Stepfather

14 Inevitável.


Notas iniciais
Hey, pessoal!!! Demorei, mas estou de volta. Adorei escrever esse capítulo e espero que curtam. Ps: Teremos um PDV bônus e algumas revelações hahaha

P.O.V Da Sam

Meu coração disparou e eu quase me apoiei no Benson, tentando me manter em pé, aposto que devo ter ficado pálida. Senti minha nuca pinicar, o suor começando a brotar e escorrer por minha nuca, e minhas mãos começaram a tremer. Mantive a Lizzie no meu colo, sentindo ela me lambuzar com o sorvete.

Ferrou tudo. Pensei, quase entrando em pânico.

"Oh, meu Deus! Será que meu pai nos viu trocando beijos? E agora? O que será de mim? Ele vai matar o Freddie e depois vai me mandar para algum internato na Rússia ou até mesmo para a Romênia depois de me dar uma surra, é claro..."

— Estamos apenas passeando aqui no Shopping, senhor. Vim acompanhar sua filha, ela quer renovar o guarda-roupa, e eu estou de folga, então não custava nada eu vir com ela, certo? — Freddie tentou explicar, parecia tão tranquilo e sincero. — Pamella não veio com a gente porque ela está cansada e um pouco indisposta. Com enxaqueca, sabe com é, né? Minha mulher trabalha bastante, e me pediu para trazer a Sam no Shopping. — Mentiu descaradamente.

— Sei bem como é. Mas me explica aquele abraço que vocês estavam dando. Por quê estavam com os corpos bem colados? Pareciam íntimos demais para o meu gosto, você estava apertando a minha filha como se ela fosse sua mulher e não sua enteada. Com possessividade e não com carinho...

— Ah, também não exagera, né pai? — Forcei uma risada. — Fui eu que abracei o tio Freddie. Eu só queria agradecê-lo por ele ser tão meigo. E pai, o senhor imaginou coisas que não devia. Foi só um simples abraço, ele não me apertou. Eu juro! O senhor pode ficar tranquilo, o tio Freddie nunca vai me olhar com outros olhos. Afinal, ele é completamente apaixonado pela mamãe. — Afirmei, controlando meu nervosismo.

Devolvi a Lizzie para o colo dele e forcei um sorriso, lhe dando meu olhar mais puro e meigo. Limpei o meu queixo que estava sujo de sorvete, peguei as sacolas que deixei no chão e olhei para o Benson.

— Pode confiar em mim, senhor. Respeito e gosto muito de sua filha. Ela é uma ótima garota, e eu jamais a desejaria como mulher. Sou fiel à minha esposa, e a Sam ainda é uma menina, muito bonita com todo o respeito. E eu sei que o senhor me colocaria atrás das grades se eu fizesse algum mal à ela. — Disse, sério. Percebi que ele estava ficando tenso.

— Errado. Eu não te colocaria atrás das grades. Eu acabaria com a sua raça, meteria uma ou dois balas bem no meio da sua testa. E estou falando sério, meu rapaz. Se tocar na minha filha com segundas intenções, morre. Ouviu, bem? Estamos entendidos? — Meu pai apontou o dedo no rosto do Freddie.

— Sim, senhor. — Assentiu, sem vacilar.

— Minha filha é inteligente, mas não passa de uma menininha ingênua. Acha que sabe se cuidar, porém, está redondamente enganada. Todo cuidado é pouco. A Pamella confia em você, eu sei. Mas eu não sou a Pam, e sempre estarei com um pé atrás. Pois sou homem, e sei como funciona essa nossa mente cheia de malícia. Tem gente que julga como fetiche. Fetiche por garotas novas... Por ninfetas, é assim que são chamadas as garotas novinhas, não é? — Apertou o ombro do Benson, e o moreno começou a ficar ainda mais tenso.

