Stepfather

15 Fique comigo...


Notas iniciais
Voltei com mais um capítulo!!! Espero que gostem e desculpe a demora. Boa leitura!!!

P.O.V Do Freddie

— O que aconteceu? Por quê está molhada? — Perguntei assim que a Pamella chegou em casa.

— Apenas me molhei, se não percebeu, está chovendo forte... — Respondeu passando por mim, apressada.

A segui, subimos a escada. Chegamos ao nosso quarto e ela começou a se despir, seu corpo tremia e ela estava estranha, meio perturbada com alguma coisa...

— Não vai mesmo me dizer o que houve? — Perguntei juntando as roupas que ela largou no chão.

— Depois conversamos. Preciso de um banho... — Rumou para o banheiro e se trancou lá.

Pamella demorou no banho, saiu de lá vestindo um roupão vermelho, e com uma toalha enrolada na cabeça. Fechei meu notebook, o deixei de lado. Observei ela se vestir, colocou uma calcinha branca confortável e vestiu uma camisola preta, penteou os cabelos e passou hidratante no corpo, sem pressa alguma... Ela parecia estar me evitando.

— Conversou com o seu ex-marido? Vocês se entenderam ou apenas discutiram? — Indaguei.

— Conversamos e não foi uma conversa agradável. O John está achando que você não é o que mostra ser... Que você não é um homem de bom caráter, respeitador e maravilhoso como eu vejo. Ele disse que... — Ela hesitou. — Que você anda fazendo mal a Sam! — Pamella me encarou e eu enguli um seco.

— E você acha que...

— Não! Claro que não! Você seria incapaz de fazer mal a Sam. Confio em você, sei que você a respeita e a trata muito bem. O John está apenas sendo um idiota paranoico, como ele pode imaginar uma coisa dessas? Ele nem te conhece e está insinuando coisas. Já conversei com ele, falei sobre o homem maravilhoso que você é. E não se preocupe com isto, deixa que eu me resolvo com ele. O importante é que eu sei que você não é nenhum pedófilo, e que posso dormir tranquila sabendo que minha filha estará sempre segura sob o mesmo teto que você! Você nunca irá machucá-la, certo? Você me ama e eu te amo, é isso que importa e foda-se o que o John pensa sobre você! — Ela me abraçou com força.

— Você tem toda a razão, amor... — Retribui o abraço, desconcertado.

Pamella não merecia aquilo, eu precisava parar de agir como um canalha. Parar de trair minha mulher com sua própria filha... A Sam era só uma garota, quando a conheci ela ainda era pura e eu acabei com a inocência dela. Ah, se eu pudesse voltar no tempo...

Encarei seus olhos azuis tão intensos, e olhei para a sua boca naturalmente rosada. Em seguida, tomei seus lábios. Beijando com calma, conduzindo-a para a cama.

A deitei no colchão macio, ficando por cima de seu corpo esbelto, perfumado e aveludado. Abri suas pernas, me encaixando entre elas, e desci uma alça de sua camisola.

Ela parou o beijo e eu a olhei confuso.

— Hoje não, me desculpa... Estou cansada, com sono e com dor de cabeça. — Ela desviou o olhar.

Aquilo era uma desculpa, não precisava ela mentir. Eu sabia, ela estava mesmo me evitando, sequer retribuiu o beijo direito. E algo me dizia que ela não havia me contado tudo, sobre o que aconteceu na casa do seu ex, ela havia voltado diferente, inquieta e tinha algo em seu olhar, algo que eu não conseguia decifrar.

[...]

Às 00h:06min...

Pamella estava num sono profundo, e eu estava sem sono. Levantei e decidi ir na cozinha, tomar um copo d'água e talvez comer algo. Calcei meus chinelos, e saí do quarto sem fazer barulhos.

Cheguei na cozinha, a luz estava acesa e a Sam estava lá, sentada na bancada, comendo morangos com calda de chocolate.

— Oi, Freddie! — Ela sorriu maliciosa, descendo da bancada.

— Mas que porra é essa que você está vestindo? — Apontei pra suas roupas.

