Strada Per L'inferno

49 Exatamente o que eu quero


Notas iniciais
I'm back, bitches. You can celebrate now. hahahahha Enfim, estou sendo pressionadíssima para postar esse bendito capítulo, por isso sem delongas o farei. Só ouçam isso aqui para mim: "Partition", Beyoncé. Quando as coisas começarem a esquentar, deem play. Não vou sinalizar porque se demorar mais, serei morta pela ansiedade de alguns. hahahaha. http://minilogs.com/egldkw0 Godere P.S. Malu Schreave Salvatore, isto é para você. Obrigada por suas doces palavras. Fico feliz em saber que minha fic é de "cair o forninho". hahahaha. E espero que continue a te surpreender, como nesse capítulo...

— Vamos, Lane! mas que porra! Todo mundo já saiu.

Abri a porta e cruzei os braços, erguendo a sobrancelha. Seus olhos desceram por todo meu corpo, apertado no vestido justo de tecido crepe púrpura.

— Caralho, que peitos são esses... Se soubesse que melhorariam com o tempo, tinha comprado logo esse pacote.

— Idiota. — revirei os olhos, fechando a porta atrás de mim.

Ele puxou-me para si pela bunda e me beijou antes que eu protestasse. Gemi de dor em sua boca ao senti-lo morder meu lábio.

— Me lembra de passarmos no escritório quando chegarmos.

— Por quê? — inclinei a cabeça, confusa.

— Porque eu preciso pegar mais armas pro caso de algum engraçadinho pousar os olhos nestes peitos maravilhosos.

Joguei a cabeça para trás e deixei-o me puxar pela mão até a garagem, sem avisá-lo de que sua boca estava toda manchada de batom vinho.

Para a noite, ele escolheu seu "bebê" preto com rodas prateadas. Já andara nele antes e sabia que era veloz, ainda mais nas mãos de Aaron. A sensação era parecida à de estar dentro de um trem-bala.

Coloquei o cinto e abri minha bolsa, procurando o batom.

— Me deixa retocar o batom antes de acelerar, tudo bem?

Ele bufou.

— Você está dentro desta belezinha aqui e quer ficar parada? Depois eu que sou o criminoso...

— Até onde eu me lembro, eu nunca trafiquei drogas.

— Até onde eu me lembro, eu não nasci chupando uma chupeta cravejada de diamantes roubados pelo meu pai.

— Eu nunca chupei uma chupeta de diamantes — protestei calma, abaixando o batom.

— Tanto faz. Só para de falar em chupar — resmungou, ligando o carro.

— Mas você que começou com este papo de chupar — ri, limpando o borrado.

— Tá, tá. Só que você falando "chupar" com estes peitos e boca deliciosos é excitante pra caralho. E agora eu quero você chupando meu pau e eu chupando seus peitos. Satisfeita?

Joguei a cabeça para trás, rindo de sua irritação em vez de corar com sua obscenidade.

Mal lembrava que, até três horas atrás, estávamos brigados devido a mais uma de suas mancadas.

Saímos da garagem a toda velocidade e, nas ruas da cidade, a mesma não foi inferior; pelo contrário, foi maior. Isso costumava me incomodar, mas já se tornara habitual. Antes eu segurava nos bancos e rezava para sairmos vivos. Hoje, relaxava, encostando-me ao banco e sentindo o vento a mais de cem por hora bater em meu rosto, trazendo as fragrâncias e aromas da noite. Era uma sensação libertadora e já natural, familiar. Estranho seria não sentir o friozinho na barriga e a sensação de que voávamos e de que, por isso, éramos imortais.

A vida com Aaron me mudara em muitos aspectos. Se antes tinha pavor do medo, hoje convivia com ele, pois estava impregnado em minha vida, como uma aranha em sua teia. Sempre transitando e tecendo uma nova teia, mas sem deixar aquele espaço. O dia que isso acontecesse, o dia que a aranha deixasse seu espaço seria um dia grandioso. Terrivelmente ou belamente grandioso. Eu não tinha certeza sobre qual das opções, mas o que eu sabia era que um grande vazio se instalaria em minha vida deste dia em diante. As lembranças, as teias, ficariam, mas a adrenalina, a aranha, terá ido. A emoção não seria mais real.

