Stormsea - Livro 1 [INTERATIVA, Finalizada]
46 Lealdade Não se Compra
Notas iniciais
Lealdade Não se Compra
Correrrio era uma fortaleza grande, lugar de grandes reis que ascenderam e caíram rapidamente. A família Tully cuidou das Terras Fluviais desde que O Conquistador destronou o último Rei do Rio. Isso era praticamente quatro gerações, sem contar as ramificações e mortes jovens. Mas os Tully nunca foram reis daquelas terras para entendê-las. Eles a ganharam, estava arruinada, sempre fora. Diversas guerras e rebeliões aconteciam nos rios, todos os lordes pensavam conseguir conquistar o controle da região, assim como os antigos reis faziam, competindo entre si até derrubar seu oponente. No entanto, os Tully entregaram sua fortaleza de mãos beijadas ao primeiro que tentou invadi-lo. O castelão estava pendurado pelas pernas na amurada próxima às muralhas do leste, para onde a cidade crescia. Um anúncio de que os Bolton haviam dominado aquele lugar.
A cena deixou Emmeline com náuseas, o máximo que vira de um homem sangrando foram os feridos dos torneios, raramente machucados demais a ponto de se esvaírem em sangue. O castelão parecia balançar ao vento, seu corpo vazio de qualquer flúido. Coryna Tully fechou as cortinas da carruagem e esboçou um sorriso amigável a seus filhos e cunhada. Estava responsável por todos e era uma mulher forte. Enquanto seu esposo e seu filho permaneciam fracos ostentando a honra como um troféu carcomido de traças, no distante Porto Real.
Coryna nunca fora supersticiosa, mas agora começava a rezar aos deuses para que a morte não chegasse logo aos seus homens. Tolos ou não, ainda eram sua família. E uma família sem homens não é uma família. A menos que Emmeline aceite ser a Senhora do Rio, protetora das Terras Fluviais. Algo com que não contava. Uma mulher educada para servir não saberia comandar e a Casa Tully teria de se fundir à outra Casa, deixando de existir.
Correrrio era uma fortificação que desviava toda a simplicidade e quietude da terra dos rios. Os demais fortes e fortalezas não tinham a imponência e o orgulho erguidos em muralhas tão altas e torres tão retas. Correrrio era parecido com um ramo de um rio afluente que desaguava em uma terra rochosa. A estrada terminava nos portões abaixados, as grades eram estreitas e nenhum soldado conseguiria se esgueirar por entre elas, então a muralha crescia já com interrompendo a campina verde e cheia de orvalho. Pedras negras, musgo e trepadeiras. O mar, com sua vista, rugia na costa a quilômetros de distância, mas o que realmente erguia temor eram as balestras posicionadas em cada ameia. Gárgulas de sereias e seres dos rios eram imagens ao redor de cada portal, no alto das paredes. O vidro, embaçado, dava uma sensação de calor e ao mesmo tempo de fogo, embora todo o clima de Correrrio fosse sempre úmido e frio.
Quando a carruagem parou em frente aos portões, Coryna Tully fechou seus olhos e orou silenciosamente para que a Mãe protegesse os seus filhos. Aquela era a encruzilhada de sua vida, a primeira que enfrentava em décadas: se as grades subissem, estariam a salvo dentro da fortaleza. Se continuassem abaixadas, então as balestras atirariam flechas por todos os lados e estariam mortos.
As últimas notícias diziam que Anezka, sua sobrinha, estava em Correrrio após a invasão Bolton. A menina era filha de sua cunhada, nada tinham de parentesco em sangue, mas Coryna sentia-se responsabilizada por seu destino. Após os a partida para Porto Real, anos atrás, Namond nunca demonstrou interesse por sua casa ou por protegê-la. A Mãe do Rei é devota apenas ao rei e ele manteu sua palavra, mesmo quando soube da morte de sua irmã menor e o esposo Lannister. Anezka foi a única a sobreviver, ninguém sabia o que havia acontecido no tempo entre uma notícia e outra, mas sabiam que ela tinha a posse da fortaleza e que, talvez, odiasse a todos.
