Notas iniciais
Me desculpem pela demora ♥ essa época de festas sempre me deixa meio aérea, e sem tempo também. Espero que o capítulo agrade vocês mesmo assim, aconteceu bastante coisa aqui dhsuiadhsa.

Pan abraçou-a com força e permitiu-lhe chorar em seu ombro. Ela parecia perdida na própria confusão de emoções, e não havia nada que aqueles ao seu redor poderiam fazer. Isis sempre fora sua melhor amiga, e também a primeira pessoa para quem havia se entregado por inteira. A separação que tiveram antes de sua partida não foi das melhores, e agora ela estava voltando para bagunçar ainda mais as coisas.

— Vem, Adams, eu te levo pra casa. — O garoto que deu-lhe o recado tentou consolá-la, ainda que não levasse jeito para essas coisas. Sem vontade alguma de assistir às aulas naquele estado, ela apenas concordou e despediu-se rapidamente de todos, fazendo seu melhor para não desmoronar ali mesmo.

Chris aproveitou o clima silencioso para aproximar-se de Pan, colocando uma das mãos em seu ombro para chamar-lhe a atenção.

— Será que a gente pode conversar rapidinho? Só nós dois. — Sussurrou, recebendo um aceno de cabeça afirmativo em resposta.

— Eu encontro vocês duas depois? — Indagou com o olhar fixo em Sarah, que concordou assim como Alex.

Eles se dirigiram até a sala do grêmio, trancando-a assim que se acomodaram. A garota sentou-se ao lado do colega, encarando-o fixamente e aguardando por sua fala que nunca chegou. Ele parecia desconfortável, como se não soubesse por onde começar.

— Tudo bem? — Ela decidiu quebrar o silêncio.

— Sim. Quer dizer, não. Bom, comigo sim, mas... — Embaralhou-se nos próprios pensamentos, afagando os cabelos em uma tentativa de colocar as ideias no lugar e respirando fundo antes de prosseguir. — Vamos por partes. — Sugeriu.

— Que partes?

— É só um modo de dizer.

— Ah.

— Eu fiquei sabendo sobre o que aconteceu entre você e o Ethan no vestiário. — Admitiu. Involuntariamente, o corpo da menina deu um leve salto com o susto. Ela podia sentir as batidas de seu coração nas extremidades das orelhas à medida que seu sangue fervia ao ouvir aquele nome e lembrar-se dos segundos mais odiosos de toda a sua existência. — Não fica brava com o Naoki, ele só queria te ajudar de algum jeito. No lugar dele eu faria o mesmo.

— Por favor, não conta pra ninguém. — Suplicou já com os olhos marejados. Seus lábios estavam pálidos; secos, e as mãos tremiam como se todo o seu corpo implorasse por ajuda. — Eu não acho que ele seja uma pessoa ruim, ele só... — Ela hesitou. Embora tentasse convencer a si mesma de que Ethan não era o monstro que parecia ser, aquele pensamento já estava cravado em sua pele e alma. Quando o ouvia ser nomeado, era impossível manter a compostura, e isso graças ao trauma que ele fizera questão de lhe causar.

— Olha, talvez ele realmente não seja, ou talvez ele seja, eu não me importo. Como um cara que já conviveu por um bom tempo com ele, eu sei muito bem do que aquele cara é capaz. — Retrucou, colocando sua mão acima da dela e apertando-a suavemente, na intenção de acalmá-la. — Fica longe dele, pelo seu bem.

— Eu não vou mexer com ele, mas talvez eu consiga ajudar.

— Eu já tentei, Pan! Já tentei ajudar esse cara muitas vezes. Eu sou o capitão do time dele, caramba. Aliás, eu era... expulsei ele do time mais cedo, depois de conversar com o treinador.

— O quê? Expulsou? Pensei que ele só estivesse suspenso.

