Strada Per L'inferno

34 Luxúria - Parte II


Notas iniciais
Olha quem chegou cedo como presente de Natal... hahahaha. Fala sério, estou ligeirinha, ein? Eu decidi executar esse ato de bondade porque, além de já ter o capítulo pronto (e estar louca para ver a reação de vocês), acho que só conseguirei postar depois do Natal. E não podia não deseja-los boas festas... Mas isso só lá embaixo. Gente, eu fiquei pensando assim enquanto escrevia e revisava o esse capítulo: "Se eles piraram com o anterior, com esses eles vão a insanidade...". hahahaha. Sério, pensei bem isso mesmo. Eu (a autora fria que nunca sente enquanto escreve!) fiquei maluca escrevendo-o. Na verdade, a primeira versão nem seria muito empolgante assim, mas por um probleminha nele que seria incoerente no futuro, eu mudei. E eu consegui juntar o útil ao prazeroso (prazeroso mesmo, não agradável.) nessa nova versão. E pessoal, eu me espanto com a capacidade de chute certeiro de vocês. Parece que vocês são videntes! hahaha. Eu lia os comentários e vocês davam sua opinião sobre o próximo capítulo e eu pensava: "Meu Deus, invadiram meu computador e eu não sei!". Tá, vou parar de lenga-lenga e partir para o que querem. Nesse capítulo, prestem bem atenção, tenho duas músicas especiais para vocês escutarem lendo: "Heroes (we could be)", Alesso ft. Tove Lo; e "I Knew He Were Trouble", Taylor Swift. Vou marcar em negrito, como sempre, onde é para vocês darem play. E é para ouvir NESTA ORDEM. Entendido? Elas estão na playlist da fic bem pertinho uma da outra. http://minilogs.com/egldkw0 Godere P.S. Capítulo para a Branca. Amor, obrigada pela recomendação. Vocês que me inspiram e geram as ideias mais loucas que boto aqui. Acredite. E, veja, postei rapidinho! hahaha. Notas Finais...

Fui jogada contra a maciez do colchão. Ele colocou-se de quatro em cima de mim agilmente, sem tirar sua boca da minha. Uma mão afundava o colchão ao lado de minha cabeça para apoiar-se; a outra, travessa, contornava minhas curvas até parar em cima de meu seio. Ele apertou-o e gemi partindo o beijo. Sua boca desceu para meu pescoço. Duvidava que ele imagina-se metade do prazer que me dava quando fazia isto. A sua boca macia e quente contra minha pele gélida provocava arrepios e estragos prazerosos. Seu beijo molhado e a leve sucção que fazia antes de aumentar gradativamente a intensidade até arrancar-me gemidos baixos e deixar marcas sacanas levavam-me ao delírio. Invadi sua camiseta, sentindo os músculos de sua barriga definida contra meus dedos. Contornei-os com a unha, provocando-lhe espasmos com os leves arranhões. Soltei um longo suspiro quando deixou um chupão em cima de outro antigo. Puxei seus fios, obrigando-o a olhar-me.

Juntei novamente nossos lábios e mais um beijo voluptuoso nos prendeu a atenção. Havia uma troca incessante de sabores alcóolicos entre nossas bocas. Senti a minha tequila e o seu uísque; a minha vodca e a sua cerveja; o meu drink de morango e o seu cigarro. Passei uma perna para o meio das suas e comecei a roça-a por cima das jeans. Desci uma mão para o zíper de sua calça, brincando com ele. Não o abri, mas ouvi seu suspiro quando apertei de leve sua ereção. Ele desceu beijos por meu maxilar e senti sua mão descer por minhas pernas, apertando minhas coxas e entrando no meio delas. Seu dedo passou por cima de minha intimidade coberta, provocando-me a mesma reação. Cravei as unhas em suas costas, trazendo-o para mais perto de mim. Sua mão colocou-se sobre a minha em sua nuca e puxou-a, estendendo-a no colchão. Nossos dedos entrelaçaram-se e apertaram-se firmes. Sua boca colou-se em minha orelha e seu hálito quente arrepiou-me.

