Strada Per L'inferno
32 Nada me diz que não posso deixa-lo assim
Notas iniciais
Abri a porta e um som distante de música imediatamente invadiu meus ouvidos. Parei de assoviar e olhei escadas à cima. A sala estava escura e as luzes do andar superior da casa eram as únicas acessas. Fechei a porta atrás de mim e tirei o casaco e as chaves, jogando-os na mesinha. A música era sensual. Não fazia o tipo de Lane: música melosa e sonolenta. Subi as escadas calmamente, ainda que intrigado com que merda estava acontecendo.
O som vinha do final do corredor, de um dos quartos vagos. Se bem lembrava, Lane estava utilizando aquele quarto para alguma coisa dela que me custara uma nota preta. A porta estava fechada. Abri-a lentamente, não querendo fazer barulho. O cômodo fora transformado em um estúdio. Havia espelhos por toda uma parede e um aparelho de som potente ao fundo, amplificando para a casa toda a música erótica. Ao fundo também, havia dois postes de pole-dance. E em um deles, estava Lane.
Olhava-a pelo espelho enquanto ela subia e descia nele com habilidade. Nada comparado às garotas da boate, mas Lane tinha uma inocência misturada com atitude que deixava qualquer um louco. Mordi o lábio inferior, abrindo mais a porta e me encostando ao batente. Lane virou-se de costas, de frente para a parede. Seus olhos estavam fechados. A porta fechou-se atrás de mim e encostei-me a parede. Suas mãos pequenas e delicadas agarraram o metal com força na altura do meio das costas. Ela puxou o corpo de encontro ao pole e esfregou-se suavemente no mesmo, o quadril mexendo de um lado ao outro. Subindo as mãos no metal, ela começou a descer até o chão. As costas eretas e sua bunda divida perfeitamente em duas partes redondinhas. Senti meu pênis começar a dar sinal de vida.
Ela levantou-se e afastou o corpo do pole, ficando com somente uma mão segurando-o. Esticando uma das pernas, ela envolveu a estrutura de metal e puxou o corpo para perto. Seu corpo balançou-se suave de um lado ao outro, como uma folha no vento. Dando impulso para cima, ela enroscou a outra perna e desceu perfeitamente no pole até seus glúteos roçarem o chão. Sua cabeça foi para trás e seus cabelos, antes mal presos, soltaram-se totalmente. As penas subiram e contornaram o metal como vinhas, enquanto as mãos repousaram espalmadas ao lado do corpo. A última batida da música anunciou-se como um suspiro e suas costas arquearam como no sexo. Como se ela estivesse gemendo. Até seus lábios estavam entreabertos.
Bati palmas e Lane abriu os olhos assustada, desfazendo a posição erótica.
– O que você faz aqui, Aaron? – perguntou de pé, desligando o som. Minhas palmas cessaram.
– Atrapalho? Porque se sim, deixo uma câmera aqui e a deixo ensaiando em paz. Não me incômodo de ver depois em vídeo. – dei de ombros, colocando as mãos nos bolsos. – É até mais interessante. Assim poderia ver quando quisesse.
– Você podia ter anunciado sua entrada. – cruzou os braços.
– E ter feito você parar? – levantei a sobrancelha, balançando a cabeça e rindo pelo nariz. – Eu te conheço, Lane. Não queria perder aquele momento raro por nada nesse mundo.
– Uau. Sinto me lisonjeada que meu marido tenha se interessado por algo vindo de mim. Nem que seja algo que supostamente deveria ser pessoal. – ironizou arrumando os cabelos, de costas a mim. Sua bunda estava chamando minha atenção, perfeitamente delineada pela calça colada.
– Então você não pretendia fazer essa dancinha para mim no quarto? Agora estou magoado.
– Nem tudo se trata de você, meu bem.
– Mas vamos combinar que a maioria das coisas sim.
Bufou irritada e pegou uma garrafinha d'água cheia apoiada a parede. Observei-a atenta. Lane estava uma puta gostosa naquelas roupas suadas. Sua testa brilhava com gotículas d'água e sua respiração era ofegante. Seus lábios estavam mais avermelhados que o normal e suas bochechas adquiriram um tom rosado. Os cabelos, presos de qualquer jeito, continuavam bagunçados e uma mecha caia em seu rosto. A roupa de ginástica marcava suas curvas. A blusa era curta e deixava aparecer parte da barriga lisa de pele clara aveludada, além de transparecer e turbinar seus seios. A calça dispensava comentários. Molhei os lábios num movimento involuntário. Meu membro estava começando a se incomodar com a calça. Quando ela abaixou-se empinando a bunda para pegar os tênis, não me contive.
