Notas iniciais
Hey baes. Tudo bem? Demorei um pouquinho, mas vocês sabem que gosto de dar só o melhor a vocês. E o meu melhor só conseguiu ser expresso agora. So, I'm sorry. O capítulo está bom, segundo a minha lindíssima beta. E como confio no bom gosto dela, aqui estou para ir em frente com a ideia maluca que começa a partir daqui. Espero que gostem também. Sugiro "We Both Know", Colbie Caillat e Gavin DeGraw, mas isso fica a critério de vocês. Só coloquem para tocar depois da primeira passagem de tempo... http://minilogs.com/egldkw0 Godere P.S. Esse capítulo aqui vai para duas pessoas: Mrs Padfoot e Paloma. Mrs Padfoot, primeiro: adorei seu nome de usuário. hahahaha. Sério. Divo. Segundo: fico muito feliz e lisonjeada com seus elogios. Gosto e aprecio muito o fato de gostar muito de minha história e pensar que consigo escrever e descrever os personagens e cenas de modo que os torna cativante a vocês. E bem, espero que você não amaldiçoe minha vida pessoal, porque mais energia negativa e ai ela já era de vez mesmo. hahahahah. Estou brincando. Fico até feliz em ouvir que gosta tanto assim da história. E muito obrigada a vocês pelo carinho e elogios. Você, assim como as outras, que fazem a história prosseguir. E agora vamos falar da Paloma. PARABÉNS TRABALHADORA DA NOITE! Tudo de bom, do melhor, paz, saúde, amor, dinheiro e principalmente homens calientes. Sei que já disse isso, mas sempre é bom reforçar. E como você pediu, aqui está seu capítulo. Espero que goste e ache o tamanho satisfatório. hahahaha. Quero que saiba que mesmo me enchendo e xingando e estando sempre a frente dos ataques contra mim (mentira, você me defende também. Não esqueço, viu?), gosto bastante de você.

Observava com atenção e discrição todos que passavam por mim, sempre fingindo estar interessada em minhas unhas ou fios falsos para me parecer mais com as garotas ali. O vestido curto que subia a toda hora e as mordidinhas ocasionais no lábio pintado já ajudavam. Enquanto encenava a Barbie fácil e fútil, perguntava-me de Aaron. O que ele acharia disso, se ainda teria sangue a essa altura do campeonato caso ele estivesse vendo, mas principalmente se ele estava bem aonde quer que fosse. Sabia que sim, afinal, ele era Aaron Walker. Era convencido e possuía um enorme ego, mas com razão. Ele saía vivo de todas e sairia dessa também.

Mas não pude deixar de anotar mentalmente para omitir os olhares e cantadas que estava recebendo.

Enquanto me movia dentro daquela mansão lotada, pensava nas palavras dos garotos para mim. Havia visto só o lado glamouroso, não o real. Diante de meus olhos naquele momento, deparava-me com a verdade. Putas nos colos de bandidos encenando uma espécie de sexo público enquanto mantinham uma carreirinha de cocaína ao lado de uma garrafa de cerveja. Realmente nada glamouroso.

Livrei-me do copo na metade em um canto qualquer e me espremi para subir as escadas entre os casais que se agarravam na parede. Na metade dos degraus, avistei Riley no andar de baixo. Ela dançava com outra garota com uma garrafa em mãos. Ela acenou com a cabeça para mim de modo discreto antes de ambas voltarmos a nos concentrar no que fazíamos. O corredor dos quartos estava relativamente vazio. Passei pelos poucos bêbados e amantes ali sem ser impedida, talvez nem notada. Contei as portas dos poucos quartos ali até achar a terceira à direita. Abri-a sem dificuldade, agradecendo pelo dono do quarto ser tapado o suficiente para não trancar.

Passei a chave depois de ligar a luz e adentrei mais o pequeno cômodo. Havia uma cama ao fundo, embaixo da janela e uma escrivaninha à direita, oposta a um guarda-roupa de três portas. Fui até o guarda-roupa, uma vez que não havia nenhum notebook ou celular na mesa. Revirei todas as gavetas com cuidado e não achei nada. Nem entre as roupas, nem um possível fundo falso. Olhei nas gavetas da escrivaninha e na cama sem sucesso. Quando olhei embaixo da cama, porém, reparei em uma tábua do chão que estava fora do lugar. Milímetros talvez, mas estava. Puxei-a e enfim encontrei o que procurava.

