Stepfather

3 Visita à meia-noite & Decisões.


Notas iniciais
Hey, guys! Boa leitura!

P.O.V Da Sam

Chequei a hora no meu iPhone pela última vez, já era 23:55 da noite e a qualquer momento o Benson poderia entrar no meu quarto. Deixei a porta entreaberta e fiquei deitada na cama, eu não estava com medo, pois algo me dizia que eu não deveria temê-lo, mas em compensação eu estava muito ansiosa. Sabia perfeitamente que aquilo tudo era errado, eu não deveria estar esperando aquele homem, havia dois motivos para isso, ele era maior de idade e ainda por cima namorado da minha mãe.

Prendi a respiração quando vi a porta sendo aberta, meu quarto estava sendo apenas iluminado pela luz do abajur, na verdade não estava tão iluminado assim. Ouvi ele trancando a porta com a chave que havia ficado na fechadura, me sentei na cama e fiquei observando aquele homem que se aproximava com calma, não conseguia enxergá-lo claramente, mas aquilo estava sendo interessante.

— Sou pontual, baby! — Falou com aquela voz sexy, grossa e rouca à ponto de causar arrepios.

Ele sentou na cama, senti seu perfume, ele estava tão perto de mim.

— Vem aqui, senta no meu colo, boneca. — Me chamou, não ousei sair do lugar, eu estava paralisada o olhando, a luz do abajur era o suficiente para iluminar o necessário, naquele momento estava conseguindo vê-lo com mais nítidez.

Ele me puxou pela cintura e me fez sentar em seu colo, colocando minhas pernas em volta dele. Arfei sentindo suas mãos deslizarem por minha cintura, sua boca foi para o meu pescoço onde ele beijou e começou a distribuir pequenos chupões.

— Aaah! — Gemi baixinho, fechei os olhos e automaticamente meus braços ficaram em volta do seu pescoço. Me contorci em seu colo, gemi com um chupão que ele depositou e beijou o local.

Fui pega de surpresa quando ele me beijou, apertou minha cintura e passou a língua entre os meus lábios, foi inevitável, acabei cedendo. Acariciei sua nuca quando senti sua língua explorando a minha boca com tanta avidez, retribuí o beijo na mesma medida. O beijo dele era delicioso, eu conseguia sentir perfeitamente o sabor de hortelã, eu era virgem, mas não Santa, e eu estava gostando muito de beijá-lo.

— Freddie, é melhor você...

— Shiii. Sem conversas, apenas gemidos. E se for falar alguma coisa, que seja algo que me excite! — Avisou me interrompendo.

Ele rapidamente me deitou na cama e sem qualquer aviso, foi logo tratando de abaixar a calça do meu pijama. Retirou minha calça e me deixou apenas de calcinha e com parte de cima do meu pijama, eu estava sem sutiã.

Fiquei completamente sem reação, ele afastou minha calcinha para o lado e abriu minhas pernas.

— Não... Não pode... — Tentei impedí-lo, mas me calei e arfei quando senti ele abocanhar minha intimidade.

Estremeci sentindo sua língua me explorando, seus dedos me acariciavam enquanto ele começou a me chupar. Gemi baixinho, fechei o olhos, meu coração batia à mil. Eu estava ganhando meu primeiro sexo oral e aquilo estava sendo tão prazeroso.

— Aiii. — Gemi quando ele me penetrou um dedo, aquilo me causou um certo incômado e uma dorzinha.

[...]

— Adorei você gozando na minha boca... Você é muito gostosa loirinha, é muito cheirosa, apertadinha e toda lisinha. Amei isso! — Falou com a voz completamente rouca, ajeitou a minha calcinha e se levantou. — Boa noite e tenha bons sonhos, baby! — Falou antes de ir embora.

Continuei chocada, estava tremendo, meu coração estava quase saindo pela boca e minha intimidade estava formigando. Ele havia me feito gozar usando apenas a língua e os dedos, e o pior de tudo é que eu gostei.

[...]

No dia seguinte...

Quando cheguei na cozinha, minha mãe e o Freddie já estavam tomando café da manhã. Tirei minha mochila dos ombros e coloquei em cima da bancada, fui me juntar à eles.

— Bom dia! — Falei evitando olhar para Freddie.