O carro parou em frente a portas de ferro em uma rua sem saída. Não havia mais ninguém na rua a não ser nós e os seguranças em frente às portas. As figuras três por quatro estavam de braços cruzados e conversando, mas pararam abruptamente juntamente ao ronco do motor. Ainda assim, eles e a rua vazia, com somente o ecoar abafado de música por detrás das portas pesadas que protegiam, era intimidador e pavoroso.

Saímos do carro e logo uma das grandes figuras de terno se aproximou. Aaron jogou a chave para ele pegando em minha cintura.

— Nem preciso dizer o que acontece se não cuidar bem dele. — apontou para o carro com a cabeça.

O homem assentiu. Aaron nos conduziu para as portas e os homens o cumprimentaram com acenos.

— Trouxe a patroa hoje, chefe? — um deles, com cara e jeito de mais abusado, perguntou, olhando-me dos pés à cabeça.

— Trouxe, e se você não tirar os olhos agora de cima dela, a última coisa que você vai ver será um cara arrancando seus olhos com uma colher.

O homem abaixou os olhos e assentiu, abrindo a porta em silêncio. Era um corredor estreito que virava para a esquerda. O local era bem iluminado a ponto de se poder ver cada mancha e lasca na tinta branca suja das paredes. Porém a iluminação não impedia o lugar de ser frio e do som baixo da música, que se ouvia já do lado de fora, não soar um pouco mais alto e incômodo ali dentro.

— Eu disse que este vestido chamava atenção — murmurou, mal humorado, assim que as portas se fecharam às nossas costas.

Arqueei as sobrancelhas em sua direção.

— Como? Até onde lembro, você só ficou fazendo comentários maliciosos sobre meu corpo nele.

— É. Mas agora vou ter que aturar um monte de punheteiros e velhos babões te secando.

Parei na sua frente e coloquei as mãos em seu peito. Procurei por seu olhar, mas ele desviava com uma carranca. Comprimi os lábios na expectativa de conseguir controlar a imensa vontade que tinha de rir.

— Está com ciúmes, amor?

— Sem essa merda. Só não gosto que olhem pro que é meu. — disse, trancando o maxilar.

Mordo meu lábio, sentindo meu coração palpitar com sua possessão. Ele já dera exemplos claros de ciúmes antes, mas eu o considerava, naquele momento, muito mais significante e tocante por não ter feito nada para provocá-lo e por ele não cuspir maldades ou agir feito estúpido após demonstrá-lo. Passei os braços por seu pescoço e colei nossos corpos, mordendo sua orelha de leve antes de sussurrar lenta e sensualmente:

— Pensa que, mais tarde, você será o único que fará tudo o que eles querem fazer comigo.

Arranhei sua nuca e chupei seu lóbulo calmamente. A mão de Aaron desceu para minha bunda, apertando-a. Gemi arrastado e propositalmente.

— Não faz isso, Lane. Senão eu não respondo por meus atos.

Ri sensualmente em sua orelha e beijei seu pescoço. Afastei-me, contemplando a marca perfeita de minha boca vinho em seu pescoço. Sorri safada e ele retribuiu. Aaron pegou-me pela cintura, logo descendo a mão para minha bunda e deixando-a pousada ali enquanto voltávamos a caminhar. Não me incomodei.

Subimos uma escada de metal em caracol no final do corredor à direita e paramos em um corredor curto que virava imediatamente a esquerda. O final dele ampliava e nos dava um corredor bem menor, com duas portas e uma escada de vidro para baixo no fundo onde deveria ser uma parede. Ele abriu a porta da direita.

Era um escritório. A primeira coisa que chamava a atenção era a parede oposta à porta. Era toda de vidro e sua vista, a boate abaixo de nós. Luzes psicodélicas, som ensurdecedor e intermináveis perdições do pescado. Um palco largo no fundo mostrava mulheres dançando e despindo-se para homens, que aplaudiam e jogavam dinheiro enquanto apreciavam suas bebidas alcoólicas. Toquei o vidro, mal sabendo quando cruzara o cômodo para me botar diante dele. Ao toque, no entanto, afastei-me ligeiramente como se tivesse sido queimada.