Peguei o celular e liguei-o, logo me deparando com a senha de acesso. Abri a parte de trás e coloquei o chip de Nick que vinha carregando no sutiã. Todas as possíveis senhas e bloqueios do celular sumiram em um minuto. Tive livre acesso à lista telefônica e às mensagens de texto. Elas só confirmaram o que sabíamos, mas não havia o que precisávamos. Bufei e respirei fundo, tentando me lembrar do que Nick me dissera. Fiz uma busca minuciosa, procurando desde as notas até o histórico da internet. Nada, até o calendário. Não havia data de aniversários marcada para ele lembrar, a não ser em 7 de julho. Estava escrito lá "07/07/1953" como identificação.

Bingo.

Peguei o meu celular, também enfiado nos seios, e anotei a data-número por segurança. Retirei o chip de Nick, desligando o aparelho que agora tinha todas as informações clonadas e logo as originais apagadas em um "bug". Segurei o chip com um sorriso no rosto e digitei o número que gravara na garra para emergências. Antes que a pessoa dissesse um mísero olá do outro lado, disparo a notícia, contente:

— Consegui!

Três semanas antes

Caí no chão pelo que pareceu a milésima vez naquela hora. Ofegante, abaixei a cabeça e encarei meus pés. Eles doíam dos incontáveis tombos, desde giros mal executados a passos em que embaralhei meus pés. Basicamente, a maior parte do tempo foi gasto caindo. Apoiando-me no chão após respirar fundo, levantei-me. Peguei uma garrafinha de água e a terminei em dois goles, jogando-a de canto antes de me secar com uma toalhinha.

Joguei a toalha no sentido literal e figurado.

Desliguei os aparelhos e me dirigi à porta, desligando as luzes também. O corredor do quarto recebia os primeiros raios de sol do dia, mas sua maioria continuava na penumbra. Pensei em tomar um banho antes de preparar o café, já que hoje era o dia de folga de Agustina, mas o cheiro de café que exalava pela casa me impediu e me conduziu até o andar de baixo. Na cozinha, encontrei tanto Caitlin quando Grace já despertas.

Ambas estavam sentadas no balcão com canecas de café em mãos, olhando em direções diferentes, mergulhadas em seus pensamentos. Elas só me notaram quando já estava dentro do cômodo, perto do balcão. Grace me lançou um sorriso tímido e Caitlin só se limitou a me olhar. Sabia que, assim como eu, seu coração estava nas mãos e até ser natural e cordial era difícil.

— Bom dia — murmurei, indo pegar uma caneca.

Elas retribuíram no mesmo tom e grau de animação.

— Conseguiu alguma coisa?

Balancei a cabeça, servindo-me de leite antes do café. Grace nos olhou confusa, mas não perguntou nada.

— O que estava fazendo, sorella?

— Estava dançando.

Sua cabeça pendeu para o lado e suspirei, encostando-me na pia com a caneca quente em mãos.

— Tenho um estúdio lá em cima. Depois de mostro.

— Ouvi um barulho bem baixo parecendo música, mas não quis incomodar...

— Não iria incomodar. — forcei um sorriso, o que deve ter parecido mais uma careta.

Permanecemos alguns minutos em silêncio, inertes em pensamentos. Por mais que tivesse tentado extravasar e tivesse dançado para isso, ainda sentia meu peito pesado e prestes a explodir. A cada gole de café, sentia que iria sufocar de tanta angústia presa em minha garganta.

— Como vocês conseguem?

Ambas viramos confusas para Grace. Elas nos observava com um misto de curiosidade genuína e admiração dosada. Ela não parecia tão abatida quanto no dia anterior, mas seus olhos estavam pesados e havia bolsas levemente inchadas sob seus olhos.

— Conseguimos o quê?

— Suportar isso. Agirem praticamente normal esperando eles voltarem. Não chorarem, surtarem ou até irem atrás deles, enchendo o celular de ligações. Só esperarem.

— Não temos escolha, Grace. Não sabemos onde eles estão, e eles não vão atender o telefone. A única coisa que podemos fazer é respirar fundo e esperar olhando pela janela.

