Stepfather
2 Moreno pervertido.
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Continuei paralisada, sua mão subia e descia por minha coxa e ele estava com o rosto próximo ao meu. Meu coração batia disparado, seu perfume e suas carícias me deixaram atordoada, me arrepiei por inteira sentindo seu nariz no meu pescoço.
— Tão cheirosa. — Sussurrou com aquela voz sexy e apertou minha coxa, estremeci e ele continuou aspirando meu perfume.
— Eu vou gritar e minha mãe vai ficar sabendo disso. — Minha voz saiu baixa e falha.
Ele se afastou rapidamente, continuei olhando para baixo sentindo meu corpo trêmulo. Me levantei, minhas pernas pareciam gelatinas de tão trêmulas. Estava decidida a contar para minha mãe que aquele homem me assediou.
— Você não vai fazer isso! — Falou, desdenhoso.
Olhei para ele e quase perdi o ar, ele tinha a pele levemente bronzeada, seus olhos eram castanhos, os mais belos que eu já tinha visto na vida. Seu rosto era perfeito e ele possuía uma barba ralinha e sexy, sua boca era pequena e rosada, um sorrisinho de lado havia moldado naquela boca bonita e devo admitir, também convidativa. Seu cabelo estava arrumado num topete perfeito, e além de cheiroso aquele homem era estiloso e parecia um modelo de capa de revista da Vogue. E só naquele momento eu reparei nele, da cabeça aos pés, o maldito era mesmo lindo.
— Vou sim. Eu sou menor de idade e isso que você está fazendo é assédio, sabia? E a minha mãe vai te denunciar! — Falei com a voz firme.
O filho da mãe soltou uma pequena risada rouca, seu olhar percorreu o meu corpo e ele sorriu malicioso.
— Vá em frente, baby. Pode ir lá e conte tudo para a sua mãe. — Me desafiou.
— Vou mesmo. E só pra você saber, eu não sou mais virgem! — Menti o encarando e seu sorriso fechou, ele me olhou sério e ergueu uma das sobrancelhas.
— Que pena! — Disse num tom de deboche e voltou a sorrir.
E claro que eu estava mentindo, mas ele não precisava ficar sabendo que eu era virgem. Eu ainda era, mas isto não era da conta dele, lhe dei as costas e rumei para a cozinha.
[...]
— Mãe! — Entrei apressada e ela estava acabando de arrumar a mesa.
— O que foi, filha? Parece que viu um fantasma. — Sorriu divertida e colocou a travessa de frango assado em cima da mesa.
"Um fantasma não, mas um Demônio pervertido sim." Pensei.
— O Freddie... — Tentei falar, mas acabei travando.
Ela estava toda feliz, muito radiante e com certeza amava aquele homem, se não amasse não iria se casar com ele, certo?
— O que tem o Freddie? — Perguntou, preocupada.
— Ele está morrendo de fome, mãe. — Menti desistindo de contar a verdade. Eu não queria acabar com a felicidade dela, ela não merecia aquilo.
— O jantar ficou pronto, por favor, vai chamá-lo! — Pediu e eu assenti.
Minutos depois...
— Tudo está divino, meu amor! — Freddie elogiou a comida da minha mãe.
Ela sorriu toda derretida e corou, mas ele não parava de me lançar olhares furtivos e sorrisinhos maliciosos. Aquilo estava me dando repulsa, e já até havia perdido o apetite.
— Obrigada, querido! — Agradeceu sorrindo.
— Eu adorei esse peito de frango, tão suculento. — Ele comentou e sorriu para mim.
E ele ficava toda hora olhando para o meu pequeno decote, minha blusa era justa e ressaltava o volume dos meus seios que eram médios. Fechei a minha jaqueta e ele desmanchou o sorriso, sim, ele estava mesmo de olho no meu decote e soltou aquela frase com malícia.
— Você nem tocou na comida, princesa. Está tudo bem? — Mamãe perguntou preocupada.
— Sim. É que estou sem fome! — Respondi. — Com licença. — Me levantei e me retirei dali, eu não estava mais aguentando os olhares nada inocentes do Freddie.
Me tranquei no meu quarto, e só então pude respirar aliviada. Aquele homem é maluco, maníaco, depravado, só pode. Eu não posso permitir que ele me toque daquele jeito, é errado, muito errado. E o jeito que ele me olha deveria ser considerado um crime, não posso deixar que ele continue me assediando e se ele passar dos limites, eu mesma irei denunciá-lo.
[...]
— Sam? — Era a minha mãe batendo na porta.
— Já vai! — Respondi.
Desci da cama e calcei minhas pantufas, eu já havia tomado banhado, coloquei um pijama quentinho e confortável.
Quando abri a porta, ela entrou no meu quarto com uma bandeja, dando um sorriso amável.
— Trouxe leite e Cookies para a minha princesinha não dormir com a barriguinha vazia. — Ela colocou a bandeja em cima da cama.
— Valeu, mãe. — Agradeci sorrindo.
