Notas iniciais
Hey, hey, cá estou bebês! Enfim, acho que nem preciso dizer que os comentários do capítulo passado me deixaram contentes e motivada a postar mais cedo, não? Continuem assim, crianças, continuem assim... hahahaha. Acho que pelo nome do capítulo, muitos de vocês já se sentiram aliviados. Pois é, mas, ainda assim, isso não significa que não devem ler, ein? Um pedido que faço a vocês é que leiam o capítulo escutando uma música. Sublinharei em negrito a parte do texto onde quero que vocês deem play nela. A música é "Hold On, We're Going Home" do Drake. Se vocês puderem também, depois deem uma olhada no clipe: acho que super combina com a fic e com o capítulo, em especial. Godere "Hold On, We're Going Home" - Drake http://www.youtube.com/watch?v=GxgqpCdOKak

Eu fui praticamente jogada dentro do quarto.

–Ah, querida – Ela se dirigiu a mim, falsa – Esqueci de te avisar – Ela sorriu da mesma maneira — Em cima da cama está as peças de lingerie que você irá usar – Ela apontou.

Meu olhar se guiou em direção ao seu dedo e vi um par de lingerie vermelha. O sutiã deveria ser menor que o tamanho de meu busto e a calcinha era fio dental. Entortei o nariz aquilo. Lembravam-me as peças que Nina queria que usasse em minha noite de núpcias, porém estas eram bem menos comportadas.

–Não faça essa cara – Ela mandou severa – Vista isso e depois bote de novo o vestido. Se souber que não vestiu essa lingerie, sofrerá as consequências – Ela sorriu falsa e se virou para sair.

Porém, quando ela botou a mão na maçaneta de novo, ela voltou a se virar para mim. O sorriso em seu rosto era cruel, maldoso.

–Nem tente fugir querida, pois Juan ficará na porta – Ela informou e fiz cara de confusa ao ouvir o nome do suposto cara que ficaria de guarda do lado de fora – Aquele armário que estava nos seguindo até aqui, sabe?

Arregalei ligeiramente os olhos ao me recordar. Ela soltou uma gargalhada fria e maldosa. Pior até que as que Henry dava. Ela abriu a porta e pude ter um vislumbre de Juan, antes de ela voltar a fechar a porta e isolar-me ali.

Eu estava sozinha. Revire os olhos as peças de roupa na cama e observei o quarto. Era vermelho, dando uma sensação de sufocamento. Ao canto direito, ficava uma cama enorme e redonda com lençóis de cetim barato e vermelhos. Ao canto esquerdo, havia dois divãs com estampa de oncinha dispostos um na frente do outro. Pelo chão estavam espalhadas pétalas de rosas vermelhas. Numa mesa de vidro ao fundo estava um balde com duas garrafas de champanhe dentro ao lado de duas taças de vidro. Ao lado da mesa havia uma porta preta, onde provavelmente era o banheiro. Eu dei alguns passos, adentrando mais o quarto e olhando tudo com nojo. Meu olhar foi chamado de novo a lingerie e engoli em seco, encarando-a.

Não tive nem tempo de me enojar mais, pois logo a porta voltou a se abrir. E dessa vez não era a loira ou um brutamonte qualquer. O cara que tinha “comprado minha virgindade” entrou na sala, já me olhando safado. Ele era mais alto que imaginara, além de seu bronzeado ser mais acentuado. Seus olhos eram grandes e pretos, como notara anteriormente, e seu sorriso muito mais cruel e pervertido de perto. Ele entrou, trancando a porta atrás de si. Abrindo mais seu sorriso, ele adentrou mais o quarto. Ele deu uma olhada ao redor enquanto eu botava minhas mãos tremulas para trás de meu corpo. Os olhos do homem caíram sobre a lingerie na cama e ele sorriu.

–Veste – Ele mandou, apontando para a lingerie.

