Strada Per L'inferno

38 Não se mexe com o que é meu


Notas iniciais
Antes que me joguem na fogueira pela demora, deixem-me explicar: minhas aulas voltaram, como tinha dito, e minha vida está uma loucura. Lições aos montes, aulas triplicadas, matérias correndo a toda, provas marcadas. Fiquei umas três semanas sem entrar na internet. Surtando. MUITO OBRIGADA a todos vocês, lindos, que me mandaram felicitações em meu aniversário. Sério, minha bochecha ficou a um passo de rasgar. hahahaha. Não sou capaz de descrever em palavras o quão sou grata por o carinho de vocês. Responderei a cada mensagem assim que puder. Mas indo ao que interessa: pessoal, parem de usar suas bolas de cristais! Isso está me deixando assustada. hahahaha. Uma leitora linda fez um pedido para que tivesse mais ação nos próximos capítulos. E se eu te dissesse que isso acontecerá à partir deste capítulo? hahahaha. Argh, suas adivinhações me deixam espantada! Vocês são muito bons nisto! Tá, calar-me-ei. Sem músicas, aproveitem para fazer a festa livremente na playlist. Godere http://minilogs.com/egldkw0 P.S. Dedicado a fofíssima da Chani Styles. Obrigada pela recomendação. Perfeição é o carinho e a paciência de vocês para comigo e com a fic. hahaha.

O barulho do celular de Aaron era como batidas de sino no silêncio: alto e enlouquecedor. Despertei antes que me desse conta, saindo de um sonho que já não me recordava. Mexi-me resmungando e sentindo a superfície onde dormira. O peito de Aaron subia e descia lentamente e seu braço estava ao meu redor, deixando meu corpo junto ao seu. Pensei em abrir os olhos e checar se era verdade quando o senti movimentar-se. O celular parou de tocar e ele pareceu esticar-se antes de bufar. Devia ter pegado o celular e visto quem o incomodava logo de manhã.

Seu braço moveu-se lentamente e soltou-me, assim como ele pousou minha cabeça delicadamente na cama. Senti a cama desafundar e ouvi seus passos no piso e seus dedos digitando no celular. Entreabri meus olhos e vi-o em frente à janela com o celular na orelha.

– Fala logo o que você quer. – disse de maneira grosseria após ser, supostamente, atendido. Ouve resposta do outro lado, pois ele bufou. – Claro que eu estava dormindo. Não te interessa se com a Lane ou não, caralho. Só diz logo porque me ligou.

Sua expressão mudou-se à medida que a pessoa do outro lado da linha ia falando. Sua postura endireitou-se e suas feições endureceram-se.

– Eu estou indo para aí. – sentenciou antes de desligar a ligação.

Pensei em abrir os olhos e perguntar quem era e para onde ia. Mas não o fiz. Das últimas vezes que fora intrometida, Aaron não reagira bem. E nós estávamos, aparentemente, bem um com o outro. Eu não queria acabar com isso, portanto, continuei fingindo estar dormindo enquanto ele trocava-se e preparava-se para ir. Uma vez pronto, vi-o aproximar-se da cama. Ele parou ao lado dela e olhou-me, admirando-me e pensando. Vi-o fazer menção de abaixar-se, mas hesitou e deu meia volta, saindo do quarto e fechando a porta.

Abri os olhos. Encarei a porta, surpresa, como se ela fosse o próprio Aaron.

Ele ia dar-me um beijo de despedida?

(...)

– Bom dia, Agustina.

– Bom dia, Dona Lane.

Sorri e sentei-me na banqueta da cozinha. O café da manhã estava disposto na ilha para mim.

– Dona Lane, a senhora cozinhou um bolo? – ela perguntou casualmente, lavando a louça.

– Sim. Por quê?

– É que eu encontrei a cozinha uma bagunça hoje cedo: tinha talheres na pia, panela no chão... Aliás, eu joguei o chocolate da panela no lixo, senhora. Estava duro. Fiz mal?

– Não, tudo bem. – sorri branda servindo-me de frutas.

Vi um bolo na mesa e ri comigo mesma.

– Esse é o meu bolo?

– Sim senhora.

