Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo de MSS! Tenham uma boa leitura. P.S.: No próximo teremos reencontro Seddie.

P.O.V Do Freddie

Claro que haveria consequências, eu já estava ciente, se o nosso caso fosse descoberto, teria consequências. Pamella havia nos flagrado na cama, eu realmente não imaginava que ela ia voltar para casa e nos pegar ali, ela tinha esquecido justamente o passaporte, se a porta estivesse trancada... E foi por um descuido, nem eu e nem Sam podíamos imaginar que Pamella voltaria para buscar o passaporte esquecido.

No fundo eu sabia, que uma hora ou outra iríamos ser descobertos, mas nunca imaginei que aquele dia chegaria logo.

Era proibido, Sam era minha enteada e ainda por cima menor de idade. 16 anos, ainda uma menina, com rosto angelical e corpo de mulher, tão ousada, tão atrevida, não tinha como resistir.

Foi inevitável, acabei caindo em tentação. Me envolvi completamente e não tinha mais como voltar atrás.

Errei, fui infiel, não me controlei, não pensei direito, não pensei nas possíveis consequências que arcaríamos, eu sabia que era errado e continuei no mesmo erro. Seduzi e me deixei ser seduzido. Sabia que era proibido, mas eu não poderia negar, aquilo tudo tornava as coisas mais gostosas e excitantes.

Mas nada foi forçado, ela queria. Sam me desejava tanto quanto eu desejava ela. Tudo aquilo a excitava também, fomos inconsequentes e agimos impulsionados pela atração, por puro desejo.

Quando sua mãe nos flagrou, eu não sabia o que falar, não sabia como agir, fiquei apavorado e as coisas sairam do controle. Pamella começou agredir a Sam, juro que tentei evitar a surra que a Sam levou, mas não consegui, Pamella estava possessa de raiva e as coisas só iriam piorar.

Se eu pudesse evitar tudo aquilo, eu teria evitado. Não foi nada legal ver a Sam apanhando, ainda por cima nua, e Pamella não pegou nada leve com a surra e a enxorrada de xingamentos.

Ela tinha todo o direito de ficar com raiva, revoltada, indignada e tudo mais, mas violência não resolve nada. Ela tinha o direito de bater na filha, mas não gostei de sua atitude e não achei certo.

Suas palavras de fúria, todos os xingamentos contra mim não me abalaram, eu já esperava por aquilo, nem mesmo quando ela me agrediu fisicamente, não me abalou... Eu merecia e apanharia 100 vezes no lugar da Sam se fosse preciso. Nenhum de nós fomos poupados, Pamella havia surtado e descontado parte de sua raiva.

Ter que encarar John não foi nada fácil, eu não queria nem olhar nos olhos dele. Me coloquei em seu lugar, pai nenhum ficaria feliz ao descobrir que a filha tinha um caso com o próprio padrasto.

Senti a vergonha me golpear ainda mais. Não o enfrentei como homem, simplesmente me acovardei diante daquele pai revoltado e com ódio, e com toda a razão de querer meter um tiro no meio da minha testa.

Sam foi mais corajosa do que eu, ela tentou me defender, mas nada adiantou. O tiro no meu ombro foi certeiro. A dor me desconcertou me apunhalou de cheio e eu só lembro de ter acordado horas depois num hospital tomando soro, atordoado e com o ombro atingido enfaixado.

Tive alta no dia seguinte, fui direto para uma farmácia comprar os remédios receitados, Pamella me acompanhou, mesmo sem olhar na minha cara e dirigir uma palavra a mim.

Perguntei pela Sam, mesmo já sabendo a resposta. Ela não respondeu. Mas eu sabia que a garota só poderia estar na casa do pai dela.

Não consegui ficar os dias recomendados em pleno repouso, logo saí de casa para ir atrás da loirinha. Dirigi até a casa de John, correndo o risco de levar outro tiro, e lá recebi a notícia que me deixou sem chão.

"- Mandei ela para bem longe, se depender de mim, você nunca mais vai vê-la. Se tentar entrar em contato, ou se atrever rodar o mundo atrás da minha filha, eu juro que o próximo tiro te deixará numa cadeira de rodas e eu não estou brincando."

Aquelas foram suas palavras. Claro que ignorei. Eu não ia desistir, eu não poderia desistir, não poderia bancar o covarde de novo... Saber que ela havia sido mandada para bem longe de Seattle fez com que eu tivesse a certeza que ainda me faltava.

Eu a amava. Era louco por aquela garota. E tudo que eu mais queria era encontrar ela, tê-la de novo. Pois eu estava completamente apaixonado por Samantha Joy Puckett.

E naquele dia, admiti aquilo em voz alta para ele, o pai dela que bateu a porta na minha cara.

Contratei um advogado para cuidar de toda a papelada do divórcio. Pamella também queria agilizar as coisas, havíamos nos casado com separação de bens, não houve problema algum e logo nos vimos divorciados, ela saiu da casa e eu me senti livre. Livre e aliviado.

Pamella era uma mulher linda, independente, bem resolvida, inteligente, generosa e maravilhosa e ela merecia encontrar um cara bacana que a amasse e a respeitasse.

Eu errei, fui um canalha, um verdadeiro cretino com ela e eu reconhecia aquilo.

Foi atração à primeira vista por parte de ambos. Me encantei por ela e vice-versa. Logo engatamos em um namoro, apressamos as coisas porque nos dávamos super bem, éramos compatíveis, tínhamos muito em comum e o sexo era ótimo.

