Notas iniciais
BÔNUS! hahahahaha Aí, férias lindas... Elas chegaram para mim, não é bom então pessoal?! SIMMMM! hahahaha. Estou tão feliz! E para comemorar isto, vim postar um capitulozinho... Falei que ia intercalar os capítulos dessa fic e da minha outra, o que eu vou honrar, mas pensei assim: o próximo capítulo de "O Amigo do Meu Pai" vai ser impactante e o de Strada não... Mas o depois desse será! Então decidi antecipar esse aqui para tudo ficar emocionante. hahahaha. Mas não se acostumem, ein? http://minilogs.com/egldkw0 Godere P.S. Para Vanessa Morgado. Obrigada, querida. Não gosto de vícios, mas gosto que seja viciada em minha estória e a adora. hahahaha. Obrigada pelo diva. Meu ego e meu rosto está a sorrir muito agora. hahahaha.

Uma forte dor na parte posterior da minha cabeça agraciou-me quando despertei. Era uma dor forte e chata e que dava vontade de voltar a descansar até ela sumir. Embora minha cabeça lateja-se, meu corpo estava ativo. Em outras palavras, não voltaria a dormir tão cedo.

Abri os olhos e encontrei meu quarto na penumbra, com raios fracos de luz penetrando pela cortina que o salvavam da total escuridão. Parecia fim de tarde. Arrastei minhas costas para cima até estar sentada contra o encosto da cabeceira. Não precisei esforçar-me, no entanto, para me lembrar da noite passada. A simples lembrança me exasperou. Brigas com Aaron estavam cada vez mais esgotantes.

Monstro... Monstro... Monstro.

A palavra martelava na minha cabeça como assombração. Eu fora dura demais ou ele merecia? Deixei me levar pelo momento ou já estava acumulando há tempos a verdade que precisava ser dita em voz alta?

A porta do quarto foi aberta cegando-me com a luz que vinha do corredor. Fechei os olhos quando a luz do quarto foi ligada.

– Vamos Bela Adormecida, o conto de fadas acabou.

Caitlin entrou fechando a porta e voltei a olhá-la. Ela estava com o cabelo bagunçado num rabo e roupas confortáveis. Ela passara o dia em casa só e eu nessa cama dormindo, desmaiada.

– Que horas são? – perguntei rouca, sentindo minha garganta seca.

– Seis e pouco. – deu de ombros.

Ela sentou-se na ponta da cama e me mirou com atenção.

– O que aconteceu? – perguntou sem rodeios.

– O que Aaron disse que aconteceu?

– Que você passou mal ontem e desmaiou. Daí ele chamou um médico e ele disse para você descansar pelo dia.

– História bem elaborada. Até médico tem.

– Na verdade é a única parte verdadeira. Eu e Dylan vimos o médico saindo do quarto.

Levantei as sobrancelhas, surpresa. Mas a essa altura, pensei também, era besteira continuar a me surpreender com o que ele dizia ou fazia. Contei-lhe tudo, desde a conversa que ouvi ao meu plano mal sucedido. Caitlin não sorriu penosa como muitos fariam ou revoltou-se com Aaron. Ela usou de sensatez, algo tipicamente dela e que eu adorava: ela nadava contra a maré.

– Primeiro: eu te apoio. Eu não mentia quando disse na conversa com Dylan e Aaron que acho que você tem potencial. Segundo: seu marido é um filho da puta.

Ri fraco, baixando a cabeça com sua objetividade.

– Mas eu vejo pelo lado dele também. O que é algo extremamente raro de se ocorrer, mas... Ele já perdeu alguém antes e foi devastador. Para ele e para todo mundo ao seu redor. E ele se fechou. Mas com você ele parece até o antigo Aaron. Ele tá gostando de você e você dele. Isso é óbvio. E ele não quer e nem vai facilitar para acontecer outra tragédia.

Engoli em seco, desviando os olhos para a sua cabeceira de cama. Seu relógio estava ali, nas trevas junto com o quarto.

– Eu não devia tê-lo chamado de monstro. – sussurrei mais para mim do que para ela.

– Não. Mas às vezes precisamos de um baque para acordar para a realidade.

Assenti e virei meu rosto para ela, decidida quanto as minhas próximas palavras:

– Eu ainda quero participar disso, Caitlin.

Um sorriso ciente e orgulhoso tomou sua face.

(...)

A companhia tocou e levantei-me aflita para atendê-la. Como se esperasse alguém com angústia por notícias que tratavam de vida ou morte. Abri a porta e o convidado tão esperado revelou-se.

– Oi.

Colin sorriu educado e não pude retribuir de outra forma que não fosse constrangida e com um sussurro fraco em resposta. Nosso primeiro encontro inconsequente ainda queimava em nossas mente, mesmo depois de outros, rápidos, encontros posteriores.

