de joelhos, tocou-me por baixo da blusa, apertando meus seios por cima do sutiã com sua falta de delicadeza excitante. Arranhei suas costas já maltratadas com o salto do sapato, sorrindo sapeca com seu ato. Aaron sorriu de volta.

Claro que ele sorriu de volta.

Sua boca desceu para a minha, colando seu tronco e calor ao meu. Como uma cobra preparando sua vítima para o almoço, enrolei-o com minhas pernas, apertando-o também com os braços sobre seus ombros. Conseguia sentir seu coração descompassado e agitado bater contra o meu e sua ereção pressionar o meu ventre, acima de onde gostaria que estivesse realmente.

Meu lóbulo direito virou a vítima de seus dentes e língua, e a lateral de meu corpo, de seus dedos. Um espaço foi criado entre nossos corpos, e para compensar o frio que instalou, ele decidiu brincar com fogo. Minha virilha virou vítima de suas leves cócegas e carinhos, mas o que ele realmente visava estava abaixo da calcinha. Empurrando o pano encharcado, seus dedos maravilhosamente tortos começaram a operar milagres. Minhas costas e quadris acompanharam os espasmos lascivos, proporcionando-lhe orgulho e visão. Sentia ocasionalmente seu desejo em minha perna, o que deixava minha boca ainda mais aguada por ele. Agarrando seus cabelos, colei nosso lábios com voracidade animalesca. E assim como ele, que me explorava com uma mão e trabalhava sério com a outra, tracei seus músculos com as unhas esquerdas e abri a braguilha de sua calça com os dedos direitos. Um gemido nos separou e aproveitei para olhar em seus olhos quando peguei-o sob a calça e cueca. Ele me olhava de volta, tão concentrado e libidinoso quanto eu. Nos masturbávamos numa troca se espasmos e leves provocações como gemidos e mordidas. Mas marcha lenta não era para nós, e tão súbito quanto começou, acabou.

Aaron tirou os dedos de mim e puxou minha mão de seu corpo, levantando-se e livrando-se das suas peças. Imitei-o, deixando a calcinha para um último espetáculo. De joelhos, empurrei-o contra os travesseiro, montando em cima dele e sorrindo. Ele aprovou, sorrindo de volta. Amava quando ele sorria assim para mim. Não era difícil imaginar o porquê de seu fã clube ser tão grande, mas quando Aaron abria aquele sorriso cafajeste, mostrando os dentes brancos e realçando os olhos negros, todas as calcinhas caíam. Fiquei de pé no colchão, um salto de cada lado de sua cabeça. Deixei que suas mãos pousassem em minhas pernas enquanto jogava os sapatos por cima dos ombros, afligindo-o com a demora calculada, e ele a mim, com os carinhos por minha pele. Assim que o toquei o colchão com as plantas do pé, suas mãos ásperas subiram até as laterais da calcinha. Foi questão de segundos para a lingerie deslizar por minhas pernas e eu cair sobre seu abdômen, lambuzando-o e sentindo sua ereção em minha bunda.

— Por cima ou por baixo? — levantou a sobrancelha, já ostentando seu sorrisinho. Ele sabia a resposta.

Levantei meu tronco e inclinei-me sobre si, apoiando minhas mãos no travesseiro e em seu peito. Roçando nossos lábios, iniciei um beijo provocativo. Eu queria fazer joguinhos, mas Aaron não tinha mais paciência. Gemi em sua boca quando fui puxada de novo, dessa vez direto para o gol.

Por um minuto, meu cérebro isolou-nos do resto do mundo. Não havia música do lado de fora, não havia cheiro de bebida e drogas no ar, não havia planos a serem cumpridos, não havia inimigos a serem derrubados. Só havia Aaron e eu, seu corpo contra o meu, seu desejo fundido ao meu. Nos separei, sentando-me ereta e o fixando com os lábios entreabertos e a respiração irregular. Meu cabelo já estava desgrenhado e colado em meu rosto e nuca, e minhas costas ainda reclamavam do aquecimento na parede. Ele também já estava bagunçado, com marcas vermelhas de unha e roxas de chupão. Mas continuávamos bem, continuávamos lindos, continuávamos iluminados.