Por terem deixado-a para trás, sem auxílio quando mais precisava.
Coryna esperou o que parecia uma eternidade, mas quando os portões se ergueram, ela soltou a respiração e sorriu para as crianças. Emmeline a observava com o canto dos olhos, também apreensiva por estar fora da carruagem.
Tudo dependia de quem encontrariam ao descer para o pátio. Uma espada, uma besta, um aceno amigável.
— Tudo bem, garotas – Coryna se levantou – Sorriso, postura, não esqueçam de erguer a barra do vestido para passar pelo pátio. Nunca se sabe quando encontraremos um cavalheiro.
Suas filhas pequenas riram.
— Ou um Bolton. – Emmeline abriu a portinhola e desceu as escadas do carro.
Do lado de fora, a chuva transformara o pátio em um mar de lama e realmente precisou erguer a barra do vestido.
{ . . . }
— Tallhart, Mormont, Cerwyn... – Bryanna deslizou seu dedo pelo mapa na mesa, estava formando um triângulo mal alinhado, mas todos acompanhavam sua dissertação. Ao menos esperava que sim. – Greyjoy, Stane, Owl...
— Nós já sabemos de que lado está cada estandarte – Roddrick resmungou, seu irmão vestia um gibão negro e uma capa de pele de urso, como se fosse um irmão juramentado da Patrulha da Noite. Seu humor após o enterro de Poddrick era sombrio e impaciente, mesmo para ver seu filho custara muito. Harpa Stormsea, a esposa que sobrevivera graças a sua desenvoltura. Se contasse a qualquer um, ninguém acreditaria. Por isso contou a Lily. – Onde quer chegar?
Ela respirou fundo e olhou para seu pai. Lorde Stark tinha uma expressão séria e concentrada. Ele não ouvia seu filho, talvez nem mesmo a ela. Estava fixo nos brasões do mapa.
— Fui prometida a pelo menos três casas desde que a guerra contra os homens de ferro começou.
— Nenhuma guerra começou. – Rod queria lembrá-la, mas todos naquela sala sabiam que a guerra estava acontecendo, bem debaixo de seu nariz.
— Agora estou prometida ao filho de Lorde Mormont, na Ilha dos Ursos, mas não sabemos se eles conseguiram sobreviver à invasão dos Greyjoy. – ela explicou – O mais seguro a se fazer é assegurar que os senhores da costa estejam ao nosso lado, por isso penso que uma aliança com os senhores do sul será mais vantajosa.
A sala ficou em silêncio, mas um a um os conselheiros começaram a concordar com sua opinião. Roddrick não ergueu objeções, ele não se importava com os casamentos ou com batalhas. Poddrick sempre fora a o filho que herdaria Winterfell e agora esse peso recaía sobre seus ombros. Os ombros de um segundo filho duro, mas quebradiço.
— Isso é loucura, se me permitem dizer – ela se moveu até a mesa e olhou para o mapa. Seus olhos deslizavam pelas casas portuárias e então para a outra costa, onde estava Porto Branco. Um Norte grande demais para ser todo defendido.
Bryanna sentiu seu coração acelerar, não via Clary há dois meses e agora sua mais detestada irmã a fazia estremecer de alegria, apenas por aparecer. Sua barriga era pequena, mas saliente por baixo do vestido pesado, seus cabelos estavam soltos de um modo que raramente era permitido à elas, porém agora que era uma mulher casada, poderia aproveitar de sua liberdade com roupas de cores escuras e cabelos soltos. Bryanna pensava que a invejaria, mas tudo o que conseguia pensar era: que bom que ela está aqui. Que bom que está aqui.
