Strada Per L'inferno

42 Sem mais brincadeiras


Notas iniciais
I'm back, bitches. hahaha. Cada vez pior... Enfim, eu estou de volta porque eu fiz uma promessa de que sim e eu levo essas coisas de promessa muito a sério: se eu prometo, eu faço. Portanto, cá estou. Eu vi os comentários e fiquei feliz. Cara, eu amo quando as pessoas fantasminhas aparecem. Sério. Não se sintam constrangidos ou "eu não sei fazer comentários": eu não sei escrever também, mas eu tento. E dá certo. As coisas mais sinceras são as melhores. Não importa se longas ou curtas; certas ou erradas; lógicas ou não. Ok, parei de falar. Sobre o capítulo: eu encurtei-o bastante porque achei que a primeira parte dele não combinaria com o capítulo, além de alonga-lo demasiadamente. Então... Mas em nada vai prejudicar vocês a existência dela ou não. As coisas agora estão cada vez mais sérias e o romance entre Aaron e Lane vai começar a tomar outras proporções. Então não se surpreendam se o sexo selvagem der lugar a seriedade e profundidade. http://minilogs.com/egldkw0 Godere P.S. Esse capítulo é para... A Beca! hahahaha. Prometi a ti e cá está. Eu demorei o dia inteiro, mas essa é a minha especialidade. hahahaha. Parabéns! Muitas felicidades, anos de vida, saúde, paz, juízo, gatos, dinheiro e tudo de melhor que o mundo pode te oferecer. Que você continue essa pessoa legal que eu estou começando a conhecer e gostar. E que seus 1.8 sejam repletos de festa. Aproveita que agora você pode beber e fazer o que quiser! hahahaha.

Colin fechou a porta atrás de si. A sala mergulhada no silêncio virou-se ao novo ocupante. Ele acenou com a cabeça a todos num cumprimento silencioso. Senti seus olhos procurarem por mim e assim que me acharam sentada no colo de meu marido, acenou com a cabeça quase imperceptivelmente. Mordo o lábio, sem disfarces, e aceno de volta antes de desviar o olhar. Aaron, abaixo de mim, tinha os olhos grudados ao colega. Eram olhos predadores, no pior sentido da palavra. Semicerrados e o maxilar com certa rigidez, definindo seu desprezo e irritação com a nova presença.

– Podemos começar?

Aaron perguntou a sala em seu tom todo poderoso calmo. O tipo de calma fria que lhe era exigido e invejado. O tipo de calma de anos de treinamentos e de tamanha falsidade que me chegava curiosidade.

Os meninos, Nick, Zack e Colin, ao fundo da sala acenaram positivamente com a cabeça. Dylan, encostado a parede à esquerda, continuou a fixar Caitlin. Ele o fazia desde que entrara na sala. Ela olhava suas costas sem piscar em um olhar doentio se não fosse irritado e observador. Não movimentou nem um único músculo a pergunta de Aaron. Caitlin fechou os olhos e assentiu com a cabeça também, mas ainda mais discretamente do que os meninos.

Ele remexeu-se na cadeira e acompanhei seus movimentos. Seu braço ao redor de minha cintura colava minhas costas a seu tronco. Sua postura era rígida e ereta e um de meus braços estava ao redor de seu ombro, acariciando sua nuca. Podia sentir a elevação tensa dos músculos dos ombros e a rigidez de seu corpo, que relava um pouco ao meu toque.

– Vou ser direto porque todos sabem do que se trata e não temos tempo a perder. – seus olhos, pretos sérios e frios, focaram em Caitlin de queixo elevado e olhar fixo na estante de livros.

– Você aceita nossa proposta, Caitlin?

O ar na sala parecia parado, pesado. Todos tinham olhos fixos e ansiosos em Caitlin. Seu peito subiu e desceu lentamente e o barulho de sua respiração pesada preencheu o cômodo. Ela virou a cabeça e antes de encarar sua face inexpressiva, bati os olhos em Dylan. Ansiedade exalava e vi algo mais profundo e oculto em seus olhos: angústia.

– Eu aceito. – as palavras pelas quais aguardávamos foram proferidas em um contato direto entre Caitlin e Aaron.

Não houve comemorações. Nem suspiros de alívio nem troca de olhares leves após o peso carregados. Na verdade, a temperatura parecia ter caído. Os meninos sorriram tristes e meus olhos se fixaram chocados e admirados em minha amiga. Sabia o autocontrole que lhe era exigido para poder encenar essa pose firme para Aaron, o mais calmo e contente entre todos.

Dylan era o mais devastado, por outro lado. Ele tinha os olhos arregalados e fixava as costas de Caitlin em choque. Ele pareceu notar meu olhar, pois balançou a cabeça em negação e abaixou-a bagunçando os cabelos. Ele desencostou-se da parede para virar de costas, atordoado. Todos se voltaram a ele, menos a figura motivadora de suas ações.

