Strada Per L'inferno

7 Não vai chorar né?


Notas iniciais
Voltei, anjos. Tudo certo? Sei que demorei, mas foi de proposito.Tive pouquíssimas respostas quanto ao capítulo passado, e isso me chateou. PORÉM, eu prometi que não faria chantagem nessa fic, e cumprirei. Então cá estou eu de volta. O casamento está bem próximo agora: capítulo que vem, pra ser específica. esse capítulo está meio de "enrolação". Mas mesmo assim leiam. hahahahaha. Tem algumas coisas importantes... Godere

Depois da saída de Nick, eu comecei a me preparar para o casamento a pedido de minha mãe. Fui toda paparicada, tendo todas as atenções voltadas para mim. Mas eu preferia mil vezes ter ficado a sombra, assistir tudo dos bastidores ao invés de ser a atriz principal. As amigas de minha mãe vieram para ajudar-me com a preparação a tarde. Era laque para cá, batons para lá... Uma zona. Eu me senti sufocada. Ao final, quando já estava pronta só faltando vestir o vestido, todas respiraram aliviadas. Ainda faltava meia hora para o casamento. Como atrasar é charme, tínhamos ainda uma hora para estramos na igreja. Todas saíram de meu quarto para poderem me deixar a só e elas poderem arrumar-se. Suspirei pesarosamente assim que encarei meu vestido. Lembrei-me da garotinha da loja, e dela elogiando-me, dizendo que eu era uma princesa e que queria ser igual a mim. “O que será que a garotinha diria agora se visse a princesa indo em direção ao dragão, derrotada?”, pensei.

Olhei-me no espelho de meu guarda-roupa e encarei-me. Dizer que as amigas de minha mamma fizeram um trabalho ruim era mentira. Fora um excelente trabalho. Estava bonita. Meus cabelos castanhos estavam presos num coque para trás, no meio da cabeça, e com uma tiara, como de princesas, no topo para dar um glam a mais. A maquiagem era não muito elaborada: sombra perolada com lápis de olho, cílios postiços e rímel, base, um pouco de blush e um batom pêssego. Bem, eu também vestia uma lingerie, que digamos, não era muito habitual a mim: era branca, de renda e um pouco sensual para meus padrões. Também usava uma liga branda de renda na perna direita. Não me sentia nada confortável em vestir aquilo, mas mamma quase morreu quando eu entortei a cara para as peças. Imagine então se eu tivesse dito não.

Saí de frente do espelho, para ir vestir o vestido. Encarei-o um pouco e suspirei, pegando-o. Vesti-o sem nenhum problema. Assim que estava pronta, com o vestido arrumado em meu corpo, olhei de novo no espelho. Estava do jeito que me lembrava na loja, com exceção que agora estava bem mais arrumada. Peguei meus saltos, que eram fechados, perolados e com um enfeite na ponta de capa pé, e calcei-os. Assim que estava prontíssima, olhei-me de traje completo. Estava lembrando uma boneca: a pele clara, como porcelana; cabelos castanhos presos com uma tiara no meio, como uma princesa; olhos azuis claros, como uma pintura de tão intensos. Estava, sim, perfeita. E olha que nem gosto de admitir minha beleza, e coro quando fazem isto.

Ouvi batidas na porta e Grace adentrou o quarto. Ela vestia um vestido preto de apenas uma alça com o busto rendado e a saia um pouco armada do mesmo tecido. Eu escolhera o vestido dela, e ela adorara, sabendo meus motivos para a escolha da cor mesmo eu não tendo dito nada. Nos pés, calçava um sapato preto básico aberto na frente. Seus cabelos dourados estavam para trás e, num coque baixo, e sua maquiagem não era muito elaborada. Dava orgulho ver minha pequena sorella vestida daquele jeito. pena que a ocasião já não me despertava o mesmo sentimento...

–Lane! – Exclamou ela, levando as mãos à boca de emoção ao me ver.

–Como estou Grace? – Perguntei nervosa, virando-me para ela.

Una principessa – Respondeu ela em italiano.

Grazie sorella – Agradeci sorrindo – Você também está linda – Elogiei-a, recebendo um sorriso de agradecimento dela.

Nós nos encaramos um pouco e depois partimos uma para a outra com a intenção de nos abraçarmos. Eu a agarrei com força, e vice-versa. Não queria deixa-la; não queria ter o triste saber de que ela não estaria mais no quarto ao lado, e sempre que precisasse, poderia recorre a ela no meio da madrugada para passarmo-la acordadas, rindo e conversando. Comecei a fungar, o que vez minha irmã se soltar de mim de imediato e me encara em censura.

–Não vai chorar né? Odiaria vê-la entrando na igreja com a maquiagem toda borrada! – Ela ralhou comigo, sorrindo.

Eu neguei com a cabeça, sorrindo. Afastei-me dela e olhei ao redor, para meu quarto. Sorri involuntariamente. Sentiria falta daquele meu espaço, o único quarto que conheci desde o dia de meu nascimento. Minha casa fora o único lar que conheci desde que nasci. Era doloroso então deixa-la, principalmente para ir viver ao lado de alguém que nem conhecia direito e de que não era muito fã.