Olhei-o, sem dizer nada. Meu olhar era de medo, temor. Ele sorriu ao notar isso. Ele se aproximou sem pressa enquanto recuava ao mesmo passo. Meus pés, para minha má sorte, encostaram-se ao pé da cama e perdi o equilíbrio, caindo na cama. O homem sorriu e se debruçou sobre mim, deixando seu rosto bem próximo do meu. Eu virei para o lado, não querendo encara-lo. Ele me enojava e sua respiração fedia a bebida, enquanto o próprio fedia a cigarro.

–Veste – Ele mandou mais uma vez, pegando a lingerie com o braço esticado e jogando-a em minha barriga.

Engoli em seco enquanto ele se afastava. Peguei os pedaços de pano em minhas mãos, que mais do que nunca tremiam, e levantei da cama caminhando sem nenhuma pressa ao banheiro. O homem estava de frente à mesa do champanhe abrindo uma garrafa.

–E quando terminar de se trocar – Ele interrompeu-me antes que entrasse no banheiro – Não precisa vir com esse vestido. Pode deixa-lo lá dentro.

Engoli em seco mais uma vez e tranquei-me dentro do banheiro. Era pequeno e não possuía janelas, somente ventilação automática no teto. Senti-me apertada ali dentro, mesmo tendo espaço suficiente para mais três de mim ali. Olhei a peça em minhas mãos, tremendo-as involuntariamente. Joguei-as em cima da privada e olhei para minha mão. Elas tremiam muito. Mais até de quando me casara ou deveria ter minha primeira vez com Henry. Talvez porque, no primeiro caso, eu sabia que tinha pessoas naquela igreja que me amavam e as qual podia recorrer, além delas e do lugar transmitirem paz. Já no segundo caso, por mais que mal conhecesse Henry, eu o podia dizer que o conhecia melhor do que esse cara. Além de ele ser meu marido, é claro. Suspirei, apoiando minhas mãos na pia. Sabia que dali de dentro daquele banheiro não poderia sair. Não tinha como sair. Estava começando a me conformar que perderia a virgindade com um estranho completo que me trataria como uma mercadoria, não se importando que esse ato devesse ser um dos momentos mais importantes da minha vida.

Abaixei as alças do meu vestido e tirei-o por minha cabeça. Joguei-o no chão e peguei a lingerie. Minha vontade era de bota-la por cima da minha própria lingerie, uma vez que não fazia ideia da procedência daquilo. Ainda assim, despi-me por inteiro e botei-a. Olhei-me no espelho em cima da pia e não gostei do que vi. Não me sentia eu mesma. Era como se visse uma estranha com meu corpo e rosto.

–Meu Deus, que maldade fazer algo tão bonito assim! – O cara mordeu o lábio inferior, me encarando descaradamente enquanto saia do banheiro.

Eu, ao contrário do que ele pedira, voltara a vestir o vestido. Mas pelo visto, ele não se importara muito. Ele se aproximou com duas taças de champanhe na mão. Ele estendeu uma a mim, porém recusei acenando com a cabeça.

–Prefere ficar sóbria para lembrar-se melhor dessa noite? – Ele debochou, voltando a estender a taça.

Eu mais uma vez recusei, somente olhando da taça a ele sem dizer nada. Ele bufou e levou a sua taça aos lábios, virando-a na garganta em um gole só. Em seguida, a outra taça também foi virada de uma vez. Olhei-o estática, sem saber o que dizer ou fazer. Ele jogou as taças no chão, num ato de puro impulso raivoso que me assustou. Sua expressão tornou-se fechada, raivosa e extremamente assustadora. Ele se aproximou de mim e voltei a recusar. Porém senti minhas costas baterem na parede do quarto, impossibilitando-me de fuga. Ele sorriu friamente satisfeito com isso.

–Acho que você não tem para onde fugir – Ele observou inutilmente, ainda sorrindo.

