Stepfather

5 Casa nova & Padrasto mandão.


Notas iniciais
Desculpem a demora haha Talvez eu prolongue essa Fic para 20 mesmo capítulos, ok? Apenas boa leitura!

1 mês e 2 semanas depois...

P.O.V Da Sam

Enquanto minha mãe está desfrutando sua lua-de-mel com o seu querido marido. Estou aqui quase morrendo de tédio na casa do meu pai, ainda não caiu a ficha que minha mãe realmente casou com aquele homem. Eu deveria ter impedido, tive todas as chances de fazer isso, mas acabei desperdiçando-as. Fiquei lá vendo eles trocarem alianças e declararem juras de amor eterno, meu deu uma imensa vontade de rir quando o Freddie jurou na frente de todos que seria um marido fiel.

— Nós já vamos, filha. Qualquer coisa me liga. — Meu pai avisou chegando na sala com a esposa dele, a Karen é uma mulher maravilhosa e eles descubriram que ela está grávida, e por isso ele estão indo comemorar com alguns amigos.

— Não se preocupem comigo, ficarei bem. — Falei mudando de canal.

— Tem certeza que não quer ir com a gente? — Karen perguntou sendo gentil como sempre.

— Não, vou ficar aqui mesmo vendo TV e comendo pipoca. — Sorri para a ruiva, eles se despediram de mim e foram embora.

Quando me levantei para ir à cozinha e preparar minha pipoca, meu celular começou a tocar. Era a minha mãe, atendi rumando para a cozinha.

— Oi, mãe. — Minha voz saiu entediada, não foi minha intenção.

— Filha, já estou com saudades de você. Está se cuidando direitinho? Aqui em Roma tudo é lindo, um dia iremos te trazer aqui. Já visitamos vários pontos turísticos, tenho certeza que você iria amar. Tem cada garoto lindo, você iria ficar louca filha, a comida é divina. Não quero mais voltar para casa, brincadeira. Mas Roma é maravilhosa, estou amando tudo! — Disse ela tagarelando animada, eufórica.

— Ah, que bom, mãe. — Foi tudo que eu consegui falar.

— Seu pai está aí ao seu lado? — Perguntou parecendo cautelosa com as palavras.

— Não. A Karen está grávida e eles saíram para comemorar.

— Grávida? — Exclamou surpresa.

— Sim. — Afirmei.

— Diga que estou desejando felicidades ao casal, ok? Você vai ter um meio-irmãozinho, que gracinha. Eu também pretendo te dar um irmãozinho...

— NÃO! — Gritei, mas logo me arrependi de ter feito isso.

— Por quê não, filha? — Indagou séria.

— Meu celular está descarregando, preciso desligar. — Menti e encerrei a ligação.

Eu não quero mais um irmão e ainda por cima sendo filho do Benson. Amo ser filha única e não suportaria ter que dividir minha mãe com uma criancinha chorona que vai roubar toda a minha atenção. Tomara que o Benson não queira ter filhos e se ele quiser vou tentar fazê-lo mudar de ideia...

[...]

— Como estão suas notas? — Papai perguntou, ele pega mais no meu pé em relação aos estudos.

— Estão boas. — Dessa vez não menti, eu só estava tendo dificuldades com a merda da Matemática.

— Ainda pretende estudar Advocacia?

— Claro. Pretendo me tornar uma Advogada renomada e o senhor terá muito orgulho de mim. — Afirmei convicta.

— Sua mãe ainda trabalha na Fashion Time's? — Perguntou com certa curiosiade.

— Sim, agora ela é Chefe executiva.

— E o seu padrasto? — Perguntou assumindo outro tom, ficou mais sério.

— Ele um é CEO, trabalha na empresa do pai dele. — Respondi.

— Por quê não vem morar com a gente? Não vou dormir tranquilo sabendo que tem um homem estranho morando com você, filha. — Falou preocupado, estávamos no meu quarto, ainda na casa dele.

— O senhor Benson é um cara legal, não precisa se preocupar, pai!

— Ele está te respeitando? Esse sujeito nunca te assediou? Se ele tocar em você, promete que vai me ligar? — Pediu.

— Ele nunca tentou me assediar, é um homem muito respeitador. — Menti. — Não se preocupe, senhor policial! — Forcei um sorriso. — Você iria prendê-lo? — Perguntei.

— Não. Eu iria matá-lo. — Respondeu com seriedade.

Meu pai é policial, minha mãe é chefe executiva de uma empresa de moda e o Benson é o CEO da empresa do pai dele.

— Boa noite! — Ele me deu um beijo na cabeça.

— Boa noite, pai! — Puxei meu edredom até o pescoço, e fiquei observando ele sair do quarto.

" Ah, papai, se o senhor soubesse aonde o Freddie já ousou tocar em mim, já teria o fuzilado. Mas eu não consigo evitar, tudo isso faz parte das minhas provocações, e confesso que estou gostando de brincar com aquele moreno."

Minha mãe estava mesmo ansiosa para casar com o Benson, ela conseguiu organizar todo o preparo do casamento em 1 mês. Ainda me pergunto até agora, para quê tanta pressa? Tudo foi precipitado demais, ela nem parou para pensar nas últimas semanas, estava ocupada demais se matando para conseguir organizar tudo no prazo. E ela conseguiu, agora está casada com o homem que ela diz amar, eu só não consigo entender por que ele casou com ela. Uma pessoa que ama não é infiel e o Freddie provou que ele não liga para o lance de fidelidade. E agora depois de casado, será que ele mudou?

[...]

Alguns dias depois...

