Stonefield

2 Let's be GREATTER


Notas iniciais
Heyy gente! Então, vocês provavelmente devem estar "o que isso tem a ver com stonefield/homem-aranha??" bom, espero que vocês peguem alguma coisa desse capítulo, só garanto que a história é bugada ;)

Assim que cheguei em casa, meti a cara nos livros e estudei até a hora de eu começar a sentir fome e a necessidade de fazer uma visita a minha cozinha. Estava com uma vontade absurda de comer brigadeiro, mas eu precisava emagrecer.

Depois de meia hora olhando para dentro da geladeira e esperando que algo gostoso magicamente brotasse em um dos compartimentos, o meu celular bipou.

“Mensagem de Bianca Amado: Ei bonita, por que você foi embora aquela hora? A gente poderia voltar nós três juntos conversando!”

Conversando. Aham. Ela e o namorado, só se fosse. O menino deve ser fiel mesmo, só tem olhos para a garota dele, nem para ser educado e falar oi olhando na cara das amigas ele olha.

“Enfim, você nem vai acreditar! Ele me chamou de ‘a menina mais linda desse mundo’, abrindo uma caixinha com um anel – calma que ele não me pediu em casamento, e oficializou o nosso namoro! Aw, ele não é tão fofo?”

Ok. Eu definitivamente vou comer brigadeiro.

Mais tarde eu respondi a ela um “que legal, que bonitinho.”, afinal, parece que esse menino apronta uma todo o dia, já não aguento mais ouvir o quanto ele é fofo e lindo.

Mas, para a minha surpresa, por volta das seis horas quando eu estava assistindo um filme, eu recebo uma mensagem de Leo!

Meu coração quase foi na Lua e voltou! Ele nunca me mandava mensagem, era difícil. Eu mal conseguia digitar de volta no celular.

“Hey Luna, tudo bem? Meus tios deixaram fazer o trabalho aqui em casa! Você vai poder sexta, então?”

Depois de todos esses cinco anos, eu nunca tinha ido na casa dele, meu Deus, estou um pouco nervosa em relação a isso.

“Claro! Logo depois da escola ou depois do almoço?”

“Você que sabe, eu e os meninos vamos almoçar pela redondeza, se você quiser vir junto também, está mais que convidada! J”

Está mais que convidada, como assim??

“Haha obrigada. Acho que vou almoçar com vocês então J”

“Ok. Eu tenho que ir estudar, amanhã a gente se vê! Beijos!”

“Beijão”

Gente, ele é tão bonitinho escrevendo... Parece ele falando.

Depois desse meu mini heart attack, voltei à cozinha para pegar o brigadeiro da geladeira. Queria pedir para Bianca vir aqui comer comigo, mas ultimamente ela sempre tem inventado desculpa para não sairmos juntas. Só quer sair com o oficial namorado, agora.

Eu também não estou a fim de chamar Manuella, Gabi ou Anna. Eu sempre fui a ultima opção para as três, então nem vou tentar.

Neste momento eu só queria a Diana. Mas ela mora tão longe... E ela está estudando para um prova superdifícil. Só sobram os meninos.

Mateus está no futebol, Dan mora longe e Leo... Eu não tenho coragem de chamar...

A única coisa que eu queria era um namorado para eu poder mandar mensagem quando eu quiser, para poder ouvir todos os desabafos que eu guardo para mim mesma por receio de encher o saco das outras pessoas. Só um ombro para chorar. Custa muito mais afogar minhas mágoas num brigadeiro com centenas de calorias.

Gorda, fazendo gordice, solteira aos 18 anos praticamente... O que poderia ficar pior?

Mandei uma mensagem para o Mateus prestando socorro.

“Quando que você não está no tédio, Luna?” – ele me respondeu alguns minutos depois.

“Posso te ligar?”

“Claro”

Coloquei nos favoritos e no topo da lista o número de Mateus começou a brilhar.

– Heyy.

– Olá entediada. Fazendo o que?

– Comendo brigadeiro e vendo filme, e você?

– Ahh, que vontade de comer brigadeiro.

– Vem para cá então. Eu moro dois quarteirões de você, só!