— Não podem nos ver. — Aaron se colocou ao meu lado com as mãos nos bolsos.

Assustei-me com sua aparição e fala repentina. Ele observava sério o lugar abaixo, com as sobrancelhas levemente aproximadas e os olhos enigmáticos.

— E, mesmo que vissem, não fariam nada. Há mais entretenimento lá embaixo e mais confusão aqui em cima.

— O que você quer dizer com isso? — olhei-o, confusa.

Ele deu uma última olhada para baixo, sem me responder, e se afastou. Parou em frente a sua mesa, abrindo a gaveta e colocando a arma ali.

— Este é meu escritório. Se você está aqui, você é especial. Você é minha, embora eles não saibam. O que eles sabem, de qualquer modo, é que mexer contigo é problema para eles. Então por que arriscar se há tanta mulher fácil e seminua lá embaixo?

Assenti e olhei de novo para o vidro. Uma garota pintada de dourado com os cabelos da mesma cor tirava o sutiã e jogava para um velho, que delirava com o gesto. Ela sorria, embora eu pouco ou nada acreditasse que seu sorriso era verdadeiro. Ele nem chegava aos olhos. Mas os homens que a observavam, e em particular o que ela parecia dirigir a maioria de suas atenções e seu sutiã, não notavam isso. E, mesmo que o fizessem, sabia que pouco se importariam.

A porta foi aberta e uma morena de vestido justo e saltado nos seios apareceu. Sua pose confortável e entojada murchou quando ela percebeu que não era a única no cômodo. Diante da sobrancelha arqueada de Aaron, que se servia de uma bebida, ela sorriu nervosa e oferecida.

— Patrãozinho! Não sabia que ia vir... — comentou com malícia.

Eu sabia quem ela era e, mesmo não a conhecendo, já não gostava dela.

— Não precisa saber Kimberly. Eu sou o dono, não preciso avisar aos empregados quando vou aparecer.

Sua expressão azedou por alguns segundos antes de ela voltar-se para mim. Seus olhos me percorreram de cima a baixo sem discrição alguma, enquanto eu fiz o mesmo com a postura oposta. O meu vestido acentuava minhas curvas, mas o dela as expunha com total despudor. Era vulgar, mas de modo algum sexy. O seu cabelo excessivamente liso e as camadas igualmente desnecessárias de maquiagem não negavam o óbvio: ela era uma puta assumida e gostava de ser vista como tal. E embora, em meu pré-julgamento convicto, ela nunca fosse dizer com todas as letras para outra pessoa que reconhecia ser uma prostituta, ela claramente não possuía problema algum em agir e deixar que a tratassem como tal, contanto que conquistasse alguns paletós cheios de grana.

Seu sorriso ao fim mudou para maldoso. Conti minha vontade de sorrir também. Ela certamente não sabia quem eu era.

— Acompanhado, patrão? Arranjou alguém para o lugar da Christine?

Aaron arqueou a sobrancelha e levantou os olhos para mim, confuso. Como se dissesse "Que porra ela está pensando?". Sorri contida, olhando-o em aviso para deixar tudo comigo.

Ela deu alguns passos até mim e me rodeou, medindo-me novamente; desta vez, parecendo como uma professora inspecionando o aluno.

— Se quer minha opinião, patrãozinho, ela é... hm, bonitinha. Talvez alguns caras, querendo alguém com um rostinho de santa e um corpo de puta, a queiram. Acho que ela não serve para a dança ou para o stripe. Mas isso não importa, porque eu acho que, antes do final do mês, ela se retira chorando.

Ela levantou o rosto e me mirou nos olhos, parando em minha frente. Seus olhos eram maldosos e frios, assim como seu sorriso.

— Você não tem cara de quem aguenta o tranco, querida.

Abri um amplo sorriso.

