Strada Per L'inferno
73 Perigo loiro
Notas iniciais
Quando se sabia que algo estava tão perto, e você o desejando tanto, o tempo fazia questão de torturá-lo passando tão lento quanto só ele podia. Claro, era tudo uma ilusão do seu cérebro, uma peça pregada por ele; um hormônio que recebeu de presente de você, involuntariamente, uma entrada gratuita e permanente em uma montanha russa. Mas isso não nos consolava ou fazia o maldito correr mais, e toda vez que eu olhava o santo relógio, ainda estava parada no tempo. Ainda estava esperando que aqueles 4 dias passassem rápido, terminando logo com a saudade e parte de minha angústia. Aaron ao meu lado me dava segurança, mais firmeza para pisar no chão. E a falta que ele me fazia era insensata, quase patológica. Não o ter por perto me fazia, nas horas vagas, além de pensar nos pontos negativos do que estávamos fazendo, me culpar pela caçada preocupada e desesperada de meus pais.
Era verdade que meu pai não era flor que se cheirasse e que minha mãe o acobertou e mentiu tanto quanto; e ainda mais real era a repulsa e desagrado em relação a Aaron, o homem que, não tão ironicamente, fui obrigada por eles a me casar. Mas isso não os tornava menos meus progenitores ou piores diante vários momentos do meu crescimento. As boas memórias não foram manchadas pelas mentiras, ainda que estejam mais nubladas pelas mesmas. E toda vez que conseguia alguma coisa com os meninos sobre a busca de babbo pelo mundo atrás de mim, não conseguia evitar o embrulho em meu estômago. Culpa por os enganar, não remorso por fugir.
— Lane? — virei a cabeça, e Riley me encarava na porta do quarto. Ela já estava toda vestida, inclusive com os sapatos nos pés. Ela me sorriu fraco antes de continuar. — Está na hora.
Concordei com a cabeça e me levantei, pegando os sapatos no canto do quarto. No escuro, calcei os saltos sob seu olhar atento e peguei a bolsa antes de sair. Na sala, só a luz do corredor estava ligada. Os seguranças estavam na porta nos esperando. As malas, tanto minhas quanto de Riley, estavam ao lado do sofá, de costas para a grande janela bloqueada pela cortina. Encarei pela última vez o pequeno apartamento no centro de Miami; tudo dando certo ou tudo dando errado, nunca mais colocaria meus pés ali.
O “táxi” já nos esperava na porta. Sorrimos uma última vez para o porteiro e para um casal de vizinhos, esses não sendo tão verdadeiros em sua recíproca. Não os culpava, a mulher deveria estar com inveja de nós e o cara não queria se encrencar muito com a esposa depois sendo simpático. Segundo a previsão do tempo, a noite seria tão quente quanto as outras que a antecederam, mas meu corpo discordava. Meus dedos tremiam e meu corpo se contraía a cada brisa que entrava pela janela do motorista. O salto produzia um som abafado e grave contra o tapete do piso e, por mais que notasse que Riley encarava minha perna a cada cinco minutos, ela não disse nada e nem eu me incomodei. As ruas pareciam infinitas e não conseguia evitar a impressão de que andávamos em círculos. De novo, meu cérebro ansioso me enganando e torturando.
Miami Beach era o bairro descolado rico de Miami. E claro que um traficante rico e de bons contatos como Mike teria uma mansão com praia privada justamente nesse bairro. Apesar de parecer uma confusão à primeira vista, a entrada possuía um bom esquema de segurança, com homens revistando a todos e checando seus nomes na lista. Aquela não era uma simples festa, então não teria qualquer um na casa. Saí depois de Riley e a segui até o começo da fila, ignorando as pessoas, putas, que nos olhavam feio.
— Hey, Vincy — o armário com prancheta sorriu para Riley e se abaixou para beijar a trave de sua boca. Tudo em nome do plano, Nick.
— Fala, gata. Voltou pra onde pertence?
— Talvez. Estou considerando ainda. Essa é minha amiga, Ty.
— Prazer — sorriu pingando malícia. Encenando, devolvi na mesma moeda.
— Então, gato, tem como nos livrar de toda essa fila e nos colocar dentro? Você abre essa exceção para mim? — sorriu diabólica, arranjando a frente da camisa do homem, que, claro, como tal, estava gostando.
— Ah, gata, assim você me quebra… sabe que não posso liberar assim. Tem um número certo que posso deixar entrar.
— Vai nos negar isso, Vincy? Poxa, não estamos à altura?
— Claro que estão, gata. Você sempre tá.
— Então, me faz esse favor, vai. E quem sabe mais tarde eu retribua… — não precisou de mais para o cara liberar nossa entrada, despertando os olhares fulminantes e insultos dos que estavam atrás.