Novamente, como amiga, sabia que todas suas forças estavam reunidas nesse pequeno gesto de não virar o pescoço. A rigidez de seu corpo e seu olhar fixo no nada não eram nada se comparados ao que aconteceria caso encarasse Dylan. Pois ela engana e ele brinca, mas todos sabem que ainda havia algo entre eles. E era mais forte do que ambos supunham.

– Isso não tá certo. – por fim Dylan quebrou o silêncio e a tensão no ar sobre quais seriam suas próximas palavras e ações.

Seus olhos queimaram sobre os de meu marido. E mesmo que soubesse que ele o olhava, a proximidade entre seu foco e eu era grande o suficiente para deixar-me assustada.

– Não vejo nada de errado, Dylan. – Aaron rebateu em sua calma fria e calculada.

Seu tom de calmo voltou a bater na minha porta de curiosidade. Há quantos anos ele a vinha praticando, aperfeiçoando, até chegar nesse ponto? Era algo tão artificial, tão debochado, irritante. Tão... alfa. Aaron era um líder e impunha respeito, além de temor. E um das principais características que lhe davam essa nomeação era seu tom. Por ele, transmitia sua superioridade, inteligência, persuasão. Se o mundo estivesse acabando e não houvesse saída alguma, mas Aaron usasse esse tom, poderia ir atrás de uma solução mesmo sabendo que não existia. Porque havia respeito, admiração, convencimento, e acima de tudo, medo para com ele.

– Nada de errado? Você não pode deixa-la fazer essa loucura! Eu não a quero fazendo isso! Eu a proibir.

Caitlin finalmente virou-se. E seu olhar não foi comovido ou desesperado: foi abismado e furioso.

– E quem é você para mandar em mim, Dylan? Você não é meu pai nem nada meu. Não tem autoridade sobre mim.

– Eu me preocupo com você, porra! Não te quero naquela casa daquele louco com um monte de gente mafiosa por perto. Eu me importo contigo e não quero que nada te aconteça. Eu ficaria louco se sim.

Vi-a engolindo em seco. Dylan encarava-a quase suplicante. Sua voz implorava e meu coração cortava-se com a cena. E o de Caitlin parecia despedaçar-se também. Ela respirou fundo e abaixou a voz, tentando acalmar-se.

– Essa escolha é minha, Dylan. E eu já a tomei.

Dylan negou com a cabeça e esfregou o rosto com as mãos. Ele parecia pensar e nada hesitou quando as abaixo e firmou os olhos em Aaron. Olhos decididos.

– Eu não a quero na equipe.

Caitlin encarou-o total e abaladamente pasmem. A áurea da sala escurece ainda mais. Dylan encarava Aaron a espera de uma reação. O último o analisava pensativo.

– E o que você quer que eu faça? – perguntou Aaron enfim, remexendo-se calmo abaixo de mim.

Minhas costas em seu peito suavam, grudando o tecido a pele. O dia era agradável, mas de maneira nenhuma quente. A sala estava um tanto abafada e ninguém sequer pensava em ligar o ar condicionado. Sua mão subiu ligeiramente a minha cintura e me mexi esparramando os dedos em seu ombro.

– O que eu quero que você faça? – riu sarcástico. – Que a tire da equipe é claro! Você disse que se um da equipe não concordasse com ela, não haveria acordo. Então, eu não concordo.

Um sorriso medonho enfeitou o rosto de Aaron. Seu sorrisinho irônico usado nas piores horas. Aquele sorrisinho que criava surpresa por seu aparecimento nos primeiros segundos, mas depois despertava repugno e raiva. Como um tapa na cara. Não conhecia bem Dylan, mas conhecia os efeitos daquele sorriso e pela expressão em seu rosto, sabia que fora um tapa bem dado.

– Isso foi antes. Se todos não concordassem, não a chamaríamos para propor o que propomos. Mas uma vez feito, só cabe a ela. E ela aceitou, então não posso fazer nada.

Dylan trincou os dentes.

– Claro que não. – rosnou. O lábio superior curvado para cima de forma irritadiça. – Se tivesse concordado com a porra da ideia original, não estávamos aqui discutindo essa merda. Mas a primeira dama é intocável; inimaginável e indiscutível sua participação numa porra dessas.

Ele saiu batendo a porta e deixando-me surpresa e confusa. Olhei a Aaron e ele não parecia tão confuso assim. Ele tendia mais ao irritado, com o maxilar travado. Ouvi o arrastar de cadeira e vi Caitlin de pé em minha frente. Ela arrumou a bolsa no ombro antes de seguir o mesmo caminho que Dylan. Sem o bater de portas, porém.

– Tenso. – Zack assobiou afundando mais no sofá.

Continuava a encarar Aaron. Ele sabia que o olhava, então fechou os olhos e apoiou a cabeça no encosto da cadeira.

– Sobre que plano original ele falava, Aaron? – perguntei calma e firme.

Uma ideia pairava em minha cabeça. E se fosse isso, não tinha certeza se meu humor permaneceria tão bom assim para com ele.

– Acho melhor irmos atrás deles... – Nick disse levantando-se do sofá.

– Não.

