Notas iniciais
Olá gente *u* Queria postar antes, mas eu estava morreeeeeendo de cansaço por causa da facul D:
Ah, eu quero dedicar esse capítulo a BIA que me fez uma linda recomendação *u* Obrigada sua linda ♥
Queria convidar vocês à lerem minha fanfic sobre o lado "obscuro" da coisa, ou seja, Governador / O.C / Merle *---* Espero vocês por ali gente ♥
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— POV DARYL —

Fazia mais de meia hora que eu estava vagando em torno da floresta em busca de algo para comermos. Sarah estava muito fraca, o que me deixava preocupado.

Ela passou por muitas coisas difíceis nesses últimos meses, teve que assumir muitas responsabilidades perante o grupo e estava alcançando seu lugar em meio aos mais fortes. Deixou de ser aquela garotinha frágil que precisava sempre de mim. Agora ela tinha sua independência, sabia se virar sozinha se fosse preciso, mas mesmo com todas essas coisas, ela não deixou de ser uma pessoa doce e preocupada com todos.

Por mais perigoso que pudesse ser, Sarah carregava um filho meu, e confesso que estou assustado e feliz ao mesmo tempo. Na verdade, desde que Sarah apareceu em minha vida, muitas coisas pareciam confusas e diferentes. Emoções conflituosas cercavam a minha mente desde que ela anunciou que estava grávida.

Eu realmente queria tê-la sempre por perto, contudo, é muito perigoso permanecer na estrada, principalmente para uma mulher grávida.

Se ela continuasse com o grupo na prisão, teria todo o acompanhamento necessário em sua gravidez, apesar de que para Lori isso não foi o suficiente... Isso me deixava profundamente angustiado. Queria estar ao lado dela nesse momento, protegendo-a da maneira que apenas eu sou capaz.

Essas confusões todas estavam me dando uma tremenda dor de cabeça. Apesar de tudo, eu estava feliz por ela estar comigo. Merle estava me saindo melhor do que a encomenda, já que inexplicável e inacreditavelmente ele estava sendo razoavelmente “bom” com ela. Acho que essa coisa de ter mais alguém na família — visto que fomos somente eu e ele desde o começo — estava mexendo com a cabeça dele. Sinceramente, com a minha também... Certa parte de mim mal podia esperar para ter uma criança minha e de Sarah. Eu não sabia que tinha jeito com crianças até me apegar à Judith.

Caminhei por mais uma hora floresta adentro e avistei um lago ao longe. Já que não havia conseguido nenhum esquilo ou algo do gênero, teria que tentar a sorte com algum peixe, mas antes voltaria para falar com Sarah e Merle.

Conhecendo-a como a conheço, tenho certeza de que ela deveria estar impaciente aguardando meu retorno. Sarah tinha dessas coisas, de estar preocupada com todo mundo, menos com ela.

Levei cerca meia hora no meu trajeto de volta, e a se julgar pelo sol, já se passava das 15h.

Assim que cheguei ao local onde havia os deixado, notei que Sarah estava sentada no mesmo lugar. Sua cabeça repousava no ombro de Merle e seus olhos estavam fechados. Não sei explicar por que, contudo, aquilo me deixou extremamente desconfortável.

Abaixei-me a frente dela e vi que seu rosto estava molhado de suor. Encostei minha mão em sua testa e constatei que ela estava febril. Ao sentir o meu toque, ela pousou sua mão sobre a minha, abrindo seus olhos em seguida, encarando-me com aquela imensidão verde que me fazia esquecer todos os problemas.

Ela levantou-se cambaleante e me abraçou.

Merle permaneceu em silêncio durante todo o tempo, levantando-se alguns minutos depois.

— A boneca não está legal. Desde que você saiu, ela só ficou pior — comentou dando de ombros.

Sinceramente, essa mania dele de chamar a Sarah de boneca estava me incomodando. Infelizmente não havia nada que eu pudesse fazer sobre isso, já que ele está agindo apenas como... bem, como ele mesmo.

— Não tem nada além de formigas e mosquitos por aqui — falei abraçando-me a ela. — Seria melhor procurarmos uma casa, ou algo assim, para encontramos comida e passarmos a noite.

— É isso que seus amiguinhos covardes te ensinaram? Procurar comida e se esconder em casinhas? — sinto que Sarah se encolhe um pouco com o seu comentário. Confesso que fiquei mais desconfortável do que gostaria.

Eu havia ficado mais de um ano com o grupo do Rick. Mesmo distantes, éramos próximos de alguma forma.

