Notas iniciais
Hey pretty people. Eu pretendia postar mais cedo, mas por algumas complicações pessoais, não pude. Mas agora aqui estou. Eu sei que havia dito que esse capítulo seria recheado de emoções, porém mudei de ideia. Muitas pessoas queriam ver como seria a reconciliação de Aaron e Lane depois da briga e caso postasse o capítulo que pretendia, vocês não a teriam. Eu saltaria no tempo e acho que isso também os deixaria confuso. Então decidi adiantar uns capítulos e adiar aquele. Então vocês não sairão prejudicados. Por favor, ouçam junto com o capítulo a música "Love Me Like You Do", da Ellie Goulding. http://minilogs.com/egldkw0 P.S. Para Dilua. Fico tão feliz em ver seu sentimento para com a estória. Me motiva. E espero que ainda goste do rumo que a fic está tomando e goste também no futuro...

Liguei o chuveiro e encostei-me aos azulejos frios enquanto uma onda de vapor começava a espalhar-se pelo box. Fechei os olhos sentindo meu corpo molhando-se. Pensava em tudo que vinha passando. Desde a mudança da Itália até a última briga com Aaron.

Quantas brigas tivemos desde que passamos a viver juntos? Foram tantas que eu sinceramente não sabia. A única coisa que tinha certeza era que cada uma deixou uma marca em mim. A cada briga com Aaron, algo mudava dentro de mim. E desta vez não foi diferente.

Eu tive a coragem de fazer o que certamente não faria sem seu estímulo. Porém passado o primeiro êxtase e acalmado a minha decepção e raiva dele, começava a repensar a minha escolha. Não me arrependia, mas temia as consequências. Caso Colin aceitasse, caso não. Seja qual for o desenrolar, haverá tempestade.

E de tempestades, eu já não aguento mais.

O que anseio agora é a calmaria, mas está parece nunca vir. Nunca chegar. E quanto mais analisava minha história com Aaron, mas achava que isso nunca chegaria. Não a calmaria total. Talvez um dia ficássemos em paz, mas em um mar com ondas leves que ameaçassem virar o barco sem nunca realmente o fizer.

Ouvi o barulho do box abrindo e vi Aaron na porta do mesmo. Seus olhos percorreram todo meu corpo, vidrados. Seu lábio inferior era surrado pelos dentes. Desci o olhar por suas roupas e notei o volume crescente em sua calça. Quando o preto cruzou com o azul, senti a eletricidade percorrendo-me. A mesma eletricidade maliciosa que o tomava na porta do box desde que o abrira.

Sem tirar os olhos dos meus, ele retirou os sapatos e as meias fechando a porta a sua passagem. Não o impedi. Nem de entrar ou muito menos de se aproximar e me prensar contra a parede. Sabia o que ele queria e eu queria também. Sabia onde ele queria chegar e eu queria chegar também. Ele poderia ter sido um bruto e um idiota comigo na noite anterior, mas palavras não resolveriam as coisas. Não com Aaron. Com ele só havia um modo de conciliação e por acaso eu estava me viciando nele.

O vapor quente era visível e as gotículas provocadas pelo mesmo desciam pelas paredes. O corpo de Aaron estava gelado, ainda que o vapor o abraçasse de bom grado. Ele estava embaixo do chuveiro agora e as poucas peças de roupa que restavam encharcavam-se e grudavam em sua pele.

Ele pegou em minha cintura e puxou meu quadril para frente, colando-o a sua ereção. Seu suspiro alto encobriu o meu. Fechando os olhos, encostou a cabeça em meu ombro, beijando-o.

– Você me deixa doido, Lane. – admitiu num sussurro entre os beijos e chupões. – Eu não consigo te olhar sem pensar coisas pervertidas e em te foder de todas as maneiras possíveis. Você me viciou no seu corpo e eu não sei como parar.

– Então não pare.

Ele levantou a cabeça, olhando-me surpreso por rápidos segundos. Não rápidos o suficiente para que eu não repetisse, no entanto:

– Não pare Aaron. Me fode aqui e agora. Me deixa viciar mais no seu corpo também.