Oggi sarà la strada più dolce che mi ha portato all'inferno , il mio amore. – sussurrou rouco em meu ouvido, fazendo meus pelos enrijecerem-se e minha calcinha molhar.

Uma hora antes

(Coloquem "Heroes (we could be)" para tocar)

Sentia minhas bochechas queimando e alguns fios grudando em minha nuca. Meu corpo a toda hora esbarrava no de alguém e às vezes até esfregava-se. Meus olhos permaneciam fechados a maior parte do tempo, pois minha cabeça já girava e as luzes psicodélicas só piorariam minha tontura. Meus quadris e mãos movimentavam-se automaticamente enquanto minha mente viajava. Um calor dominava-me por inteiro, dos pés a cabeça. Senti-me destemida. Toparia tudo que me propusessem. Abri os olhos e encontrei uma loira de vestidos paetê em minha frente. Ela agarrava-se a uma morena, beijando-a sem vergonha. Ninguém, com minha exceção, olhava-as. Não era também como se fossem as únicas a se agarrem na pista. Olhei por cima do ombro, não parando de me movimentar. Como esperado, perdera Caitlin de vista. Mas disso desconfiava há muito.

Minha cabeça girava e meus pés doíam, mas uma força maior dizia-me que poderia dançar até ao amanhecer. E teria acreditado nessa força e dançado até os primeiros raios de sol se não tivesse desequilibrado no salto. Ou melhor, quebrado. Meu pé virou para o lado e meus reflexos retardados pela bebida iriam me levar de encontro ao chão. Mãos firmes agarraram minha cintura e me puxaram de encontro ao dono delas. Ofeguei, aliviada por não ter caído. Mesmo fora de minhas plenas faculdades mentais, sabia que uma vez no chão, seria pisoteada. Olhei as mãos em minha cintura e eram mãos grandes, másculas e ásperas. O copo ao qual me joguei era grande e musculoso, vestido com uma camiseta azul marinha que combinava bem com o tom de pele levemente bronzeado. Levantei a cabeça, curiosa para conhecer as feições de meu salvador. Minha boca abriu-se involuntariamente.

Ele era lindo, para dizer o mínimo. Seus olhos azuis piscina que mudavam de cor conforme o jogo de luzes; seu maxilar bem definido, charmoso e másculo; seus cabelos curtos e escuros com aparência sedosa que formigavam meus dedos para toca-los; e seus lábios finos num tom rosado que prendiam minha atenção. Subi os olhos lentamente para os seus e ele abriu um sorriso lindo, amolecendo minhas pernas.

– Você está bem? – gritou por cima do som da música eletrônica. Ele teve que aproximar sua boca de minha orelha e senti seu hálito bater em minha nuca, arrepiando-me.

– Graças a você. – respondi imitando-o. Senti seu corpo descer e subir numa risada.

– Vem. Vou tirar daqui. – dito isso, soltou-me. Pegou-me pela cintura de novo, desta vez de lado. Passei a mão por seu ombro e esprememo-nos para sair da multidão.

Ele levou-me ao bar no andar inferior, sentando-me em um dos sofás de couro. Ele sentou-se ao meu lado e fez sinal para o garçom. Este veio de imediato e assentiu freneticamente, como se intimidado, quando foi lhe solicitado gelo. Seu sorriso voltou-se de novo para mim e senti-me desmanchar um pouco mais.

– Me deixa ver seu pé. – pediu batendo na perna. Estiquei a perna e pousei o pé em sua calça jeans escura. O salto estava quebrado, preso somente por uma fina parte. Ele tirou-o de meu pé e quebrou-o de vez. Soltei um muxoxo triste e suas sobrancelhas arquearam-se em minha direção.

– Eu gostava desse sapato. – comentei fazendo bico. Ele riu, balançando a cabeça.

– Te compro outro depois. Que tal?