Eu fiz cara de nojo e terror, não sabendo qual dos dois sentimentos sentia em maior escala. Ele me prensou na parede e começou a passar sua mão nojenta em mim.

–Gosta disso, docinho? – Ele zombou, subindo o vestido e passando as mãos em minha coxa.

Eu comecei a me desesperar com aquilo. Ele enfiou a mão por debaixo do meu vestido e começou a apertar minha coxa, aproximando mais de minha virilha. Eu, pensando rápido, dei um chute bem dado em sua intimidade. O cara sentiu instantaneamente e se agachou, segurando em suas partes. Eu saí do lugar onde estava e corri até a porta. Mas como eu dissera, ele trancara-a e estava com a chave. Eu fiz então a única coisa que me sobrou: comecei a esmurrar a porta e a gritar por ajuda.

–SOCORRO! — Gritava, rasgando minha garganta.

Logo, para minha infelicidade, o homem se recuperou e se aproximou de mim sorrateiramente por trás. Senti um puxão em meu cabelo e uma mão tapando minha boca.

–Você acha mesmo que alguém virá ajuda-la? – Ele perguntou frio e debochado ao meu ouvido.

Fui puxada para longe da porta e levada para a cama. Eu mordi sua mão no caminho, na esperança que ele me soltasse.

–Vadia! – Ele xingou-me, dando-me um tapa na cara e tirando a mão de minha boca

Levei minhas mãos ao rosto, onde ele batera. A área ardia e, provavelmente, logo estaria marcada em vermelho. O cara pouco se importou com isso, ele só continuou a me puxar com brutalidade. Ele me jogou na cama e se pôs por cima de mim. Comecei a me remexer embaixo dele, empurrando-o e fazendo de tudo que ele me soltasse nem que fosse por míseros segundos. O que eu não percebi, e o cara sim, era que na cabeceira da cama tinha algemas. Fui puxada para cima sem gentileza e tive meus braços levantados da mesma forma sem gentileza. Quando notei suas intenções, debati-me mais, porém não surtiu efeito. Ele algemou-me pelos dois pulsos, as algemas presas na cabeceira da cama de ambos os lados. Eu não tive como reagir ou fugir. Dessa vez, estava encurralada.

–Agora grita morena, grita bastante! – Ele pediu subindo a mão em minha perna.

Eu fiz o que me foi pedido. Comecei a rasgar a garganta implorando por ajuda. Ele ria, subindo meu vestido. Eu observava e sentia-o subindo mais e mais a mão por dentro de meu vestido. Com isso meu desespero se ampliava, fazendo-me berrar mais a plenos pulmões.

–Se eu me lembro – Ele voltou a falar descendo as mãos por minha perna e me olhando com um olhar safado que me causava ânsias – Eu havia pedido para você não usar o vestido...

Sorrindo mais largo ao notar-me de olhos arregalados, ele passou suas mãos à barra de meu vestido e rasgou-o sem piedade. Em pouco, o que um dia fora um vestido curto e vulgar, mas ainda assim um vestido, se tornou farrapos abaixo de mim na cama.

–Docinho, você tem um corpo e tanto! – Ele elogiou-me com um olhar sem pudor.

Ele pegou meus seios com as mãos e apertou-os de maneira brutal, me fazendo gritara mais. “Mio Dio, aiutami! Per favore!”, pensava comigo, mesma enquanto o cara afundava mais suas mãos em meu corpo. Ele largou meus seios e desceu para minhas pernas. Começou a dar beijinhos, babar melhor dizendo, por toda ela, indo do joelho a sabe se lá aonde. Eu não parava de gritar, porém o cansaço já estava me vencendo, além de que notei que logo nem teria voz para gritar. Essa constatação fez romper as primeiras lágrimas em meus olhos. O homem ria de meu estado e subia mais e mais seus beijos. A pressa em seus movimentos era obvia, despertando-me mais ao desespero.