— Eu não posso fechar os olhos pra um comportamento de merda desses. Uma coisa é ele agir como se fosse um Deus ou seja lá que porra ele acha que é, mas tentar violar uma menina no vestiário? Isso é muito além dos limites. Se você consegue ter empatia por esse desgraçado tudo bem, mas eu não curto muito ignorar esse tipo de coisa. — Seu semblante e tom agora haviam mudado. Estava sério e extremamente frustrado, lutando contra si mesmo para conter sua fúria, receoso de que pudesse perder a cabeça. — Me desculpa, eu não devia ter falado assim com você. Eu queria muito quebrar a cara dele agora mesmo, mas eu respeito o fato de você não querer contar pra ninguém e eu quero estar do seu lado quando precisar de apoio.

— Obrigada, Chris. — Murmurou com dificuldade, tentando segurar as lágrimas que não paravam de cair. Ela o abraçou com força, como se precisasse ter ouvido exatamente aquelas palavras. Desabafar com sua família ou Sarah estava fora de questão, portanto saber que podia contar com alguém além deles era libertador. — Você é um amigo maravilhoso.

— Eu estou aqui pra você. É pra isso que os amigos servem. — Respondeu ao gesto, entrelaçando-a em seus braços com a mesma intensidade.

— Chris? Você tá aí dentro? — Uma voz chamando por seu nome o obrigou a afastar-se, visando abrir a porta trancafiada. — Desculpa, eu sei que vocês estavam conversando, mas eu esqueci de te entregar esse formulário. — Completou, entregando-o duas folhas de papel.

— Oi, Alex. — Pan acenou, forçando um sorriso ao mesmo tempo que tentava limpar o rosto.

— Por que você tá chorando? — A colega aproximou-se em passos rápidos, fitando-a com preocupação. — Espera, aquele imbecil ali te fez alguma coisa? Ele tentou relar em você? — Encarou-o ferozmente, quase como se fosse uma declaração de guerra.

— Não! Espera aí, eu não fiz nada.

— Não é culpa dele, o Chris só tentou me ajudar. — Respondeu, puxando Alex para si e abraçando-a com carinho. — Obrigada por se preocupar, você também é uma amiga incrível.

Sem compreender o motivo daquela demonstração de afeto tão súbita, apenas retribuiu o gesto e despediu-se de ambos antes de voltar ao ginásio. Seu treinador já a havia contatado várias vezes pelo telefone, e não estava com vontade de ter mais problemas além de seu tornozelo enfaixado.

— Depois vocês me contam melhor. — Pediu, antes de sumir pelos corredores.

— Quase senti a minha cabeça fora do corpo quando ela me olhou daquele jeito. — Chris riu. — Eu preciso levar esses formulários até a diretoria, então é melhor você ir pra aula. Como presidente do grêmio, não ia ser muito legal deixar você matar aula bem na minha cara, mocinha. — Provocou-a, lançando-lhe uma piscadela que a fizera rir também.

— Pois não, senhor presidente, seu desejo é uma ordem. — Ela prosseguiu com o teatro, levando aquela brincadeira adiante. Ambos caíram na gargalhada uma vez mais e despediram-se. — Nos vemos depois. — Disse antes de sair.

Sem vontade alguma de assistir às aulas da manhã, decidiu que passaria rapidamente no banheiro, visando matar algum tempo. Aproveitou que já estava ali para aliviar-se e demorou o máximo possível ao lavar as mãos, retirando-se apenas após alguns minutos, quando ouviu uma discussão ao fundo do corredor que parecia intrigá-la.

— Você não presta pra nada, moleque nojento. Sua mãe nunca devia ter protegido um merda que nem você. — Um homem de cabelos grisalhos vociferava, empurrando bruscamente um garoto que ela não conseguia identificar por estar de costas.

— Pai, o senhor está bêbado. — O rapaz respondeu como se clamasse por piedade. Aquela voz arrepiou cada centímetro do corpo da garota, que a conhecia muito bem. Era a voz insuportável de Ethan. — Vamos conversar depois das aulas, por favor.