– É bastante coisa, beleza? E sua mãe por acaso deixar você ficar sozinha a noite com um menino em casa?

– Ela não liga se for você.

– Desculpa, florzinha, eu ainda tenho que estudar para o teste de amanhã.

– Eu te ajudo...

– Por que você não chama uma das suas amigas?

– Você sabe porque...

– Eu estou começando a achar que vou ter que convencer ao Leo a ser seu namorado.

– Caraca, por que todo mundo fala que eu preciso de um namorado?! Eu não preciso, ta? Posso viver muito bem solteira, sozinha, com sete gatos para tomar contar!

– Luninha, vocês está comendo brigadeiro e vendo um filme, que eu aposto que um desses românticos que você adora e provavelmente vai começar a chorar a qualquer momento, se lamentando porque essas coisas não acontecessem com você.

Depois dessa eu fiquei em silêncio. Ele me conhecia bem demais. E devido a essa demora, ele riu pelo o outro lado da linha.

– Você acabou de se entregar.

– Mateuuuus, para de engordar aí e vem ficar aqui comigoo...

– Minha linda, quem está engordando é você, porque eu estou comendo iogurte e você brigadeiro.

– NOSSA, depois dessa não vem mais não.

– Não te chamei de gorda.

– Não, imagina.

– Minha filha, você tá na TPM ou necessitando de um namorado urgente.

Respirei fundo e ri.

– Ou os dois.

Ele deu uma gargalhada e respondeu mais uma vez que ia definitivamente arruma um jeito de eu e Leo ficarmos juntos. Finalizei respondendo que eu já estava há cinco anos tentando, lhe desejando boa sorte.

No dia seguinte acordei com dor de cabeça, tive um pesadelo horrível em que caía de um abismo para a escuridão e um bando de coisas começavam a rodar ao meu redor. Não parece tão intimidador, mas no momento em que uma espécie de elástico grudou na minha cintura e eu bati a cabeça no chão, acordei suada e nervosa. Pareceu tão real.

Levantei da cama e tomei uma ducha rápida para tirar esse suor do meu corpo. Botei minha saia de sempre, uma blusa e minha bota. Peguei meus livros, tomei um café da manhã rápido. Minha mãe já estava me esperando no carro.

O dia na escola passou como outro qualquer. Mateus chegou cedo, me pagou outro Frapuccino, ficamos conversando até os meninos começarem a chegar, conversamos mais, me senti mais fechada quando Leo chegou, mas ele entrou na conversa e continuamos até o professor chegar.

– Psiu, Leo! – chamei-o no meio da aula de Biologia, cujo mesmo só estava nos rabiscos. Ele ergueu a cabeça e as sobrancelhas, fazendo uma cara de inocente – Acho que não vou poder almoçar com vocês sexta, porque...

– Ah! Antes que você continue, desculpa interromper, mas isso que eu precisava falar. – ele olhou aos arredores como se fosse um grande segredo. – Tem problema você sentar aqui? – ele colocou a mão na cadeira atrás dele.

Olhei para a professora, que só estava explicando para o Miguel uma coisa que ele não tinha entendido e mudei para trás dele.

– Minha tia não está podendo receber visitas essa semana e não sei quando poderá. – ele pareceu meio desconfortável quando disse isso — Aí não vamos poder fazer o trabalho lá em casa. Você tem Skype, não tem?

– Leo, deixa de ser bobo. Faz lá em casa, sem problemas! Não vai ser a primeira vez.

– Sua mãe não se importa?

– Você sabe que ela gosta de vocês!

Ele riu baixinho.

– Ok então. Fechou.

Sorri e ia voltando para meu lugar quando eu ouvi um “hey, pera aí” e voltei para trás dele.

– Eu sonhei contigo hoje e foi meio louco.

Meu coração deu um minipulo e fiquei com medo de ter corado. Não pude evitar um sorrisinho de satisfação brotando em meus lábios, cujo fui obrigada a transformar num de curiosidade.

– Como foi?

– Bem, nós estávamos caindo.

What? “Caindo”?

– Parecia uma torre, não sei. Só sei que algo me atacou e você caiu, mas eu não. E enquanto essa coisa que me atacou não fosse embora, você não caía, mas ao mesmo tempo estava caída.