— Caitlin está certa. — joguei o cabelo para trás, olhando pela janela. — Você chora, mas uma hora as lágrimas secam. E a única coisa que resta é o aperto no peito que você nunca se acostuma. Então você reza e tenta se distrair para não pensar no aperto e no pior.

Grace concordou num aceno pensativo e terminamos nossos cafés com o barulho do canto dos pássaros. Terminei minha segunda caneca de café, desta vez puro, e avisei que iria subir para um banho. Elas concordaram, e segui para a sala, querendo prolongar mais minha solidão e meus pensamentos. Achei meu celular na mesinha atrás do sofá e o peguei com a esperança estúpida de que houvesse alguma coisa. E havia, mas não era nada de Aaron. Na metade dos degraus, ouvi o barulho da porta abrindo. O tempo que levei para girar nos meus calcanhares foi o tempo de a sala lotar com passos no assoalho.

As cinco figuras que esperei a noite toda para ver estavam ali com expressões cansadas. Mas a que mais me chamou a atenção estava no começo da fila. Não havia um corte em suas roupas ou algum curativo em sua pele. Ele estava intacto, mas abatido. Eles falavam baixo entre si, reclamando de fome, banho e cama; porém, Aaron não soltava um som. Ele estava introspectivo, os olhos perdidos. Não sei quanto tempo fiquei o encarando, mas sei que foi o suficiente para que eles notassem.

Os olhos de Aaron se cruzaram com os meus levemente marejados e meu corpo pareceu travar de vez. Os garotos se entreolharam e saíram do cômodo, deixando nós dois para trás, encarando-nos parados como varas. Meu cérebro mal conseguia trabalhar em suas funções vitais, quem diria mandar minhas pernas se locomoverem. Antes que criássemos raízes, ele se mexeu. Meus olhos se perderam em seus movimentos até mim, em suas pernas erguendo seu corpo por cada degrau até pararem em minha frente. Ele estava da minha altura no degrau de baixo e nossos olhos estavam na mesma direção.

A primeira lágrima escorreu e seu polegar foi rápido em secá-la. Meu corpo então reagiu e joguei meus braços ao redor de seu pescoço. Ele me pegou, passando os braços por minha cintura e segurando minha cabeça em seu ombro. Pontos escuros se formavam em sua camiseta conforme as lágrimas caíam num choro silencioso. Apertava-o forte, sentindo que ele era real. Seu cheiro era o de sempre, com uma pitada de suor a mais. Não me incomodava. Agarrava-o ainda mais só para ter a certeza de que ele não ia embora. Ninguém disse nada, e assim era melhor.

Ambos pensávamos estar na corda bamba e nenhum dos dois queria cair.

Afastamo-nos e ele olhou bem para meu rosto. Fiz o mesmo, reparando nas pequenas manchas que compunham seu tom de pele e nas linhas de expressão acentuadas pelo cansaço. Ele aproximou os lábios de minha testa e beijou-a casta e longamente.

— Está com fome? — seus dedos limpavam os resquícios das lágrimas.

— Estou morto de cansaço e de fome.

— Quer ir pro quarto, ir tomando um banho quente enquanto eu faço o café e levo pra você?

Ele concordou e me virei para descer as escadas. Ele segurou acima de meu cotovelo e virei meu rosto para ele, questionadora.

— Estava no estúdio?

Seu olhar passava cuidadosamente por minhas roupas, desde a calça colada ao top generoso.

— Estava espairecendo.

— Algo novo? — mirou meu olhos.

Mordi o lábio. Era para ser algo novo, mas tudo aquilo que estava em minha cabeça permaneceu ali, pois eu mais errei e caí do que realmente pus em prática. Ainda assim, assenti para sua pergunta.

— Você me mostra depois?

E a pergunta mais simples do mundo não tinha uma resposta direta. Pois detrás das palavras simplórias, havia um significado maior. E por mais que tivesse tomado minha decisão, admitia que ainda tinha o 1% de dúvida. Seus olhos esperavam calmos, mas havia o quê da incerteza ali. Ele temia a resposta tanto quando eu temia dá-la.

Engoli em seco e me aproximei dele, abraçando-o de novo. Deitei a cabeça em seu peito, ouvindo suas batidas rápidas demais. Algumas coisas não se podem esconder. Suspirei e fechei os olhos, sentindo suas mãos acariciando a parte nua de minhas costas com todo o cuidado e carinho.