— Conversar depois das aulas? Quem você pensa que é pra me dar ordens, seu inútil. — O mais velho esbravejou, desferindo um golpe de punho cerrado no rosto do filho e fazendo-o acertar a cabeça na parede em que estava encostado. — Eu não quero você na minha casa hoje, entendeu? — Ordenou, cuspindo no gramado antes de afastar-se.

Ethan parecia atordoado. Sentado no concreto, ele levantou a cabeça para prevenir o escorrer do sangue que saía de seu nariz. Pan tentou mover-se em sua direção para ajudá-lo, porém seu próprio corpo lhe negava a coragem necessária. Com todas as suas forças ela tentava ignorar o pavor que crescia em seu âmago, porém seu corpo lhe negava a coragem necessária para aproximar-se.

— Mas que porra, vai se foder, filho da puta! — Ele gritou, golpeando a parede para descontar toda a raiva dentro de si, levantando-se com dificuldade e caminhando em direção à saída do colégio, para que ninguém o visse naquele estado patético.

— O que você está fazendo escondida aí? — Sarah indagou, sentando-se ao lado da amiga que havia sobressaltado com sua aparição repentina. — Matando aula outra vez?

— Você me assustou. — Retrucou, colocando a mão no coração para senti-lo acelerado. — Eu juro que ia pra aula, mas aí eu vi uma discussão e acabei esquecendo.

— Uma discussão? Você precisa parar de se intrometer nas conversas dos outros, Pan. — A repreendeu. — Enfim, como foi a sua conversa com o Chris?

— Ele me disse que éramos amigos e que eu podia contar com ele. — Sorriu, recordando-se do diálogo que tiveram anteriormente. Após constatar aquela cena, pensou consigo mesma que, talvez, Ethan não fosse má pessoa, apenas um adolescente frustrado.

— Ele te disse isso?

— Sim, por quê?

— Não é nada, só achei legal da parte dele ser tão atencioso assim com alguém que mal conhece.

— Eu fiquei muito feliz.

— Imagino que sim. — Esboçou um sorriso de canto, pensando que possivelmente havia julgado mal o garoto apenas por sua aparência de casanova. Sua opinião havia mudado um pouco após ouvir o que Pan acabara de dizer. — Está com fome?

— Sim! — Exclamou exaltada.

— Vamos comer, então. Eu pago. — Ofereceu, estendendo a mão em direção à amiga para que fossem juntas.

Longe do colégio, em um depósito abandonado utilizado pela família Stracci em suas reuniões enquanto estavam no país, Hector estava sentado em frente à Hans, aguardando as instruções do trabalho que precisaria fazer.

— Aqueles desgraçados não aprendem. — O chefe murmurou, tragando a fumaça de seu charuto antes de permitir que esta tremeluzisse no ar. — Eu já deixei claro que não tolero tráfico de humanos no meu território.

— Aparentemente eles já vinham quebrando as regras há algum tempo enquanto estávamos na Itália.

— Se essa escória pensa que pode continuar a fazer merda debaixo do meu nariz, estão muito enganados. Eu preciso que você passe um recado pra eles em meu nome. — Apagou o tabaco após jogá-lo no chão e pisoteá-lo, retirando dois revólveres do bolso interior de seu terno. — Quer a .38 ou a .45? — Perguntou, referindo-se ao calibre das armas.

— Uma .38 faz estrago o suficiente e não chama tanta atenção quanto uma .45. Eu prefiro evitar que os policiais venham me encher o saco. — Ironizou.

— Os dois devem estar desarmados, então você provavelmente nem vai usar de qualquer jeito. — Hans respondeu dando de ombros, entregando-lhe o objeto que havia escolhido. Ele sabia muito bem que seu subordinado tinha preferência por facas. — Faça como sempre e não deixe rastros. Não quero acordar com a minha filha vendo o noticiário e descobrindo que o guarda-costas é um assassino miserável.

— Com sua licença, então.

— Espera. — Chamou, fazendo-o cessar os passos. — Quando terminar me ligue desse telefone. Vou te passar as últimas instruções. — Entregou-lhe um celular de modelo antigo, liberando-o para que pudesse sair em direção ao carro.