Ela estava usando um vestido rosa-bebê, meias brancas que iam até suas coxas, sapatilhas fofas e seu cabelo estava com um penteado infantil. Não só o penteado, ela parecia uma menininha doce e toda inocente vestida daquele jeito.

Fiz careta, reprovando. Aquilo era muito ridículo. Não gostei nem um pouco de vê-la usando aquelas roupas, além de não combinar com ela, aquelas roupas a deixaram patética...

— Gostou desse meu visual? Olhe bem... — Deu uma voltinha. — Isso não te deixa excitado? — Sorriu sapeca e fez biquinho.

— Nem um pouco. Você enlouqueceu? Por quê está vestida assim? Troque de roupa, você está estupidamente ridícula! — Me controlei para não gritar.

— Como? — Me olhou incrédula.

— Isso mesmo que você ouviu. Já se olhou no espelho? Achou mesmo que você iria me enlouquecer usando isto? — Ri nasalado e ela me olhou ainda incrédula.

— Você está mentindo. Não adianta negar, sei que me deseja, que está gostando do meu visual Lolita. Admita, isso mexe com você, não é? — Se aproximou, passando as mãos pelo vestido. — Te deixa louco e com muita vontade de me foder... — Sussurrou e mordeu o lábio inferior.

— Não! Você está enganada! — Afastei suas mãos que subiam pelo meu peito.

— Está se fazendo de difícil hoje? — Perguntou tentando me tocar.

Me esquivei e fui até a geladeira, tirei uma jarra com água e enchi um copo, eu não estava com paciência e nem iria cair no joguinho dela. Tomei minha água apressado, coloquei a jarra no lugar e fechei a porta.

— Boa noite! — Passei por ela.

Sam me seguiu, ela não ia desistir de tentar me seduzir, disso eu já sabia. A garota era determinada e teimosa, a ignorei. Sentei no sofá, com o controle na mão e liguei a TV.

— Algum problema? — Sentou no meu colo, passando os braços ao redor do meu pescoço.

Bufei, começando a me irritar.

— Vá dormir. Você precisa acordar cedo, amanhã tem aula! — Tentei tirá-la do meu colo.

— O nosso jogo perdeu a graça? Você se cansou? Não quer mais brincar comigo? — Ela parecia triste, aposto que era tudo fingimento.

Revirei os olhos, e respirei fundo.

— Saia de cima de mim agora! — Ordenei.

— Não. — Se recusou, balançando a cabeça.

— Sam... — A fuzilei e ela fez bico.

— Freddie. — Gemeu meu nome.

— Diz que não me quer mais e eu me levanto, e nunca mais irei te tirar do sério. — Me encarou com firmeza.

— Não te quero. Já me cansei de você! — Tentei soar convicto.

— Mentiroso! — Sorriu rebolando em meu colo. — Seu corpo não mente, estou sentindo... — Fez pressão contra o meu pau.

Rosnei, farto daquilo. Ela ia ver só, me provocar daquele jeito estava me tirando do sério. E sinceramente, me controlar não ia dar em nada. Foda-se tudo, ela queria sexo... Ela ia ter sexo.

Minutos depois...

— Shhh, calada! — A repreendi quando chegamos num dos quartos de hóspedes, no fim do corredor.

A soltei na cama e ela deixou escapar um gritinho, empolgada. Tranquei a porta e tirei a camisa depressa, sem tirar os olhos dela.

— Não gosto de você vestida assim. — Avisei, sério.

— Então, vem tirar minha roupa! — Pediu.

— Claro. Com o maior prazer! — Sorri.

Sam se levantou e eu fui até ela, excitado, e louco para vê-la nua, na cama, embaixo de mim, gemendo o meu nome...

Desfiz seu penteado, soltando seu cabelo. Cachos molduraram seu rosto, descendo e se espalhando por seu busto. Ela levantou os braços e eu subi seu vestido, retirando-o o mais rápido possível. Olhei para o seu corpo, aprovando o conjunto de lingerie. Ela estava sexy somente de lingerie e meias.

— Ahhh. — Gemeu quando apertei seus seios por cima do sutiã.

Ela mesma abriu o fecho, facilitando para mim. Joguei aquela peça delicada pra longe e a empurrei na cama.