— Quando quiser.

(...)

Ouvi batidas na porta do quarto e suspirei. Olhei para baixo, para o braço de Aaron ao redor de minha cintura e sua expressão serena naquele momento de paz após dias de turbulência. Quem quer que fosse, abriu a porta levemente e deixou a luz do final do dia invadir o quarto. Era Grace, e ela pareceu constrangida ao nos ver, mesmo que não houvesse nada de extraordinário. Acenei para ela entrar e ela obedeceu na ponta dos pés, encostando a porta. Seus passos eram tão silenciosos quanto os meus graças também aos anos de balé. Ela chegou perto da cama e me entregou o celular.

— Estava tocando na sala.

Agradeci e ela saiu, fechando a porta. Aaron se mexeu, mas não acordou, só me apertou para mais perto. Destravei o celular e olhei as três ligações perdidas. Duas eram de babbo, e a terceira, de um número desconhecido. E havia uma mensagem de voz também. Imaginei que fosse de babbo, então não cliquei. De súbito, o celular começou a tremer em minhas mãos e tocar. Atendi de primeira, nem vendo o número, mas sim a expressão de Aaron.

— Alô — sussurrei, vendo Aaron se remexer.

— Senhora Walker?

Meu corpo todo gelou e meus olhos arregalaram. Aaron virou o corpo e ficou de costas para mim, soltando-me, ainda em um sono tranquilo.

— Ou deveria dizer Ava Wilde?

Engoli em seco e levantei da cama com cuidado, quase correndo para o banheiro e fechando a porta. Encarei os ladrilhos da parede com as costas contra madeira gelada.

— Como descobriu meu número?

Sua risada fria arrepiou meu corpo.

— Pensei que fosse mais esperta, Ava. Julgando pelo seu desempenho no baile e pela pessoa com quem divide a cama... Mais pelo primeiro mesmo.

— Meu nome não é Ava. — apertei a maçaneta, fechando os olhos com força.

— Eu sei. Lane, não? Bem interessante seu verdadeiro nome. Só não sei se combina com Walker...

— O que você quer?

— Quanta grosseria. Você foi tão gentil no baile... Por um momento, cheguei mesmo a pensar que tínhamos chance.

— Diga o que quer. — rangi entre dentes.

— Esquentada igual ao marido. Seu pai é um homem mais calmo. Mas julgando pela nacionalidade... Bem, só desejo um jantar.

— Por que não ligou para Aaron então?

— Porque desejo um jantar a sós. Somente eu e você. Sem papais mafiosos ou maridos traficantes.

— Bom, suponho que inimigos bandidos são permitidos.

— Afiada. Gosto dessas. E sim, se quer me rotular assim... Apesar de não ver motivos para isso.

— Assim como não vejo motivos para aceitar sua proposta.

— Ah, pois eu vejo vários. Começando pelo seu marido. Diga-me, como foi a tentativa falha de reparar a, agora, minha carga? Melhor, me diga como está indo o plano dele para conseguir forjar a aliança com seu pai?

Engoli em seco, ficando em silêncio. Não fazia ideia do que ele falava, e isso me deixava desconfiada e tentada, pois Aaron não se abria para mim e não tinha como saber o que era verdade ou não, mesmo achando que o nosso casamento fosse a garantia do contrato que já proclamava a aliança como feita.

— Ainda não vejo o que ganho indo nesse jantar.

— Seu silêncio a desmente. Ora, vamos, Lane. Será apenas um jantar. Trocaremos ideias e, dependendo do rumo de nossa conversa, podemos ter um acordo ao final da noite.

— Que acordo?

— Só você pode nos dizer. Mas para isso, precisa aceitar meu convite.

— E o que me dá a certeza de que estarei segura?

— Eu poderia tentar algo contra a esposa de Aaron Walker, mas jamais contra a filha de Antenore Giordano. Ainda tenho amor à vida.

Respirei fundo e encarei meus pés de unhas sem esmalte. A verdade é que tinha muitos pés atrás com Callum e seu jantar, mas minha curiosidade com o que ele diria era na mesma proporção.

— Onde, que dia e que horas?

— Muriel's Jackson Square no Quartel Francês. Amanhã às oito. E para reforçar, nada de papais e maridos.

