Steps

12 Morto- Plano


Notas iniciais
Bem, acontecerão algumas mudanças: Só postarei capítulos na terça (Lá em baixo falo mais sobre isso) e quero o mínimo de 5 comentários (o que é bem pouco, né pessoal) -Rayssa, você vai aumentar essa meta?: NÃO! Vai sempre ser 5. Eu só estou querendo um pouquinho de reconhecimento :'( E falando nisso... OBRIGADA a leitora que recomendou a fic :3

16/11/2013

Cheguei em casa e simplesmente joguei-me na cama de roupa e tudo. Sociologia estava me deixando louco, mas não tanto quanto a aluna do terceiro ano.

Piper era charmosa e me fazia segurar uma ereção toda vez que passava por mim com um sorriso no rosto e cantando “Young teacher the subject of schoolgirl fantasy. She wants him so badly, nows what she wants to be”

Hoje foi um dos dias ‘especiais’, por que era seu aniversário de 19 anos, e segundo ela, “ela poderia namorar alguém com sei lá, 24 anos, sem ser pedofilia.” Eu gelei e dei um mini sorrisinho só para ela saber que eu havia entendido.

Eu não gostava de Piper, só a achava deslumbrante. Não podia me dar ao luxo de gostar de ninguém. Não depois de 35 dias sem Nico.

Ele era somente uma vitima da minha aproximação. Depois de contar o ocorrido para os Di Angelo, eles pararam de falar comigo. Eles me culpavam pela ‘morte’ de seu filho.

Sim, era o que a polícia dizia. Que Nico estaria morto por aí e que só não acharam o corpo ainda.

Fechei bem os olhos tomando uma lufada de ar e expirando lentamente, tentando lembrar do rosto de Nico. Às vezes eu não recordava seus traços e isso me apavorava. Não havia fotos ou qualquer meio de lembra-lo, e eu não podia esquecer Nico. Hoje em especial, eu não conseguia lembrar de seus olhos. Só me recordava da cor, mas nada além disso.

Como pude esquecer aqueles olhos que me paralisavam? Que –quando queriam- me deixavam com medo...

Me levantei brutamente e decidido a arrumar alguma foto de Nico. Quem poderia ter?

RACHEL!

Para pedir isso a ela, teria que passar por Percy, mas isso seria a parte fácil. Difícil seria explicar o por que eu precisava da foto...

Eu não sabia explicar aquilo nem para mim mesmo!

XXX

Fazia um tempo que não passava por aquele grade portão. Basicamente desde que descobri o envolvimento de um ‘inimigo’ provavelmente não existente e comecei a me culpar por tudo que estava acontecendo.

Bati na porta e aguardei a empregada me apresentar e chamar-me para entrar. Novamente não pude deixar de contemplar a beleza do lugar, mas algo parecia remotamente diferente. Talvez a mobília ou a iluminação. A verdade era que da última vez eu tinha esperanças ligadas a Nico, e agora tudo se foi.

Suspirei e abracei Rachel que veio caminhando em minha direção.

– O que houve, loirinho?

– Vim te pedir um favor. Você por acaso tem uma foto do Nico?

Ela pareceu refletir por algum tempo e me pediu para aguardar na sala de estar enquanto ela procurava o objeto. Espantei-me ao perceber que ela não quis saber o por que da procura pela foto.

Sentei no sofá preto de couro da sala e ouvi um barulho estridente e bem animado vindo... Debaixo de mim?!

Um celular.

Provavelmente o celular de Rachel. Estava emoldurado por uma capinha roxo e a chamada era de alguém com o número bloqueado. Não sabia se atendia ou não. Gritei o nome de Rachel umas 3 vezes com esperança de ela vir atender a chamada que custava a parar, mas nenhum sinal da ruiva. Decidi por fim atende-lo e explicar quem era e por que havia atendido um celular que não me pertencia.

Do outro lado da linha a voz de Leo me saldou.

XXX

Estava parado dentro do meu carro estacionado em uma esquina qualquer onde o ponto de encontro foi marcado. Inspirava e expirada lentamente, como se para ficar cada vez mais calma... não estava adiantando.

O vi caminhando em minha direção e desci pesadamente do carro andando ferozmente em sua direção. O vi de relance passar a mão pelos cabelos e olhar pro chão, antes de me encarar e soltar aquele sorriso maroto.