Atravessei a sala em menos de dez passos e peguei-a pela cintura assim que colocou-se ereta novamente. Surpresa, ela largou os tênis. Girei-a de frente a mim e ela rodou suave, arfando e esparramando uma das mãos em meu peito. Seu peito subia e descia rapidamente e conseguia sentir seu coração bater acelerado.
– Já te disse o quanto eu gostei daquela dança? – murmurei rouco, sabendo que aquilo a enlouquecia. Seus lábios entreabriram-se e sorri sacana. Desci minha boca a seu pescoço, traçando uma trilha de beijos até seu ouvido. Ela controlava-se para não arfar. – Ou o quão gostosa você está nessa roupa? – desci minha mão a sua bunda e apertei-a, ouvindo a suspirar alto. Seu corpo contraiu-se todo em minhas mãos.
– Me larga, Aaron. – murmurou fracamente. – Você não pode chegar me agarrando e dizendo essas coisas pensando que...
– Pensando o que? – interrompi-a. Coloquei nossos rostos a centímetros um do outro. As respirações cruzavam-se e vi-a desnortear-se.
– Me diz no que eu estava pensando, amore mio. – sussurrei rouco, roçando meus lábios nos seus antes de depositar um beijo no alto de sua bochecha, colocando a boca bem próxima de sua orelha e nossos corpos mais próximos. – Diz pra mim o que eu estava pensando e eu juro que te largo.
Afastei-me um pouco, encarando seus olhos gelo. Sua mão passou a minha nuca e no segundo seguinte ela pressionava minha cabeça contra a sua. Nossas bocas colaram e ri pelo nariz. Passei a língua por seus lábios e abri-os com sua permissão. Sua boca tinha gosto exótico de cereja e gengibre. Juntei mais seu corpo ao meu, sentindo cada milímetro seu. Apertei com mais força sua bunda e ela gemeu entre o beijo. Sorri, agarrando sua nuca e sentindo seus cabelos espalharem-se entre meus dedos.
Seus dedos brincavam em minha nuca também, puxando alguns fios. Rosnei e senti-a sorrir. Pegando-a pela cintura, impulsionei-a para cima fazendo-a enroscar as pernas ao redor de meu abdômen. Andei lentamente a parede e pressionei com força suas costas contra a superfície gelada. Elas arquearam ligeiramente, dando-me visão de seu pescoço. Não pensei duas vezes antes de descer beijos por seu ponto fraco. Ela arfava alto, beirando ao gemido. Aquilo me excitava ainda mais. Juntei mais nossos corpos, fazendo-a sentir minha ereção.
– A-Aaron. – gemeu.
Ataquei seus lábios novamente. Seus dedos finos desceram por minhas costas e puxaram minha camiseta, roçando a arma. Pensei que ela fosse enrijecer e recuar, mas ela fez o oposto. Retirou a arma do cós de minha calça e jogou-a longe. O barulho do objeto chocando a parede e depois ao chão preencheu nossos ouvidos. Lane continuou subindo minha camiseta até eu afastar-me e livrar-me dela. Suas unhas afiadas começaram a arranhar minha carne, especialmente do abdômen, delineando cada pedacinho e músculo. Afundei minhas mãos em seu quadril, subindo-as lentamente pela lateral de seu corpo. Puxei sua blusa para cima, tacando-a para junto da minha. Apartei o beijo para poder ter uma visão de seus seios. Nem muito grandes nem muito pequenos. Do tamanho de minhas mãos. Voltei a subir o rosto e encontrei-a corada. Ri baixo, mordendo seu lóbulo esquerdo.
– Ainda constrangida, amore mio?
– Calado e me beija. – mandou. Ri baixo e acatei sua ordem, dando-lhe mais um beijo de deixa-la sem fôlego.
Minhas mãos estavam em seus seios, massageando-os. Ela gemia em minha boca e começou a movimentar-se. Seu quadril estava contra o meu e toda vez que rebolava, meu pau era pressionado entra sua intimidade. Aquilo estava me deixando doido. Apertei seu seio e ela separou nossas bocas, encostando a cabeça na parede para soltar um longo gemido. Beijei sua clavícula e busto, prestes a chegar a seus seios quando ela puxou minha cabeça para trás. Olhei em seus olhos. O gelo escurecera e transmitia luxuria, assim como tinha certeza de que meus olhos faziam. Ela não parava de rebolar, me deixando cada vez mais duro. Deitei a cabeça em seu ombro, apertando sua cintura.
– Você está me deixando doido, Lane. É melhor parar. – murmurei. Ouvi sua risada baixa e sensual.