— Por favor, pai, não diga bobagens. Pare de insinuar coisas. Eu só estava aqui tendo um passeio divertido com o Freddie, e o senhor faz questão de estragar tudo? Não sou mais a sua garotinha indefesa, tá legal? Se ainda não percebeu, eu cresci. Sei muito bem me cuidar sozinha. Tenho 16 anos e não 5. Não consegue enxergar isso? — Me exaltei, largando as sacolas.

Fiquei farta. Farta de ouvir todas aquelas baboseiras. Eu não era nenhuma criança ingênua, e o Freddie não era nenhum pedófilo. Eu ia fazer 17 anos e ele ainda insistia em me tratar como criança? Que saco.

— Abaixe esse tom e fale direito comigo, mocinha. Sou seu pai. — Disse irritado, pondo a Lizzie no chão.

— Vamos? — Chamei o Benson, ignorando meu pai.

— Filha, só estou te alertando porque me preocupo e...

— Blá, blá, blá. Eu já sei. Chega! Não quero mais ouvir. Não preciso das suas paranóias e muito menos da sua super-proteção, sacou? Já basta a minha mãe ficar o dia todo enchendo o saco. Não aguento mais ter que ouvir a mesma ladainha de sempre. Pegue a Lizzie e pode ir vazando, volte para a sua casa e fique com a sua mulher. Me deixa em paz... Elas precisam da sua proteção, não eu. Aliás, elas tem todo o seu amor, carinho, atenção e eu não estou necessitando das suas migalhas. PORQUE É ISSO QUE VOCÊ ME DÁ. MIGALHAS! VOCÊ É O PIOR PAI DO MUNDO! — Gritei com raiva.

Cambaleei e quase caí, ele havia batido em mim. Havia me dado um tapa forte e doloroso. Com certeza, marcando o meu rosto.

Segurei as lágrimas, e ouvi minha irmã chorando, assustada.

— Filha, eu...

— Não se aproxime. — Recuei, tremendo, sentindo meu rosto arder. — Eu nunca mais quero te ver! — Avisei.

As pessoas pararam para nos observar. E eu odiei estar sendo o centro das atenções. Corri passando por ele, esbarrando nele com força. Continuei correndo, ignorando seus gritos, e fui para fora do Shopping. Minha visão estava embaçada por causa das malditas lágrimas.

Tropecei e acabei caindo na calçada, caí de cheio e quase de cara no piso acimentado. Chorei ainda mais, acabei ralando as mãos e bati meus joelhos, ficaram doloridos. Fiquei estatelada de quatro, ninguém que passava ali ao menos tentou me ajudar a levantar.

Praguejei, gruni de raiva e me levantei. Minhas mãos ardiam, olhei para elas que estavam vermelhas e raladas.

Fui andando/mancando para a área de estacionamento. Cheguei ao carro do Freddie, e sentei no chão ao lado do automóvel, abraçando meus joelhos doloridos e continuei chorando, desolada.

Minutos depois...

— Sam? — Era ele. O Freddie me chamando, levantei a cabeça e o vi vindo em minha direção, trazendo as sacolas que larguei antes de sair correndo.

Me levantei e me afastei do carro, limpando as mãos na minha calça. E abaixei o rosto, não queria que ele me visse chorar. Odiava me sentir fragilizada, vulnerável... Mas lá estava eu, chorando como uma garotinha boba que havia apanhado do pai em público. Em pleno Shopping lotado. Que merda! Aquilo era humilhação demais.

— Sam...

— Não fale nada, apenas me leva pra casa. — Minha voz soou rouca e baixa.

— Está bem. — Concordou.

Destravou o carro, abriu o porta-malas e guardou as sacolas ali. Em seguida, abriu a porta de carona para mim. Entrei, me acomodei e coloquei o cinto. Meus olham ardiam, minha vontade era de gritar de raiva. Raiva do meu pai, por ele ter me agredido e ter me feito passar vergonha na frente de todas aquelas pessoas.

Toquei no local atingido pelo tapa, ainda estava dolorido. Minha bochecha esquerda devia estar marcada, abri minha bolsinha e peguei meu espelho. Fitei o meu reflexo, meus olhos estavam vermelhos, a maquiagem toda borrada. Linhas pretas de lápis, rímel e delineador desciam por minhas bochechas. Mirei a vermelhidão, a marca do tapa. Praguejei baixinho e soquei o espelho dentro da bolsa.