— Bom dia, meu amor! — Minha mãe sorriu para mim quando sentei ocupando meu lugar à mesa.

— Bom dia, Sam! — Ouvi a voz do moreno, eu não ousei olhá-lo, apenas comecei a me servir.

— O Freddie vai te deixar no colégio hoje, não vou poder fazer isso. Vou resolver alguns coisas agora! — Minha mãe avisou se levantando, pegou a bolsa que estava pendurada na cadeira, se despediu de Freddie com um selinho, me deu um beijo no rosto e foi embora apressada.

— E aí dormiu bem, boneca? — Ele perguntou. Não respondi, resolvi ignorá-lo.

Continuei comendo fingindo que ele não estava ali, ouvi sua risada, ele estava se divertindo.

— Vai mesmo me ignorar, boneca? — Perguntou sério.

— Eu não sou boneca! — Falei rude levantando meu olhar e o fuzilei.

— Mas parece uma... É linda, loira e tem belos olhos azuis! — Me elogiou.

Terminei de comer minha fatia de bolo e me levantei rapidamente,peguei minha mochila e saí da cozinha ignorando seus chamados.

— Me espera, eu vou te deixar no colégio. — Avisou me alcançando e puxou meu braço direito me fazendo parar de andar.

— Me solte. Não toque mais em mim e quando estivermos sozinhos nem fale comigo! — Falei com raiva conseguindo me soltar.

— Por quê? — Indagou sério.

— Porque você me molestou ontem à noite! — Respondi.

Ele começou a rir, aquilo me irritou profundamente, como ele ousa rir disso?

— Nossa! Foi isso mesmo que aconteceu? Vamos ser sinceros, que tal? Você deixou a porta aberta, fui para o seu quarto, acabou rolando um clima. Nos beijamos, eu te masturbei e acabei fazendo sexo oral em você, não estou certo? — Indagou sério, me encarando.

— Mas eu...

— Não adianta negar. Você gostou, nós dois sabemos disso, baby! — Sorriu, convencido.

— Eu vou dizer tudo para a minha mãe! — Ameacei, decidida.

— Pode dizer. Mas tem que contar a verdade, também diga pra ela o quanto você gemeu rebolando na minha boca e apertou meus ombros enquanto gozava! — Me desafiou, me provocando.

— Você é um nojento, eu te odeio! — Falei, furiosa.

— Vamos logo, você vai chegar atrasada no colégio. — Avisou checando o relógio de pulso.

— Eu não vou mais. Vou ficar aqui esperando a minha mãe e vou dizer para ela o quanto você é nojento! — Avisei.

— Sério? Eu pago para ver isso... Vamos fazer o seguinte, se você contar eu vou preso e nunca mais iremos nos ver porque depois que eu conseguisse minha liberdade eu iria morar em outro país e se você não tiver coragem de contar, eu irei casar com sua mãe, mas continuarei disposto a te levar para a cama e fazê-la somente minha, ok? — Sugeriu.

— Fechado! — Concordei selando nosso acordo.

[...]

— Porque não foi para o colégio? — Mamãe perguntou quando me viu descendo as escadas, ela estava na sala com Freddie.

— Por quê eu estava com uma horrível dor de cabeça! — Menti.

— Já está melhor? — Ela perguntou e eu assenti. -

— Mãe, eu...

— Olha o que o Freddie me deu durante o jantar! — Ela se aproximou mostrando uma aliança muito bonita, era uma aliança de noivado. Olhei para a aliança dourada e com um pequeno Cristal em seu dedo, senti meu estômago embrulhar. — Sim, querida, noivamos ontem! — Seu sorriso era radiante, seus olhos claros estavam marejados, ela estava emocionada. Olhei para o Freddie e ele levantou a mão direita mostrando a aliança dele.

— Que legal! — Foi tudo o que eu consegui falar, minha vontade era de gritar de raiva e enfiar uma faca no coração do Benson.

— Em breve serei a futura senhora Benson! — Sorriu ela quase pulando de felicidade. — O que você ia me contar? — Perguntou.

— Ah, até esqueci... Vou para o meu quarto! — Falei e saí dali rapidamente.

[...]

— Que ódio! — Falei e abafei um grito usando um travesseiro.

Comecei a digitar uma mensagem para a minha melhor amiga.

