Stepfather
24 Reencontros
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
A primeira coisa que fiz quando cheguei em Seattle, foi sacar o meu dinheiro. Meu pai depositava uma boa quantia todos os meses em minha conta, primeiro fui ao salão, eu realmente precisava dar um trato no visual.
Mandei cortar o cabelo, cuidei das unhas, da pele e fiz as sobrancelhas. E claro, eu havia ligado para a Carly para ela me acompanhar. Depois fomos para o shopping. Passamos horas ali.
Me olhei no espelho do quarto da morena. Eu estava de look novo, visual novo e acima de tudo, eu estava feliz.
Meu cabelo estava da altura dos ombros, hidratado e com as madeixas com cachos definidos e com um pouco de volume, eu havia mandado clarear algumas mechas, por isso meu cabelo ficou mesclado num tom loiro-dourado e loiro-claro.
Minhas unhas estavam pintadas de roxo-escuro e minhas sobrancelhas ficaram perfeitas.
Fiz a hidratação completa, corporal e facial. Minha pele ficou macia e aveludada. Também fiz aquela depilação que eu tanto precisava e o resultado ficou ótimo.
— Você está linda, amiga. — Carly sorriu.
Eu ia ficar na casa dela por um tempinho até conseguir alugar um apartamento para mim.
Eu estava vestindo uma blusa azul-turquesa com um decote discreto, um casaquinho laranja-coral e uma calça Skinny preta, calcei meus Ankles Boots novos de salto mediano.
— Obrigada, Carls. — Agradeci terminando de colocar os brincos, eram prateados em formato de meia lua.
— Ansiosa para rever seu pai e sua irmãzinha? — Perguntou.
— Muito! — Respondi.
— Quer que o Spencer te leve? — Indagou.
— Não, amiga, não se preocupe, eu vou de táxi. — Falei.
— Tudo bem, então... — Assentiu.
[...]
Não hesitei ao tocar a campainha, eu estava muito ansiosa para rever meu pai e minha irmã. Assim que a porta foi aberta, o homem loiro de olhos verdes, alto e forte arregalou os olhos, surpreso.
— Filha! — Abriu um enorme sorriso.
Eu estava segurando uma sacola, havia comprado um presente para a Lizzie. Eu não podia simplesmente chegar lá de mãos vazias.
— Pai! — Me joguei em seus braços.
— Minha filha... Oh, minha princesa! — Me apertou me dando aquele abraço gostoso.
Não soltei a sacola.
Fechei os olhos, fiquei um tempinho ali nos braços do meu pai, sentindo o seu calor e seu cheiro único. Um cheiro que todo pai tem e o filho gosta de sentir...
— Papai... — Não consegui evitar as lágrimas.
Ele me soltou, seus olhos estavam marejados.
— Me perdoa, filha, me perdoa por eu ter te mandado para longe? — Toda aquela pose de durão havia ido por água abaixo.
John começou a chorar.
— Sim, pai... O senhor só fez aquilo porque achava que era o melhor para mim. — Eu não guardava mais mágoas. O perdoei naquele momento. — Eu te amo. — Falei.
— Eu também te amo, filha! — Sorriu emocionado.
Ele me abraçou de novo e beijou minha cabeça.
— Acho que você cresceu. — Afagou meus ombros.
— Talvez... — Dei de ombros. — Onde está a Lizzie? — Perguntei.
— Está brincando no quarto dela. — Respondeu.
— Vou lá chamá-la. — Disse secando as lágrimas.
— Não precisa, quero subir e fazer surpresa. — Falei.
Minutos depois...
Bati na porta branca com adesivos de Princesas. Logo a porta foi aberta e minha irmã soltou um gritinho assim que me viu.
— SAMMY! — Avançou em mim, seus braços pequenos e delicados me envolveram.
Me abaixei para poder abraçá-la melhor.
— Meu Pequeno Raio de Sol. — Acariciei seus cachos ruivos.
— Senti sua falta. — Beijou meu rosto.
— Eu também, maninha. — Beijei sua bochecha rosada. — Você cresceu e ficou ainda mais linda, sabia? Uma princesinha! — Acariciei seu rosto.
Lizzie sorriu e olhou curiosa para a sacola cor de rosa. Ela já estava com 8 anos.
— Aqui está o seu presente. — Lhe entreguei a sacola.
— Já posso abrir? — Sorriu.
— Claro que pode. — Respondi.
Fomos sentar em sua cama e ela abriu a sacola, e tirou a caixa com a boneca.
— É a princesa Merida! — Levantou alegre dando pulinhos.
— Sim, meu anjo, ela é ruiva igual a você. — Vê-la feliz me deixava feliz também.
— Obrigada, Sammy, eu amei. — Seus olhos azuis brilhavam.
— De nada. — Sorri.
— Você vai brincar comigo? — Rasgou a caixa.
— Agora não, Lizzie, mas teremos todo o tempo do mundo para brincarmos. — Prometi.
— Você jura? — Sorriu, animada.
— Juro! — Assenti.
— De dedinho? — Levantou o dedo mindinho.
— De dedinho. — Levantei o meu e selei o juramento.