Sorri minimamente e ele voltou-se a meu pé de novo. Começou a toca-lo e fazer alguns movimentos, questionando-me sempre se sentia dor. Neguei me arrependendo depois: poderia ter aproveitado mais suas caricias. Seus dedos longos e ásperos, mas com um toque muito suave e calmante, poderiam fazê-lo um ótimo massagista.

– Parece que você não torceu ou luxou o tornozelo; muito menos quebrou o pé. – disse ao fim.

– Você é médico? – perguntei curiosa. Ele negou rindo.

– Se fosse, teria feito minha mãe muito mais feliz.

– E o que você faz? – ele abriu a boca, parecendo desconfortável. Foi salvo pelo garçom que chegou com o gelo. Ele pegou o copo e tirou uma pedra, entregando-me o resto.

– Só por garantia... – passou o gelo por meu pé, fazendo-me arrepiar-me e rir. Estava controlando-me até aquele momento, mas ele pegou-me desprevenida. – Você tem cócegas? – um sorriso travessou tomou-lhe os lábios. Assenti, mordendo o lábio inferior.

– Tenho. Mas não vale usar dessa fraqueza contra mim.

Não adiantou. Ele começou a fazer cócegas em meu pé e joguei a cabeça para trás, rindo alto. As pessoas ao redor começaram a nos notar, olhando-nos feio. Todavia, a maioria não ligava: estavam mais ocupadas com suas bebidas, conversas, danças e beijos.

– Pa-para! Por-por favor! – pedi sem ar. Ele parou, rindo de mim também. O gelo derretera em suas mãos e água estava espalha por elas e minha perna.

– Você tem uma risada adorável. – disse quando parei de rir para tentar recuperar o fôlego. Se estivesse sóbria, teria corado. Bêbada, no entanto, abri meu melhor sorriso.

Seus dedos deslizaram para meu rosto, fazendo movimentos de carinho. Seus dedos gelados eram gostosos contra minha pele quente. Seus olhos fixavam-se nos meus antes de descerem para minha boca. Via desejo neles. Sua mão firmou-se em meu queixo e delicadamente, começou a puxa-lo para perto do seu. Entreabri os lábios.

– Você poderia pegar alguma coisa para eu beber? Minha boca está seca. – sussurrei quando nossos lábios estavam prestes a roçar. Meu hálito batia em seu rosto, assim como o seu fazia no meu.

Ele recuou. Havia uma pontada de decepção em seus olhos quando um sorriso largo tomou seus lábios e ele concordou. Soltando-me, levantou-se e eu o acompanhei-o com os olhos. O álcool estava mexendo comigo. Eu o acharia bonito mesmo sem uma dose correndo em minhas veias, mas com várias em minha corrente sanguínea eu tinha pensamentos além. Poderia fazer loucuras de não tivesse um momento de sanidade ou se não me impedissem. Mas ainda assim, quanto o senti perto demais...

(Coloquem "I Knew You Were Trouble")

Tirei o salto do outro pé, decidindo ficar descalça. Ainda estava quente, mesmo que estivesse fora da pista há alguns minutos. Soltei meu cabelo, prendendo-o de novo num coque improvisado. Colocava o elástico no pulso quando agarraram meu braço. Fui puxada para cima e obrigada a levantar bruscamente. Meu corpo foi de encontro a outro, másculo e definido, fazendo-me soltar um gemido baixo de dor.

– Ficou maluca, Lane? – Aaron rangeu entre dentes em meu ouvido. Afastei-me, olhando em sua face. Ele estava irritado, com o maxilar travado e os olhos injetados. Tentei soltar-me de seu aperto, mas ele estava resistente. Bufei.

– Me solta. – pedi começando a irritar-me também.

– Eu te fiz uma pergunta: ficou maluca, Lane? – repetiu apertando meu braço. Fechei os olhos.

– Está me machucando, seu lunático.

– Estou amore mio? Que bom. Porque isso não é nem a metade do que eu quero fazer com você.