— Não estamos em uma guerra contra os Greyjoy. Estamos em uma guerra contra toda a nossa costa. Todas as casas portuárias, incluindo na Baía das Focas, estão aliadas aos nossos inimigos. – Clarysse circulou o espaço – Mormont é a única ilha leal à Casa Stark e por isso precisamos dela forte e bem protegida. Roddrick deveria ir para a Mata do Lobo defender a invasão, Bryanna irá junto para se casar com o filho mais velho de Lorde Mormont. O homem tem vinte e oito anos e dizem que é um ótimo guerreiro, ele foi protegido da Patrulha da Noite quando precisava aprender a lutar, sabe como manejar uma espada em verdadeiras lutas. Os Mormont são aliados que não podemos abrir mão.
— Milady, mas e o sul? – um dos conselheiros ergueu a questão.
— O sul está vendido. Dê-o aos Greyjoy e ficarão contentados. O deus afogado não pode providenciar milagres na terra verde, eles não irão se aventurar tão longe do mar.
Os comentários foram gerais. Entregar terras aos homens de ferro estava fora de cogitação.
— As Ilhas de Ferro não fazem parte do Norte, já está na hora de cuidarem das próprias terras. Assine um acordo proclamando Ornstein Greyjoy o Lorde das Ilhas de Ferro, Protetor de Pyke, e dono de tudo o que tem direito no mar. Os nortenhos vivem no gelo, não somos pescadores ou piratas. – Clarysse estava olhando para o pai, um homem encarquilhado e quase derrotado. – Deixe claro que a Ilha do Urso não estará dentro deste acordo, assim como as ilhas ao norte das Ilhas de Ferro. Lorde Greyjoy não deverá mais nenhum imposto ou lealdade à Casa Stark e estará livre para formar a sua própria Casa.
— Se me permite, irmã – Roddrick colocou a mão pesadamente sobre a mesa – Isso sim é loucura. Está nos dizendo para assinar um termo de rendição?
— Estou querendo acabar com esta guerra antes que ela definitivamente comece. – Lady Clarysse apoiou uma mão por baixo de sua barriga e, assim que recobrou o fôlego, uma copeira dentro do salão arrastou a cadeira de um dos conselheiros para que a senhora se sentasse. Clary lhe sorriu gentilmente. – Obrigada, Marsha. É ótimo revê-la prestativa como sempre.
Marsha, a copeira, reverenciou-a e se escondeu atrás dos homens, temendo que fosse punida por sua intromissão, mas aquecida com a gentileza de sua lady. Desde que chegara, Clarysse demonstrava algo que nunca antes possuiu: todos os dotes de uma senhora. Ela conversava em voz baixa e era educada com todos, dava ordens aos seus criados, porém nunca pedia para que ficassem exaustos ou que fizessem serviços sujos. Ela tinha disposição para participar da sala de costura e visitara o senhor seu pai assim que a carruagem a despachou na fortaleza. Clarysse também lembrava o nome de todos os servos e guardas, ela saudou todos os senhores que estavam em Winterfell e visitou os aposentos de sua cunhada para ver o sobrinho.
Deste modo que Lady Clarysse de Porto Branco era vista por todos desde Porto Branco até Winterfell. Uma mulher transformada por seu casamento, a prova de que uma senhora deve cumprir seus deveres de esposa para ser realizada.
— O que estou dizendo não tem a ver com ganhar ou perder – ela então assumiu novamente sua postura séria, arrastando a ponta dos dedos pelo mapa. – Pai, o senhor sabe que perderemos muitos bons nortenhos se continuarmos com essas batalhas. Poddrick se foi pois tentou invadir Skagos, se continuarmos entrando neste jogo mais homens morrerão. Mas também não poderemos nos defender para sempre.
Lorde Stark assentiu, pois sabia que havia sabedoria nas palavras de sua filha mais velha. Ele sentia a perda de seu primogênito, o filho de sua primeira esposa, e agora sentia mais ainda pelo perigo que Roddrick poderia correr dentro do campo de batalha. Uma flecha disparada podia acertá-lo, mais um filho poderia morrer com a facilidade de um assobio. Ele vira a morte vezes demais para não vê-la próxima da vida. Ele vira pessoas amadas demais morrendo para não saber que eles eram mortais. Seus filhos eram mortais. Nada valia perdê-los.