— Cala a boca, Merle. Tem um lago mais abaixo, podemos reabastecer nossas garrafas e tentar a sorte com alguns peixes.

— Eu concordo com o Daryl, precisamos encontrar uma casa, pelo menos para passar a noite. Não temos mais barracas ou coisas assim — Sarah posicionou-se, um pouco receosa.

— Vocês que sabem, seus frouxos — disse Merle. — Vamos achar o tal lago e pegar alguns peixes então.

Seguimos em direção ao lago que eu tinha visto. Assim que chegamos bem perto, eu não podia pedir por coisa melhor. Havia uma pequena cabana bem no centro do lago, que deveria ser utilizada por pescadores ou caçadores. Estávamos bem no centro da floresta, o que queria dizer que não havia muitos walkers vagando por aqui, além do mais, a cabana tinha apenas uma pequena pontezinha de madeira, mais ou menos da largura de uma tábua. Como eles não eram muito espertos, creio que eles não conseguiriam chegar até a casa, e se chegassem seriam em pouca quantidade. Era um local perfeito para passarmos a noite, e quem sabe até alguns dias.

Vejo que Sarah sorri ao avistar o mesmo que eu. Merle parecia simplesmente entediado.

Sarah permaneceu sentada a beira do lago, enquanto Merle e eu tentávamos matar alguns peixes grandes que estavam mais na beira com o auxílio de uma faca.

Podia dizer que nossa pescaria até que foi bem sucedida, a julgar pelo fato de que conseguimos matar os dois maiores que estava na margem.

Limpamos os peixes, e quando terminamos já estava escurecendo. Sarah praticamente dormia sentada. Eu fui sozinho até a cabana pra verificar se estava tudo limpo. Não havia nenhum walker por lá.

Era uma cabana bem pequena, havia apenas uma peça. Tinha uma mesa comprida encostada em uma das paredes, um pequeno balcão com duas portas ao lado, e sobre ele havia um lampião e um fogareiro, isso seria bem útil. Havia cerca de uns cinco colchonetes parados em um canto, um armário simples, algumas varas de pescar e armas de caça penduradas na parede.

Com certeza era um local que as pessoas vinham apenas para passar uns dias pescando e caçando. Estava tudo bem organizado, então acredito que ninguém havia invadido o local. Do lado de fora havia um pecinha pequena. Abri a porta e notei que era um banheiro. Após verificar tudo, fiz sinal para que Merle e Sarah viessem.

Ela veio primeiro, e parecia estar radiante apenas por ter encontrado um local pra ficar. De uns tempos pra cá, coisas que nem daríamos importância antes de o mundo entrar na merda, agora pareciam o paraíso para nós.

Sarah entrou na cabana e foi direto em direção ao armário. Ali dentro havia alguns lençóis, edredons e alguns casacos grossos. Merle e eu demos uma checada no balcão. Ali dentro havia coisas básicas, como sal, açúcar, café solúvel, álcool e querosene para o lampião. Não havia nada de comida, mas aquilo já era bem útil. Na outra prateleira havia uma frigideira e óleo de cozinha. As coisas estavam indo bem.

Enquanto eu preparava os peixes, Merle dava uma olhada nas armas de caça que estavam ali penduradas. Elas pareciam boas, entretanto, com certeza seria bem difícil encontrar munição para elas.

Sarah estava entretida arrumando nossas “camas”. Ela havia pegado dois colchonetes e colocado um ao lado do outro, por cima estendeu um lençol e com um dos edredons fez uma espécie de travesseiro. O que mais me impressionou foi o fato de que ela repetiu o processo, fazendo uma cama para Merle também.

Ela era tão bondosa... Mesmo com tudo estando uma bela porcaria, por assim dizer, ela se preocupava até com meu irmão, que não era a melhor pessoa do mundo.

Assim que terminei de fritar os peixes, Merle e Sarah se juntaram a mim no meio da cabana. Sentamos no chão e aproveitamos nossa tão merecida refeição.

As coisas até que estavam indo bem, não achei que seria tão fácil encontrar um lugar seguro para passar a noite.

Terminamos de comer e fomos para nossas camas. Antes de apagar o lampião, presenciei a cena mais rara da face da terra: Antes de deitar-se, Merle olhou pra Sarah e sorriu, em sinal de agradecimento. Apaguei o lampião e deitei-me ao lado de Sarah, aconchegando-a em meus braços. A julgar pelos milagres que aconteceram hoje, iriamos ter um grande temporal em breve.

Notas finais
E então? *u*