Stepfather

11 Pequena revelação


Notas iniciais
Hey, gente!!! Demorei, é eu sei haha Espero que gostem!!! Boa leitura!!!

No dia seguinte...

P.O.V Da Sam

Assim que despertei, vi que não estava sozinha na imensa cama de casal, ele estava ali ao meu lado, num sono aparentemente profundo. Apreciei a bela visão de suas costas másculas e desnudas, e a metade de seu bumbum exposto, pena que o lençol branco e fino cobria a outra metade de seu bumbum grande, durinho e perfeito. Deslizei meus dedos levemente por suas costas, sentindo sua pele quente e me aproximei saindo debaixo do edredom, colando nossos corpos despidos. O senti enrijecer quase de imediato, quando meus seios tocaram suas costas e joguei minha perna direita por cima da sua, abraçando-o por trás enquanto deslizava minha mão direita por seu abdômen tocando-o e acariciando-o, querendo fazê-lo despertar.

Ouvi ele murmurar algo enquanto se mexia, beijei seu ombro e apertei seu abdômen, logo voltei a acariciá-lo.

— Hum... Você está... Pare! — Sua voz soou extremamente rouca e seu gemido mais rouco ainda quando apertei seu membro.

— Está durinho, é? — Ri baixinho apertando-o e lhe arrancando outro gemido.

— Ereção matinal... — Murmurou com a voz baixa e tirou minha mão dali.

Se virou na cama ficando de frente pra mim, e logo me pegou de surpresa colocando seu corpo sobre o meu, arfei sentindo sua ereção em minha cintura, fazendo uma leve pressão. Não protestei, aquilo era bom. Sentí-lo me cobrindo, seu corpo másculo e definido sobre o meu, me prensando contra a cama e seu olhar intenso me fitando com desejo. Como pode ser tão sexy?

— Abra as pernas. — Pediu erguendo os quadris e eu o obedeci sem hesitação, e imediatamente se encaixou entre elas, mas não jogou seu peso todo sobre mim.

— E agora? — Perguntei esperançosa, passando minhas mãos por suas costas.

— Feche os olhos. — Seu tom mandão me fez estremecer e fechei os olhos, esperando o próximo passo.

Senti a pequena pressão em minha cintura aumentar e tocar minha barriga, continuei de olhos fechados. Senti sua boca encostar no meu queixo, aonde ele mordiscou bem devagar e desceu por minha garganta roçando os dentes ali, e foi parar em meu pescoço, depositando beijos e mais beijos.

Agarrei seus cabelos desalinhados, prendendo os fios macios entre meus dedos, puxando-os. Fiquei toda arrepiada quando sua língua contornou meu mamilo direito, sugou e mordiscou aquele ponto sensível o deixando enrijecido.

Me remexi embaixo dele incomodada com a umidade que se formava entre minhas pernas, sentindo meu clitóris começar a pulsar.

— Freddie... — Gemi puxando seus cabelos.

Em seguida, o celular dele tocou. Fiquei totalmente frustrada quando o Benson saiu de cima de mim e rolou para o outro lado da cama, indo pegar seu celular no criado-mudo.

— Oi, amor. — Falou todo amoroso, revirei os olhos e me levantei com raiva.

"Que cretino!"

Me tranquei no banheiro, praguejando mentalmente. Liguei a torneira e comecei a jogar água no rosto, meu corpo estava um pouco trêmulo e a pulsação entre minhas pernas não havia cessado.

46 Minutos depois...

— Vou te levar ao colégio. Suba e pegue sua mochila. — Disse usando seu tom mandão e eu revirei os olhos.

— Não está vendo que ainda não terminei de comer meu cereal? Já estou atrasada mesmo. Com certeza não vou conseguir pegar a primeira aula e...

— Você não vai faltar, mocinha. Querendo ou não, hoje você vai pro colégio. Não vou tolerar mais uma falta, e sua mãe também não. — Me interrompeu cruzando os braços e me olhando severo.

— Mas, eu...

— Não adianta inventar desculpas. Vá pegar sua mochila agora. E não adianta enrolar, te levarei mesmo que seja amarrada. — Avisou. Como ele ousa? Será que ele teria coragem de me levar amarrada?

— Que saco! — Esbravejei levantando e socando a mesa com raiva. — Eu te odeio! — Falei antes de sair da cozinha com vontade de socar a cara dele.

[...]

— Senta aqui, loira. — Carly praticamente gritou, apontando para a cadeira vazia ao lado dela quando entrei na sala de aula.

E andei até lá preguiçosamente, sentei ao lado da morena sorridente, pendurando minha mochila na cadeira. A carteira era grande o suficiente para nós duas, semelhante à uma pequena bancada branca. As cadeiras postas uma ao lado da outra, com poucos centímetros de distância. Ótimo! Ter sua melhor amiga sendo sua parceira em quase todas as aulas é uma maravilha.