Comecei a rebolar com sua ajuda, não deixando seus olhos fugirem dos meus. Só tê-lo olhando para mim já era arrepiante, pois parecia que toda a intensidade que podia possuir era guardada naqueles dois poços negros. Quando o tinha ligado tão intimamente, porém, me sentia confiante e poderosa, ele parecia querer me dizer que eu era querida, importante, diferente. O mais importante, porém, era que, nas entrelinhas, eu era tudo. Eu era absoluta. Eu era única. Eu era dele. E isso me dava um êxtase maior do que qualquer ação física que pudéssemos executar.

Mas não que estar sobre ele, ouvindo suas sacanagens ao pé do ouvido e sentindo seus dedos frios em meus seios, não fosse bom também.

Por mais que nossos gemidos e nossas vozes roucas tivessem virado minha estação favorita, ainda sintonizava outras. Como a Ranger da Cama, a Luta de Corpos e a Ritmo Promíscuo. Aliás, essa última estava chiando pela distância da minha antena. Mas algumas coisas eu conseguia captar, e houve um momento em que consegui pegar uma passagem que, se não fosse coisa da minha cabeça, falava explicitamente sobre o que fazíamos. Como uma narração com fundo musical.

Meu cabelo era agora uma massa amontoada em seus dedos e no meu rosto. Ele atrapalhava minha visão e Aaron era fragmentos entre cortinas finas e loiras. Nossas peles brilhavam e por mais quentes que estivéssemos, seus dedos pareciam pedras de gelo escorrendo por meu corpo. Tremi quando tive minha coluna delineada, tão abrupta e delicadamente. A cortina foi afastada para o lado, me deixando mais exposta e mais privilegiada. Antes eram dois shows acontecendo paralelamente, agora somente um. Seus fios também eram uma bagunça sobre o travesseiro, como palitos negros em uma cama de algodão. Ele estava vermelho como eu imaginava que também estava. Ao menos, a cor combinava. O conjunto da obra me lembrava um semideus, com sua beleza celestial acentuada pelos traços mortais. Mirando meus olhos, deu seu jeito de acelerar entre nós e um gemido escapar de meus lábios. Gemido esse que voou até seu rosto e assentou-se nele como uma leve fumaça ou um carinho brando. De novo, de modo delicado e surpreendente, ele me tocou, puxando meu queixo com minha permissão até seu rosto. Seus lábios rachados e molhados, manchados iguais aos meus pelo meu batom, encostaram-se a minha boca e iniciaram um beijo calmo e terno. E talvez a posição ou o simbolismo daquele beijo tenham sido fatores chaves para o nirvana.

Caí sobre seu peito, cansada e plena. Ainda o tinha dentro de mim, mas ambos não nos importávamos. Com o ouvido sobre seu coração, ouvia o conjunto desarmonioso e acelerado de suas batidas e sua respiração. A dupla acabava se confundindo com a minha, criando uma nova estação para substituir as outras que não sintonizavam mais. Ele me abraçava, tranquilo, com as mãos em meus fios pelas costas e meu quadril. O vento transformou-se aos poucos em inconveniente. Agora nada me isolava e separava da realidade do outro lado da porta, mas isso não me aborrecia.

Nada poderia tirar minha paz, exceto…

Meu ouvido chiou. Contorci-me agoniada, remexendo-me em cima de Aaron e ganhando sua atenção. Ele assistiu-me sair de cima dele, nos apartando para ficar de joelhos sobre o colchão e levar a mão a orelha. Tirei o ponto da orelha, sentindo alívio pelo incômodo ter ido embora.

— Estava chiando? — pegou o aparelho de minha mão, observando-o antes de voltar a me fitar, recebendo a confirmação a sua pergunta com um aceno de cabeça.

Ambos sabíamos o que aquilo significava.

— Se arruma rápido.