— Bom, ainda bem que eu não preciso disso, então. Não é, amor?

Olhei para Aaron e ele, que nos observava encostado em sua cadeira com sua bebida na sua frente, assentiu sorrindo orgulhoso e divertido. A mulher arregalou os olhos e recuou com toda sua presunção, mostrando agora temor.

Sorri ainda mais e estendi a mão.

— Prazer. Sou Lane, a esposa do Aaron. Mas pode me chamar de senhora Walker.

Seu queixo caiu na hora. Ela olhou-me de cima a baixo novamente, enquanto eu ainda tinha a mão estendida e um sorriso mais do que contente com sua humilhação nos lábios. Ela estendeu a mão, receosa, e apertou a minha sem graça.

— Sabe, quanto à dança e ao stripe, seu patrãozinho irá concordar comigo que eu faço muito bem ambos. Juntos ou separados. Porque o meu "rostinho de santa" e meu "corpo de puta" sabem enlouquecê-lo como nenhum outro.

Aaron parecia, mais do que nunca, controlar-se para não rir. Soltei a sua mão e ela sorria desconfortável e sem graça, mascarando sua irritação para comigo.

— É um prazer conhecê-la, senhora Walker.

Não poderia haver mais veneno e desprazer em sua voz. Pouco me importava, todavia. Assenti, forçando um sorriso falso. Afastei-me, limpando minha mão discretamente em meu vestido e indo até Aaron. Ele me esperava com um sorriso e olhos admirados, não se opondo quando me sentei em seu colo e passei os braços ao redor de seu pescoço, dando um rápido selinho em seus lábios.

Marcando território, em outras palavras.

— Kimberly, avise a corja que estamos aqui em cima e logo descemos, portanto não queremos ser incomodados. Por eles, por você, por ninguém.

— Claro, patrão.

Ela sorriu mais uma vez, afetada, e saiu fechando a porta. Olhei para Aaron e ele retribuiu o olhar antes de cairmos juntos na gargalhada.

— A cara dela enquanto você falava era a melhor. Pena que não tenho câmeras aqui para fazer uma fita deste momento.

— Não se mexe com o que é meu — disse, desenhando seus lábios com minha unha.

Ele sorriu cafajeste.

— Quem disse que eu sou seu?

— Isso. — arranhei a marca de batom em sua nuca.

Seu arrepio involuntário provocou-me um sorriso.

— Isso sai. — deu de ombros.

— Quer uma marca permanente, querido?

Arranhei com força sua nuca, fazendo-o morder o lábio de forma sexy.

— Você pode tentar. Mas acho que, enquanto você tenta, eu faço.

— Vai me marcar também? — sussurrei, dando uma reboladinha em seu colo com cara de inocente.

Suas mãos afundaram-se em minha cintura e me obrigaram a parar meu movimento. Minha vez de sorrir safada.

— Lane, Lane... — disse meu nome em reprovação, balançando a cabeça com seu sorriso provocador e malicioso. — Você brinca com fogo, menina.

— Estou sendo muito desobediente?

Com minha melhor cara de inocente, pego seu lábio inferior com os dentes antes de chupá-lo. Sorrindo, assente. Desço meus beijos por seu pescoço e paro, respirando pesado bem perto de sua orelha.

— Não acha então que deve me castigar?

Aaron não responde. Em vez disso, ele me puxa pela nuca para ter sua boca na minha. Meus dedos agarram seu cabelo com força e os puxam, fazendo-o rosnar e morder meu lábio inferior. Suas mãos desceram para minha bunda e apertaram-na com força igual. Gemi, jogando a cabeça para trás e dando-lhe acesso a meu pescoço. Ele atacou-o, espalhando beijos e chupões antes de chegar em meu decote. Fez menção de tirar meus seios, mas puxei seu rosto para mim, beijando-o arduamente. Meu fôlego esvaneceu rapidamente, mas não queria sair daquela luta selvagem e sensual. Ele foi o primeiro a ceder, ofegante e sexy em sua maneira única.