Aquela tarefa havia aparecido em bom momento. Estava estressado com a discussão que tivera com Pan na noite anterior, principalmente por saber que algum infeliz havia tido a coragem de machucá-la daquele modo. Ele conhecia muito bem a diferença entre um hematoma acidental e um causado por outra pessoa, e com certeza, as marcas no corpo daquela garota não eram acidentais. Alguém a havia ferido, e não saber o nome do responsável lhe deixava quase à beira da loucura.

Colocou suas luvas de couro sintético e adentrou o veículo, dando-lhe vida ao girar a chave em um movimento rápido e certeiro. Ele tinha ordens estritas de não ultrapassar o limite de velocidade das ruas que passaria, para não chamar a atenção dos policiais locais. Não demorou muito para que chegasse ao seu destino; um bairro deserto, abandonado por toda e qualquer civilização. Ali nada existia além das construções destruídas ou degeneradas através do tempo. Alguns homens de Hans o aguardavam em frente ao local; um prédio desolado, com as paredes já dominadas pelo mofo e um piso antigo de madeira que rangia à qualquer toque. Quando terminasse o trabalho, eles acolheriam as vítimas para devolvê-las às suas famílias.

Após sinalizar com a cabeça para que todos fossem às suas posições, adentrou o local com cautela, caminhando em passos lentos para evitar fazer tanto barulho no piso arcaico.

— Você trouxe o dinheiro? — Ouviu um dos homens questionar. Esgueirou-se até a porta para observar através de uma pequena fresta aberta pelo vento. Era possível vê-lo segurando duas moças, provavelmente da mesma idade de Pan, acorrentadas como animais selvagens. Mal conseguiam manter-se equilibradas sobre os próprios pés, já sob o efeito de algum tipo de substância química.

— De onde você tirou essas duas? — O outro sorriu, puxando uma das jovens pelo queixo, obrigando-a a encará-lo. Hector pôde perceber uma navalha no bolso traseiro de sua calça.

Sua paciência havia chegado ao limite. Pensar que aquele tipo desprezível ainda caminhava nesse mundo fazia seu sangue ferver. Em um instante, puxou o revólver de seu paletó e apontou-o em direção aos sujeitos, anunciando sua presença ao chutar fortemente a porta em que estava escorado para espioná-los.

Il fantasma. — Um deles sussurrou surpreso. "O fantasma", era esse o apelido pelo qual Hector era reconhecido em meio ao submundo. O motivo? Porquê sempre que cometia um homicídio sumia com todo e qualquer indício do ocorrido, como uma alma penada que nunca existiu nesse mundo. — Era pra você estar na Sicília.

— Pra quê? Pra você continuar com essa porra? — Olhou para as meninas e logo depois o fitou com ódio. — Vocês foram avisados. A famiglia Stracci não tolera tráfico de humanos. — Apontou sua arma em direção à cabeça do indivíduo, fazendo atravessar três balas por seu crânio. As vítimas encolheram-se no canto do cômodo, abraçadas enquanto rezavam por suas vidas ao observar aquele cadáver espatifar-se no solo. — Fora daqui. — Impôs, e elas logo obedeceram, cambaleando ao caminhar até o lado de fora. Não sentia necessidade de mostrá-las as cenas que viriam à seguir.

Acercou-se lentamente do traficante, assistindo-o recuar até que se chocasse contra a parede, não restando mais espaço para sua fuga. Com o punho, acertou-o diretamente no nariz até que mal lhe sobrasse um pingo de consciência, fazendo questão de descontar todas as suas frustrações em cada golpe.

— Por favor, eu juro que nunca mais vou entrar no território dos Stracci se você me deixar ir. — Implorou para que Hector lhe poupasse a vida, engasgando-se com o próprio sangue que escorria de seu nariz.