Pensava que depois de boates luxuosas, baile de gala e inúmeras festas domiciliares, não me surpreenderia com mais nada. Claro que, para variar, estava errada. A mansão de Mike batia a nossa em tamanho e luxo, tendo uma pequena amostra disso já no hall de entrada com um enorme pé direito com um lustre de cristal e três corredores igualmente altos. A festa já se mostrava de alto padrão pela vestimenta das garotas que passavam por nós, muito mais adornadas com dourado e paetês. Damas da noites, dançarinas, acompanhantes, o que quer que fossem, exalavam maior requinte com as taças de champanhe e umas centenas a mais nas etiquetas dos vestidos. O som era de baixa qualidade ainda, no quesito letras, ao menos, pois a aparelhagem era tão boa que às vezes pensava que aquelas imundícies sexistas estavam em minha cabeça. Acompanhei Riley, que possuía um senso de direção ótimo nesses ambientes, até os fundos, onde a festa de verdade rolava. Havia uma enorme área de piscina, com uma vista espetacular do mar, que estava a dois lances de escada mais um quilômetro de areia de distância. A piscina ficava no lance imediatamente abaixo de nós, enquanto um enorme área, onde estava a pista de dança e o cercado VIP, no próximo. Identifiquei Mike no meio de alguns sortudos VIPs, assim como identifiquei algumas putas que já tinham conseguido seu green card e faziam a festa por ali.
— Vamos ali no meio, para ver como eles estão selecionando — concordei e a acompanhei até a pista de dança.
O som aumentava conforme nos aproximávamos, assim como o calor humano. O chão era um pouco escorregadio, o mais provável que por bebidas derramadas. Riley me guiava, segurando minha mão para que não nos perdêssemos. Assim que encontrou uma conhecida, gritou e a mesma se virou sorrindo, vindo nos abraçar.
— Como tá funcionando ali? — elas gritavam entre si, já que era o único modo de se comunicar e entender. A garota olhou para a área VIP, onde Riley apontou com a cabeça durante a pergunta.
— Fica aqui dançando que eles estão chamando. Nem adianta xavecar lá. Eu tentei.
— Eles tem uma lista?
— Nãoooo — elas gritaram mais algumas coisas até se despedirem e voltarmos para o interior da casa.
— Vamos circular um pouco e depois voltamos. Se ficarmos muito lá, tem o perigo de eles nos chamarem.
Apreciei mais da ostentação de Mike nos outros cômodos em nosso tour indireto, reparando em seu requinte de cafonice e alguns exageros. Não via o mesmo bom gosto de Aaron e Callum. Ou a decência de contratar um decorador que prestasse. Não era tudo de estilo duvidoso, mas o bom era ofuscado pelo ruim e por minha impaciência, que aumentava a cada minuto que passava. Tínhamos calculado tudo para podermos chegar apenas alguns minutos antes, mas quando os 15 minutos de antecedência se transformaram em 45, optamos por um leve risco, pensando que eles deveriam estar perto e que mereciam um pouco de rebeldia nossa.
O vestido subia e se assentava mais em minhas curvas conforme me mexia. Estava tensa e dançar sempre fora minha rota de escape para os problemas. Precisei de quatro músicas e algumas gotas elegantes de suor para finalmente tirar aquele peso de cima de meus pulmões.
— Ele chegou — avisou uma das garotas, entusiasmada, a todas na pista que quisessem ouvir. Bastou um olhar com Riley, que tinha visão dos fundos da casa e porta de acesso a piscina, para sorrir de leve.
Aaron e os garotos observavam do alto das escadas a festa, com seus ares de superiores e durões. Eles estavam muito bem arrumados e meu coração não podia deixar de sorrir de felicidade ao vê-los. Mas, claro, por mais que tivesse carinho e amor por meus amigos, nenhum deles provocava a reação que Aaron era capaz. Precisava de muito autocontrole para não rasgar um sorriso e correr até ele; na verdade, precisava de muito esforço para fingir que ele só era um bom partido e eu só uma puta interessada. Seus olhos se cruzaram com os meus e abri um sorriso de lado, mordendo o lábio. Sua expressão não se alterou, mas seus olhos disseram tudo. E era um calor que só enxergava quando seus olhos estavam em mim, uma faísca tão singela e única bem encoberta por sua típica frieza. Acompanhei-o com o olhar como todas as outras, observando as putas mais próximas se jogarem e ficarem sem resposta. Não consegui conter o leve sorriso de canto que se formou.
Mike os recebeu na área VIP, tendo seu círculo de convidados completo. E claro, se havia mais homens, teria de haver mais mulheres. Me virei para Riley e sorrimos antes de procurarmos nosso lugar ao sol.