— Que cara é essa? — Fechou o sorriso quando notou minha carranca. — Você parece cansada e de mau-humor. — Apertou meu ombro e eu bocejei.

— Estou com sono. — Murmurei e deitei a cabeça sobre a nossa mesa, fechando os olhos.

— Minha nossa! Você está acabada! — Exclamou.

— Não me diga... — Resmunguei e abri os olhos apenas para fitar seu rosto pálido levemente coberto por uma maquiagem suave.

— O que aconteceu? — Seu tom preocupado soou muito alarmado, típico de Carly Shay.

— Só estou com sono e dolorida. — Respondi baixinho, voltando a fechar os olhos.

— Se for cólica, eu tenho um remedinho milagroso aqui. — Como sempre cuidadosa e prestativa foi logo abrindo a bolsa.

— Estou dolorida porque... — Hesitei, voltando a encarar seu rosto delicado. Será que deveria contar? Ah, sim. Ela iria guardar segredo, e Carls nunca me escondia nada. Sempre fomos confidentes uma da outra. Melhores amigas não tem segredos, certo? — Passei a noite gastando minhas energias com o Benson. — Confessei aos sussurros.

— Você o quê? — Me olhou chocada, com os olhos bastante arregalados.

— Ah, você entendeu. Não entendeu? — Levantei a cabeça, olhando para ela.

— Sim. — Abriu um sorrisinho, corando. — Ainda dói? Como é? Por quê dói? — Sussurrou, curiosa como sempre.

— Oh, inocente, Carlinha. — Baguncei seus cabelos. — Quer mesmo saber? — Sorri sacana.

— Acho que não. — Balançou a cabeça e eu ri.

26 minutos depois...

— Senhorita Shay e senhorita Puckett! — Senhorita Johnson, nossa professora de Geografia chamou nossa atenção batendo fortemente na lousa com uma régua. — Venham aqui na frente e leiam tudo que está escrito nesses bilhetinhos. — Ordenou severamente.

Era uma mulher muito cafona, chata e sempre estava de mau-humor. Revirei os olhos e me levantei com Carly, andamos sem pressa indo para perto da bruxa, vulgo, senhorita Johnson. Carly estava mais pálida, nervosa e sem nenhum pingo de vontade de ler o que havia no bilhete em suas mãos trêmulas.

Todo mundo nos olhavam, sorrisinhos nos rostos e olhares curiosos cravados em nós duas. Nossos colegas estavam se preparando para soltar altas gargalhadas e possíveis piadinhas. Mas eu não daria esse gostinho à eles, não mesmo.

— Leiam. — Senhorita Johnson ordenou irritada, nos fitando impaciente.

Shay e eu trocamos olhares, ambas detestando estar ali na frente, prestes à pagar mico.

— Não! — Minha amiga se recusou, e enfiou a bilhete dentro do sutiã arrancando algumas risadas de nossos colegas.

— Como ousa me desobedecer, mocinha? — A bruxa vulgo professora perguntou ainda mais irritada, batendo a régua na palma da mão.

— O que têm nas nossas conversas escritas nos bilhetes são apenas do nosso interesse. Ninguém precisa ficar sabendo além de nós duas, isto seria intromissão e rompimento de confissões entre amigas, e é confidencial. Então, me recuso a ler, senhorita Jonhson! — Disse a morena decidida, cruzando os braços.

— Quanta petulância, garota! — A professora quebrou a régua e olhou para mim, raivosa. — Leia a porcaria do bilhete, Puckett! — Ordenou apontando para a folha de papel rosada em minha mão.

— N.Ã.O. — Soletrei e sorri sarcástica, em seguida amassei o papel e enfiei na boca.

— PARA A SALA DO DIRETOR, AS DUAS, AGORA! — Esbravejou apontando para a porta.

— Oh, que beleza! Pelo menos nos livraremos da sua aula chata e não vamos olhar pra sua cara feia pelos próximos 35 minutos! — Falei passando por ela.

— Seu batom está todo borrado e a senhora cheira à mofo. E ninguém te suporta. Nunca vai desencalhar desse jeito! — Ri quando ouvi a Carly dizendo aquilo. Uau! Era difícil ver a Shay atrevida e toda irritadinha...

[...]

— BEBÊ! — Fui recebida pelo grito estridente de minha mãe assim que cheguei em casa.

Pam praticamente pulou, levantando-se do enorme sofá preto de couro e correu até a mim. Seus braços calorosos me envolveram num abraço de urso, quase me arrancando do chão, enquanto ela me enchia de beijos. Freddie também estava ali na sala, na poltrona dele.

— Tá bom... Já chega... Não exagera, mãe. — Falei entre pausas, e senti um alívio quando ela me soltou. Uau! Ela estava muito radiante. E com certeza havia marcado minhas bochechas com seu batom vermelho Passion, me deixar toda marcada era um saco. Aquilo sempre me deixava irritada...