— Não vai limpar o rosto e retocar a maquiagem? — Freddie perguntou ligando o carro.

— Não. Quero que a minha mãe veja o que aquele homem fez comigo! — Falei amargurada.

— Você foi repreendida porque gritou com ele. Por ser tão petulante. E foi bem...

— Cale a boca! Você não tem o direito de me dar um sermão. Você viu, ele me bateu na frente de todas aquelas pessoas. Minha mãe vai ficar do meu lado, e com certeza ela não vai deixar isso barato. Você vai ver. — Avisei.

Freddie não disse nada, apenas dirigiu em silêncio. Quando chegamos em casa, desci do carro e fui correndo contar tudo para a minha mãe.

[...]

— Seu pai nunca havia te batido antes, e se você apanhou dele foi porque mereceu. Não posso tirar a razão dele, ele é o seu pai e tem todo o direito de te repreender. Com certeza você deve ter passado dos limites. O que você fez, filha? — Perguntou cruzando os braços, me olhando irritada.

— Que tipo de mãe é você? Meu pai me agrediu na frente de várias pessoas e você vai ficar do lado dele? Olha o meu rosto, olhe bem para isso aqui. — Apontei para a minha bochecha marcada. — Doeu e ainda continua doendo, mãe. Ele estragou a minha tarde de diversão. Pergunte ao Freddie, o meu pai tá ficando louco. Ele me viu abraçando o Freddie, e imaginou mil coisas. Ele ficou insinuando coisas horríveis, deixando o seu marido constrangido. E me deixando constrangida também, mãe. E eu só... Só me alterei um pouco, e respondi pra ele. E o papai ficou com raiva e me agrediu... — Comecei a chorar, indignada e com raiva do sermão que ela havia me dado.

— Isso é verdade, Freddie? — Ela se virou pra ele.

— Sim, ela está falando a verdade, amor. — Confirmou.

— Filha, me perdoa. Eu não sabia... — Ela se comoveu e veio me abraçar. — Olha, meu amor, eu prometo que isso não ficará assim. Vou agora mesmo tirar satisfações com o John. — Beijou minha cabeça e me soltou.

— É melhor deixar pra lá, Pamella...

— Por favor, não se intrometa, Fredward. Isto é assunto meu. Deixa que eu resolvo. Se trata da minha filha. — Foi até ele e lhe deu um selinho.

Em seguida, caminhou até o gancho perto da porta, apanhou a bolsa, um casaco e saiu de casa determinada a enfrentar meu pai.

— Yeah! — Dei pulinhos, comemorando. — Eu disse que não ia deixar isso barato. — Ri, socando o ar. — Talvez ela demore ou não... Anda, não fique aí parado me olhando com essa cara de bunda. Pegue as sacolas e me acompanhe até o meu quarto. — Falei antes de lhe dar as costas.

— Você não presta, garota! — Ele resmungou.

Minutos depois...

— Caí na calçada, tô dolorida e com as mãos raladas. — Sentei na cama, começando a tirar meus Ankles Boots.

— Bem feito. — Riu debochado.

— Nossa! Não seja frio comigo... — Choraminguei me despindo.

A porta do meu quarto estava trancada. Tirei a jaqueta, a blusa e fiquei apenas de calça e sutiã. Retirei a calça lentamente, o mais provocante possível. De costas para ele, me empinando... Logo, fingi que não estava conseguindo abrir o sutiã.

— Que tal me dar uma mãozinha aqui, garotão? — Pedi, tentando soar sem malícia.

Joguei o cabelo para o lado, ele se aproximou. Segui meus instintos, meus hormônios estavam a mil. Me encostei nele, roçando meu bumbum de leve no seu membro.

— Para com isso, tá tentando me deixar louco? — Abriu o fecho devagar.