POV Aaron
Mike estava parado na entrada da área VIP, nos esperando com um garota agarrada ao seu pescoço e uma expressão séria. Ele não era exatamente a simpatia em pessoa e não fora fazendo amigos que conseguira o seu império ou respeito. Isso era vantajoso para nós, pois muitos gostariam de o ver no chão e poucos iriam ao seu socorro, caso ele caísse. Estendendo sua mão em minha direção e apertando-a com firmeza, estreitou os olhos parecendo querer me intimidar. Sorri; uma vez me disseram que os piores monstros usam máscaras felizes.
— Pensei que não viriam — comentou alheio a morena que beijava e arranhava-o, dando-me olhares insinuantes de vez em quando. Sorri de lado.
— Uma festa só é boa do meio para frente. Política da casa — dei de ombros. Ele sorriu grotesco.
— Acho que gostarão de aproveitar o que perderam então. Fiquem à vontade. Qualquer coisa, falem com um dos meus homens. Eles mostraram onde ficam os cômodos da casa que precisarem usar. — “Eles dirão onde ficam os quartos que podem usar para foder”, quis dizer. — Mais tarde, conversamos.
Forcei um último sorriso em sua direção e ele se afastou com a garota. Mal ficamos sós e três garotas apareceram com bandejas de bebida e roupas minúsculas. Já que olhar não tirava pedaço, não pude ignorar os seios e as bundas tentadoras. Cada um pegou uma bebida e nos dirigimos para mais perto do gradil, avaliando as opções.
— Duas horas a oeste — Dylan cantarolou, divertindo-se quando Nick e eu viramos nossas cabeças como leões atrás de presas. O olhei feio depois, mas ele já havia rido às minhas custas.
Lane não estava mais com o copo em mãos e dançava com Riley em um canto mais afastado, de melhor visão para nós. A luz não era boa, mas eu conseguia distinguir bem seus fios loiros e o que era pele e roupa. Conseguia ver o pouco pano subir toda vez que ela se mexia e via o sorriso provocador de canto, mostrando que ela sabia onde minha atenção se concentrava. Sorri também, bebendo antes de desviar meus olhos dela para um pouco mais de tortura de teatro. Chamei um segurança de Mike, que não hesitou em vir se postar ao meu lado.
— Eu e meus amigos queremos bastantes loiras e algumas morenas — pedi como quem pede uma porção em um restaurante. Ele assentiu e saiu de perto, enquanto olhava rapidamente para Lane, que sorriu mais e continuou a dançar. Garota esperta.
Sentamos em sofás e conversamos coisas banais, observando de tempo em tempo algumas garotas entrarem. Zack e Colin foram os primeiros a aproveitar, já que eram os únicos solteiros também. Mesmo a escolha de Colin sendo uma loira com pernas semelhantes às de minha mulher, fiquei contente que em dez minutos ele desapareceu com ela, saindo de cena antes de Lane chegar. Ela e Riley sorriam aos quatro ventos e nos olharam assim que entraram, como todas as outras. E como todas as outras, foram para a mini pista improvisada, logo solicitando bebidas. Ter acesso a área VIP não significava ter acesso até nós. Aproveitei que a tinha mais perto para observá-la. A saia era muito curta e subia ainda mais quando ela se mexia, além de marcar muito bem o que ela tinha. A blusa preta de furos deixava o sutiã da mesma cor exposto, contrastando com o cabelo loiro solto pelas costas. Não deixei um milímetro de seu corpo passar por minha ronda agora que a tinha tão perto e em boa visão. Ela sorria esperando a bebida enquanto dançava, sabendo que eu a olhava. Os copos de ambas chegaram e a vadia fez questão de provocar fazendo um lindo bico vermelho para contornar o canudo da bebida. Sorri mais com isso.
Lane se esquecia de que eu era o fogo e que brincar com ele causava queimaduras.
Chamei o segurança, ganhando rapidamente a atenção mascarada e descarada das garotas. Lane sorria vitoriosa, achando que sairia ilesa da gracinha. Apontei para a morena alguns passos a sua frente, a confundindo um pouco antes de cair na real.
— O que você tá fazendo? — Nick me olhava como se tivesse sugerido para corrermos da polícia em bicicletas roubadas de crianças. Sorri e terminei a bebida, sem respondê-lo.
A expressão de Lane foi sutil quando notou que chamara a morena, não ela. Sua conversa com Riley parou quando o segurança chegou na garota, mas continuou logo depois de me enviar um olhar tão furioso que sabia que haveria vingança. Lane furiosa na cama era ainda melhor. Elas continuaram a conversar e a menina bloqueou minha visão com os quadris exagerados e sorriso convencido. Ela era bonita, mas…
— Você pode pegar mais bebida para mim e chamar aquelas duas garotas ali atrás, a loira e a morena conversando? — os garotos controlaram a risada em respeito ao queixo da garota, enterrado no chão com meu pedido. Seus olhos ardiam, mas ela não tinha coragem de revidar o sorriso frio e o ar autoritário. Forçando um sorriso, assentiu e saiu. E então eles riram.