– Congelaram na porta? – a voz impaciente e irônica de Caitlin nos despertou.

Dei-lhe passagem e fechei a porta as suas costas.

– Nem preciso perguntar se você está louca para tirar isso.

Ele riu ao olhar exterminador dela e beijou-lhe a bochecha. Sentei na poltrona enquanto ele acomodava-se melhor no sofá ao lado da hóspede.

– Mas então, por me chamaram?

Caitlin e eu trocamos um olhar cúmplice antes de eu tomar fôlego e contar.

– Quero sua ajuda para sabotar o plano do Aaron.

Colin arregalou os olhos e levantou as sobrancelhas. Olhando de Caitlin para mim, sua incredulidade pareceu crescer.

– Vocês estão falando sério?

Assentimos. Comecei a contar todo o plano para ele, que ouvia quieto com um olhar ainda incrédulo. Ao fim, sua cabeça balançou e sua mão correu da boca para os cabelos.

– Isso é loucura. Não vai dar certo.

– Qual é Colin? Você está com medo? O plano é ótimo! – Caitlin tentou cruzar os braços, o que resultou em um embolar de membros superiores e gesso estranho.

– O plano na teoria é uma coisa, mas na prática sempre é outra bem diferente. E Aaron não é burro. Ele vai sacar que algo está errado.

– Por isso precisamos de você, Colin.

Inclinei-me para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos. Eu o olhava diretamente, ainda que com muito esforço.

– Você o conhece melhor. Sabe como fazer e o que fazer para tudo passar despercebido. Além de entender melhor sobre isso do que nós. Então, por favor, nos ajude. Você é a nossa única chance de fazer isso dar certo.

Colin suspirou, mordendo o lábio. Nessa hora, não pude deixar de reparar nele.

Vestia uma jeans com uma camisa preta de tecido levemente transparente, marcando seus músculos. Seus ombros largos eram marcados pela posição curvada para frente. Seus cabelos eram curtos e bem arrumados, e mesmo com suas diversas bagunçadas de mão, ele não tardava a voltar para o lugar. Meu olhar trilhou seu rosto e ao encontrar seus olhos, notei que ele me encarava de volta. Corei, virando a cabeça e mexendo nos cabelos.

– Bom, vocês me deem licença. – Caitlin levantou-se e chamou nossa atenção. – Eu vou dar uma volta por aí. Estar com o braço imobilizado já é um saco, ficar parada muito tempo só piora.

– Nós vamos com você. Vamos conversando no caminho.

Fiz menção de levantar, mas ela acenou negativamente.

– Lane, vocês precisam conversar a sós. Questões mal resolvidas, acertarem o plano... Eu só fiz a ponte.

Senti-me mais envergonhada, mexendo em minha calça enquanto ela retirava-se se despedindo de Colin. Seus passos morreram na escada e o silêncio predominou. Levantei os olhos e achei-o fitando-me fixamente. Suspirei, ultrapassando a bateira da vergonha por um bem maior: meu plano.

– Colin, eu sinto muito.

Ele levantou as sobrancelhas e suspirei, levantando-me e sentando em sua frente.

– Eu passei dos limites aquele dia. Você foi legal e eu abusei disso. Me desculpe. Eu não quero que fique um clima ruim entre nós.

Ele sorriu e sorri de volta, ainda que nervosa.

– Eu aceito suas desculpas. Mas eu não te culpo. Deve ser um saco aguentar o Aaron o dia inteiro.

Ri sem graça, colocando uma mecha atrás da orelha.

– Podemos ser amigos? – mordi o lábio.

Ele coçou a barba rala, olhando para o teto. Comecei a ficar nervosa, achando que negaria meu pedido e assim meu plano nunca sairia de uma brilhante ideia.

– Podemos. – sorriu ao fim, fazendo-me respirar aliviada.

– Estava pensando que não aceitaria.

– Gosto do perigo. – deu de ombros.

Demorei um décimo para entender o que falava.

– Hm... Você topa então o plano? – perguntei voltando a ficar receosa.

Colin parou de sorrir. Desta vez, suspirou e coçou a nuca.

– É arriscado, Lane. Não só se Aaron descobrir, mas se der certo também.

– Mas você gosta do perigo, não? – usei naturalmente suas palavras contra si.

Ele riu, assentindo.

– Usando minhas palavras contra mim? Muito esperta... Mas eu preciso pensar antes, tudo bem?

Sorri satisfeita e assenti, jogando-me em cima dele para um abraço. Ele pareceu surpreso antes de retribuir forte.

Notas finais
E ai? Quem achava que o Aaron ia topar, bem, talvez tope, mas até lá a Lane já está dando a volta nele... Se o Colin topar, é claro. E O PRÓXIMO CAPÍTULO... Preparem os corações porque estará... Revelador. E até lá, terei respondido os comentários. Alguns ao menos. Espero que a maioria. hahahaha. Xoxo