– Eu vou gritar. – ameacei trincando os dentes. Ele sorriu debochado com um insano.

– Grita. Pode gritar. Ninguém vai te ajudar. – enterrou o nariz em meu pescoço, aspirando meu perfume. – Já te disse: todos aqui me obedecem. Por obrigação ou medo.

– Solta a moça, Aaron.

Viramo-nos e o homem que me ajudara olhava furioso à cena. As bebidas não estavam em sua mão; talvez ele tenha visto e deixado no balcão ou talvez tenha saído antes mesmo de ser entregue. Aaron abriu um sorriso largo e debochado. Olhei ao homem, chocada. Primeiro por ele saber o nome de Aaron; até eu concluir que ele sendo dono do lugar, isso não deveria ser algo tão difícil de descobrir. Segundo, por ele ter coragem de desafia-lo. Ele era maluco ou estava a fim de meter-se em encrenca das grandes?

– Por que eu a soltaria? – perguntou levantando uma das sobrancelhas.

– Porque além de ela não o querer, você é casado. – aproximou-se em passos calmos. Algumas pessoas observavam, mas quando Aaron olhou ao redor, rapidamente disfarçaram.

– Por favor, não se mete. – pedi olhando-o suplicante. Aaron estava fora de si; cego de raiva. Sabia que ele era capaz de coisas terríveis nesse estado.

– Zelando pela vida do seu queridinho? Que lindo amore mio! – Aaron debochou rindo enterrando o nariz perto de minha orelha.

– Aaron, eu não vou repetir. Solte-a. – o homem insistiu. O sorriso do outro aumentou.

– Se insiste. – deu de ombros, soltando-me e empurrando-me em sua direção. Desequilibrei-me e ele pegou delicadamente em meu braço, evitando pela segunda vez naquela noite que caísse.

– Agora, amore mio, diga a seu amiguinho a verdade. – sorriu endiabrado. Andou em nossa direção e colou a boca em meu ouvido. – Te espero no andar de cima. – e beijou minha bochecha.

O desconhecido fez menção de avançar em Aaron, que lhe sorriu irônico, mas olhou-o com uma cólera desumana. Impedi-o, colocando a mão em seu ombro. Ele acalmou-se e olhou-me.

– Ele tentou algo contra você? – perguntou olhando-me à procura de algum machucado ou ferimento.

– De onde o conhece? – ignorei sua pergunta. Ele parou, olhando em meus olhos. Estava firme, sustentando seu olhar. O incidente com Aaron servira para acordar-me um pouco.

– É uma longa história... – começou a enrolar. Bufei.

– Qual é o seu nome? – perguntei cortando-o. Ele olhou-me surpreso, não esperando a objetividade.

– Colin.

Afastei-me ligeiramente. Meu cérebro não trabalhava bem, mas como dissera, o incidente com Aaron me despertara. Colin... Aquele era o nome de um dos parceiros de Aaron no trabalho. Aquele que nunca estava presente; a quem nunca fui apresentada. Aquele que era amigo de Sienna e que os introduziu; com quem Aaron começou a brigar constantemente depois da morte da mesma.

– Você trabalha com Aaron. Junto com Aaron e os meninos: Zac, Dylan e Nick.

– Como você...? – assustou-se antes de interromper-se. Foi então sua vez de olhar-me com espanto. – Você não é a Lane, é?

Assenti com a cabeça. Ele bateu na própria testa. Mordi meu lábio inferior. Quando ele olhou-me de novo, foi de uma maneira diferente. Foi como se há anos visse um fantasma de mim e pela primeira vez via-me em carne e osso. Um silêncio estranho instalou-se entre nós. Eu estava envergonhada, como ficaria antes da bebedeira. E ele estava ainda em choque, olhando-me dos pés a cabeça.

– Ergh... – cocei a garganta, despertando-o. Ele piscou algumas vezes, parecendo sair de uma transe.