Respirei fundo e fui até minha janela, olhando para meu bosque. Aquele seria também um espaço do qual sentiria falta. Quantas vezes não corri para lá, quando tudo que precisava era um pouco de ar? Depois me encaminhei para meu mural, passando o dedo nas fotos e as apreciando, sorrindo lembrando-me de como cada fora tirada e/ou do dia que fora tirada. Passei os dedos por meu divã, seguindo para minha cama. Passei os dedos nas pilastras dela, que sustentavam o dossel. Passei para frente de meu guarda-roupa, abrindo-o e olhando meus pertences. Claro que depois os teria comigo, que passaria para pega-los, mas nunca mais iria usa-los e guarda-los ali em seguida. Até meu banheiro fiz questão de “visitar”. Fiz questão de passar as mãos em cada canto de meu quarto, como se estivesse marcando e revivendo meu território. Quando me voltei de novo a minha irmã, ela olhava-me triste.

–Você não sabe o quanto me fará falta sorella– Confessou ela, sorrindo torto de tristeza e com os olhos levemente marejados.

Sorri para ela e abracei-a. Dessa vez quem fungou foi ela.

–Não chore, ok? Não quero entra na igreja e me deparar com minha irmã com a maquiagem toda borrada – Separei-me dela, olhando-a com um sorriso no rosto.

Ela sorriu para mim e abri mais meu sorriso. Ela olhou-me por inteira, mais uma vez, e prolongou seu olhar em minhas orelhas.

–Uau, que brincos lindos, Lane! – Ela elogiou, passando a mão em minha orelha.

–“Presentes” de Henry – Respondia, fazendo aspas no ar.

–Por que “presente”? – Ela questionou imitando-me.

–Porque nem ao menos foi ele que escolheu. Foi Nick, o amigo dele, sabe?

–Então foi por isso que ele veio mais cedo aqui?

–Sim, para entregar-me os brincos – Confirmei-a.

–São lindos! — Ela voltou a reforçar.

–É... –Concordei, virando meu rosto e olhando para a janela.

–Você não se dá muito bem com ele, né? Quero dizer, você não foi muito com a cara dele? -Disse Grace, se referindo a Henry.

–Sim. Não fui com a cara dele desde que botei meus olhos nele.

Grace botou a mão em meu ombro, fazendo-me virar para ela.

–Não fique assim... Tenho certeza que com o tempo, Henry vai se mostrar um ótimo marido! – Ela tentou animar-me com esse pensamento.

Nessa hora, minha mamma adentrou o quarto, que tinha a porta entre aberta. Ela trajava um longo vestido verde oliva, com um belo decote, mas nada de mais. Ela tinha os cabelos soltos, lhe caindo sobre as costas até um pouco abaixo dos ombros. Ela tinha uma maquiagem leve, nada de muito chamativo. Usava saltos altos, sandálias aliás, douradas. Ela viu-me e se emocionou. Sorri a ela e ela se encaminhou a mim, e eu a ela, nos encontrando em um abraço.

–Está linda, figlia! Nem acredito que o dia de seu casamento chegou! – Ela disse apertando-me forte.

–Nem eu mamma, nem eu... – Disse-lhe, com um tom o tanto quanto lamentoso, afinal eu mais que ninguém lamentava essa cerimonia.

Desgrudamo-nos e ela sorriu mais uma vez. Uma lágrima traiçoeira escorreu de seu rosto, e ela limpou-a rápido.

–Oh! Não chore mamma! Não quero vê-la com a maquiagem borrada antes mesmo de eu entra na igreja! – Pedi.

Ela concordou com a cabeça e saiu do quarto, antes que mais lágrimas lhe escapassem, com a desculpa de ver se todos já estavam prontos. Grace a seguiu, deixando-me a só em meu quarto. Olhei mais uma vez tudo, já sentindo falta de cada coisa e cada canto de meu cômodo. Eu poderia morar em um palácio que mesmo assim não seria a mesma coisa. Nunca se aproximaria de minha casa. Nunca.

Notas finais
Una principessa - Uma princesa Grazie sorella - Obrigada irmã Lane - http://www.polyvore.com/cgi/set?id=87814743&.locale=pt-br Vestido de noiva - http://somebodyordinary.tumblr.com/image/54198390045 Grace - http://24.media.tumblr.com/af268d94d9d95b19f2323c1272c7c83e/tumblr_mxi9tdqIDD1rho31po1_250.jpg Mãe da Lane - https://31.media.tumblr.com/fa329652fa62b6ba36223f29932f3e32/tumblr_mxijrpCQVW1rho31po1_250.jpg Bem, eu disse que nada de muito empolgante iria ocorrer. Mas tem coisas importantes, tipo vocês descobrindo quem são a Grace e a mãe da Lane, que me esqueci o nome dela. hahahaha. Caso vocês não tenham entendido, eu explico: as mulheres nas fotos, Taissa Farmiga e Celine Dion, são as mulheres que eu imagino sendo a irmã e mãe da Lane, respectivamente. É, sei que isso não é lá muito importante, mas eu sentia que não poderia pular logo pro casamento, depois do capítulo anterior. Então deu nisso. MAS, de novo, capítulo que vem é o casamento, então talvez vocês me perdoem um pouco. Aliás, aliás, o capítulo que sucede o próximo, é um dos meus favoritos. Acontece uma coisa, hm, que bem, ninguém gostaria que você com certeza não iria querer que acontecesse com você. Eu não ia querer que acontecesse comigo! hahahahaha. Xoxo