Dissera que iria tentar encara aquilo da maneira mais natural, tentar envolver-me, mas percebi que era impossível. Eu sou uma garota romântica e, mesmo que não fosse, ainda era garota e, acredito eu, toda a primeira vez de uma é especial. O primeiro sapato de salto, o primeiro beijo, a primeira paixão, a primeira vez... Dentro dessas todas, somente as duas primeiras realmente significaram algo.

Ele alcançou minha virilha. Ele subiu o rosto para olhar-me e sorriu malicioso. Ele parou de distribuir beijinhos e moveu seus dedos para minha intimidade. Ele começou a “brincar” com os dedos em volta dela, sem toca-la de fato. Ele ria e eu chorava em meio a gritos roucos e exaustos. Senti, derrotada, seus dedos se moveram a minha intimidade, ainda coberta pela lingerie, massageando-a de um jeito bruto. Era diferente de quando fora tocada por Henry. Com Henry senti prazer e uma vontade crescente de que seus dedos aumentassem o ritmo. Mas com esse cara, minha vontade era de que ele nunca tivesse ousado a pensar em fazer o que fazia agora. Eu não consegui sentir nem um pouco de prazer. Só nojo e repulsa. Eu tentava me encolher sobre seus dedos, porém não de prazer, e sim numa tentativa inútil de tentar evitar ainda mais contato dele sobre aquela parte de meu corpo. Eu gritei mais, se fosse possível, pois a cada segundo seus dedos deslizavam mais e mais sobre minha intimidade, ameaçando transpassar a barreira da calcinha.

Por milagre, a porta do quarto foi arrombada com violência, caindo ao chão com um estrondo. O homem, assustado pelo barulho, parou de tocar-me e virou-se para ver o que se passava. Henry, Nick e mais um garoto que desconhecia adentraram o quarto. Nunca sentira tanto alivio a ver alguém e as próximas lágrimas que brotaram em meus olhos foram de alivio. Henry estava trajado com as roupas do outro Henry, o que eu desconhecia: cabelos bagunçados, camiseta básica e jeans larga. Os outros garotos também estavam trajando roupas parecidas. Meu olhar de imediato parou em Henry, suplicando que ele ajudasse-me. Nossos olhares cruzaram-se e vi o pomo-de Adam dele subir e descer rápido, informando-me que ele engolira em seco. Sua expressão parecia compadecida para comigo. Em seu olhar fluiu preocupação, como uma interrogativa de se eu estava bem, antes de se voltar-se raivoso ao homem que estava a minha frente, tocando-me nem há um minuto antes. Não, não era raiva em seus olhos: era ódio. Ódio puro e tão grande que me fez tremer.

–Que porra é essa? Não está vendo que eu estou com a garota? – O homem protestou revoltado, se levantando da cama.

–Essa garotaé minha esposa – Henry disse entre dentes, fechando os punhos.

–Ah é? – O homem sorriu debochado, virando-se para mim – Você não me disse que era casada, docinho. Mas se você é casada e virgem... – Ele parou, com se pensasse, virando-se a Henry e olhando em desafio – Ou seu marido é gay ou brochou na hora h com medo, o que o torna não homem o suficiente também.

Henry não aguentou que mexessem com sua masculinidade. Ele partiu para cima do homem, lhe dando um belo soco na face. O homem caiu ao chão com o impacto. Mas Henry não se contentou com isso. Ele pegou o homem pelo colarinho e o levantou-o do chão, fazendo-me notar que um grande vermelho se formava em sua bochecha, além de seus lábios inchados e cortados. O homem foi jogado longe, ciando sobre a mesa do champanhe. Os cacos de vidro das taças que ele quebrara receberam-no na queda, juntamente aos novos cacos de vidro que se formaram ao estilhaçar da mesa. Henry se aproximou do homem e socou-o o estomago e começou a chuta-lo descontroladamente. Estava aliviada por ter sido salva, mas ver Henry espancar alguém era assustador.

