Notas iniciais
Olá bebês, como estão? Estou sendo oprimida, como venho sendo há uns três capítulos, se não me engano, a postar esse capítulo a um tempo. E depois de dizer há uns cinco dias que postarei, aqui está. hahahaha. Deu toda uma confusão com esse capítulo, porque eu algo que tinha nele eu achei que vinha antes, então achei que tinha perdido o capítulo e foi uma loucura... MAS foi só mais um erro meu. hahaha. Complicado de entender, então nem tentem. Eu só sei que me deparei com ele e sabia que teria que altera-lo, mas não tanto quanto eu fiz. A linda autora aqui está na TPM, então vocês já sabem, meu emocional está igual a uma montanha russa. Então eu arrumei todo o capítulo sexta pra ler ontem e mudar mais da metade dele. DE NOVO. hahahaha. O pessoal queria me matar por adiar a postagem de novo. O importante é, no entanto, que desta vez eu estou mais satisfeita. Não totalmente porque ando com um pequeno bloqueio repentino, que minha vida social insiste em piorar, então não ficou do jeito que deveria. Sacam? Vou parar de balela e passar ao que interessam. Eu sempre peço para vocês ouvirem uma música junto com o capítulo, mas desta vez é NECESSÁRIO que vocês o façam. O capítulo só será completo se vocês ouvirem a música junto. Se ela acabar, deem replay porque só assim vocês vão entrar no clima. Eu ouvi essas músicas nos últimos dias umas dúzias de vezes. A música é "Slow Dancing In A Burning Room", do John Mayer. Ela casa tão bem com o capítulo que o titulo do mesmo é inspirado num verso da música. Eu nunca fiz isso antes, então isso é um sinal de quanto é imprescindível que ouçam a música junto, certo? Tem na playlist da fic; bem embaixo porque foi uma das primeiras que adicionei. Enfim, aproveitam e sintam o misto de emoções do capítulo. http://minilogs.com/egldkw0 Godere

Abri a porta do banheiro e sai ao quarto com o cabelo grudado as costa, pingando na lingerie branca. Aaron estava no closet tirando o relógio do pulso.

Ignorei-o.

Sempre o fazia depois de nossas brigas. Ele não me procurara depois da discussão e eu não saíra mais do quarto. Só sabia que a reunião continuara e nem Caitlin nem Dylan deram notícias.

Coloquei meu pijama de algodão de alcinhas com o shorts minúsculo sob seu olhar atento. Penteei o cabelo e tirei o excesso de água. Ainda sentia o peso de seu olhar em minhas costas. Bufei e me virei de frente. Ele encarava-me apoiado ao gaveteiro de centro com os braços cruzados. O jeito que suas sobrancelhas estavam levemente juntas e seus olhos semicerrados junto à boca apertada me deixavam excitada e irritada.

– O que você quer Aaron? – levantei a sobrancelha, imitando-o ao cruzar os braços.

– Nada. – deu de ombros. – Gosto de te observar.

– Acrescenta a sua lista, junto a me maltratar e me levar pra cama.

Ele molhou os lábios e passei por ele batendo em seus ombros. Sua mão desceu por meu braço e pegou em meu pulso. Virei-me e ele deu um passo para frente, pegando em minha cintura e puxando-a para acabar com a pouca distância que nos separavam. Comprimi os lábios ao sentir seu abdômen musculoso contra minha barriga e seios doloridos. Ele soltou meu pulso e levantou sua mão, levando-a a meu cabelo. Pegou entre seus dedos uma mecha e deslizou-os até o fim dos fios antes de coloca-los atrás de minha orelha. Sua mão acariciava minha cintura distraidamente. Meus olhos, antes atentos a seus movimentos, foram atraídos aos seus: olhos negros tão calmos e enigmáticos quanto um buraco negro.

– O que você tá fazendo comigo? – murmurou acariciando minha bochecha com o polegar.

Eu ainda estava brava com ele. Não queria ceder só por ele estar manso. Mas havia algo em seu tom, em sua expressão, nos seus movimentos; nos seus olhos, que me impedia de gritar e agir firme. Abaixei meu tom e deixei-me tomar pela calma.

– Eu não estou fazendo nada, Aaron. Você não me deixa fazer nada.