— É verdade que o chefe me pediu pra deixar alguém como um aviso. — Deu-lhe esperanças, demonstrando nenhuma expressão. Nada. Estava completamente indiferente quanto àquele homem. Sua vida valia tanto quanto os sapatos que havia jogado fora na manhã anterior. Retirou sua lâmina favorita do bolso, exibindo-a com orgulho. Seu fio era tão fino e afiado que poderia cortar até os ossos. — Infelizmente pra você, meu humor não está dos melhores hoje. — Percebeu o sorriso otimista do sujeito se dissipar, apertando-o contra a parede com o fundo de seu pé. Em um só corte, partiu-lhe a veia principal da garganta e deixou jorrar todo aquele sangue pecaminoso, manchando até mesmo suas vestes.

"Merda", pensou. Realmente gostava daquela camisa.

Saiu do prédio e o abandonou, para que gotejasse até a morte. Retirou as luvas e jogou-as na entrada do local, aproximando-se de seus companheiros para controlar a situação.

— E as vítimas? — Perguntou.

— Ainda sob efeito de drogas.

— Levem elas pro depósito e peçam pra Pietra interrogá-las quando estiverem sóbrias. Quando descobrirem aonde elas moram, podem levá-las em segurança. — Sugeriu. Os comparsas assentiram e correram para escoltá-las.

Finalmente sozinho, retirou seu cantil cheio de uísque do bolso, espalhando o líquido pelo corredor principal do prédio em que havia cometido os assassinatos. Não era muito, porém era o suficiente para que, quando acendesse o seu isqueiro e o jogasse por cima da trilha de álcool, causasse um incêndio chamativo que se alastraria rapidamente pela madeira.

Ao adentrar seu carro, ligou para Hans como deveria.

— Espero ter boas notícias.

— O trabalho já está feito. Causei um incêndio grande o suficiente pra queimar todo o prédio.

— Faça como achar melhor, só não mate civis.

— É uma área fantasma, nem mesmo a polícia vai chegar aqui tão cedo.

— E as jovens?

— Mandei os homens levarem as duas até a Pietra. Vão se sentir mais seguras se a ajudante for uma mulher.

Bem pensado, vou mandar a Alice até lá também. Não esqueça de destruir esse telefone. — Hans determinou, desligando a chamada sem nem ao menos aguardar por uma resposta. Como requisitado, abriu o vidro e arremessou o aparelho, deixando-o queimar nas chamas que havia provocado e saindo dali o mais rápido possível.

No colégio, Pan e Sarah já haviam se despedido dos colegas. Caminharam juntas até que se encontrassem com Sandro, aguardando-as com as portas do veículo abertas. Durante o trajeto, elas pareciam entretidas na própria conversa, fazendo-o sorrir vez ou outra por vê-las tão contentes. Após um tempo o celular de Pan vibrou, sinalizando uma mensagem na tela que constava um endereço e também a seguinte frase:

"O Ethan está tentando entrar na minha casa, eu estou com medo. Não tem ninguém aqui comigo."

Ela simplesmente não sabia como reagir. Congelou por alguns segundos enquanto tentava acalmar os pensamentos ruins que lhe invadiam a mente. Beliscou o próprio braço para criar a coragem de agir, mesmo que sua alma implorasse para que permanecesse inerte. O que deveria fazer, então? Esquecer a amiga e deixá-la se virar com aquele garoto? Jamais. Isso era contra tudo o que acreditava, e afinal, estava com Sandro ao seu lado, então o que poderia dar errado?

— A gente precisa ir até esse endereço agora, por favor! — Suplicou ao motorista, que fitou-a com curiosidade. — Por favor! — Pediu uma vez mais. Como subordinado de Hans, não deveria atender às suas vontades, porém ao vê-la tão aflita fora impossível negar. Rapidamente mudou o trajeto e seguiu rumo ao endereço que lhe fora passado, sem importar-se com as consequências que poderiam surgir.

— O que aconteceu, Pan? — Sarah questionou preocupada.

— A Kate precisa da nossa ajuda.

Notas finais
Espero que tenham gostado ♥ adoro muito vocês, e posso estar atrasada, mas... Feliz natal, e feliz ano novo pra vocês!! Beijinhos~