Rebolei mais assiduamente em seu colo, distribuindo beijos por seu pescoço. Bem perto da jugular, deixei um chupão. Aaron, que juntava um punhado de meu cabelo nas mãos, puxou-o, obrigando-me a olhá-lo. Ele mordia tão forte os lábios e olhava-me com tanta lasciva e desejo, que o imaginava me jogando na mesa e me possuindo ali mesmo. A ideia não era má, na verdade. Forcei mais meu quadril para baixo, rebolando mais dura e lentamente. Olhei-o e sorri mal intencionada ao sentir sua ereção abaixo de mim. Ele correspondeu a mim antes de fechar os olhos e cair a cabeça contra o encosto da cadeira. Suas mãos ao redor de minha cintura e bumbum apertavam-me forte.

— Para, Lane. — murmurou rouco, molhando-me com seu tom.

Seus olhos abertos e semicerrados de desejo e a boca de lábios surrados e mordidos eram seu ultimato.

— Eu juro que, se você continuar, eu te jogo naquele sofá e te fodo até você gritar o meu nome e todos saberem o que estamos fazendo aqui.

— Mas é exatamente isso que eu quero, amor.

Não houve sorrisos. Não houve alegria. A excitação pesava no ar, os hormônios fervilhavam embaixo de nossa pele e a libido correndo por nossas veias e queimando em nossos olhos não permitiram tal demonstração. Aaron simplesmente empurrou minha nuca para si e chocou nossas bocas de modo que seria doloroso se não fosse pelo êxtase do momento. Ele passou minhas pernas por sua cintura e as apertei fortemente ao seu redor, enquanto ele se levantava me segurando pelas ancas. Ao fundo, a cadeira colidia com a parede e provocava um estrondo sem ninguém ligar.

Fui jogada no sofá e ele posicionou-se de quatro sobre mim, sem dar chance para eu me recuperar do beijo. Sua mão levantava meu vestido e entrava por debaixo do mesmo, apertando minha coxa. Minhas unhas estavam dentro de sua camisa, arranhando suas costas. Uma de suas mãos alisou minha perna e a puxou para cima, colocando-a ao redor de sua cintura como mais cedo. A diferença é que, desta vez, empurrou suas costas contra mim, fazendo sua intimidade chocar-se com a minha. Gemidos de ambos escaparam.

Não parecia que tínhamos transado há duas horas. Aaron era fogo e eu, a gasolina. Não podíamos coexistir por muito tempo sem haver explosão.

A porta foi aberta com força e pulamos de susto.

— Eita! Tá tendo sexo aqui.

Olhamos para a porta e Dylan e Zack estavam nos encarando. Senti minhas bochechas ardendo como em febre e escondi o rosto na curvatura do pescoço de Aaron.

— Disse que se a gente demorasse demais eles iam transar. — Zack riu.

— Saiam daqui. — Aaron rosnou.

Seu corpo estava sobre o meu, escondendo-me e pressionando sua ereção em minha coxa.

— Eita, agora tá revoltadinho. Viemos ver se vocês vão descer ou não, mas pelo visto...

— Eu juro que se não saírem da sala em três segundos, eu mando castrarem vocês.

— Ui, tá bravo!

Aaron rosnou de novo e eles saíram rindo. Deixei a cabeça cair no sofá e ele me olhou. Mordi meu lábio, sabendo que minhas bochechas vermelhas denunciavam meu constrangimento. Um sorriso de lado surgiu em seus lábios inchados e manchados.

— Você tá parecendo um pimentão.

Ri nervosa, assentindo. Ele levantou-se, saindo de cima de mim, e eu o imitei, ajeitando-me.

— Porra, olha só o meu estado!

Ele apontava para sua ereção mais que evidente. Gargalhei gostoso e ele se aproximou por trás, roçando-a em minha bunda e respirando pesado em meu ouvido.

— Você vá ter que dar um jeito nisso. Agora.

Virei-me para ele e sorri, dando-lhe um rápido selinho em seus lábios.

— Negativo. Estão nos esperando lá embaixo.

— Mas que porra, Lane! Não vou sair desta sala desse jeito. Tá apertado pra caralho.