— Um acordo com os Greyjoy deverá se feito. E assim que os homens de ferro se retirarem, os skagosi não continuarão por muito mais tempo. Skagos é uma ilha feita de montanhas, gelo e águas calmas. Nenhum navio é equipado o suficiente, nenhum homem é treinado o suficiente. Não resistirão.
— Lady Manderly pode ter razão. – o conselheiro Theon Cerwyn interveio enquanto coçava sua barba. – A costa do Norte nunca foi fiel como os nortenhos das terras verdes. Um tratado de paz com os Greyjoy pode ser mais vantajoso que manter os portos a oeste. Se nos permitirem uma travessia pacífica, nosso comércio crescerá através da Ilha dos Ursos.
— E os Mormont irão aceitar – ela intensificou pressionando o brasão da família sobre as ilhas no extremo norte. – Pois lhes daremos um acordo também.
— Eu – Bryanna soltou, sem perceber. Seu cérebro estava raciocinando tudo o que Clary dizia e ela não conseguia parar de se impressionar com a esperteza da irmã. Nunca notara que Clarysse poderia ser assim. – Meu casamento com Lorde Mormont, um acordo como dote.
Lorde Stark novamente assentiu e respirou fundo.
— Estas ideias são ótimas, mas conseguiremos colocar em prática? – Roddrick sorria amargamente. – Ninguém sabe se os homens de ferro querem apenas a costa. Eles gritam por um Norte “livre”, desejam se livrar de nós. O mesmo para Skagos. – ele então se aproximou de suas irmãs, ajoelhando em frente a cadeira de Clary – Sabem o que dizem na frente do exército? Que os skagosi estão aliados à selvagens do outro lado da Muralha e que a Patrulha da Noite logo irá ruir. Dizem que há um Rei da Muralha e que ele mandará ordas de selvagens, gigantes, magos e todo o tipo de criatura para nos destruir.
— E você acredita nisso? – Clary sorriu, mas Rodd não a acompanhou.
— Crianças acreditam nisso. Mas homens com medo podem acreditar até mesmo nas coisas mais absurdas. Se perdermos a lealdade de nossos soldados, o Norte estará de mãos atadas.
Bryanna não entendia sobre discursos, sobre estratégias e sobre a lealdade de um exército, mas parecia que de qualquer forma a sua família seria destruída mais cedo ou mais tarde. Ela não desejava isso. Homens de ferro poderiam se acalmar com um tratado, mas selvagens eram... bom, as histórias diziam que eles não eram civilizados, nem bons, nem piedosos. Ela queria ver o Norte em paz novamente, uma paz diferente daquela desfrutada pela família, quando sua mãe morreu. A paz que queria era a paz cotidiana, anos sem morte, sem maldições, sem batalhas.
— Porto Branco está produzindo uma frota de navios agora mesmo. Florence deseja avidamente ajudar contra os skagosi, traremos mestres construtores e precisaremos de homens que saibam sobre navios de guerra. Se abrirmos mão da costa oeste, os bons marinheiros poderão ir para leste, Porto Branco e todas as terras Bolton estarão de portas abertas. Eu juro.
— Juramentos não fazem de um homem do Porto de Cá um homem do Porto de Lá. Estas pessoas de que estamos falando moram em aldeias e cidades pequenas, sempre viveram lá, seus antepassados eram pescadores e antes deles igualmente. Você não pode obrigar uma família a deixar as suas terras.
— Estou convocando, não obrigando – Clarysse começou a perder sua paciência, mas poucos lordes se inclinavam a assentir junto a ela, ou junto a seu irmão. Ambos os Stark travavam aquela luta sozinhos. Menos por Theon Cerwyn.