— Gostou da nossa nova casa? Sua mãe escolheu tudo com tanto carinho. Fizemos questão de comprá-la e mobiliar antes de casarmos, só não te falamos nada porque queríamos te fazer surpresa. — O Benson falou se referindo à mansão.

— Desperdiçando dinheiro à toa com tanto luxo, é isso que eu chamo de ostentação. — Murmurei entrando na nossa "humilde" casa.

— Agora você tem seu próprio Closet! — Mamãe disse animada, ela estava muito feliz.

— Que legal! — Fingi estar contente. — Vou precisar de um mapa para não correr o risco de me perder aqui em casa, tio. — Falei tentando provocar o Benson.

Eles capricharam em tudo,a decoração estava impecável, tudo muito lindo e ver minha mãe tão feliz daquele jeito também me deixava feliz.

Horas depois, às 19:23 da noite...

— Já é hora da janta, dá para você parar de ficar brincando nesse Tablet? — Minha mãe perguntou e eu ignorei.

— Sua mãe está falando com você. — Freddie chamou minha atenção.

— Me deixe em paz, mãe. Já estou jantando, não está vendo? — Enfiei uma colherada de torta na boca e voltei a mexer no meu Tablet, enquanto mastigava.

— Sam, por favor...

— Que saco, você é muito chata! — A interrompi. — Não quero mais comer. — Empurrei o meu prato que estava cheio de torta de frango.

— Eu não dei permissão para você se retirar. Sente-se e coma, vou confiscar o seu Tablet e trate de me obedecer. — Disse autoritária apontando para a cadeira.

Bufei revirando os olhos, balancei a cabeça e a olhei firme.

— Não. — Falei encarando-a. — Eu não quero! — Dizendo isso lhe dei as costas.

— SAMANTHA! — O Benson gritou me chamando. — Volte aqui agora! — Seu tom de voz denunciou sua irritação.

Voltei e cruzei os braços parando perto da mesa.

— O que é? — O olhei irritada.

— Não fale assim com o seu padrasto. — Minha mãe se levantou, revirei os olhos.

— Falo do jeito que eu quiser. — Quase gritei perdendo a paciência.

Ela me olhou parecendo assustada, e simplesmente saiu da sala de jantar sem falar mais nada, mas vi em seus olhos o quanto ela se abalou. Freddie se levantou rapidamente e veio até a mim com passos apressados.

— Trate de respeitar e obedecer a sua mãe. Você não pode falar assim com ela, pensa que vamos aturar essa sua fase de rebeldia? Está muito enganada, Samantha. Agora sente-se aí e coma, eu mesmo irei confiscar esse Tablet! — Disse irritado tomando o meu Tablet. — Aqui nessa casa teremos regras, entendeu? É hora de jantar, brinque só quando for na hora de brincar. Respeite a sua mãe porque ela não é o seu brinquedo. Acha bonito como a destratou? — Me olhou ainda mais irritado.

— Está pensando que pode mandar em mim? — Ri sarcástica. — Você pode controlar a sua empresa de merda, não a minha vida. Devolva o meu Tablet e saia da minha frente! — Falei com raiva.

— Agora sou o seu padrasto, eu posso colocar limites em você. Não vou devolver porra nenhuma. Trate de me obedecer agora! — Disse me fazendo sentar na cadeira. — Só vai sair daqui quando acabar de comer e você vai lavar a louça. — Decretou cruzando os braços, parado ao meu lado com um olhar ameaçador.

[...]

— Não adianta ficar me olhando emburrada. Não vamos criar uma preguiçosa e lave essas louças direito.

— Contrate uma empregada ou lave você mesmo. — Me controlei para não gritar.

— Já contratamos uma pessoa para cuidar da limpeza da casa, mas você vai ajudar a sua mãe em algumas tarefas. Como lavar as louças por exemplo, não pode ficar sem fazer nada, precisa ajudar a sua mãe. — Avisou.

Terminei de lavar as louças e me virei para ele, já planejando algo para tirá-lo dessa linha de padrasto educador e mandão.

— Me ajuda com um dever de Matemática? — Pedi fazendo uma carinha de garota inocente e comportada.

— Claro. — Concordou ainda sério.

Minutos depois...

— Por quê está tão distante? — Perguntei o observando, ele estava na ponta da cama dando uma analisada no meu dever, estávamos no meu quarto e eu havia trancado a porta. — Você chegou da lua-de-mel mudado, por acaso perdeu o interesse em mim? — Me aproximei retirando meu caderno de suas mãos e sentei em seu colo. — Estou sem calcinha. — Sussurrei em seu ouvido esquerdo. — Desistiu de me levar para a cama? Vai ser fiel agora? Não me quer mais? — Perguntei fingindo estar triste, ele desviou o olhar.

— Apenas cansei de você. Você é cheia de frescuras, só quer ficar nas brincadeirinhas. — Disse me retirando do seu colo e se levantou. — Confesso, gosto de preliminares mas também quero ir mais além, sabe? Você ainda se comporta como uma menininha, quando for mulher o suficiente para me satisfazer e entrar nesse lance sem medo de se arriscar, me procure, baby! — Avisou e foi embora, me deixando indignada.

— Idiota! — Esbravejei trancando a porta. — É um maldito irresistível... — Murmurei. — Vou provar que consigo te satisfazer... Você não vai mais querer saber da minha mãe! — Sussurrei decidida a me entregar para ele sem medo, vou me jogar nessa "aventurinha" proíbida e perigosa, foda-se se é errado, irei me arriscar.

Notas finais
A Sam tá merecendo umas belas palmadas, isso sim. Comentem! Bjs