Não levamos cinco minutos para estarmos apresentáveis e girarmos a chave na porta, dessa vez para voltar ao normal. Agora não podíamos mais ignorar os inimigos e as pedras no caminho e fingir que éramos só nós dois. Aaron, com a arma no cós da calça e o ponto na orelha, que ele tirou antes de chegarmos ao quarto e enfiou no bolso, estava a frente. Ele tinha também colocado o microfone de molar, assim como eu. Ele se vestiu conversando com Nick, que garantiu que o sistema de câmeras daquele andar e do de cima já estava congelado. Por isso, ele me puxou pela mão para fora do quarto, guiando-me pelos seus dedos entrelaçados aos meus.

A luz quente e fraca mostrava o caminho, agora claro e não embaraçado. Conseguia diferenciar os corredores e saber o que se escondia atrás das portas sem os hormônios fervendo por toda a minha extensão. Procurávamos a saleta aberta com as duas poltronas de cabaré e uma mesinha estilo chinês que em nada combinava com os tons frios da parede. E quando a achamos, não pela sorte, mas pela memória, conferimos todo o perímetro antes de Aaron enfiar a mão abaixo da poltrona próxima à janela.

— Aqui — a Taurus PT 640 PRO foi colocada em minhas mãos, e eu a observei enquanto a pouca luz do luar adentrava das cortinas.

— Sabe o que fazer — foi mais uma afirmação do que uma pergunta, mas ainda assim acenei com a cabeça.

Saímos da sala, cada um com suas mãos em seu espaço. Ele empunhava sua arma, e eu, a minha, olhando ao redor como se um gato fosse pular da escuridão direto para nossas costas. Não eram bem um gato que sairia do escuro, e sim algo mais preocupante e letal, por isso estava atenta até à menor mudança na direção e intensidade do vento. Aaron subiu na frente com seus passos leves e silenciosos, graciosos se não o pertencessem. Imitei-o, sentindo um turbilhão em meu estômago a cada passo dado para mais perto do objetivo. Na minha mente, repetia uma mantra e tentava assegurar a mim mesma de que estávamos preparados e tudo daria certo.

Quando a margem para o erro era grande e você só tinha uma chance de acertar, não havia preparação no mundo que te livrasse do medo do erro.

Aaron apontou a arma para todos os cantos possíveis e quando teve certeza de que não havia ninguém ali, abaixou a arma. Peguei em sua mão estendida e andamos o mais rápido e invisível que pudemos. Nas mãos livres, as armas cintilando ao mínimo feixe de luz.

Não havia dúvidas quanto à porta que deveríamos escolher. A única porta do andar, dupla de madeira com adornos e detalhes em ouro, parecia um terrível monstro a quatro metros de nós. Nós, os minúsculos e apetitosos humanos, deveríamos temê-lo e sair correndo por nossas vidas. O problema era que, como muitas das histórias, nossas vidas dependiam de enfrentar a criatura. Fugir não era opção, muito menos perder. Com os queixos erguidos e a coragem que tínhamos, sendo ela pouco ou grande, nos aproximamos com o queixo erguido.

E de frente à aberração, encarando-a nos segundos que antecediam o confronto direto, apertei a mão de Aaron. Ele me olhou quase imediatamente, assistindo-me respirar fundo antes de virar-me para corresponder o olhar. Ele não disse nada pois não precisou. Eu não disse nada porque demonstrei. Quase colando nossos corpos com meu passo para frente, esbarrei nossos lábios num selinho.

— Eu te amo. — gesticulei com os lábios, e ele concordou, os olhos sérios e o maxilar em evidência.

Soltando minha mão, ele abriu a porta.

Notas finais
Podem desligar os ventiladores e aumentar o ar condicionado já. Acabou. hahahah. Espero que vocês tenham gostado da luta livre desses dois porque deu trabalho. Vai pensando que só porque é sexo é fácil, rapaz. Estamos pertinho do fim, mas vocês sabem, até eu escrever e postar... Por favor, tenham mais paciência ainda do que já tem comigo porque eu ando com o tempo apertado e a cabeça muito cheia. Eu queria já ter dado isto a vocês a muito tempo, mas infelizmente querer não é poder. Mas agora falta pouco mesmo. Acredito que menos de dez capítulos se eu conseguir cumprir minha meta. Xoxo