Vendo que o amigo estava descontrolado e me assustando, Nick e o outro garoto se aproximaram de Henry e tiraram-no de cima do homem inconsciente ao chão. O homem tinha a cara toda vermelha e alguns hematomas já roxos pelo rosto, além do supercílio cortado e ambos os olhos roxos. Mais uma rodada de socos e chutes e com certeza ele teria ficado desfigurado. Sangue também era visto em uma pequena poça, formada embaixo do homem. Henry cuspiu no homem acertando-lhe em cheio no rosto e voltando sua atenção total a mim.

–Onde estão as chaves? – Ele perguntou, referindo-se as chaves das algemas, ainda ao lado do cara inconsciente no chão.

Indiquei com a cabeça o lugar no chão onde o homem jogara as chaves e Henry as viu e pegou-as. Ele foi até mim e soltou as algemas, me libertando. Eu o encarei, deixando uma lágrima escorrer. Meu choro tinha cessado há pouco. Henry limpou a lágrima com o dedão, tocando-me com uma suavidade impressionante. Comprimi meus lábios, tentando segurar o choro, e joguei-me ao pescoço de Henry, abraçando-o. Ele reagiu surpresíssimo, mas para a minha surpresa, ele abraçou-me de volta, afagando minhas costas. Sua mão era quente, em contato com minha pele gelada graças ao ar-condicionado do quarto e a falta de roupas. Seu corpo, além de tudo, exalava calor, deixando-me mais confortável e aquecida. Segura também.

–Oh casal, sem querer interromper o momento “ah amor, me beija, me abraça e depois me fode!”de vocês, mas é melhor nós darmos o fora daqui antes que complique! – Disse o outro garoto além de Nick, fazendo eu e Henry nos soltarmos.

Senti como se uma rajada de vento frio tivesse me atingido quando seu corpo quente se desprendeu do meu. Tremi de leve e notei que Henry notara. Nick jogou para Henry um paletó que levava no ombro e Henry passou para mim.

–Veste – Ele mandou.

Eu vesti-o, tremendo demais para fazer algum comentário ou espantar-me pela maneira gentil com a qual ele mandou-me. Eu também deveria ter ficado com vergonha de estar de lingerie na frente de três marmanjos, mas na hora isso nem passou perto de meus pensamentos. Quando você esteve prestes a ser estuprada, ficar com vergonha por estra na frente dos garotos que foram seus “heróis” é algo não cogitado.

–Você consegue andar? – Henry perguntou a mim, voltando a ser atencioso.

Afirmei com a cabeça e levantei-me. Entretanto, quase caí no chão a apoiar meu peso em minhas pernas e pés. Era como se minhas pernas fossem gelatina. Só não dei de cara com o tapete branco felpudo perto da cama porque Henry me segurou. Ele nem tentou ajudar-me a andar: pegou-me no colo e partiu comigo para junto dos meninos. Suas mãos firmes me abraçavam as costas e as coxas, enquanto eu passei meus braços ao redor de seu pescoço e deitei minha cabeça em seu peito. O calor que sentira ao abraça-lo voltou a envolver. Nick botou a cabeça para fora do quarto e fez sinal positivo, sinalizando que a barra estava limpa e que podíamos sair. Percebi, quando Henry passou comigo pela porta do quarto, que Juan, o segurança, jazia caído no chão perto da porta. Ele estava de rosto para baixo, porém uma poça de sangue era vista ao seu redor. Desviei o olhar na hora, temendo que vomitasse àquela cena.