Sabia que era insanidade e procrastinação minha pedir isso para ele. Sabia que evitava o inevitável e que não mais tardar não poderia mais fazê-lo. Mas naquele momento eu não queria ser a Lane responsável e boazinha. Eu queria ser a Lane sob a influência de Aaron. Queria agir inconsequentemente e fazer o que dava na telha. Queria sexo selvagem e quente embaixo do chuveiro como a forma de dizer que queria o nosso normal de volta. Não queria desculpas ou promessas que nunca ouvira de que "essa é última vez”. Só queria ele, seu corpo e seu poder de fazer qualquer briga virar sexo.

Ele não esperou um terceiro pedido para beijar-me com força e urgência. Meus ombros bateram contra os azulejos e suas mãos subiram minhas costas a fim de agarrar meus cabelos molhados entre os dedos. Ele os tinha em massa e agarrava-os como a corda salva vidas no meio do naufrágio. Esparramai minha mão em sua nuca e ombro, puxando seus cabelos e apertando a pele firme.

Sua mão desceu por minha coxa, alisando e apertando brandamente a pele. Ele deslizou a mão até um pouco acima do joelho, puxando a perna por alto e entrelaçando a sua cintura. O gesto colou mais nossas virilhas e pude sentir o volume sob as camadas de roupas ensopada. O contato me agoniava. A jeans era áspera contra minha intimidade e eu não a queria: queria a pele quente e macia por baixo dela.

Encaixei minha mão entre nós durante um beijo acalentado e puxei a barra de sua camiseta para cima. Ele entendeu minha intenção e afastou-se rapidamente para tira-la. Eu trabalhei em seu zíper, abrindo a calça. Ele olhou para minhas mãos nas laterais da peça e ergueu uma sobrancelha. Entendi como um consentimento para continuar. Empurrei as últimas de roupa de seu corpo para baixo e ele terminou de se livrar delas. Chutando-as para o lado, ele içou-me em seu colo. Minhas costas voltaram a se chocar na parede enquanto ele invadia-me sem cerimônias.

Sua boca colou-se a minha, obrigando-me a abafar o alto gemido que soltaria. Sua boca mexia na minha boca com calma e sensualidade, mas aquela pitada de urgência que estava pairando acima de nós. Cravei as unhas em seus ombros e agarrei seu cabelo, puxando-o para beijar meu pescoço e clavícula. Ele ia e vinha dentro de mim com força, mas não me incomodava. Queria isso mesmo.

A água caia sobre nós fazendo a temperatura parecer ainda mais elevada. Meu corpo já quente se aqueceu mais quando seus lábios fecharam-se em torno de meu seio. Encostei a cabeça à parede e arranhei suas costas e tracei seu abdômen e os gominhos do mesmo. Sua boca foi substituída por sua mão e seus lábios pararam em minha orelha.

– Você é tão gostosa, Lane. Seu corpo é tão perfeito e gostoso. Adoro como ele se contorce para mim quando te toco. Adoro como te deixou maluca com um simples toque. Você é tão minha. Tão e somente minha.

Suas palavras saíram entrecortadas, ofegantes. O desejo era inegável e isso só me deixou ainda mais molhada. Ele entrava e saia lentamente enquanto as dizia, torturando-me ainda mais. Cravei as unhas em seu abdômen, gemendo sem folego quando seus lábios envolveram meu lóbulo.

– Diz para mim que é minha, amore mio. Diz para mim.

– Sou sua, Aaron. – disse em uma lufada de ar.

Senti-o puxar meus cabelos. Abri os olhos e encontrei suas pupilas dilatadas, misturadas com o negro de seus olhos. Amava o jeito que elas se misturavam quando ele exalava luxuria. Luxúria que exalava de mim também e preenchia o banheiro.

Luxúria nos compunha essencialmente no momento.

– Repete para mim.

Ele entrou com força e fechei rapidamente meus olhos suspirando.