— O quê? — Me fiz de desentendida. — Não estou fazendo nada. — Murmurei. — Aahn. — Gemi. — Preciso de um banho quente, fiquei toda dolorida por causa da queda. — Me afastei, me abaixando para tirar a calcinha.

Tirei um elástico de cabelo que estava no meu braço. Fiz um coque alto e apertado, deixando duas mechas soltas, uma de cada lado, caídas pelas laterais do meu rosto.

As sacolas estavam largadas de qualquer jeito em cima da cama. Abri meu guarda-roupa, peguei um roupão limpo cor de lavanda.

— Tá fazendo o quê ainda parado aí? Vaza do meu quarto. Quero ficar sozinha. — O expulsei, apontando para a porta.

— Fala direito comigo, eu...

— SAI! — Gritei.

O Benson me lançou um olhar raivoso, antes de abrir a porta e sair, batendo-a.

Entrei no meu banheiro, preparei um banho de espuma. Enchendo a banheira até ela transbordar. Usando meus sais importados que a Pam trouxe da Índia. Entrei na banheira oval feita de porcelana, e tentei relaxar. Saboreei o banho, estava delicioso. Relaxou e perfumou meu meu corpo, limpando as impurezas. Esfreguei cada centímetro alcançável usando minha esponja macia, e saí da banheira antes que minhas mãos e pés ficassem enrugados.

Me enrolei no roupão, e fui vasculhar meu guarda-roupa. Encontrei um vestido fofinho num cabide, eu nunca havia usado aquilo. Aquilo devia ser obra da minha mãe. Era um vestido rosa-bebê, com mangas curtas, rodado, sem estampa ou decote. Parecia muito delicado, fofo e infantil.

Tive uma ideia... Peguei o vestido, escolhi um conjunto de lingerie rendada e branca com detalhes em rosa pink. Abri a minha gaveta de meias, escolhi uma meia arrastão branca com uma leve transparência.

Montei o meu look Lolita/Ninfeta. Me arrumei, calcei minhas sapatilhas com lacinhos, e dividi meu cabelo, fazendo maria-chiquinhas. Amarrei as pontas com fitinhas rosas. Realcei meus olhos usando apenas rímel, e passei um pouco de batom, deixando a minha boca ainda mais rosada. Borrifei um pouco do meu perfume, com o suave aroma floral e me olhei no espelho, ficando satisfeita com o resultado final.

Eu estava parecendo uma boneca, tão delicada quanto uma. Só queria ver a cara do Benson, quando ele se deparasse comigo vestida daquele jeito. Sorri, por dentro eu estava ardendo, latejando lá em baixo, ficando molhadinha só de imaginar o que ele faria comigo quando minha mãe estivesse num sono profundo.

[...]

P.O.V Da Pam

Vesti meu casaco e fui para a garagem. Tirei o meu carro dali, dei partida assim que os portões automáticos desceram. O céu estava cinzento, o clima era o mesmo de sempre. Frio e úmido. Começou como uma garoa, e foi se intensificando. A chuva começou a cair, acionei os limpadores do para-brisa. Dirigi pelas ruas molhadas de Seattle, rumando para Belltown.

John morava na região mais nobre, numa daquelas belas e desejadas casas vitorianas. Cheguei em Belltown por volta das 19h:40min, peguei meu guarda-chuva e desci do carro, o travei e subi para a calçada. Havia uma cerca alta por volta da casa, a cor branca estava desbotando. Não havia corrente ou cadeado no portão, o abri com facilidade. Segui pelo baixo gramado com pocinhas d'água, muito bem aparado. Estava ventando, o ar gélido batia no meu rosto e soprava os meus cabelos. Atravessei o gramado, perto da porta havia quatro canteiros vazios, dois de cada lado.

Subi os cinco degraus, apertei a campainha. Fiquei esperando, debaixo do meu guarda-chuva marrom. Ninguém veio abrir a porta. Toquei a campainha novamente e aguardei, e nada. Tentei de novo, ficando impaciente. Dessa vez a porta foi aberta...