– Você experimentou para ver se eu era uma boa cozinha ou não, Agustina? – perguntei rindo. Havia um grande pedaço faltando.

– Não senhora. Foi o senhor Aaron. Eu estava colocando a mesa e ele passou por aqui e pegou um pedaço antes de sair. Aliás, ele saiu agora a pouco e pediu pra avisar pra senhora.

Levantei as sobrancelhas, surpresa. Essa era nova também. Comi meu café em paz até o telefone tocar.

– Eu atendo pra senhora. – Agustina apressou-se quando me viu levantar. – Coma seu café em paz.

Assenti e ela foi até a sala, voltando em pouco com o aparelho em mãos. Ela sorria contente e estendeu-me o aparelho.

– É a senhora Miranda. Ela quer falar com a senhora.

Sorri e peguei o aparelho, dispensando-a para falar sozinha ao telefone.

– Miranda! Que saudades!

– Oh, Lane! Que saudades de você também.

– Como estão as coisas aí no campo?

– Vão bem. Eu terminei de encaixar minhas coisas e voltarei hoje para casa.

– Sério? Agora estou mais feliz.

– O apartamento não está pronto ainda. Houve um pequeno problema com mobília e encanamento então terei de que passar alguns dias na mansão. Será um problema?

– Claro que não! Por mim, você voltaria a morar aqui.

– Que gentileza! Agradeço. Mas será por pouco tempo mesmo. Falei com Aaron ontem e ele aceitou que eu ficasse aí de muito mal grado, aliás.

– Aaron foi grosso contigo?

– Ah, não se preocupe, querida. Sei lidar com bem com a fera. Conheço-a de outros carnavais... – riu ao sentir a irritação em minha voz. – Espere um minutinho, querida.

Ouvi-a dialogar com outras pessoas do outro lado e esperei. Nesse meio tempo, a campainha tocou. Olhei para o corredor e vi Agustina atendendo a porta.

– Desculpe-me por fazê-la esperar. Estava resolvendo algumas coisas com o pessoal da mudança.

– Sem problemas.

– Eu terei que desligar agora, querida. Mas nos vemos mais tarde.

– Com certeza. Boa viagem.

– Obrigada, querida.

Desligamos a ligação e Agustina entrou no cômodo. Ela tinha algo em mãos.

– Senhora Lane, deixaram aqui para o senhor Aaron. – ela estendeu-me um envelope.

Levantei as sobrancelhas, pegando-o.

– Obrigada. Bem, Agustina, você poderia pedir para prepararem o quarto de hóspedes que era de Miranda? Ela voltará hoje.

– Dona Miranda está voltando? Que boa noticia! Pedirei sim, senhora.

– E pode fazer também o prato preferido dela para o jantar? Quero recebe-la bem.

– Claro Dona Lane. Pode deixar comigo.

Sorri agradecia. Ela deixou a cozinha para fazer o que pedira e peguei o envelope que me entregara. Era branco e estava selado com cera carimbada com um desenho elegante. Era um "C" floreado. No verso, estava escrito o nome de Aaron. Não, estava escrito "Para o senhor e senhora Walker". Pisquei os olhos, relendo para ter certeza de que não era um truque de meu cérebro.

Não era.

Antes que pensasse duas vezes, meus dedos abriam o envelope. Retirei o conteúdo e era um convite. As letras eram como de casamentos, porém menos floreadas e mais sóbrias. O papel era firme e em tom creme, contrastando bem com as finas letras pretas.

"Callum Madox convida o senhor e a senhora Aaron Walker para seu baile beneficente anual de máscaras em sua mansão. Às oito horas da noite do dia 25".

Li mais duas vezes. Callum. Quem era esse homem?

Soltei o papel e fiquei encarando-o tendo certeza de que não era coisa boa.

POV Aaron

– O que tá acontecendo?

Todos os garotos estavam sentados ao redor da mesa com caras nada boas. O computador, às costas da cadeira de Nick, estava ligado em um vídeo pausado.

– É melhor você se sentar, Aaron. – Nick pediu mostrando a cadeira vaga ao seu lado.

Bufei, apoiando minhas mãos na cadeira.

– Eu não quero me sentar, eu quero saber que porra tá acontecendo. Tim-tim por tim-tim.