– Desculpa. É que eu ouvi falar tanto de você... – coçou a nuca. Sorri de lado.

– Espero que bem.

– Sim. – riu pelo nariz. – Bem.

– Então com certeza não foi Aaron que falou de mim. – tirei sarro. Ele sorriu de lado, mas era um sorriso um tanto triste. Suspirei, desviando o olhar. Além de não querer e não suportar esse tipo de pena sobre mim, ainda tinha a questão com Aaron para resolver.

– Eu preciso ir. Tenho que acalmar a fera. – abaixei-me pegando os saltos.

– Eu não recomendaria.

– Ninguém recomendaria. – dei um mínimo sorriso de lado. Hesitei antes de dar-lhe um beijo na bochecha e andar até as escadas da área VIP.

Subir os diversos lances sem saltos era melhor, mas não significava ser agravável. Fui segurando-me as paredes. Minha cabeça começava a doer. Após a loucura, vinha à ressaca. Era o que diziam ao menos. Cheguei ao topo e olhei ao redor, a procura de Aaron ou dos meninos. Encontrei Zac atracado à garota com quem estava quando chegamos; não via sinal algum de Dylan ou Nick. Tinha uma pequena esperança de encontrar Caitlin por ali, mas fora somente esperança. Estava quase desistindo de encontrar um conhecido, incluindo Aaron, quando achei o próprio. Ele estava num sofá com uma morena em cima dele. Ela rebolava e o beijava tão fortemente que era capaz de inchar os lábios de ambos. Ele não ficava para trás, apertando suas coxas e bumbum quase exposto na saia curta. A cena enojou-me.

Joguei o sapato inútil em um canto qualquer e fui ao bar. Pedi duas bebidas: uma vodca pura e uma dose de tequila. O barman, o mesmo que me secara mais cedo, sorriu com segundas intenções e preparou meus pedidos. Virei à tequila de uma vez na garganta. Pedi outra dose e virei-a também.

– Vai com calma, docinho. Desse jeito, fica bêbada logo, logo... – sorriu nojento. Sorri também, porém com falsidade.

– E quem disse que não estou? – pisquei e peguei a vodca, saindo rebolando. Senti seu olhar queimando sobre minhas costas.

Caitlin dissera que, se quisesse ficar bêbada logo, tequila era uma ótima pedida. E mesmo já estando, a bebida reacendeu e piorou minha devassidão. Andei decidida até Aaron. Poderia jogar a bebida na garota, como fiz com a ruiva, mas seria repetitivo demais. Além do quê, ambas tinham uma coisa em comum, além da profissão: Aaron. Vendo por assim, o problema não era elas. E sim ele. Parei no meio do caminho. Ou melhor, fui parada.

– Não faz isso. – Colin segurou meu braço. Olhei-o irritada.

– Me solta.

– Lane, me escuta. Não faz isso. Eu o conheço...

– E você acha que eu não? – levantei a sobrancelha. Ele abriu a boca e voltou a fecha-la. Tinha minha resposta.

Suspirei, virando o rosto. De repente, não estava só irritada. Estava triste também. A minha condição, a maneira como conheci Aaron, o jeito que ele pintara-me a todos e esfregara em minha cara... Tudo conspirava para parecer que eu não o conheci de verdade. E parando para pensar, talvez não. Minha cabeça girou. As diversas bebidas que tomara estavam me confundindo, deixando-me emotiva. Todas as sensações que sentia estavam sendo ampliadas. Desde prazer à tristeza.

Foquei em Aaron. Ele continuava beijando a morena. Ou melhor, ele continuava a comê-la pela boca. Ele não sabia que estava ali, mas pouco ligaria se soubesse também. Afinal, estávamos no mesmo local, na mesma boate em andares diferentes, e ele não pensou duas vezes antes de procurar uma puta qualquer para saciar-se. Aquilo me ferveu o sangue. Eu me lamentando e ele o que? Pouco se lixando para mim. Virei à dose de vodca na boca, sentindo-a queimar minha garganta. Depois de tantos copos, era insuportável e indolor ao mesmo tempo. Olhei para Colin e abri um sorriso nada inocente. Joguei o copo longe, mas o barulho do vidro estilhaçando soou longe porque fui entorpecida pelo beijo de Colin. Agarrara-o antes que olhasse o copo quebrando e se voltasse a mim pensando que fosse louca.