— Dê um jeito, Aaron. Vai no banheiro.

Ele me agarrou pela cintura, de costas de novo. Desta vez, ele não apenas apertou sua ereção contra mim, como também a esfregou.

— Eu não vou me punhetar enquanto te tenho aqui pra fazer isso por mim. — beijou meu pescoço.

Arrepiei-me, mas não cedi.

— Não vou fazer nada, Aaron. Tô falando sério. Vai dar um jeito sozinho.

Ele me soltou bufando e foi até a uma porta atrás da mesa. Era o banheiro. Ele fechou a porta batendo e segurei-me para não rir.

Concentrei-me então em terminar de me arrumar e, no processo, achei várias marcas em meu corpo. O consolo era que fizera a mesma quantidade, se não mais, de marcas nele. Achei minha bolsa em cima da mesa e peguei-a sem nem me lembrar de como ela fora parar ali. Arrumei a mancha de batom em meu rosto e retoquei meus lábios pela segunda vez no dia. Sentei em sua cadeira e decidi esperá-lo ali.

Sua mesa era organizada e sem muitas coisas. Sabia que mexer em suas coisas era errado, mas minha curiosidade foi maior. Abri a gaveta onde o vi colocando a arma e a vi em cima de alguns papéis. Afastei-a e peguei os papéis. Havia contratos superfaturados de obras públicas, que incriminariam muitos políticos, extratos de contas milionários, entre outros. Mas o que chamou minha atenção foram fotos no meio de tudo isso.

Eram fotos minhas.

As fotos eram nítidas como o dia. Eu sorria ao lado de Caitlin em um de nosso passeios, andava com Miranda no shopping com sacolas antes de sua mudança e até entrava em casa um dia desses. Eu olhava e não via sentido nelas. Por que ele mandaria tirar essas fotos? A última foto que vi, no entanto, clareou um pouco minha mente. Eu e Aaron saímos de seu carro. Fora uma das poucas vezes que ele saíra comigo: quando fomos à casa de Dylan e tivemos uma pequena reunião com os garotos e Caitlin. Concluí então que, se havia fotos dele, ele não poderia ter mandado alguém me perseguir e tirar fotos minhas. Ou ele recebeu estas fotos, ou ele as conseguiu.

Ouvi uma movimentação no banheiro e guardei tudo às pressas, virando a cadeira e encarando a porta do banheiro para ele pensar que só o esperava. Aaron saiu e me olhou. O volume em sua calça sumira, assim como a carranca apareceu.

— Aliviado? — arqueei a sobrancelha.

— Não. Você ainda me deve uma transa e um bom trabalho de boca ou mãos.

Sorri de lado. Levantei-me e peguei minha bolsa.

— Deixa aí. Depois voltamos pra pegar.

Dei de ombros e segui para a porta. Ele segurou em minha cintura por trás, roçando em mim novamente e empurrando meus cabelos para o lado para beijar minha nuca. Mordi o lábio.

— Aaron... — chamei seu nome em alerta.

— Nem vem com essas merdas. Você me frustrou e tive que aliviar meu pau sozinho. Garotos de 13 anos fazem isso, eu não. Então o mínimo que você pode fazer é deixar meu amigo ter um momento de alegria antes de ele realmente cair na gandaia.

Revirei os olhos e gargalhei com seu drama. Virei-me para ele e passei os braços ao redor de seu pescoço, beijando-o leve e suavemente.

— Prometo que irei te recompensar muito bem, amore.

Notas finais
Bem, amores, depois de uma corridinha básica eu só quero dizer algumas coisas: Eu já arranjei uma beta, a fofa da Jade, como ela é conhecida por aqui. Ela já, inclusive, betou esse capítulo para mim. Mas eu queria agradecer a todos que se candidataram. Obrigada de coração mesmo. Depois responderei as mensagens uma por uma. E quanto aos reviews, continuarei respondendo-os e minha meta é conseguir responder todos até o fim de minhas férias. Espero conseguir. E bem, quanto ao final do capítulo, esse só é o começo de um novo tormento... Xoxo