– Tudo bem. – Nick levantou as mãos se rendendo e suspirando.

– Callum ateou fogo na terceira boate. – Colin disse sem rodeios, de cara fechada.

– Ele fez o que? – gritei sentindo a raiva começando a me consumir.

– Ele ateou...

– Eu ouvi! – cortei-o irritado.

A bichinha bufou impaciente enquanto Dylan tomava a frente:

– O pessoal dele matou os seguranças na porta. Alguns, que faziam a ronda dentro, foram espancados e desarmados. Eles fizeram cena para os clientes e pessoal todo que trabalhava lá. Depois, tacaram gasolina em tudo. As pessoas saíram correndo enquanto o lugar incendiava mais rápido do que palha.

– Mas que merda! – bati na mesa, raivoso. – Porra, como deixaram isso acontecer? Não tinha duas donzelas na porta daquela merda! Por que eles não começaram a atirar e matar os filhos da puta do Callum ao virem os galões nas mãos dos caras? –

O pessoal encolheu os ombros sem respostas. Bufei. Passei a mãos nos cabelos, tentando me acalmar e raciocinar.

– E não tinha também ninguém dentro pra fazer alguma coisa? Ligar para nós, para os merdas policias... Sei lá!

– Os capangas de Callum cortaram a linha telefônica da boate e as testemunhas contaram que todos que tentaram fazer alguma ligação ou fizeram menção de pegar o celular, levaram bala. – Zack narrou. – Seja como for, quando conseguiram nos ligar, o lugar já estava em chamas.

– Merda, merda, merda! – mexi nos cabelos, virando de costas.

A terceira boate, como o nome dizia, era a terceira que mais me rendia. Atrás, somente, da que levara Lane e da minha principal de prostituição, onde tinha meu escritório e comandava todas as outras. No entanto, era a minha principal. Havia cinco e ele fora escolher bem uma das minhas preferidas.

– A perda foi total? – me voltei a Nick.

– Foi. O estrago foi grande mesmo. Pra ter queimado como queimou, achamos que tinha mais pessoas dele em outras partes da boate para colocaram fogo.

– O que é aquilo? – apontei a tela do computador atrás dele, que chamara minha atenção o tempo todo em que falara.

– É o vídeo de uma das câmeras da boate. Eles cortaram o sistema de câmeras, mas essa era uma extra. Totalmente independente ao sistema principal que desligaram. Mandei instala-la há um ano por precaução. Ela era conectada a esse computador e as imagens da boate podiam ser acompanhadas simultaneamente por aqui.

– Quero ver.

Ele assentiu e deslizou com a cadeira até o computador. Segui-o e me postei atrás dele, observando a tela. Quando seu dedo apertou a tecla "enter", minha mão se fechou no encosto de sua cadeira.

O vídeo mostrava plenamente a pista da boate. Tudo estava normal: clientes divertindo-se, prostitutas entretendo-os, bebidas e drogas rolando soltas. Até que um alvoroço formou-se no fundo da imagem e logo cerca de quinze homens encapuzados apareciam com galões em mãos. Eles gritaram para as pessoas, que estavam apavoradas e tentavam fugir. Vi-os sacando as armas e saudando um cara com tiros quando o mesmo pegou o celular. O resto, apavorado, pareceu só ouvi-los. Mal se passou dois minutos e eles despejavam gasolina e tacavam fogo no lugar. Saíram calmamente enquanto as pessoas corriam desesperadas. O vídeo acabou quando só havia chamas na tela e o vidro rachou-se com o calor, dando um fim a vida útil da câmera.

Soltei a cadeira de Nick e minha mão começou a formigar. Olhei-a e ela estava branca.

– Como esse filho da puta nos informou que era coisa dele? Porque na porra do vídeo, ele só ateia fogo na merda e toca o terror.

– Ele deixou isso com uma das putas que fugiu. – Dylan apontou para uma caixa na mesa que não havia notado antes. Sua expressão era séria e de nojo.

Aproximei-me, reparando em seus detalhes. Era de presente, vermelha com um laço preto. Eu estava como destinatário e Callum como o remetente. Peguei a caixa e abri-a, rosnando ao ver o conteúdo. Era a cabeça de um dos seguranças da boate e em cima um bilhete: "A próxima será da sua amada".