— Mamãe estava com saudades, minha princesa. — Sorriu emocionada, seus incríveis olhos claros brilhavam marejados.

— Percebi... — Sorri observando-a.

— Eu trouxe presentes para os dois. — Disse animada arrancando um sorriso de seu marido, que tinha o olhar somente nela.

Minha mãe estava um pouco bronzeada, o vestido rosa-escuro que ela estava usando valorizava seu corpo esguio, com curvas quase perfeitas. As sandálias de salto cor de creme deixavam suas pernas ainda mais alongadas, seus cabelos longos e ondulados estavam sedosos e brilhantes. Aos trinta e cinco anos, Pam esbanjava muita beleza e vitalidade. Invejável, admito. Será que quando chegar na idade dela, serei tão bonita e sexy como ela? Gostaria de ser, com certeza.

— Diz pra mim que usou biquínis pequenos. Porque estou louco para ver essas marquinhas... — A voz maliciosa e grave do Benson se fez presente, eles estavam juntinhos, sorrindo um para o outro.

— Ai, amor, seja discreto. Fale baixo, não estamos à sós. Sam é uma menina, ainda... — Minha mãe deu tapinhas no peito dele enquanto o moreno ria.

"Coitada! Se ela pensa que sou tão inocente assim, está muito enganada. Ah, se ela soubesse o que seu maridinho e eu fizemos em sua cama. Foi ali que rolou minha primeira vez, também rolou a segunda, a terceira e a quarta ontem à noite."

Me retirei dali porque estava sobrando e não queria ficar segurando vela. Vê-los aos beijos me causava nojo, aquilo era ruim e me incomodava muito. Não era ciúmes, mas eu não gostei nenhum pouco de ver o Benson babando nela e a elogiando à todo instante. Claro, ela era sua mulher, mas ele também estava me levando pra cama. E porra, aquilo era tão errado. Minha mãe passou uma semana em Miami, e nós dois nos divertimos muito enquanto ela estava em sua viagem de negócios, e também curtindo as praias, aquele bronzeado perfeito comprovava seu bronzeamento natural, Pam havia se divertido em Miami."

Minutos depois...

Levantei o vestido verde cor de folhas silvestres, muito longo e tropical para o meu gosto. Alças finas e com um pequeno decote discreto até demais, me olhei no grande espelho acoplado na parede do meu quarto, pondo o vestido contra o meu corpo para analisá-lo.

— Gostou? — Minha mãe perguntou ansiosa.

— Adorei, muito lindo. — Menti descaradamente. Achei horrível.

— Ah, que bom. Comprei um do mesmo modelo para a Carly, mas o dela é rosa. Também comprei sandálias rasteiras com pedrarias para as duas, com pequenas pedrinhas peroladas e colares coloridos. Vocês vão ficar lindas! — Disse toda empolgada.

— Tenho a absoluta certeza, a Carls vai amar! — Forcei um sorriso, virando-me para ela.

— E aí? Me conta tudo. — Pediu batendo na cama, me sentei perto dela. — Como foi passar uma semana com o Freddie? Ele foi legal com você? — Me indagou.

— Foi tranquilo. Ele é... Muito legal e brincalhão! — Respondi, escolhendo as palavras com cuidado.

Freddie era um pouco chato e mandão, porém, suportável. Na verdade, meus dias com ele foram intensos e calientes...

— Que ótimo, então. — Ela pareceu aliviada com minha resposta. — Eu sempre soube que vocês se dariam bem. Acertei. Freddie é um homem maravilhoso! — Disse orgulhosa de seu marido lindo, gostoso e sexy, por sinal.

— Se ele te faz feliz, é isso o que importa... — Murmurei sem olhar em seus olhos.

— Como? — Perguntou confusa. — Não entendi, pode repetir? — Pediu.

— É bobagem, mãe, esquece... — Falei.

— Ah, okay... Filha, amanhã irei marcar nossa consulta no ginecologista, tudo bem? Se sua menstruação estiver vindo com irregularidades não tenha vergonha de contar, ok? Porque isso acontece, já aconteceu comigo quando eu tinha a sua idade. E não esconda nada da doutora Lopez, pode contar com ela. Só quero ter certeza se está tudo certo com sua saúde íntima, entendeu, meu amor? — Sorriu carinhosa.

— Sim... — Assenti. — Mãe, eu preciso te contar uma coisa... — Falei hesitante, sentindo meu nervosismo tomar conta de mim.

— Então, conte, querida. — Se aproximou sentando mais perto, pegando minhas mãos, me encorajando.

Respirei fundo e falei tudo de uma vez, sem mais enrolações. Ela precisava saber, era minha mãe e eu não deveria esconder aquilo dela...

— Perdi minha virgindade. — As palavras sairam claras e num bom tom, pegando-a de surpresa, fazendo-a arregalar os olhos.

Notas finais
E ai??? O que acharam??? Ainda tem alguém acompanhando a Fic ou devo excluir??? Comentem! Bjs