— Pam? — John me olhou surpreso, arregalando os olhos verdes-escuros.

— Se me der licença, está frio aqui fora... — Passei por ele, invadindo sua casa.

Adentrei o hall, fechei o guarda-chuva e o sacudi com força, causando respingos, molhando o piso amadeirado. Era polido, num tom marrom-escuro.

Meu ex-marido fechou a porta, olhei ao meu redor. Pendurei o guarda-chuva no suporte, sem falar nada. A lareira estava acessa, a sala era grande, aconchegante e com uma decoração sutil e adorável.

— O que está fazendo aqui? — Perguntou.

Me virei e passei as mãos no meu cabelo, alinhando as madeixas.

— Você está sozinho? — Perguntei notando a ausência de sua esposa e de sua filha caçula.

A casa parecia silênciosa demais, a sala arrumada. A TV estava desligada, e John estava usando roupas de ficar em casa. De robe por cima de uma camisa branca, pantufas e calça de moletom, seus cabelos estavam molhados.

— Sim, estou. Minha esposa e minha filha estão na casa da minha sogra. A Karen precisa de cuidados especiais... É uma situação delicada, digamos que ela não está em condições de cuidar da Lizzie. — Contou, sua voz estava ainda mais grave e rouca.

— Sinto muito. Fiquei sabendo que ela caiu durante o banho e quase perdeu o bebê. — Falei comovida.

— Sim... — Murmurou, triste. — Então, o que te trouxe aqui, Pamella? — Foi direto ao assunto, ele parecia cansado e abatido.

Passou as mãos pelos cabelos castanhos-claros, alguns fios estavam ficando grisalhos.

— Quero saber de você. O que deu em você para bater na minha filha? — Perguntei, me controlando para não gritar.

Eu havia ido ali para tirar satisfações com ele, certo? Ouvir da sua boca, tentar entender o lado dele.

— Nossa filha! — Me corrigiu. — Eu não queria. Juro que não queria agredir nossa filha. Mas a Sam passou dos limites. Me faltou com respeito... Por acaso ela te contou o que estava fazendo com o seu marido? Os dois estavam tão íntimos, eu vi com os meus próprios olhos. Aquele abraço caloroso... Aquele homem apertando-a como se ela pertencesse a ele. Ah, se você tivesse visto, daria razão a mim. Fui falar com eles, exigi que explicassem aquela intimidade toda. O seu marido ficou todo tenso, tentando disfarçar o nervosismo. E ela... Bem, adivinha o que a nossa filha fez? Negou e surtou. Ficou alterada, gritou comigo e disse coisas que me deixaram com raiva, que me chatearam... E quando dei por mim, eu já havia lhe dado um tapa... Ela disse que nunca mais queria me ver e saiu correndo, e aquele homem foi atrás dela. A Lizzie estava comigo, se assustou e começou a chorar... Decidi levá-la para casa da minha sogra e vim pra casa. E estou até agora me sentindo horrível, me perguntando aonde foi que errei? Sou mesmo o pior pai do mundo? — Desabou no sofá, arrasado.

Fiquei sem palavras, tentando digerir tudo aquilo.

— Isto que você está dizendo é grave, John... — Balancei a cabeça, me recusando a acreditar. — Está insinuando que... Não! Não! Não! Eu saberia, sou a mãe dela, eu saberia... E eu confio plenamente no homem com quem casei. Sei muito bem que o Fredward não seria capaz, ele jamais faria algo com a Sam. John, eu... Você não sabe o que está dizendo. Não pode acusar o Fredward de cometer essas barbaridades... Ele é o homem maravilhoso, honesto e tem uma boa índole. Não está abusando da nossa filha, confia em mim, ok? Ele não faria uma coisa dessas! — Afirmei, convicta.

— Olha, Pamella... Fale o que quiser. Pense o que quiser. Mas se eu descubrir que aquele cara anda abusando da nossa filha, juro por Deus que eu vou acabar com a raça dele. — Se levantou do sofá bruscamente, fechando os punhos.