– Filho da puta. – apertei as bordas da caixa, antes de fecha-la e empurra-la para longe na mesa. Ela caiu no chão e a cabeça rolou. – Esse desgraçado vai pagar.

– Você acha que ele se referia a Lane quando escreveu sua amada? – Nick perguntou evidentemente preocupado.

– Não sei. Ele sabe que eu tenho alguém, mas ele não tem como saber dela. A identidade ao certo. Eu e o pai dela fomos cautelosos quanto a isso.

– Não sei não, cara. Se eu fosse tu, tomava mais cuidado com a tua garota. Você sabe que o Callum é bem informado e joga baixo. – Dylan pontuou relaxando na cadeira.

Bufei passando a mão nos cabelos outra vez.

Meus pensamentos devaneavam para Lane e o que eu faria se Callum soubesse dela. Ou pior, se ele a pegasse.

POV Lane

Terminei de pentear os cabelos molhados, pousando o pente na pia. Passara o dia como uma pilha de nervos após o ter recebido o convite. Não conseguira fazer nada a não ser pensar no convite. E como Caitlin não fora ensaiar comigo e Miranda só chegaria à noite, a coisa só piorava. Meus dedos coçaram o dia inteiro para eu pegar o telefone e ligar para Aaron. Mas sempre que chegava perto, hesitava. Ficava com receio de ele irritar-se comigo, fosse por incomoda-lo no trabalho ou por ter aberto o bendito convite. Ou até por importuna-lo quando aquilo poderia ser nada. No fim, decidi espera-lo chegar em casa para falar com ele.

Ouvi o barulho da porta da frente ser aberta e fechada sem delicadeza e suspirei. Em partes de alivio por enfim tê-lo ali, em partes por apreensão do que poderia estar por vir.

Saí para o quarto e peguei o convite em cima do criado-mudo. Desci as escadas da sala silenciosamente, cultivando o hábito de anos de bailarina. A luz de seu escritório vazava pela porta aberta. Dirigi-me até lá e parei no portal que dividia o cômodo com o corredor. Aaron estava de costas para mim, servindo-se de uísque. A cena lembrou-me da noite em que ele quase me estuprou. Fechei os olhos, arrepiando-me com o flash que passou em minha cabeça.

Parecia ter sido há tanto tempo, mas o olhar que ele me dera ainda estava vivo em minha mente. Um olhar desumano, sem compaixão, cheio de ódio...

– Lane?

Abri os olhos e encontrei-o me encarando. Ele estava com um copo em mãos, vazio até a metade, na mesma posição de antes, porém de costas a sua mesa e de frente para a porta. O olhar em seu rosto não era raivoso ou desumano: era confuso e... Aliviado. Pisquei algumas vezes, me livrando de tudo que entulhava minha cabeça, e entrei no escritório.

– Eu vim te entregar uma coisa. – murmurei parando em sua frente e estendendo o envelope. Ele encarou-me de cima a baixo, fixando-se em meu rosto por um longo tempo.

Balancei a carta e ele pegou-a, sem tirar os olhos de mim. Quando seus olhos, no entanto, correram pelo convite, voltei a ver todo aquele ódio e desumanidade.

– Quando isso chegou? – perguntou balançando o convite.

– Hoje de manhã. Não muito depois que você saiu.

Aaron bufou e largou o papel na mesa, virando a bebida na garganta. Bateu o copo com tremenda força na mesa que imaginei os estilhaços de vidro voando pelo cômodo e atingindo certeiramente a mim. Perfurando-me os braços e rosto.

– Isso é ruim, não é? – murmurei vendo-o servir-se de mais bebida.

– É. Há tempos que Callum vem tramando algo e agora ele está botando em prática seja lá qual for seu plano.

– Quem é esse cara, afinal?

– Um inimigo. Um cara com quem tenho rixa há algum tempo. – deu de ombros.

Aaron voltou a olhar-me e dessa vez era mais intenso, mais profundo. Encolhi ligeiramente, contendo a vontade de recuar alguns passos.

– Por que não ligou com isso chegou? – apontou com a cabeça ao convite, balançando o copo na mão quase que distraidamente.