— Como um dos conselheiros mais próximos de Lorde Stark, devo ter a chance de falar – ele se interpôs e todo o salão agradeceu por ter interrompido o duelo de irmãos. – Milorde, todos nas terras verdes do Norte estão lealmente devotos à Casa Stark desde o primórdio dos tempos. Meus avós, meus pais e meus filhos serão leais a sua bandeira, mas não podemos continuar discutindo isto sem antes tentarmos algo real. – Senhor Cerwyn tomou a liberdade de colocar uma de suas mãos sobre o mapa e a outra sobre o ombro de Lady Manderly. – Lady Clarysse tem razão em convocar mestres construtores para Porto Branco, poderemos derrotar os skagosi com uma frota, contra seus navios pescadores. Mas o Jovem Lobo também tem razão sobre a lealdade dos homens. Precisamos pensar em estratégias que unam diplomacia e fidelidade, sabiamente.
— E como sugere isso, Sir? – Lorde Stark ouvia atentamente.
— Sugiro que enviemos 400 homens para a Ilha dos Ursos, junto de sua filha prometida à Lorde Mormont. Ela intermediará por uma aliança rígida e, assim que o casamento for realizado, começaremos a construção de um forte militar e uma frota para a Ilha dos Ursos. Se for preciso, chamaremos por irmãos da Patrulha da Noite.
— Como se sente sobre isso, minha filha?
Bryanna notou que todos esperavam por sua resposta e então ruborizou.
— Estarei contente em ajudar a minha Casa.
— Está decidido, então. – Lorde Stark fez um gesto para que o Cerwyn continuasse.
— Milorde, se a Ilha dos Ursos estiver fortalecida, então varreremos os homens de ferro pela costa, até que Lorde Greyjoy aceite nossa proposta. Dê-lhe as terras fronteiriças com as Terras Fluviais e todos os senhores que desejarem jurar fidelidade à Casa Greyjoy. – Roddrick cerrou os punhos, mas permaneceu em silêncio. – Os Greyjoy não gostam de receber presentes, mas detestam ainda mais verem aquilo que conquistaram ser tomado de suas mãos. Eles aceitarão, milorde, e neste momento só precisaremos lidar com Skagos.
— Esta estratégia levará ao menos seis meses para surtir efeitos – Roddrick resmungou.
— De fato, meu senhor, mas será mais efetivo que lutar as batalhas que nossos adversários planejam fazer. – Lorde Cerwyn era realmente muito astuto e Clarysse não sentiu desconforto em tê-lo segurando seu ombro. Pelo contrário, sentia que estava sendo seu aliado. Um dos primeiros e valiosos. – Em Porto Branco, como Lady Clarysse nos informou, seu esposo já providenciou a preparação de uma frota de navios de guerra, o próximo passo é garantir que os rumores de uma invasão à Muralha não sejam verdadeiros.
— Quer enviar uma mensagem aos patrulheiros?
— Não, milorde. Devemos enviar homens. Órfãos, aleijados, todos que não desejam e não podem lutar as guerras do Norte devem ir para a Muralha. Lá terão proteção, comida e serão úteis. Treine-os brevemente aqui, em Winterfell, e então os envie para a Muralha. Aleijados podem atirar com arcos e bastardos são tão bons guerreiros quanto filhos bem nascidos. Eu estive na Muralha por dois meses, se posso lembrá-los. Nenhum irmão é recusado.
— Isso diminuiria consideravelmente nossos números.
— Apenas os números de mortos em aldeias e vilas. Asseguro-lhe, milorde, que os bons nortenhos desejam vencer ao seu lado. E se mostrar essa generosidade e essa boa estratégia, então confiarão em suas ordens e serão leais. – Theon então olhou para Roddrick, mesmo o rapaz não ergueu objeções.
— Alguém encontrou algum equívoco no plano de Lorde Cerwyn?
A sala permaneceu em silêncio.
Lorde Stark suspirou, aliviado.
— Então, por favor, vamos terminar esta reunião.
Fale com o autor