— Você é 10 anos mais velho que eu e me seduziu quando eu tinha 15 anos. E na época você namorava a minha irmã, e nós dois erramos. Foi um grande erro, e eu me deixei levar por malditos desejos incontroláveis... Nos envolvemos. Traimos a Amanda. Acho que nunca vou me perdoar... Fui tão egoísta, fui tão...

— Não jogue essas coisas na minha cara. Prometemos que nunca iríamos tocar nesse assunto... E eu deixei a Amanda para ficar com você, porque eu te amava e você sentia o mesmo. Era recíproco. Passamos quatro anos juntos. Quatro anos, Pamella. E você engravidou e quando a nossa filha nasceu você simplesmente disse que não queria mais ficar comigo, que não me amava mais... E nos separamos. Você ficou com a Sam e me deixou sem chão... E eu fiquei...

— Não, por favor, não fale mais nada... — Me afastei, andando para trás e ele se aproximou.

— Por quê, Pamella? Por quê deixou de me amar? — Perguntou, seus olhos verdes pareciam marejados.

Quase tropecei e caí por cima da mesinha de centro. John conseguiu me encurralar ali, puxando-me pela cintura, colando nossos corpos. Arfei, abri a boca tentando falar, nenhum som saiu. Ele apertou minha cintura e me suspendeu, girando nossos corpos e me colocou no chão.

O empurrei, livrando-me do seu aperto e cambaleei, recuando. Caminhei andando de costas, até que esbarrei em algo. Caí em cima do sofá e ofeguei com o susto.

— John...

Ele estava perto, parou diante de mim e se abaixou, afastando minhas pernas. Arfei novamente, com o coração martelando a mil, e ele levantou meu queixo, ficando por cima de mim, entre minhas pernas.

— John, nós não... — Se inclinou ainda mais e me calou.

Não reagi, fiquei paralisada. Sentindo sua boca esmagando a minha, suas mãos segurando minha nuca. Juro que tentei relutar. Oh, Deus... Eu tentei em vão. Meu corpo finalmente reagiu, e foi inevitável.

O empurrei, tirando-o de cima de mim quando as coisas se intensificaram, indo quase longe demais. Meu casaco estava jogado no chão, minha blusa se encontrava desabotoada, deixando o meu sutiã à mostra com as alças abaixadas. E céus, minha saia estava levantada, mostrando minha calcinha...

Levantei com um pulo, ajeitando minha meia-calça, a saia e abotoei minha blusa. Peguei meu casaco que estava no chão, e corri para a porta, girando a chave com as mãos trêmulas, toda atrapalhada.

— Pam, eu... Eu...

Abri a porta e saí correndo, me molhando até chegar ao meu carro. Estava chovendo, chovendo tanto... O destravei, abri a porta e entrei depressa. Eu só precisava ir pra bem longe dele, dar o fora dali.

— PAM! — John saiu na chuva e bateu na janela. — PRECISAMOS CONVERSAR! — Gritava, parecia desesperado.

Não dei ouvidos a ele. Liguei meu carro e dei partida. Acelerando, só parei o carro quando estava próximo a um Café bastante popular em Belltown. Fitei meu reflexo no espelhinho, meus cabelos estavam bagunçados, molhados e meu batom estava todo borrado. Meus lábios ainda formigavam, e meus batimentos se encontravam disparados. Ainda podia sentir o pequeno latejar entre minhas pernas, o incômodo quente da umidade.

— Que porra você fez, Pam? — Me perguntei, praguejando, socando o volante com força.

Senti vontade de chorar, puxei meus cabelos e gritei de raiva... Eu havia traído o Fredward com o meu ex-marido. Quase transei com o John no sofá. Que merda!

Notas finais
E aí? Curtiram o ponto de vista da Pam??? Sam apanhou do pai, foi merecido não??? Hahaha Será que o Benson vai enlouquecer/gostar de ver a Sam vestida daquele jeito??? E sobre John e Pam??? O que acharam sobre o que rolou entre eles??? Comentem!!! Bjs e até o próximo.