– Tá aí o problema: ainda assim você faz. – bufou frustrado por alguns segundos.

Sua mão em minha nuca apertou-se e a primeira coisa que se passou em minha cabeça foi uma briga iminente. Não o fato de que ele estava a apertar uma área sensível de meu corpo que poderia matar-me em segundos. Olhei fundo em seus olhos, sem suplicas ou desespero, mas pena. Pena por estarmos indo a algum lugar, mas voltarmos para a estaca zera novamente assim que nos dávamos conta.

Sua mão afrouxou-se. Ele suspirou e fechou os olhos, encostando a testa a minha. Senti seu coração pulsando forte contra o meu no mesmo ritmo. Com seu corpo relaxado contra o meu, notei o quão tenso ele estava. O quão tensa eu estava. O silencio, quebrado por nossas respirações descompassadas uma com a outra, durou mais do que eu poderia dizer e menos do que o relógio poderia marcar. Senti seu hálito subindo por meu pescoço, arrepiando-me até parar em perto do meu ouvido.

– Por que você tem que ir lá e foder com a minha vida? Mexer com minha cabeça e deixar o meu corpo dependente do seu cada vez mais?

Afastei-o levemente. Meu corpo reclamou e senti certa resistência sua, mas quando olhei em seus olhos não vacilei: ele os tinha abertos, as pupilas negras dilatadas misturadas as íris da mesma cor.

– O que você quer dizer com isso? – as palavras saíram baixas e assustadas.

Seus lábios entreabriram-se e por um segundo tive esperança de que ele falaria o que estava atormentando a ele e a mim. Mas que isso: tive certeza de que ele o faria. Mas seus lábios voltaram a se juntar e suas mãos, que continuavam grudadas a mim ainda que houvesse a distancia, soltaram-me sem cerimonia. Meu corpo continuou estático, ainda que meu cérebro gritasse comandos para mover-me. A única parte que os obedecia, no entanto, eram meus olhos. Eles o acompanharam até a porta do banheiro fechar-se em suas costas.

O ato foi como um clique em meu cérebro. Soltei todo o ar de meus pulmões e meu corpo todo relaxou. Senti minhas pernas fraquejar e uma falta de ar súbita. Apoiei-me ao gaveteiro e encarei um ponto fixo do tapete até sentir-me e condições de mover-me novamente.

Caminhei a cama e joguei-me nela, fechando os olhos à maciez do colchão e a poder de desabar sem impedimentos.

O que diabos estava acontecendo conosco?

O telefone tocou e perturbou-me. Abri os olhos e olhei para ele, encarando-o sem mover-me enquanto seu barulho ecoava pelas paredes do quarto. Ele parou de tocar. A pessoa do outro lado não deixou nenhum recado na caixa postal. Não me importei. Poderia ser algo importante. Poderia ser os meninos ou Miranda, dando noticias enfim sobre Caitlin e Dylan. Poderia ser um dos dois em pessoa. As possibilidades corriam minha mente, mas não conseguia me preocupar ou afligir-me com elas.

O telefone voltou a tocar no momento em que o chuveiro ligou-se. Os sons misturados perturbaram-me. Levantei-me e abri a janela da varanda, passando reto pelo telefone. O ar gélido da noite atingiu meu corpo como um soco. Meu corpo quente e o pijama frio não lutaram contra a noite e logo me peguei a tremer e abraçar-me. Minha mente viajou enquanto o telefone parava de tocar sem resposta pela segunda vez.

Nunca havia estado ali. Era mais uma das partes da casa que estava a enfeita-la e pegar pó. Nunca me senti, no entanto, impelida até ali também. As lembranças que tinha dela não eram agradáveis. Fechei meus olhos e consegui ouvir e ver o vidro quebrando e enchendo de cacos o chão do quarto.

A noite do falso assalto.

O medo que senti, enroscado em minhas veias como uma cobra pronta para a picada fatal, subiu a minha espinha. Conseguia enxergar em minha mente os olhos de Aaron na escuridão: dois faróis negros desligados, mas ainda emitindo certo brilho medonho e tentador. Levantei as pálpebras, certa de que encontraria o dono dos olhos a minha frente. Mas o que vi foi só o jardim iluminado aqui e ali por as lamparinas estilo Belle Époque e alguns seguranças de terno verificando o perímetro da casa.