— Hãhn. — Gemeu mais alto, enquanto eu apertava o esquerdo, e lambia, chupava e mosdiscava o direito.

Suguei, prendendo o mamilo rosado entre os dentes, em seguida passei para o outro, fazendo a mesma coisa.

E ela se remexia, inquieta, movendo os quadris e rebolando contra mim. Larguei seu seio, e trilhei beijos molhados por sua barriga, descendo até parar na calcinha. Retirei aquela peça, puxando-a com os dentes. A deixei apenas de meias, ela havia ficado tão irresistível.

Sam abriu as pernas e empurrou minha cabeça entre elas, a chupei com vontade. Lambi seu clitóris e ela estremeceu, ficando ainda mais molhada. Apertei suas coxas e enfiei um dedo, ela puxou meus cabelos e me xingou e pediu por mais.

— Safada! — Enfiei outro dedo e ela gemeu mais alto.

— Isso... Ah, isso é tão bom... — Arranhou minha nuca.

Parei de chupá-la e retirei os dedos, me afastei e terminei de tirar a minha roupa.

A loirinha sorriu admirando minha ereção e apertou um dos seios, mantendo as pernas abertas, pronta para mim...

Voltei para a cama, virei seu corpo, fazendo ela ficar de quatro, afastei suas coxas e a penetrei sem demora.

— Freddie... — Ela ofegou tentando firmar as mãos e os joelhos no colchão macio.

Comecei a meter com força, indo fundo. Mesmo estando encharcada, ela continuava apertadinha. Apertei seus seios, cintura e coxas, mantendo o ritmo das estocadas. Sam estremeceu e desabou na cama, fiz ela erguer os quadris e continuei minhas investidas.

Ela já não gemia mais, apenas choramingava. Nossos corpos se chocavam, suados e a cama fazia barulhos...

— Não era isso que você queria? Hein? Safada! — Desferi um tapa na sua coxa direita.

Ela atingiu o ápice, gemendo coisas sem nexo.

E continuei fodendo-a naquela posição, até que alcancei o meu orgasmo também. Gozei e me retirei, fui para o banheiro e tomei uma ducha.

[...]

Saí do banheiro e a vi deitada na mesma posição, chorando baixinho.

O quarto ainda cheirava a sexo, olhei para a cama bagunçada e para seu corpo nu, ela tremia e tentava segurar o choro.

— O que foi? — Perguntei juntando minhas roupas que estavam no chão.

Ela não respondeu, apenas enguliu o choro e escondeu o rosto no travesseiro.

Voltei para o banheiro, peguei uma toalhinha de rosto e a molhei. Retornei para a cama e a fiz virar para mim, ela evitou me olhar, mas não me impediu de tocá-la.

Abri suas pernas e comecei a limpá-la bem devagar, e depois dei uma olhada nela, ela estava vermelha e com o clitóris inchado.

— Te machuquei? — Perguntei erguendo seu queixo, fazendo-a me encarar.

— Não! — Respondeu com a voz rouca.

— Não está mentindo para mim? — Indaguei desconfiado e ela negou novamente. — Está dolorida? — Acariciei suas coxas

— Um pouco... — Olhou para as mãos.

— Sei que fui rude, mas...

— A culpa não foi sua. Eu gostei... — Mordeu o lábio. — É que tudo foi tão intenso, e sei lá... — Ela se jogou em cima de mim e me abraçou com força. — Me senti vazia quando você saiu de cima de mim, e me sinto tão bem quando estou com você... Me sinto completa e quando você me torna sua é tão bom, é uma sensação inexplicável. — Confessou.

A afastei, me livrando do seu abraço e me levantei, determinado a acabar com aquilo de uma vez por todas.

— Acho que estamos indo longe demais. E não podemos mais continuar com isso, foi bom para nós dois... Sim, eu confesso. Mas não podemos ficar juntos, e não quero que você seja minha amante. Não é certo, a sua mãe não merece nada disso. E isso que estamos fazendo com ela é algo imperdoável. Vamos acabar logo com isso, é o que devemos fazer. Você é uma menina, Sam. Tem apenas 16 anos e eu sou maior de idade. Eu nunca deveria ter me envolvido com você, foi um erro. Sim, foi um grande e irreparável erro. Portanto, esse é o fim... Não posso mais trair a Pamella, eu a amo e tudo isso não passou de uma "aventura", e você mesma diz que é apenas um "joguinho". Não me provoque mais, e vamos tentar esquecer tudo que...