Eu estava com fome, me aproximei e sentei na cama, peguei a bandeja, peguei o copo de leite que estava quente e olhei para ela que estava vestindo um robe preto.
— O que foi, Sam? Eu te conheço, me diga. Há algum problema? — Perguntou séria, preocupada e me olhando atenciosa.
— Não, mãe. — Menti. Tomei um pouco do leite e peguei um Cookie de chocolate.
— Espero que não esteja mentindo, filha. Você sabe que pode confiar em mim, eu te amo e só quero o seu bem. — Falou e eu assenti.
Ela se aproximou e segurou meu rosto com ambas as mãos, seus olhos azuis me fitaram.
— Boa noite! — Sorriu e beijou minha testa.
— Boa noite! — Falei retribuindo o sorriso e ela foi embora.
Minutos depois...
Peguei a bandeja onde estava o copo e o prato vazios, resolvi levar para a cozinha. A luz da cozinha estava acesa e quando entrei levei um grande susto, acabei derrubando a bandeja, o copo e o prato quebraram.
Freddie estava parado perto da bancada, e ele estava segurando uma jarra de água e um copo de vidro igual aquele que eu havia derrubado e quebrado. Me abaixei rapidamente para recolher as louças, no caso a bandeja e os cacos de vidro.
— Cuidado. — Freddie me alertou.
— Droga! — Resmunguei quando cortei meu dedão.
— Deixa isso comigo. — Falou, e ele rapidamente se aproximou e se abaixou se prontificando para me ajudar.
Olhei para o meu dedo, foi um corte pequeno, mas estava ardendo e sangrando um pouquinho. Freddie recolheu tudo sozinho e eu me levantei, olhei para ele que estava usando uma camiseta preta, calça cinza de moletom e seu cabelo estava levemente bagunçado, ele estava descalço e parecia mais atraente.
— O que você está fazendo aqui? — Perguntei recuperada do susto.
— Não viu minha mochila em cima do sofá? Eu vou dormir aqui, baby! — Respondeu indo jogar fora os cacos de vidro.
Me encostei de costas na mesa, olhei para ele com mais atenção, meu olhar parou em seus braços musculosos. Olhei para o seu rosto e ele estava me encarando, se aproximou com calma e me encurralou entre a mesa.
— Deixe-me ver isso... — Disse baixinho, pegou meu dedo machucado e o examinou. — Foi só um cortezinho. — Sorriu e fez algo inesperado.
Enfiou meu dedo na boca e o chupou devagar.
— Aah. — Ofeguei sentindo meu interior esquentar.
Fitei seus belos olhos castanhos, ele soltou meu dedo e deu um sorrisinho de lado.
— É para sarar mais rápido. — Sussurrou.
Seu corpo estava me prensando na mesa, e eu estava sentindo algo volumoso e duro pressionando minha barriga.
Havia ficado sem palavras, ele havia acabado de chupar meu dedo e aquilo fez algo se acender em meu interior.
— Esse pijama infantil e essas pantufas de coelhinho não vão te proteger, boneca. Isso tudo só está me atiçando. — Sorriu malicioso. — E não. Não sou nenhum maníaco por garotinhas. Você tem 16 anos, não é uma criança, não sei porque, mas estou atraído por você. Nunca peguei uma ninfetinha, mas você será minha exceção! — Avisou sério.
Estremeci após ouvir tudo aquilo, suas mãos foram para a minha cintura e ele se aproximou ainda mais se era possível. Afundou o nariz na curvatura do meu pescoço e traçou uma linha roçando sua barba por fazer no meu pescoço, me arrepiando.
— Aaahh! — Arfei sentindo sua boca ali, beijando meu pescoço.
Apertei a borda da mesa, seu corpo continuava me prensando ali, sua ereção roçando em minha barriga. Eu queria empurrá-lo e sair correndo, mas meu corpo recusava a receber os meus comandos, eu estava presa e sem saída. Queria fugir mas não conseguia. Meu próprio corpo havia me aprisionado ali acorrentado à Freddie. Seus beijos em meu pescoço e suas mãos apertando minha cintura estavam me deixando nervosa, atordoada e perdida.
— FREDDIE! — Ouvimos o grito da minha mãe, ele me soltou rapidamente e se afastou.
— JÁ ESTOU INDO! — Gritou de volta e passou a língua entre os lábios, passou as mãos no cabelo e me olhou. — Deixe a porta do seu quarto aberta, estarei lá por volta da meia-noite. — Disse baixinho e muito rouco.
— Por quê eu faria isso? — Sussurrei, incrédula.
Ele se aproximou perigosamente e olhou em meus olhos.
— Porque você ficou curiosa e vai gostar do que vamos fazer! — Respondeu e roçou nossos lábios, fechei os olhos e estremeci quando ele se afastou. E saiu da cozinha me deixando ali nervosa, com as pernas trêmulas e principalmente curiosa.
Ah, por quê não? Vou esperá-lo e se ele fizer algo que eu não aprove, irei tacar meu abajur na cabeça dele.
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