– Você fumou o que, Leonardo?

– Não sei, cara!

Nós rimos e ele continuou.

– Só sei que uma hora essa coisa desapareceu no meio do nada e você caiu e eu também caí, só que parecia que eu estava tentando te segurar e você continuava caindo. Você loucamente deu uma chicotada próxima ao chão e eu acordei, pois não queria ver o que iria acontecer depois.

Fiquei muda, sem saber o que falar.

Isso foi muito sinistro.

– Eu sonhei que estava caindo e quando bati a cabeça no chão, eu também acordei com medo do que fosse acontecer em seguida.

Ele arregalou os olhos e riu.

– Wow.

– Wow. – repeti.

Luna Stacy, volte para seu lugar agora.

Voltei para meu lugar sentindo meu rosto queimar.

– A culpa não é dela, professora, fui eu quem chamou, desculpa.

E agora arder como fogo.

Como ia ser lá em casa, eu já estava tremendo por dentro. Minha cabeça estava fazendo truques comigo. A hora passava muito mais devagar do que o habitual. Parece clichê, mas meu Deus, só se passaram cinco minutos desde que a professora chamou minha atenção?

Peguei Leo erguendo o celular para mim e tirando uma foto.

– Hey! – exclamei, erguendo a mão para o celular dele.

– Shh! – ele retribuiu, escondendo o celular.

– Por que você fez isso?

– Para te enviar pelo Snap.

– E desde quando você faz isso?

– Desde que comprei um celular com uma câmera de alta resolução.

Dei uma risada, mas senti a professora passando os olhos pelo meu lugar e fingi estar anotando o que ela falava.

O resto do dia passou até que normal, eu fiquei tirando fotos dos meninos e eles minhas, meu celular apitava de segundo em segundo com mais e mais snaps meus constrangedores.

Assim que cheguei em casa, meti a cara nos livros, estudei tudo de ontem e hoje, fui a academia e ainda me permiti comer um sorvete.

“Menina, você precisa emagrecer.”

Pensava isso sobre mim mesma enquanto olhava as fotos de família antigas. Desde minha bisa até mim. Sempre me constrangia quando os meninos vinham aqui em casa e viam essas fotos, não sei por quê.

Mais tarde recebi uma mensagem de Mateus e fiquei conversando com ele até a hora de ir dormir. Não foi nem uma conversa muito animada, só ele me zoando já que o trabalho ia ser aqui e dizendo que ia faltar para me deixar sozinha com Leo. Dan não poderia vir.

– Você vai levar muito na cara se não vier, Mateus.

– Você vai amar que eu não vá.

– Vou nada. Que mico.

– Mico ou não, veremos na sexta. Boa noite, monkey.

– Você me chamou de...

Eu não pude nem completar a frase quando ele desligou o telefone.

Eu queria mandar uma mensagem para Leo, estava sem nada para fazer... E a bolinha verde do Facebook estava brilhando ao lado de seu nome. Mas duvido que ele iria me responder ou CONTINUAR a responder.

Vida louca. Mandarei.

“Heyy”

Ai meu Deus, meu coração.

“Ativo há 1 min”

Ahh que beleza, saiu só porque mandei mensagem, né babaca?

Que ótimo, agora eu pago de menina chata e grudenta.

Depois de dez minutos desisti. Tirei minha saia e minhas botas, fiquei andando só de calcinha pelo quarto, arrumando meu material para o dia seguinte.

PLIM!

Me taquei na cama em direção ao celular. Finalmente ele respondeu!

“Você recebeu ligações de...”

Ahhh vai ser ferrar, cara.

PLIM!

Dessa vez não verei mensagens dessa estúpida e iludidora operadora!

Larguei o celular na cama, mas ele de repente começou a falar aleatoriamente.

“Você recebeu uma mensagem de voz.”

– Caguei para você. – falei para o celular falante e tirei meu rabo de cavalo.

– “Hey Luna! Sou eu, o Leo. Érh... Bem, você deve saber, você tem meu número né, hehe... Ãh... Enfim, eu tentei falar com você durante o dia, mas acho que o seu celular estava desligado ou fora de área...”