Aaron abriu os olhos e disse tão subitamente que assustou-nos. Ele olhava aos amigos e colega à frente. Ignorava-me totalmente, ainda que meu corpo estivesse colado ao seu.

– Ainda temos que resolver alguns detalhes do plano. Com ou sem Dylan e Caitlin.

– Cara, deixa pra mais tarde...

– Concordo com o Zack. Você viu a maneira como os dois saíram. É melhor a gente dar una checada se eles estão bem.

– Estão. – cortou grosso. – Agora...

– Vão atrás deles. – pedi o interrompendo e me dirigindo aos meninos. – Mais tarde vocês voltam com eles e discutem o que seja.

Eles estavam um tanto surpresos comigo e deixavam transparecer. Trocaram olhares entre mim e Aaron, que estava enfurecendo-se com minha atitude. Seus olhos queimavam e sabia que estava a um fio de cometer besteira.

– Podem ir, meninos. – reforcei sorrindo leve.

Fio arrebentando.

– Podem ficar. – Aaron disse entre dentes e apertou minha cintura.

Finalmente olhei-o. Ele estava enraivecido e olhava-me num aviso: ou eu parava de bancar a toda poderosa ou sofreria as consequências. Levantei a sobrancelha.

Aaron ainda pensava que lidava com a velha Lane.

– Eles vão ir descansar e depois voltarão com notícias de Dylan e Caitlin. Ou quem sabe, com os dois em pessoa. – disse calma, abrindo um sorriso falso.

Aaron rosnou entre dentes. Levantei-me e andei até a porta. Abri-a e olhei dos meninos para Aaron.

– Então, o que vai ser querido marido? Eles ou eu?

– Lane, não precisa... – Nick começou a dizer, mas interrompi-o ao levantar a mão.

– Ainda estou esperando, Aaron. – apoiei-me a maçaneta.

O lábio de Aaron tremeu de raiva. Ele afastou a cadeira e levantou-se. Seus olhos queimavam de cólera enquanto ele andava até mim e parava em minha frente.

– Vamos conversar.

Sorri forçada e sai com ele atrás fechando a porta. Andei até a sala e parei atrás do sofá.

– Que porra você pensa que tá fazendo? – pegou em meu braço e puxou meu corpo.

Nossos rostos ficaram a centímetros. Seu hálito de cigarro batia em meu rosto e ele apertava bem seus dedos em meu braço. Mordi o lábio, contendo um gemido de dor e um rosnado de raiva.

– Me solta, Aaron.

– Quem você acha que é pra poder me desmandar na frente de minha equipe?

– Que plano original era esse que o Dylan estava falando? – levantei a sobrancelha

– Não muda de assunto...

– Mudo sim! – levantei o queixo e ele apertou mais meu braço.

Dei um solavanco e ele soltou. Afastei-me passando as mãos no rosto.

Díos! Você sempre me esconde as coisas, Aaron! – abaixei as mãos e olhei-o irritada. – Sempre que damos um passo pra frente, voltamos três. E tudo porque você tem essa sua mania de guardar tudo pra si!

Aaron me encarava em silêncio, somente respirando pesado.

– Nós discutimos isso ontem mesmo e você continua a me fazer de boba. Eu não sou boba, Aaron. Eu não sou a velha Lane que você dava a volta de olhos fechados. E você poderia parar de me tratar assim e começar a se abrir. Somos casados. Casamento é você dividir sua vida com alguém. Sua felicidade, suas conquistas, suas tristezas, seus fardos. Mas você continua a ver isso como um negócio quando ambos sabemos que não é mais. Por quê?

Ele molhou os lábios, mas permaneceu no silencio. A esperança mínima que possuía de receber uma resposta morreu. E seu olhar fixo em mim que mais parecia me acusar como culpada de tudo não melhorava nada. Balancei a cabeça e virei, dando-me por derrotada.

Ele não mudava.

Subi as escadas, pensando que ele fosse me interromper, mas na verdade eu mesma o fiz: parei no meio da subida e me virei para baixo, achando-o a me observar.

– Eu estou aqui contigo e disposta a levar isso em frente. Não quero mais brincar, Aaron. Só pense nisso. Não é a primeira vez que te digo.

Terminei a subida e me tranquei no quarto. Sem passos atrás de mim ou ruídos que indicassem que ele me seguia.

Notas finais
Tenso Perdoem-me qualquer erro porque eu estou meio avoada. Ou segundo meu pai, eu vivo avoada. Mas a questão é que eu estou fazendo mil e uma coisas ao mesmo tempo porque eu vou viajar esse feriado e estou arrumando minhas coisas. E sabem o que isso significa? Sem chances de postagem no feriado. hahahaha. Eu vou pro meio do mato, onde nem sinal de telefone tem, então não me culpem ou digam que eu estou a fazer doce! É impossível mesmo. O grupo de WhatsApp ainda está aberto e quem estiver interessado em participar, podem mandar seus números de telefone (com o DDD, por favor) em mensagem privada para mim. Sério, gente, é super legal. Quem está lá sabe. Xoxo