Suspirei sem ao menos saber o porquê.

Ouvi o chuveiro sendo desligado e puxei o ar frio com pressa, de modo que inundou meus pulmões de modo súbito e falho. Senti as extremidades de meu corpo, como as pontas de meus dedos, congelarem. Não me surpreenderia se os encontrasse roxo. Diante dos protestos de meu corpo, o mais sábio era voltar ao quente. E voltaria se não fosse pela porta do banheiro que se abriu num estalo.

Virei à cabeça e vi Aaron dirigindo-se ao closet, de costas a mim, com uma toalha na cintura. Gotas de água enfeitavam suas gotas, escorrendo conforme os movimentos de fazia. Observei-o por entre as cortinas enquanto desenrolava a toalha e vestia uma cueca boxer preta. Não o fazia com libido ou dureza, mas curiosidade. Conseguia ver os músculos e os ossos pronunciados de suas costas; eles sempre foram aparentes, mas desta vez pareciam mais saltados. Ele virou-se ligeiramente e consegui notar que seu tronco parecia também mais pronunciado. A conclusão chocou-me um pouco.

Como eu poderia me deitar com uma pessoa todos os dias e não notar esses pequenos detalhes?

(Coloquem a música para dar play)

Ele virou-se com uma calça de moletom no corpo e encontrou-me encarando-o. E não houve os típicos sorrisinhos ou olhares presunçosos e maliciosos. Sua feição, pelo contrário, parecia uma mascara ilegível. Ele largou a toalha em cima do gaveteiro, sem dar muita atenção, e começou a dar passos em minha direção. Com os olhos sempre grudados em mim a todo o momento. Eu não pensei nem fiz menção de mover um musculo de meu corpo. Não queria fugir disso. Eu tinha que encarar isso.

Ele afastou as cortinas com delicadeza, colocando-se para a noite álgida. Mesmo a baixas temperaturas e uma distancia considerável, conseguia sentir o calor de seu corpo. As cortinas voltaram a voar quando ele parou em minha frente. Meus olhos passaram a analisar cada pedaço de seu corpo. O tronco cheio de músculos de pele firme, exposto até o V que levava ao que Caitlin chamava de “caminho do paraíso”. A calça baixa mostrava a barra da cueca também. Houvera uma época que sua maneira de se vestir provocava-me narizes tortos e incomodo. Hoje, não via que outra vestimenta iria se adequar tão bem nele. Afinal, suas roupas era uma das coisas que o fazia quem era.

– Quem era no telefone?

Sua voz cortou o silencio de modo suave e afiado, como papel crepom rasgando-se. Abracei-me mais, sentindo o frio arrepiando os meus fios de cabelo. Dei de ombros a sua pergunta.

– Eu não sei. Não atendi.

Minha voz saiu um pouco tremida. Estava a ponto de bater minhas mandíbulas. Ele molhou os lábios e assentiu brevemente. Seus olhos continuavam a fitar-me intensamente, de modo a desconcertar-me. Abaixei a cabeça, passando as mãos no rosto só para constatar que as pontas de meus dedos pareciam gelo. Ouvi seus passos suaves e seus pés quase se encostando aos meus. Senti seus dedos igualmente gelados em meu queixo e levantei a cabeça. Seu olhar era penetrante, fazendo-me acreditar que me transpassavam com a facilidade, vendo tudo que ocultava para mim.

Sua mão desceu por meu pescoço e voltou a pegar em minha nuca. Desta vez arfei, antes dele limitar-se a um carinho com as pontas dos dedos. Seu braço enroscou-se em minha cintura e puxou meu corpo para encostar ao seu. Senti meu pelos ainda mais enrijecidos com o contraste de sua pele na minha. Seu rosto curvou-se para mim e seus lábios roçaram-se no meu. Fechei os olhos, arfando ao seu hálito quente de menta oculto por toda a podridão que insistia em mergulhar.

– Dança pra mim.

Seu pedido foi tão baixo, feito só com sua respiração, que duvidei de minha sandice. Mas ao sentir seu nariz roçar em minha bochecha e o seu aperto intensificar-se em minha cintura, abri os olhos. Ele não o fez, mas vai o desespero, a urgência, estampados em sua face.