– Eu sou só sua. Lo sono solo tua, Aaron.

O rastro de um sorriso passou por seus lábios antes deles estarem nos meus. Seu beijo era lento e rápido; violento e pacifista; carnal e amoroso. Ele pegou em minha mão e levantou-a no alto, segurando-a forte. Ele aumentou a velocidade das entocadas. Sentia-me perto do ápice e sabia que ele também estava. Bastaram apenas mais duas entocadas para eu gemer alto em sua boca, apertando ainda mais os olhos. Afastei-nos para poder gemer em toda minha plenitude enquanto ele mordia meu ombro sob grunhidos. Nossas mãos apertaram-se tão forte que não duvidava que pudessem quebrar-se. Ele, numa lufada de ar rápida do ultimo momento do ápice de seu orgasmo, disse meu nome.

Lane.

Soou como uma pequena ladainha. A mais perfeita delas em seus lábios.

Amoleci meu corpo e cai com a cabeça em seu peito. Ele continuou dentro de mim, sem se mexer. Seu peito subia e descia rápido contra o meu. As respirações eram tão altas e desesperadas que audíveis mesmo sob o fluxo intenso de água que caia sobre nós. Fazia um cafuné, distraída, em sua nuca enquanto sentia o cheiro molhado dele com o meu e de sexo no ar. Sua mão envolvida com a minha desceu-as lentamente e me afastei para ver seu rosto. Seu cabelo estava todo molhado e despenteado, fazendo gotas escorrerem por seu rosto. Seus lábios estavam um pouco inchados e avermelhados. E seus olhos eram o enigma que se tornara meu favorito.

Ele me encarou por um tempo em silêncio antes de suspirar e se afastar de mim, fazendo-me sair descer colo.

– Eu preciso acertar umas coisas na boate...

– Me deixa ir com você.

Ele me olhou rápido, do jeito que fazia quando falava algo "absurdo". Mas seu olhar irritado e sarcástico não estava ali. Mas sim uma nuvem de incerteza. Ele passou a mão nos cabelos e balançou a cabeça.

– Eu não sei...

– Por favor.

Me aproximei dele e coloquei a mão em seu peito. Ele abaixou os olhos para mim, pousando as mãos em minha cintura. Seus polegares faziam círculos em minha pele.

– Você irá se comportar?

– Aaron, eu não tenho cinco anos. Eu te disse isso... outro dia. – engoli em seco.

Não queria relembrar de nossa briga e muito menos que ele o fizesse. Ele revirou os olhos.

– Lá terá velhos babões que...

– Morrem de medo de você. Será seguro. Aquele é o seu lugar.

– Eu sei. Só ia dizer que eles vão ficar te secando como se você fosse uma das putas.

– Mas não sou. Sou só sua. Lembra? – arqueei a sobrancelha.

Ele assentiu, suspirando. Acaricie sua nuca com meus dedos, esperando calma por sua resposta. Sentia que tinha ganhado a batalha.

– Tudo bem. Você pode ir.

Sorri radiante e beijei-o agradecida. Ele foi pego de surpresa, mas enroscou-se logo com minha língua e tirou meu ar. Sua mão desceu para minha bunda e arfei em sua boca. Afastei-o, olhando feio enquanto ele sorria.

– Agora vamos tomar logo um banho antes que eu mude de ideia e decida batizar as áreas de casa que ainda faltam.

Ri suavemente balançando a cabeça e virei-me de costas a ele. Ele jogou suas roupas para fora do box e tomamos, enfim, o banho embaixo de carícias e risos.

Notas finais
Lo sono solo tua, Aaron - Sou somente sua, Aaron Pequenino, mas o próximo não será. Não mesmo. E essa calmaria que a Lane tanto quer? Sou a única com pressentimentos de que ela não virá tão cedo? Se vier, é claro... E aos meus lindos que também leem "O Amigo do Meu Pai", eu postarei amanhã o capítulo. Dessa vez decidi fazer diferente. Primeiro postar aqui e depois lá. Mas irei postar! Xoxo