— Tudo bem. Mas levarei seguranças comigo.

— Desde que não sejam os amiguinhos de seu amigo desempenhando a função.

— Irei armada.

— Não há necessidade disso, mas se insiste, saiba que mulheres armadas são as que mais me atraem.

Desliguei em sua cara, sem me preocupar com a educação. Fui até a pia e lavei meu rosto, tentando acordar do sonho que imaginava estar. Não houve como. Já estava acordada e era um verdadeiro pesadelo, onde eu tomara uma atitude estúpida e me arrependera no segundo seguinte. Mas mesmo no pesadelo, meu orgulho era grande demais para voltar atrás.

Passei mais alguns minutos refletindo até criar coragem e sair do banheiro. Mal girei a maçaneta e abri a porta antes de pular para trás com a mão no peito. Um Aaron seminu com o rosto inchado e cabelos bagunçados estava parado na minha frente. Seus olhos semiabertos de sono se tornaram fendas quando ele os estreitou para a minha pessoa, que ainda recuperava o fôlego.

— Por que o susto?

Suas palavras nada gentis e convencionais me recuperaram totalmente.

— Talvez porque esperava vê-lo dormindo e não na minha frente quando abro a porta?

— Porque está com o celular? Falava com alguém?

Olhei para o aparelho em minhas mãos e abri a boca. Às vezes, subestimava Aaron e sua capacidade de ser mais rápido e atento aos detalhes que a maioria. Isso exigia de mim uma capacidade ainda mais rápida para inventar aquilo que não era minha especialidade: mentira.

— Meu pai. Falava com meu pai. — subi os olhos para os seus e me controlei para não engolir em seco.

— O que ele queria? — sua expressão nublou.

Cinquenta por cento de chance de ele ter acreditado. Meio caminho andado.

— Um jantar comigo e com Grace. Sozinhas. Amanhã.

— E você?

— Eu aceitei. Por Grace. Não não sei se ela vai querer...

— Eu vou junto.

— Não!

Suas sobrancelhas estreitaram e suspirei. Todo o avanço que fiz quase foi por água abaixo se não tivesse me aproximado dele e passado o braço por seu pescoço. Acariciei sua nuca, tentando ser firme enquanto olhava em seus olhos tempestuosos e desconfiados e mentia.

— Isso é uma coisa que tenho que fazer sozinha, entende?

— Eu não confio nele, Lane. Pode ser seu pai, mas...

— Shiu!

Calei sua boca com meu dedo e olhei de novo em seus olhos. Impressionava-me com a velocidade com que inventava as coisas e me sentia culpada por elas. Mas talvez aquela fosse uma mentira branca, que traria benefícios para ambos no final das contas. E após o longo embate no banheiro, vi que não podia deixar a oportunidade passar. Abaixei o dedo e aproximei meus lábios de seu rosto, dando vários beijinhos por seu maxilar, bochecha e pescoço.

— Ele não vai fazer nada. — sentenciei cada uma das palavras entre beijos.

Separei-me dele e olhei em seus olhos. Não mentia mais.

— Ninguém nunca vai me tirar de você. Jamais. Eu sou sua, lembra?

Ele assentiu e colocou suas mãos em minha cintura. Grudei nossos corpos e aproximei meus lábios dos seus. Era um beijo lento e apaixonado, só boca a boca.

— Minha. — sussurrou em minha orelha, levemente ofegante.

Concordei com a cabeça, e ele me beijou uma última vez, rápido e intenso, antes de ir para o banheiro. Suspirei e me virei para a porta fechada. Olhei o celular ainda em minhas mãos e, com a culpa sufocando meus pulmões, apaguei o registro da chamada de Callum.

Notas finais
Caso estejam se perguntando sobre o título do capítulo, não, esse não é o porcentual de culpa que a Lane sente. Eu só quis colocar esse título e acabou. Bem, o que será que Lanezinha está aprontando? Curtiram o suspense? Do começo ao fim, porque próximo capítulo terá a tensão do jantar com Callum. O que será que ele falará? Acho que algumas pessoas talvez imaginem o assunto da conversa... Tentarei ser rápida, babys, e espero conseguir. Quero ver se consigo postar mais dois ou três capítulos até o fim do ano. QUERO VER; TENTAREI. Vamos sublinhar isso... É isso. Xoxo