– Eu não quis incomodar. – encolhi os ombros. Aaron levantou as sobrancelhas e suspirei, vendo que teria que acrescentar mais. –Eu achei que você iria ficar irritado comigo e eu não queria acabar com a paz entre nós.

Ele continuou a encarar-me por alguns segundos, sem mudanças. Até que molhou seus lábios e virou o copo de novo na garganta.

– Eu recebi uma ameaça hoje, Lane. – comentou casual, como quem comenta o tempo, enquanto enchia o copo pela terceira vez de costas a mim. – Era uma caixa de presente do Callum. Dentro tinha uma cabeça e um bilhete que dizia que a próxima seria a sua.

Engoli em seco, encontrando os olhos de Aaron. Estavam sem expressão, sem vida.

– E sabe o que eu pensei? – perguntou calmo, observando-se chacoalhar o próprio copo enquanto dava poucos passos para frente.

– O que pensou? — praticamente sussurrei. Sentia minha boca seca e meu coração acelerado.

Aaron levantou os olhos, encontrando os meus.

– Eu pensei que se aquele filho da puta tocasse em um fio de cabelo seu, ele iria arrepender-se do dia em que nasceu.

Arfei e notei que o espaço entre nós não existia mais. Seu copo gelado encostava-se a meu braço e seu tronco em meus seios. Sentia o bafo de bebida exalando dele com sua respiração.

– Ele vai arrepender-se da vida inteira dele, Lane, se ousar tocar em você. Porque eu vou caça-lo até o inferno e vou garantir que o coração dele pare de bater em minhas mãos se o fizer.

– Por que se importa tanto? – sussurrei dividindo a atenção entre seus olhos e sua boca.

Sua cabeça aproximou-se mais e seus lábios ficaram a um dedo de distância dos meus. Seu hálito batia neles enquanto sussurrava de volta.

– Porque você é minha mulher. E não se mexe com o que é meu.

Arrepiei-me com seu tom, sua intensidade e seu olhar. Foram firmes, seguros, não vacilaram uma vez sequer. E eu senti que ele não falara só por orgulho ou prepotência masculina como das vezes anteriores. Fora mais que isso. Fora pessoal de verdade. Senti, pela primeira vez, que eu realmente o pertencia. E a ideia não me assustou como das outras vezes. Na verdade, pareceu convidativa: gostei dela.

A campainha ecoou pela casa e despertou-me. Tossi, afastando-me de cabeça baixa. Aaron tomou um gole de sua bebida.

– Acho que é Miranda. – murmurei coçando o braço. – Ela voltava hoje. Sabia?

– Ela comentou ontem no telefone. – disse sem emoção na voz.

Assenti, ouvindo a voz doce de sua mãe e dos seguranças ecoando na sala.

– Eu vou ir recepciona-la... – apontei para o corredor atrás de mim e ele fez um rápido e curto movimento com a cabeça. – Você vem?

– Daqui a pouco.

Contraí os lábios e saí do escritório com as suas palavras queimando vivas em minha cabeça e meu coração batendo a mil no peito.

Notas finais
Gente, gente... O que diabos está rolando entre esses dois? E esse tal de Callum? Preparem-se porque daqui pra frente ouvirão MUITO esse nome... Acho que eu tagarelei tanto lá em cima que agora estou sem palavras. MENTIRA! lembrei de algo para fofocarmos. Banal, mas eu preciso falar porque isto está corroendo-me. QUEM VIU OS CLIPES DE STYLE E ONE LAST TIME? ARGHHHHHHHHHHHH! Gente, sem mentira, minhas músicas favoritas e ela me fazem clipes daquele? One Last Time foi a maior decepção. Style, ainda que diferente da minha concepção que tinha, ficou legal. Aceitável. Taylor não consegue pecar. Fazer o que? Mas One Last Time? Que diabos foi aquilo? Tá, vou calar-me. Se começar, não terminarei. Comentem, apesar da tonta da autora de vocês estar tão atolada que só aos poucos está respondendo. Aos leitores de "O Amigo do Meu Pai", tenham paciência comigo. Postarei até esse fim de semana. E olha, as ideias pra segunda temporada estão pipocando loucamente na minha cabeça. Xoxo Xoxo