–Leo...

Ele não respondeu. Passou por mim e caminhou uns dez passos antes de olhar para trás e continuar avançando; claramente me mandando segui-lo. Sabia que aquilo era perigoso... seguir o sequestrador de Nico? Mas quando lembrei do rosto pálido do moreno, o segui sem pestanejar. Eu tinha que acabar logo com aquilo!

Ele adentrou um prédio em ruínas enquanto eu andava em seu calcanhar. Minha vontade? O socar com toda força que possuía e todo rancor que guardara. Meus atos? Segui-lo sem levantar dúvidas.

Tivera que prometer ir sozinho e não o agredir, para que ele comparecesse e me explicasse tudo que havia acontecido.

Por um longo período de pânico não o avistei. Me virei para todas as posições possíveis, até ficar tonto e parar olhando para o chão.

–Acho melhor se sentar...

A voz veio da minha direita, então vire-me bruscamente nessa direção. Ele estava lá: Cabelos cacheados e olhar distante. Algo estava diferente... mas não consegui notar o que era. Talvez seu sorriso, antes brincalhão e até mesmo pervertido. Que agora parecia uma mascara de dor.

– A última coisa que quero agora é sentar-me.

– Entendo...

–Vamos direto ao assunto?- suspirei pesadamente e peguei meu celular – Quando?

–Amanha! Mas antes você não quer saber minha parte na história? Creio que precisará saber algumas coisas para fazer o que planejamos.

Relutante, sentei-me diante dele em um banco de madeira e ele se aproximou.

Senti meu sangue queimar nas veias e minha vontade de enforca-lo até a vida escapar de seus lábios só aumentava.

–Jason, eu fui um dos responsáveis por sua memória.

–Eu já sabia!

– Eu desconfiei... você parece saber de algumas coisas!

E então ele me contou.

Falou da ‘seita’ e de como ela funcionava.

Movida pelo ódio sem motivo, às pessoas assaltavam outras em plena rua e desfaziam-se dos pertences o quanto antes. Por que? Por que o único motivo do assalto, era machucar o assaltado em questão.

Uma seita com o objetivo de machucar pessoas. Com o objetivo de matar pessoas.

Eu? Por conta de Zoe havia sobrevivido.

Leo explicou-me que Zoe estava a mais de um ano tentando sair da ‘justicia’, mas o Líder não permitia. O líder em questão era apenas nomeado por seu cargo, e sempre utilizava uma máscara.

Na noite de 15/ 05, estavam presentes Leo, Zoe e o Líder. Sendo que Zoe estava ali como que para ‘provar’ que ainda era confiável.

Ela não era.

Depois de Leo e o outro homem me baterem quase até a morte, o chefe pediu para Zoe verificar se eu tinha finalmente morrido.

Ela afirmou que sim, mesmo escutando meus batimentos e vendo meus olhos piscarem lentamente. Ela afirmou que eu não estava mais ali, quando eu claramente estava.

O cachecol rosa, pertencia a ela. Bem, ela havia pegado emprestado de Thalia, e nunca devolvera.

Agora tudo fazia um tanto quanto sentido. Nico culpando Thalia por isso pois o cachecol pertencia a ela, e nós nunca imaginaríamos que ela poderia emprestá-lo para uma amiga.

Quem em sã consciência culparia Zoe Doce-Amarga de machucar uma mosca?! Com sua pele mesclada e seus olhos castanhos cor-de-café, ela poderia ir para L.A. e virar uma modelo famosa. Participante de uma seita do mal? Acho que não!

Como Leo entrara nisso? Ele conhecia alguém, que conhecia alguém que vendia drogas pela metade do preço para quem participava da seita. Ele era um viciado... o que poderíamos esperar?

E o Líder? Ninguém sabia seu nome ou seu rosto. Mas Valdez tinha seu endereço; e naquele momento, a única coisa que eu precisava era isso.

O Líder estava com Nico di Angelo.

Notas finais
Eu só postarei terça por que estudo integral (7hrs à 17hrs) e agora também comecei a trabalhar. Então está ficando bem puxado! Bom, aqui é a hora que vocês avaliam a fanfic...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.