— Cara, eu pensei que você ia pegá-la — confessou Dylan, com lágrimas nos olhos.
— Você sabe: prefiro as loiras — dei de ombros, vendo a garota abordar Lane e Riley, que estavam surpresas. Elas olharam em minha direção e encarei Lane sem disfarçar o sorriso, assim como ela.
— Qual seus nomes?
Ela estava na minha frente, com Riley ao lado. Sentia a euforia de Nick ao meu lado, que não tirava os olhos da namorada, que dava mole para ele. Lane sorria, também quase não contendo a excitação sob a pele azulada graças a luz.
— Trinity, e essa é minha amiga, Riley — apontou para a outra, que me deu um sorriso, o que eu próprio a ensinara. Eu gostava de chamá-lo de “engana pau”. Era bom ver como minhas empregadas, ou ex nesse caso, aprendiam bem.
— Riley, entretenha meu amigo, Nick — apontei com a cabeça e ela logo sorriu. Nick retribuiu, mostrando que embaixo do nerd certinho havia um espírito igual ao meu.
— Você — apontei para meu colo, fazendo a minha garota abrir um sorriso maroto e vir rebolando.
A bunda que sonhei por uma semana encostou em meu pau, não aliviando seu peso ao dobrar suas pernas ao lado de minha cintura. Seus braços rodavam o meu pescoço e seu tronco estava ereto, deixando seus seios na altura de meu rosto. Os lábios vermelhos se abaixaram em direção ao meu rosto, mordiscando meu ouvido onde sussurrou:
— Senti sua falta.
Sorri, pousando minha palma em sua bunda, que tive o prazer de apertar. E como uma boneca que emite sons ao ser apertada, ela gemeu lenta e sensualmente em meu ouvido. Seu rosto se virou para o meu, mostrando-me seu lábio entre os dentes. Seus tentadores lábios carnudos casando com os verdes olhos enormes e brilhantes de desejo.
— Me beija — pediu sem som enquanto beijava meu pescoço, jogando bem e jogando baixo. Enterrei os dedos mais fundos em sua nádega.
Puxei seu queixo para mim e fiz o que pediu, tentando ser delicado e bruto ao mesmo tempo. Lane remexeu-se em meu colo, apertando com mais força os cabelos de minha nuca e me fazendo descontar mais em suas coxas. Eu esperava que ela já contasse com os futuros hematomas para o resto da semana, porque eu faria questão de marcá-la. Só para não perder o hábito. Ofegante, separou o seu gosto de champanhe e bala de cereja de mim. Puxei seus cabelos falsos para trás, deixando seu pescoço exposto para meu prazer. Encostei o nariz, sentindo o toque doce e sensual do perfume misturado ao sal do suor e sua fragrância natural. Não resisti mais ao meu cheiro favorito e comecei a série vermelha e roxa de impressões. Ela não deixava barato, arranhando meu abdômen depois de invadir com suas garras vermelhas a minha camiseta. Sua força poderia ser ridícula, mas aqueles arranhões não. Numa briga de mulher, ela já tinha essa vantagem, além dos dedos talentosos para um bom puxão de cabelo. O lado bom da dor era que ambos éramos masoquistas.
— Senti falta do seu cheiro — chupei seu lóbulo e vi seu lábio crispar rapidamente para cima antes dela me puxar para outro beijo.
Quase me esqueci de que havia uma festa rolando ao redor e que estávamos a negócios quando ela encaixou o meu amigo no meio da sua retaguarda por baixo da saia.
Ela queria jogar sujo e eu sabia bem como quebrar as pernas delas. Separei-nos e ela voltou ao meu pescoço, assim como eu ao dela. Minha mão apertava sua cintura e descia até o quadril, dando conta muito bem do recado. Então meus outros dedos estavam disponíveis para sentir o minúsculo tecido molhado que cobria sua boceta. Era absurdamente pequeno e estava absurdamente molhado. Outro ponto para mim. Circulei suas áreas íntimas por cima do tecido, brincando com sua vulnerabilidade até ouvir outro gemido baixo em meu ouvido.
Ah, eu só estava começando…
Mas ela me surpreendeu ao puxar meu pulso e levar meus dedos a sua boca, rebolando em meu pau só para me deixar ainda mais duro. Aquele olhar e aquela boca suave ao redor de meus dedos, com muita baba e sensualidade, era muito baixo.
— Mike já foi pros quartos — murmurou com a boca em minha mandíbula. De soslaio, vi que ela estava certa.
Lane estava se saindo melhor do que eu, não isolando nosso momento e concentrando-se também no entorno.
— Quantas?
— Duas. Dá tempo — puxei sua cabeça e lhe dei um beijo bruto, fazendo-a sorrir ao invés de reclamar.
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