Voltei a ter minha cabeça puxada e desta vez, ela beijou-me com vontade. Seus lábios macios contra os meus e sua língua guerrilhando contra a minha num mar com sabor exótico me enlouqueciam. Seus movimentos aumentaram, ficando mais intensos e contínuos. Rosnei em sua boca e Lane interrompeu o beijo. Ela encostou a cabeça na parede e começou a gargalhar alto. Olhei-a confuso. Quando ela desceu de meu colo, endureci a expressão, entendendo aonde queria chegar.
– Foi tão fácil e divertido! – riu consigo mesma, olhando-me fazendo biquinho. Ela pegou em minha bochecha, aproximando seu rosto. – Isso foi vingança pela nossa “noite de núpcias”.
Trinquei os dentes, pegando em seu braço e puxando-a de volta sem delicadeza quando se afastou. Joguei suas costas contra a parede e prensei meu corpo contra o seu. Lane não me olhou assustada ou reagiu assim, pelo contrário, sustentou meu olhar raivoso.
– Você não vai me deixar assim, Lane.
– O que te faz pensar que não? – sussurrou aproximando seu rosto. Sua respiração bateu em meus lábios e ela roçou-os. – Porque nada me diz que eu não posso deixa-lo assim.
Ia respondê-la quando o barulho irritante do meu celular soou. Soquei a parede ao lado de Lane.
– Acho que isso me impede de continuar. – sorriu falsa, saindo por debaixo de meu braço. Virei à cabeça, acompanhando-a pegar de volta a blusa e vesti-la. O celular continuou tocando e irritando-me até eu enfiar a mão no bolso e pega-lo.
– Alô. – atendi grosseiramente.
– Atrapalhei sua punheta? – Dylan riu. Fechei os olhos, esfregando a têmpora. Só poderia ser um filho da puta como o Dylan para me atrapalhar.
– Atrapalhou coisas mais importantes.
– Hmmm, Drew! Pegando a mulher?
– Você vai dizer logo o que quer ou vai querer levar uma bala no cú da próxima vez que nos vermos? – perguntei irritado. Virei-me para Lane e vi-a já vestida, arrumando o cabelo e fazendo careta ao meu palavreado.
– Eu e os garotos já estamos indo pra boate. Você vai agora ou vai terminar o que estava fazendo?
– Não sei. – cocei a cabeça. Lane bebia um pouco d'água e eu olhava sua bunda. Eu continuava duro e com uma puta vontade de terminar o que começamos. – Acho que vou daqui a pouco.
– Vai terminar o serviço primeiro, ein?
– Tchau. – desliguei o celular. Lane estava de costas, alongando-se. Sua parte traseira chamava-me a atenção tanto quanto antes. Remexi-me, incomodado com as roupas contra meu pênis.
– Quem era? – perguntou calma de olhos ainda fechados.
– Dylan. – respondi seco, pegando minha camiseta no chão.
– Hm.
– Eu vou sair daqui a pouco. Você vai junto.
Ela rodou nos calcanhares e olhou-me surpresa. Ignorei-a, colocando a camiseta sobre o ombro e caminhando até minha arma.
– Você está falando sério?
– Tenho cara de quem brinca? – peguei a arma no chão, girando-a nos dedos. De soslaio, percebi um leve vacilo diante da arma.
– Você vai me levar para sair mesmo depois do que eu fiz contigo? – perguntou curiosa e impressionada. Molhei os lábios, olhando-a.
– Se eu fosse você, não perguntaria de novo. – ela deu de ombros, sorrindo satisfeita.
– Quanto tempo eu tenho para me arrumar? – pegou os sapatos.
– Quarenta minutos. – dei de ombros, encaixando a arma no cós da calça.
– E aonde vamos?
– Surpresa. – sorri irônico. Lane revirou os olhos, passando por mim.
– Vou tomar banho.
– Vou também. – segui-a. Ela parou na porta, se virando para mim com a sobrancelha arqueada.
– Só se for no quarto de hóspedes, porque no nosso...
– Se estiver incomodada, você que vá para lá. – cortei-a fazendo-a fuzilar-me com os olhos. – O quarto é meu, assim como a casa, e eu já te disse isso antes. Eu tomo banho onde quiser sem precisar da permissão de ninguém. Agora, se você quiser tomar banho no quarto de hóspedes, à vontade, assim como tem minha permissão para tomar banho comigo no nosso quarto.
Lane mordeu o lábio, ainda irritada, e virou-se para sair de vez sem responder-me. Aproveitei para admirar uma vez mais sua linda bunda e preparar melhor meu amigo para a punheta que teria que bater.
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