" Esse homem não pode casar com a minha mãe, ele não a ama, se amasse não estaria me assediando. Ele é um cretino da pior espécie, um maldito pervertido, hoje quando eu estava na cozinha tomando água ele passou a mão na minha bunda e apertou me chamando de gostosa."

Enviei a mensagem e fiquei esperando a sua resposta.

"Oh meu Deus! Denuncie ele, Sam."

Li sua resposta e bufei frustrada.

" Eu não posso, Carls. A felicidade da minha mãe está em jogo, não quero que ela sofra."

Respondi e ela demorou um pouco para me responder.

" O que mais ele fez com você? Tentou te beijar? Te agarrou? Me conta tudo, Sammy."

" Vem aqui em casa, preciso desabafar com você pessoalmente."

Enviei a última mensagem para ela e guardei meu celular no bolso. Resolvi descer para esperá-la na sala.

[...]

— É ele? — Carly sussurrou quando paramos perto da escada. Freddie estava vendo TV, todo relaxado no sofá, ele foi muito educado e gentil com ela.

— Sim. — Sussurrei e a puxei, fomos para o meu quarto e tranquei a porta.

— Tem certeza que não é paranóia sua? Ele é bonito, gentil, muito educado e parece ser muito legal também! — Ela falou.

— Quê? Você acha que estou imaginando coisas? Carls, eu não te chamei aqui para ser taxada de louca! — Falei indignada.

— Desculpe. Mas é difícil de acreditar... Ele parece tão inofensívo. — Afirmou.

— Daqui a um mês eles vão se casar, acredita, Carls? — Perguntei indignada.

Minha mãe já estava começando a planejar o casamento, segundo ela seria uma cerimônia simples e não precisaria de muito tempo para planejar tudo. Eles estavam com pressa e queria casar logo, aquilo era uma tremenda loucura, aposto que isto foi ideia dele.

— E ele será oficialmente o seu padrasto. — Comentou risonha.

Carly não estava levando a sério, ela estava pensando que era tudo paranóia minha.

— Mas Carly, aquele homem é um pervertido que anda me assediando. — Avisei séria.

— Quantos anos ele tem? — Perguntou chocada, caindo na real, finalmente havia acreditado.

— 32! — Respondi. Minha mãe tinha 35 anos, ele só era um pouco mais novo.

— Conte para a sua mãe. — Disse preocupada.

— E você acha que ela vai acreditar em mim? — Indaguei. — Perto dela ele é um verdadeiro anjo e quando está à sos comigo, ele vira um demônio pervertido. — Revelei.

— E o que você vai fazer? — Perguntou ainda mais preocupada.

— Vou dar o que ele merece! — Afirmei convicta.

— Um tapa na cara? — Perguntou inocentemente.

— Não... Vou dar algo melhor que isso. — Falei decidida.

— Cuidado, Sammy, ele pode te engravidar! — Avisou séria.

— E quem disse que vou deixar ele me penetrar? Existem preservativos, sabia? Tudo menos isso, vou manter minha virgindade, querida. Vou entrar no jogo dele, vou dar uma de vadia, vou provocá-lo, atiçá-lo, mas não vou transar com ele! — Contei.

— E por quê vai fazer isso? — Exclamou assustada.

— Porque vai ser divertido deixá-lo só na vontade, vou enlouquecer aquele homem. — Sorri animada.

— Isso não vai acabar bem. Nem quero imaginar como vai ser o final dessa história, estou com medo, Sam! — Sussurrou.

— Minha mãe saiu para resolver algumas coisas, com certeza envolve a porcaria do casamento. Agora vou colocar o meu novo biquíni e vou aproveitar minha piscina! — Avisei.

— Aquele biquíni vermelho fio dental e com a parte de cima que nem cobre o seus seios direito? — Exclamou chocada.

— Esse mesmo, Carls. Além de minúsculo ele é fácil de tirar, apenas basta puxar os laços! — Sorri maliciosa.

— Tchau. — Ela se levantou da minha cama rapidamente. — Depois nem vem me ligar chorando dizendo que o seu futuro padrasto te agarrou a força! — Avisou antes de ir embora.

— Isso nunca vai acontecer, amiga... Vou deixar ele fazer isso por livre e espontânea vontade! — Sussurrei sozinha.

Notas finais
E aí, o que acharam??? Comentem! Bjs