[...]
Desci do táxi, olhei para o papel em minha mão com o novo endereço da minha mãe. Eu estava nervosa, não sabia como ela iria me receber.
Caminhei para a calçada, a casa era bonita e grande, diferente das casas luxuosas que já moramos. Aquela era menor e mais simples. Estranhei.
Tinha uma cerca baixa pintada de amarelo. O portão não estava trancado. O abri e atravessei o jardim bem cuidado.
Assim que cheguei até a porta, hesitei ao tocar a campainha. Apertei uma vez. Minhas mãos suavam.
Quem atendeu a porta foi minha mãe e ela estava tão diferente.
Seu cabelo estava mais curto, e eu nunca tinha vestido ela usando uma roupa tão simples. Ela usava um vestido florido e rasteirinhas. E estava sem maquiagem.
O que havia acontecido com Pamella Joy?
— Samantha. — Disse muito surpresa.
— Oi, mãe... — Minha voz saiu baixa.
Ela me mandou entrar, tudo estavam limpo e arrumado. Era uma típica casa americana de Classe Média. Não havia nada de luxuoso na decoração.
— Quer algo para beber? — Ofereceu educada como sempre.
— Não, obrigada. — Recusei.
— Suponho que seu pai tenha te dado o meu endereço. — Me conduziu até o sofá.
— Sim, foi ele. — Confirmei.
Não sentei.
— Mãe, eu vim aqui para te pedir perdão. — Falei olhando em seus olhos.
— Se arrependeu? — Sustentou meu olhar. — Veio aqui para me pedir perdão? — Ela mantinha aquela postura séria.
— Vou ser sincera... Eu me arrependi de ter feito o que fiz com você, mãe. Você confiava em mim e eu quebrei sua confiança. Você não merecia aquilo... Você não merecia descubrir que eu era a amante do seu marido. O que eu fiz foi...
— Já te perdoei, Sam. — Me interrompeu.
— Me perdoou? — Senti meus olhos marejarem.
— Você é minha filha. Como eu poderia não te perdoar? Também perdoei o Fredward, mas não tenho contato com ele, prefiro assim. E você, Sam, é tão importante para mim. Tão preciosa para mim. Eu não deixei de te amar... Você é uma das coisas que eu mais amo no mundo, filha. Vem aqui, me dá um abraço. — Abriu os braços.
Não perdi mais tempo. Comecei a chorar. Ela também. A emoção tomou conta de nós duas.
— Senti tanto a sua falta... — Fechei os olhos, sentindo aquele abraço que só uma mãe consegue dar em seu filho. — Eu te amo tanto, mãe... Obrigada por me perdoar. — Agradeci.
— Eu também te amo, minha filha. Um homem não poderia destruir o laço que nós temos. Aquilo ficou no passado. O que importa agora é o que estamos vivendo nesse momento... Ainda temos tanto coisa para pôr em dia, a vida continua, não vamos deixar isso nos afetar. O que passou, passou... — Ela tinha razão.
— Sim, mãe, eu concordo com você. — Assenti.
— Vem comigo, quero que conheça alguém especial. — Secou minhas lágrimas e sorriu.
Minutos depois...
— Esse é o Noah, o seu meio-irmãozinho. — Mostrou o bebê que dormia tranquilamente no berço.
— Ele é tão lindo... — Me emocionei.
O bebê estava usando um macacãozinho verde-claro. Ele era bem branquinho e tinha cabelo castanho-claro. Tão fofo.
— Quando conheci o pai do Noah, percebi que a vida preparava coisas incríveis para mim. David além de ser um maravilhoso marido, ele é um ótimo pai. Ele é um homem simples e eu deixei toda a minha antiga vida para viver ao lado dele. Quando você ama, você sacrifica, e eu sou muito mais feliz agora. Tenho um casamento abençoado, um marido que me ama e um filho saudável. O Noah só me trouxe felicidade, e eu agradeço a Deus pelas coisas lindas e boas que ele me proporcionou. — Sorriu, emocionada.
Seus olhos brilhavam. Ela estava muito feliz e plena. Vê-la daquele jeito me deixou muito emocionada e feliz também. Minha mãe merecia.
— E você? Onde você está morando? Chegou em Seattle hoje? — Indagou.
— Sim, cheguei hoje. Estou na casa da Carly. Estou muito feliz por você, mãe. De verdade, o Noah é um amorzinho. — Falei.
— Fico muito feliz em ouvir isso de você, filha. Sabe, eu nunca amei o Fredward, só casei com ele porque pensei que me apaixonaria, ele parecia ser maravilhoso, um marido ideial para mim. Você o ama? — Perguntou, séria.
— Amo. Amo muito. — Fui sincera. — Agora preciso ir. Prometo que venho te visitar sempre. E na próxima visita, vou trazer um presente para o Noah. — Prometi.
— Vou aguardar, Sam. Está com pressa? Onde você vai? — Questionou, curiosa.
— Vou atrás da minha felicidade. Eu também mereço ser feliz, mãe! — Falei.
Minha felicidade ainda não estava completa, faltava algo.
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