– Dançar, Aaron? – perguntei calma, sem tender a nada além da confirmação do que ouvira.

Ele assentiu. Seus olhos abriram-se e pareciam bolas de bilhar de uma criança pequena, que ainda possuía a ingenuidade imaculada e crença desmedida no mundo e na bondade dele.

Vedere la sua danza mi calma.

Engoli em seco. Esperei por uma risada, anunciando que tudo não passava mias de um de seus jogos perfeitamente insanos que me pegavam. Porém ela não veio. E não tive como nem por que negar seu pedido. Simplesmente mordi o lábio e assenti minimamente.

Aaron sentou no chão da sala com as costas contra o sofá. O estúdio estava muito frio e a sala tinha uma iluminação e mobília mais cálida, deixando tudo mais íntimo. Liguei o som em meu celular numa música lenta e sensual. Os primeiros acordes de guitarra soaram baixos e romperam o silêncio na casa. Mantinha contato visual com Aaron enquanto dava os primeiros passos. Aaron queria se acalmar e eu queria acalma-lo, portanto não seria provocante. Aprendera a muito, dançando balé na Itália, um truque que levara para vida: se você quer transmitir algo, então seja esse algo.

Se eu queria transmitir calma, eu seria a calma.

Aaron tinha a boca entreaberta, hipnotizado por cada movimento meu. Eram basicamente quadris e mãos, mas ele parecia uma criança fascinada com as mágicas baratas do avô. Aproximei-me lentamente dele e sentei-me em seu colo. Meus braços circularam seu pescoço e meus dedos acariciaram sua nuca e os fios de cabelo ali. Continuava a movimentar-me em seu colo, porém com mais lentidão e sensualidade. Seus olhos fecharam e ele puxou minhas mãos, assustando-me. Pensei que Aaron ia dar mais um de suas repentinas mudanças de humor. Mas, na verdade, ele pousou minhas mãos em seu rosto com as suas em cima.

Suas pálpebras subiram lentamente e ele olhou-me intensa e intimamente. Senti-me novamente nua perante seus olhos. Seu rosto aproximou-se do meu e ele iniciou um beijo lento. Língua contra língua numa valsa perfeita.

Fui deitada contra o tapete felpudo e Aaron colocou-se de quatro sobre mim. Minhas mãos subiram suas costas, arranhando levemente a pele. Sua mão estava em meus cabelos e os segurava firme entre os dedos, apertando-os contra meu rosto ao separar-se e sugar meu lábio inferior. Meu pé subia sua perna e arranhava-a e acariciava-a. Senti seus dedos puxando minha blusa e tocando a pele de minha barriga, causando-me arrepios maiores do que o frio do lado de fora. Sua palma esparramou-se e a mistura do áspero com o macio deixou-me mais embriagada.

Aaron penetrou lentamente. Agarrei seus ombros e puxei-o para mais perto. Seus movimentos eram lentos dentro de mim, torturando-nos um pouco de cada vez. Sua mão deslizou minha coxa e puxou-a para cima. Entendendo sua deixa, enlacei seu corpo com minhas pernas. Apertei seu tronco e senti-o plenamente dentro de mim. Cravei as unhas em seu ombro e ele grunhiu em protesto. Sua boca procurou desesperadamente a minha e juntou-as num beijo ardente.

A música continuava a tocar de fundo no modo repetição. A guitarra e a voz rouca misturavam-se aos gemidos e grunhidos. Aaron aumentara o ritmo e sentia que ambos estávamos próximos do clímax. Apertei minhas unhas em suas costas e curvei as minhas ao máximo. Aaron soltou um alto e longo som gutural ao mesmo tempo e soube que atingimos o nirvana juntos. A sensação que percorreu meu corpo da ponta dos dedos a raiz dos pés era indescritível: nada que pudesse ser comparado com antes.

Cai cansada no tapete. O corpo de Aaron relaxou sobre o meu, mas ele não se retirou de mim. Abri os olhos e seu túnel negro nunca pareceu mais acolhedor. Era a primeira vez que não via a escuridão como inimiga, mas amiga. Acariciei sua nuca e ele suspirou saindo de dentro de mim. A sensação que tive foi de estar incompleta. Seu corpo caiu cansado ao meu lado e ambos encaramos o teto enquanto nossas respirações e nossos corações entravam em compasso novamente. Subitamente, quando já não ouvia mais o meu ou o seu coração, ele levantou-se e colocou a cueca, saindo da sala sem trocar um olhar comigo. Ouvi seus passos na escada e fechei os olhos com força sentindo o nariz arder.