— NÃO! — Ela gritou, me olhando com os olhos marejados.

— Shh, quer mesmo acordar sua mãe? — A fuzilei.

— Você não pode fazer isso, terminar comigo e depois fingir que nada aconteceu entre nós. Você me ama, eu sei... Larga a Pam e fica comigo, espere até eu ser maior de idade. Nós podemos ir embora de Seattle e construir uma vida juntos, quero ser sua mulher, a mãe dos seus filhos... — Ela estava chorando.

— Garota, você enlouqueceu de vez! — Ri, debochado. — Não vou deixar a Pamella para ficar com você. Se enxerga, você é uma puta e putas não servem pra casar! — Esbravejei perdendo a paciência.

Ela me olhou magoada e soluçou alto.

— Puta... — Murmurou, tremendo.

— Sim, é o que você é, Samantha. Você sequer se respeita, sou o marido da sua mãe, sou seu PADRASTO e você acabou de me deixar fodê-la de quatro, e não reclamou quando eu estava te comendo com força! — Falei com frieza. — Só quem é puta vai pra cama com o marido da própria mãe! — Afirmei.

Ela não falou nada. Lhe dei as costas, e comecei a me vestir e me virei pra ela. Ela não chorava mais, apenas me olhava com uma mistura de mágoa e ódio.

— Eu era inocente até você entrar na minha vida... Eu não era sim, foi você quem me transformou nisso. E se hoje sou uma puta, a culpa é sua... Esse é o fim. Não vou mais correr atrás de você como uma cadelinha e não se preocupe. Vou sumir da sua vida! — Avisou convicta e senti uma pontada no peito.

Saí do quarto, deixando-a sozinha...

[...]

No dia seguinte...

— FREDWARD, FREDWARD, FREDWARD! — Ouvi os berros que a Pamella deu.

Soltei a xícara de café, esta espatifou-se no chão. Corri para fora da cozinha, ouvindo ela gritar meu nome, desesperada.

Me encontrei com ela que vinha descendo a escada.

— O que aconteceu? — Perguntei preocupado.

— Minha filha, a minha menininha fugiu de casa. Oh, meu Deus! Ela foi embora... Ela se foi... — Ela chorava descontrolada.

Ah, não, de novo não...

— Tem certeza? — Segurei seus ombros, fazendo-a olhar para mim.

— Sim... Ela levou a mochila e quebrou o cofrinho, e aquele porquinho estava cheio. Toda semana dou 200 dólares pra ela. E agora? Aonde será que ela está? Quero a minha filha! — Pamella socou o peito duas vezes.

— Ei, tenta se acalmar, ok? Ligue para aquela amiga dela. Talvez ela esteja lá na casa dessa garota. — Falei limpando suas lágrimas.

— Já liguei e a Carly não sabe de nada. Elas nem se falaram ontem. — Fungou e eu abracei, acariciando suas costas.

— Nós vamos achá-la, eu prometo. — Beijei seu rosto e ela assentiu.

— Por quê será que ela foi embora de casa? — Me olhou triste.

— Não, sei querida, não sei... — Menti.

"Eu sabia a resposta. Droga, e se acontecer algo ruim com essa garota? Vou levar essa culpa, já não basta tanto peso na minha consciência? Tomara que ela esteja bem, e quando ela voltar pra casa, ela vai ter o que merece. A Pam não merece sofrer por um capricho dessa menina mímida e inconsequente. Ela vai ter que se desculpar com a mãe e aprender a andar na linha, ou terei que discipliná-la, se for preciso, convencerei Pamella a mandar essa garota rebelde para um internato..."

Notas finais
A Sam fugiu!!! E agora??? Será que vão achá-la logo??? A Sam meio que se "declarou", né? E o Benson foi tão rude com ela... Tcs tcs O que acharam do capítulo? Comentem, pessoal!!! Bjs