“Andamos” pelo corredor apressadamente na direção oposta do palco. Nick, que estava na dianteira, se aproximou da porta no exato momento que esta foi aberta. Seis seguranças surgiram através dela e ficaram com caras de tacho quando nos viram. Rapidamente, eles sacaram suas armas, porém mais rápidos do que eles tiraram as caras de tachos e se mexeram, Henry e os garotos sacaram suas armas e atiraram neles. Henry era frio e atirava em áreas delicadas, como cabeça a e peito, diferente de Nick e o outro garoto, que atiravam na perna ou nas mãos deles. Eu não olhei por muito tempo, assustada e com receio. Fechei meus olhos fortemente e afundei mais minha cabeça no peito de Henry. Já não me agradara ver alguém ser espancado em minha ou jazer morto no chão, então concluíra que gostaria muito menos de ver alguém morrer no ato. Fechava os olhos com maior força, uma vez que o barulho dos tiros não podia ser reprimido por mim.

Assim que todos os seguranças se encontraram ao chão e nenhum de nós tinha um arranhão sequer, nossa jornada até a saída no fim do corredor decorreu normal. Abri os olhos a tempo de ver Henry pular os feridos inconscientes e os corpos sem vidas no chão. Ele parecia não se importar com o ambiente em qual estávamos ou com quem ele pulava por cima, morto ou vivo. Porém, em um de seus pulos, um homem que estava ao chão segurou em sua perna e o desequilibrou. Henry me deixou cair ao chão, ao lado de um cadáver que recebera um tiro certeiro em seu olho. Aquela imagem fez meu estomago revirar e eu vomitei, virando a cabeça para o outro lado. Assim que despejei tudo para fora, o gosto amargo de bile tomou conta de minha boca. Fechei os olhos, temendo que visse mais corpos e vomitasse mais. Limpei a boca com o dorso da mão e ouvi um barulho forte e um estalo, como um osso quebrando, e um grito em seguida. Institivamente, abri os olhos e vi Henry chutar o cara que agarrara sua perna, sacando rápido uma arma da cintura e atirando duas vezes na cabeça do homem. Eu voltei-me a enjoar e vomitei mais uma vez. Henry se abaixou até mim no momento que voltava a limpar minha boca no dorso da mão. Ele pegou-me com cuidado no colo, sabendo que não sentia-me bem, e tirou os cabelos que caíram ao meu rosto.

–Você está bem? Machuquei você ao deixa-la cair? – Ele pareceu atencioso e preocupado novamente.

Neguei com a cabeça e murmurei baixo “estou bem”. Ele assentiu e prosseguimos o caminho para a saída. Descemos as escadas de emergência que se encontravam do outro lado da porta de saída já aberta e atravessada por Nick e o outro menino. Henry, que fechou a porta ao passarmos, tomou muito cuidado ao descer as escadas, uma vez que eu estava em seu colo. As escadas davam em um beco escuro, estreito e curto. Ali, estacionado no outro lado da rua, havia dois carros. Nick abriu a porta do passageiro de um dos carros, uma Land Rover preta e enorme, e Henry botou-me no banco do passageiro. Ele fechou a porta e trocou meia dúzia de palavras com os meninos. Encolhi no banco e nem ao menos fiz força pra prestar atenção na conversa deles e observa-los pela janela. Henry entrou no banco de motorista pouco depois e fechou a porta. Ele botou o cinto e notou a falta do acessório em mim. Atencioso, como eu nunca vira, ele botou o meu cinto por mim.

–Descanse – Ele pediu ligando o carro.

–Ande vamos? — Perguntei rouca, pelo excesso de gritos.

–Para casa – Ele respondeu botando o pé no acelerador e saindo a toda dali.

Notas finais
Mio Dio, aiutami! Per favore! - Meu Deus, me ajude! Por favor! E aí, quem curtiu o capítulo? Confesso que revisei e reescrevi esse capítulo diversas vezes e esse foi o máximo que consegui, e estou satisfeita. Mas e vocês? Será que até os fantasminhas me darão o ar da graça depois deste capítulo? hahaha. Bom, um sofrimento dela acabou, mas agora vem outros, porque com Lane onde um problema acaba, outro se inicia. Nossa, estou me sentindo poética hoje! hahaha. Xoxo