Não vou chorar.

Coloquei a calcinha e vestia a blusa quando ele voltou com um cobertor nas mãos. Ele olhou-me, de nariz vermelho e os olhos úmidos, e franziu o cenho. Balancei a cabeça. Ele deitou-se e puxou-me junto. Minha cabeça pousou em seu peito e meu braço passou sua cintura, deixando meu seio contra seu tronco e minha perna no meio das suas. Seu braço estava embaixo da cabeça e sua mão acariciava meus cabelos.

Era um momento sereno e terno que me fazia questionar por que diabos vivíamos em guerra se poderíamos viver sempre assim.

– Você me deixa gay, Lane. – murmurou quebrando o silêncio.

A música continuava, mas nenhum dos dois se incomodava ou tinha a vontade de sair dos braços do outro para desliga-la. Soltei um riso baixo e levantei os olhos para seu rosto. Ele me olhou de volta e sorri.

– Por quê?

– Toda essa coisa de fazer amorzinho na sala e depois deitar abraçadinho... É gay. – entortou o nariz.

– Não é não. – ri balançando a cabeça. – É fofo; romântico.

– Gay.

Revirei os olhos sorrindo e deitei a cabeça de novo em seu peito. Fazia desenhos imaginários em seu peito e abdômen, ignorando a barra do cobertor e transpassando-a quando necessário. Sua mão continuava firme em meus cabelos, agora, com aroma de suor e sexo. Pensava enquanto meus dedos pareciam se mexer por vontade própria. E no meio de meus pensamentos, perdi-me e estabeleci-me em um especial. Esse, como bem sabia, era delicado como tabu. Comprimi meus lábios, hesitando em pronuncia-lo quando minha mente tinha certeza de que deveria fazê-lo.

– Aaron...

Ele soltou uma onomatopeia mostrando estar atento. Hesitei mais um segundo antes de fechar os olhos e deixar que as palavras jorrassem independente das consequências posteriores:

– Me conta tudo.

Senti-o enrijecer abaixo de mim. Cerrei os olhos com mais força e preparei-me para ele levantar-se sem cerimônia e começar mais uma discussão. Uma discussão que sabia que não estaria preparada emocionalmente para enfrentar.

De novo.

Mas ele suspirou e relaxou, apertando-me mais contra si. Senti o ar sair de meus pulmões numa lufada só.

– O que você quer saber?

Levantei a cabeça e olhei-o. Novamente não havia sacanagem em seus olhos. Ele falara sério. Aaron estava realmente disposto a contar o que eu quisesse saber. E eu não sabia se me exaltava pelo momento ter finalmente chego ou se temia pelo que iria sair de sua boca a seguir.

Respirei fundo e olhei-o sem vacilar, ciente da palavra que queimava em brasa na minha mente desde que a ideia surgira.

– Eu quero saber sobre a Sienna.

Notas finais
Vedere la sua danza mi calma - Ver a sua dança me acalma. Lembrando da tradução livre... Pra quem bugou um pouco na parte do sexo (de eles estarem na preliminares em um parágrafo e nos finalmentes no outro): era para ser assim mesmo. Não foi nenhum erro ou tortura a vocês. Esse capítulo está mais açúcarzinho e portanto acho que fortes emoções ou descrições minuciosas de sexo não se encaixavam. Então foi mal e na próxima vez eu coloco as coisas para pegar fogo. PRÓXIMO CAPÍTULO = FORTES EMOÇÕES. Meu capítulo xodó. Vai estar mega grande, senão me engano, então quem anda reclamando do comprimento dos capítulos vai sorrir também. Então preparem os lenços e deixem o telefone da emergência ao lado. Porque a p**** vai ser séria. Bem, é isso. Comentem muito, apesar de eu estar a séculos sem responde-los. Eu sinto muitíssimo, mas saibam que mesmo não os respondendo, eu leio todos e sorrio muito. O carinho de vocês significa muito para mim. Xoxo