Mas não havia amor da minha parte, pensei que eu a amaria com o passar do tempo, ela seria uma boa mãe para os meus filhos e casei com ela acreditando naquilo.

Mas bastou eu conhecer sua filha, Pamella me falava tanto da filha, dizia que apesar de ser geniosa, teimosa e rebelde, Sam era uma ótima garota e que ela tinha orgulho de ser mãe dela.

Ela me mostrou algumas fotos que tinha da Sam no celular. Fotos apenas do rosto, eram até bem antigas, onde ela parecia uma garotinha fofa e ingênua.

E quando nos vimos pela primeira vez, foi uma bela surpresa para mim. Sam também me secou e nem soube disfarçar. Dei uma olhada generosa em seu corpo, a secando sem pudor até me esquecendo que Pamella estava ali.

Era para ser apenas um flerte, nada sério. Sam se assustou, mas ficou intrigada, curiosa e com vontade de ver no que ia dar...

Nem eu imaginei que eu fosse capaz de tocar nela. Minha intenção era apenas atiçá-la e me divertir com sua reação.

Mas as coisas tomaram rumos diferentes, e quando dei por mim, eu já estava em seu quarto, com ela nua da cintura para baixo e com minha cabeça enfiada entre suas pernas.

Macia, lisinha e com um gosto delicioso, a fiz gozar na minha boca apenas usando a língua e os dedos estimulando seu clitóris.

Quando terminei e a ficha caiu, já não tinha mais volta. Nós dois erramos, ela por ter me deixado tocá-la e eu por ser o futuro marido da mãe dela, e puta merda, eu havia traído a Pamella.

Foi como abocanhar o fruto proibido, eu havia caído em tentação. Pensei apenas com a 'cabeça' de baixo e a merda já estava feita.

Me culpei a noite toda, nem consegui dormir aquela noite. Sua mãe estava adormecida ao meu lado e tudo que eu pensava era nela. Linda como um anjo, insuportavelmente atraente e incrivelmente gostosa.

Uma perdição. Uma verdadeira ninfetinha. Minha tentação. Meu pecado. Meu delicioso erro. Meu vício... Eu não consegui ficar longe, eu queria mais e mais, e ela também, e foi quando entramos de cabeça naquele lance que começou como um joguinho de sedução entre padrasto e enteada...

[...]

As horas foram passando, os dias foram passando, as semanas foram passando e os meses foram passando. Eu não fazia ideia sobre onde ela estava, se estava bem ou se estava sentindo a minha falta tanto quanto eu sentia dela.

Me mantive ocupado com o trabalho, eu era o CEO da empresa e me dediquei ainda mais nos projetos que estavam em andamento.

Não ia adiantar em nada encher a cara me afogando em bebidas caras para afastar a tristeza, a saudade e frustração que me assolavam dia e noite.

Pensei que fosse enlouquecer, mas me mative ocupado e lúcido. Chegava de segunda à sexta do trabalho exausto, tomava banho, comia qualquer coisa que matasse a fome e ia para a cama quase caindo de sono.

Nos finais de semana, eu sempre saía com alguns colegas, poucos eram amigos de verdade. Gibby, Shane e Brad eram meus melhores amigos, sabiam o que tinha acontecido e tentavam me ajudar da forma deles.

Eles sempre acabavam no final da noite chapados, voltando para a casa de táxi. Eu bebia pouco, e conseguia voltar para a casa dirigindo e acompanhado.

Sexo. Apenas sexo. Sem emoção. Sexo seguro e sem compromisso.

Nunca me envolvi com garotas de programa, nada contra. Então, eu sempre acabava conhecendo alguma mulher no bar ou num Pub, que topassem sexo casual e eu as levava para a minha casa.

Apenas uma é claro e só nos finais de semana que acabou virando rotina.

E não durou tanto tempo, um dia acordei e percebi que fui assaltado. A maldita levou até o meu carro, pequenos objetos de valor, minha carteira com os cartões de crédito, perfumes e tudo que conseguiu enfiar no carro.

Ainda bem que não me matou e nem levou meus documentos. Não dei queixa, aquilo serviu como uma lição.

"Nunca leve uma estranha para a sua casa, por mais que ela seja bonita e atraente."

E não, eu não fiquei na 'seca', passei a tomar cuidado e ter as minhas 'relações casuais' em motéis.

Sempre evitando me envolver com loiras de olhos claros e de rostos angelicais.

O sexo só servia para aplacar minhas "necessidades" masculinas.

Porque nenhuma delas chegaria aos pés da Sam. Nenhum gemido era igual o dela. Nem os beijos, nem os toques, nada... Sam era única. Eu a amava. E também ainda tinha esperanças de poder tê-la em meus braços de novo...

Seu sorriso sapeca, sua risada, suas carícias ousadas, seu olhar, seu cheiro, a maciez de sua pele, seus lábios e seu gosto. Tudo. Aquilo tudo me deixava louco de saudades. Chegava até doer.

Sonhava com ela quase todas as noites. E chorava quando não conseguia mais suportar.

Nunca pensei que aquela atração se tornaria algo muito mais forte. A gente não escolhe quem vai amar. E o amor é assim, ele é intenso, um sentimento puro e não há palavras o suficiente para poder descrevê-lo com exatidão. Ele simplesmente acontece.

E eu estava profundamente apaixonado por aquela garota.

Notas finais
E aí? Gostaram do ponto de vista do Benson??? Comentem, nada de vácuo! Bjs