WHAAAAT??

...e eu acho que não conseguirei ir sexta aí na sua casa fazer o trabalho...”

Sentir meu coração que estava pulando começar a murchar.

“Mil desculpas, eu sei o quanto isso é chato...”

Você não faz ideia.

“..., mas eu queria me redimir de alguma forma, então quando você tiver algum tempo livre, me ligue para eu te explicar porque eu acho que já está acabando tempo do recardo, se é que hoje em dia ainda tem isso haha! Mas... Então é isso, beijos.”

Ele queria se redimir? Mas eu não quero fazer ele se redimir, se não pode não pode e pronto. Eu não sou criança, sei lidar com isso.

Mesmo assim, não resisti e tive que ligar para ele. O celular não atendia e eu fui obrigada a ligar para a casa.

– Alô?

– Senhora Mary?

– Sim, quem é?

– É a Luna, tudo bom?

– Oi querida! Quanto tempo que eu não te vejo! Mas nem parece, Leo fala tanto de você...

– Ãh... Fala?

Pulos no meu peito.

Fala sim, é uma pena que ele não possa ir fazer o trabalho aí sexta, mas parece que ele não tem estado muito bem esses dias.

– Ah não? O que houve com ele?

Parece muito preocupado, conheço bem meu sobrinho para saber quando ele fica assim. Perguntei o que era, mas ele desconversou.

– Ah sim... Ele está em casa?

Claro, claro! Só um minuto, vou passar para ele. Beijo para você, querida!

– Para a senhora também!

Depois de uns dois minutos com barulhos aleatórios, ouvi Leo descendo o que me pareciam ser escadas, ele finalmente atendeu ao telefone.

“Não deixe a menina esperando, Leo!” – ainda escutei tia Mary se manifestar do outro lado da linha.

– Alô?

– Leo? Oi! É a Luna.

– Oi Luna! E aí, tudo bem?

– Tudo e você? Queria falar comigo?

– Tudo ótimo e queria sim! Lembra aquela convenção de ciências que você queria ir?

– A da Oscorp?

– Sim! Essa mesmo! Então, eu consegui duas vagas para supostos “Peter Parker” e “Gwen Stacy”. Você aceitaria?

– Você colocou dois nomes aleatórios com nossos sobrenomes? – respondi rindo.

– Sim hehe – eu tinha a sensação dele estar sorrindo do outro lado da linha, mas odiava ter que acabar com isso – Somos universitários agora.

– É que... Eu meio que não contei para você, mas eu consegui uma vaga para mim...

Ah, mas isso é ótimo! Eu posso dizer que a Gwen não vai haha.

– Não, você não entendeu. Eu... Lembra que eu te disse que queria estudar Cruzamento de Espécies Genéticas?

Aham.

– Então... Eu estou há dois meses tentando defender meu currículo com outro menino para guiar esta visita pelo prédio de Oscorp. E eu finalmente consegui! Recebi o email faz um mês, então vou começar a me preparar esse fim de semana.

Puxa, Luna, isso é incrível! Pelo jeito você não vai seguir a carreira de sua família.

– Não, vão vou haha

Ué, mas então eu vejo você lá!

– Como assim...?

Eu assisto sua explicação.

– Leo, eu...

Juro que não vou te distrair.

Isso seria um milagre com esses óculos Ray-ban que ele usa e esse jeitinho todo tímido e engraçado.

– Ok. – respondi rindo timidamente – Aqui, sua tia me disse que você não estava muito bem, é verdade?

– Ahh, minha tia cismou com isso. Não se preocupe, eu estou ótimo.

Hesitei antes de responder, o tom dele tinha mudado.

– Bom... Eu agradeço pelo convite então, a gente se fala amanhã!

– Ok! Obrigado por ligar e desculpa por sexta...

– Que isso. Beijos.

– Beijos, até!

Caraca. Essa teria que ser minha melhor apresentação. Leo já tinha me visto apresentar milhares de trabalhos, mas nunca um desses que pode entrar para o currículo de minha faculdade.

Notas finais
Gostaram??? REVIEWS BABY Beijoss, até a próxima!