Steps

11 Morto- Furacão


Notas iniciais
Bom, desculpe a demora, mas tem 'alguns' capítulos prontos e vou começar a disponibilizar de novo :3

25/10/2013

Cinco dias.

Cinco dias se passaram desde que a ideia de Nico ter sido sequestrado rondava minha mente como um furacão de cores. Não eram corem brilhantes... Nico não estava ali. Talvez ele nunca voltasse... Não eram cores brilhantes.

Eu finalmente descobri de onde conhecia Leo. Onde tinha visto aqueles cachos e aquele sorriso travesso. Aquele filho da puta frequentou a casa de Nico. Ele TOCOU o Nico. O grande filho da puta que me deixou largado no chão em uma noite de inverno.

Sangrando, sem dinheiro e –principalmente- sem memória.

Leonardo Valdez.

De imediato corri para casa depois daquela tarde com Thalia, tentar procurar qualquer tipo de prova que pudesse me ajudar. Depois fui direto para os Di Angelo expor tudo que havia descoberto e eles começaram a chorar no mesmo nano segundo que comecei a explicar o acontecido.

Fui com eles até a delegacia onde prestamos queixas e o policial teve que reabrir o meu caso.

Fiquei detido durante longas 4 horas repetindo as mesmas coisas para um cara ranzinza que ficou responsável pelo meu interrogatório. 4 horas de perguntas sobre Nico, sobre mim, sobre minha relação com Nico.

Tudo girava sempre em torno disso. E se Thalia estivesse certa? Eu causara tudo isso para o moreno?

Dispensaram-me passava de uma da manhã, então fui direto para casa e só parei até estar em baixa de uma ducha gelada.

A água caia e levava toda meu desapontamento por ter novamente vida de alguém escapando por entre meus dedos. Nico era uma Reyna. E se assim como ela, Nico morresse?

XXX

27/10/2013

Acordei exausto e com milhões de perguntas ecoando por minha cabeça. Os ‘e se’ eram maiores do que eu conseguia aguentar. Levante-me lentamente da cama com o intuído de entrar em uma banheira, ligar o secador de cabelo e gentilmente joga-lo junto a mim.

A conversa com Rachel foi assustadora e até um pouco esclarecedora.

Inimigos?

Pensando bem, aquela conversa não me sai da cabeça!

Ela me ligou e pediu para aparecer em sua casa. Disse que era urgente e que se eu não aparecesse, ela me castraria. Eu- com todo medo do mundo- fui sem hesitar nem por um minuto.

Cheguei a grande mansão de Percy e o próprio me atendeu.

–Você?- ele me olhou com... nojo.

Olhei para trás fingindo ironia e retornei meu olhar para ele.

–Não, também tem o Papai Noel... mas ele está com a capa do Harry Potter. ‘Sacomé!

Ele observou-me por um longo minuto e perguntou o que diabos eu estava fazendo ali. Engraçado... eu me perguntava o mesmo!

Nesse mesmo momento uma chuva de laranja surgiu na porta expulsando Jackson e me puxando para dentro. Não sabia o que fazer e se era seguro me afastar. Vamos lá... melhor ter bolas do que fugir de um furacão ruivo!

Ela me levou até a sala que era cheia de coisas velhas e belos móveis. Só a mobília e utensílios daquele lugar, era o preço do meu apartamento.

Havia quadros de gatos e retalhos de tecidos que eu não entendia, mas deveria ser arte.

Rachel me obrigou a comer uns biscoitos e o chá. Eu não gostava de chá, mas ela pareceu se mostrar bem insistente quando me ofereceu chá pela 5º vez.

Estava experimentando omaldito chá, quando ele foi expelido da minha garganta...

– Sei onde está Leo... e possivelmente acharemos o Nico com ele!

Eu engasguei e tossi algumas vezes, tentando me livrar do resto de líquido que tentava me afogar. A fitei meio desnorteado e sua monotonia continuava intacta.

–Você sabe? E não pensou em dizer em uma das quinhentas vezes que eu liguei perguntando?

Ela observou o chão e me encarou com aqueles grandes –assustadores- olhos verdes. Eles pareciam ver tudo ao seu redor... mesmo fechados.

–Eu não sabia se era o certo...

Eu ri com ironia e me levantei.

– Se era certo o que? Avisar para a polícia onde poderíamos encontrar a pessoa que me espancou ou encontrar seu melhor amigo que está desaparecido?

– Eu não sabia se era certo entregar para a polícia um amigo para recuperar outro...

–Não sabia que você era amiga do Leo...

Ela se levantou ainda sem me responder e caminhou em direção ao bar. Pegou um copo, pôs gelo e um líquido meio caramelo. Tudo sem me responder...

–Rachel? – chamei a observando derramar a bebida de uma vez só garganta à dentro.

–Existem uma infinidade de coisas que você não sabe, Jason.

–Explique-me então. – rebati

–Jason... isso não é sobre o Leo. Pelo menos não tudo. Existem outros... conflitos. Conflitos que vão além de mim ou você. São coisas que eu não posso mudar... coisas que acontecem a muito tempo, para acabar assim...

–Sinceramente? Eu não estou entendendo nada...

–Claro que não.- ela sorriu como se eu fosse uma criança de colo e continuou- Loirinho, o problema aqui é que não é só o Leo envolvido. Existem outros incontáveis que estão junto com ele. Havia todo um plano direcionado para você. Leo? Ele era parte crucial do plano. No entanto, de um tempo pra cá, o Valdez começou a se apegar verdadeiramente ao Nico. Isso não deixou o ‘líder’ muito feliz...

–Rachel...- eu comecei a falar mas ela se apressou.

–Olhe, ele sabia demais. Sempre soube e esse era sempre o problema. Ele não sabia só sua parte no plano. Ele estava ciente de tudo que acontecia...

Eu me sentei novamente no sofá de couro da sala dos Jackson e inspirei lentamente.

– O que o Leo ‘sabia demais’? Que o Nico não merecia ser machucado? – Gargalhei secamente- Por que parece que ele já o machucou. Ou melhor, está machucando enquanto estamos aqui tendo essa conversa.

–Grace, como eu disse, as coisas são maiores. Há muita gente por trás disso. Pessoas que tinham alguma mágoa ou problema com você e se vingaram no dia da praça. Mas pelo que percebi, não acharam o suficiente e tentaram machucar algo mais... precioso.

‘Algo mais... precioso’

Estávamos falando de alguém, e não de Senhor dos Anéis.

–Nico? Isso que você se refere como ‘precioso’ é o Nico?

–Você é um pouco lento, né?!

–Olha só, Rachel. Eu não tenho nenhum inimigo. Nunca tive!

Ela sentou-se novamente já com a segunda dose da bebida em mãos e cruzou as pernas, batendo o pé nervosamente.

–Eu não devia ter te falado sobre nada disso. NADA! Mas se eu fosse você procuraria alguém chamada ‘Zoe’. Uma amiguinha do Di Angelo que ficará feliz em te ajudar.

Ela virou o líquido do copo e deu aquela conversa por encerrada.

Ainda na banheira mas sem a companhia do secador eu pensei em Nico.

Ele era tão frágil, como uma porcelana. Às vezes eu precisava me lembrar disso, quando eu ia abraça-lo ou algo assim.

Nico nunca machucara ou machucaria alguém, e nesse exato momento ele deve estar sendo machucado. Deveria estar sofrendo... e isso me fazia sofrer.

E com certeza esse meu ‘inimigo’ sofreria!

Notas finais
Recomendem, comentem e façam o que acharem que a fic merece. :*