Ele era da mesma altura que Aaron ou talvez alguns poucos centímetros mais alto, por isso tive de ficar na ponta dos pés para envolver seu pescoço. Ele não me empurrou para longe ou somente apartou-nos. Na verdade, ele correspondeu. Ele colocou os braços ao redor de minha cintura, levando-me para mais junto de si. Conseguia sentir seus músculos durinhos da barriga. Passei a unha em sua nuca, arrepiando-o. O beijo tinha gosto de vodca, cerveja, cigarro e, bem ao fundo, bala de canela. Esse último era por minha causa. Admitia que ele beijasse bem. Tanto que rapidamente estava sem fôlego. Desgrudei nossas bocas, fazendo som, e continuei de olhos fechados.

Abri-os e, aproveitando que ele ainda não o fizera, olhei por cima dos ombros. Aaron olhava-nos diretamente. A morena beijava seu pescoço e rebolava, mas ele já não ligava. Pensara ter o visto com raiva antes, mas aquilo não chegava aos pés do que era isso. Seu maxilar estava tão travado que pensei que poderia quebrar e sua narina dilatava conforme respirava. Seus olhos estavam vermelhos e opacos. Havia um traço assassino claro neles. Seu olhar insano era o mesmo que vira em sua face no dia em que quase me estuprou. Engoli em seco, verdadeiramente amedrontada. Olhei de volta a Colin e ele encarava-me sério. Ele soltou-me, olhando por cima de meus ombros rapidamente.

– Me desculpe. – sussurrei. Ele comprimiu os lábios, olhando de volta a Aaron sem responder-me com palavras ou gestos. Virei-me a Aaron também.

Ele soltara a morena sem cerimonias e ela o chamava frustrada do sofá. Ele não a respondia, pois tinha os olhos fixos em nós. Ele dava passos pesados e largos e em pouco chegaria perto. Mordi o lábio inferior. Fizera uma besteira enorme. Uma tragédia estava para acontecer.

Notas finais
Oggi sarà la strada più dolce che mi ha portato all'inferno , il mio amore. - Hoje, você será a estrada mais doce que já peguei para o inferno, meu amor. Nem preciso dizer que terá parte III, né? hahahaha. Isso não estava em meus planos, sério, mas com as mudanças... E esse começo safadinho, hm? Agucei vocês? Bem, tudo indica que é Aaron, mas... Qualquer um pode falar italiano. Assim como ser a imaginação de nossa cara heroína. Satisfeitas aquelas que queriam um pouco de ciúmes? Vocês viram que esse homem não tolera um chifre. "Chifre cruzado não dói". É, estavam enganados aqueles que pensaram que ela não tinha coragem. Não os culpo: eu pensei isto também. Agora, eu queria deseja-los um FELIZ NATAL! Que a ceia de vocês seja farta, a árvore cheia e que, principalmente, comemorem essa data com as pessoas que mais amam. Eu sei que é meio estranho eu dizendo isso porque uma hora a autora é "foda-se essas datas" e outra e é toda "amo os feriados", mas eu sou de Lua assim mesmo. E o Natal talvez seja o único feriado que sempre gostei, fosse nos tempos sombrios ou felizes. Espero que ano que vem possa estar aqui de novo, desejando tudo de bom a vocês na próxima temporada da história. Xoxo e Buon Natale. P.S. E pra quem ainda não conferiu a segunda temporada de "O Amigo Do Meu Pai", confira. Seria um presente de Natal incrível para mim... http://fanfiction.com.br/historia/572750/O_Amigo_Do_Meu_Pai_-_2_Temporada/