Stepfather
19 Último dia no paraíso...
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
No dia seguinte, quem acordou primeiro foi o Benson. Ele preparou um delicioso café-da-manhã para a gente. Era o nosso último dia naquele pedacinho de paraíso, depois do café fomos caminhar pela praia. Era tão bom caminhar com ele de mãos dadas, Freddie não estava usando a aliança. Nós dois parecíamos um casal de namorados, ninguém desconfiaria do nosso relacionamento entre padrasto/enteada.
Nos beijamos e trocamos carícias sem medo de sermos pegos por algum conhecido.
Almoçamos num Quiosque, o plano era aproveitarmos o máximo o nosso último dia ali. Depois curtimos a praia, nos divertimos muito nas águas azuladas de Laguna, trocando muitos beijos e carícias íntimas. Também brincamos de vôlei com outros casais, e Freddie alugou dois Jets Skis e foi muito legal. Passeamos mais um pouco, tomamos água de coco e ele comprou sorvete.
— O que vamos fazer agora? — Perguntei animada para mais um programa à dois.
— Voltaremos para o chalé, estou cansado. Precisamos descansar, quero você bem disposta para hoje à noite. — Passou os braços ao redor da minha cintura.
— O que faremos hoje à noite? — Perguntei curiosa.
— É surpresa, baby. — Respondeu e eu bufei.
Voltamos para o chalé, tomamos banho juntos em meio à carícias, colocamos uma roupa confortável e deitamos na enorme cama. Me aconcheguei nele e fechei os olhos, sentindo ele acariciar minhas costas.
Quando acordei, o Benson não estava mais na cama. Bocejei e levantei, peguei minha mala e a vasculhei, escolhi um vestido azul-noite de alças finas, justo na cintura e soltinho em baixo. Ele tinha bojo, não era preciso usar sutiã, peguei a parte de baixo de um biquíni preto sem estampa, sandálias simples e rumei para o banheiro, a minha maquiagem estava no armário acima da pia.
Tomei banho sem pressa, não lavei o cabelo. Já havia o lavado mais cedo, hidratei o meu corpo, me vesti e calcei minhas sandálias rasteirinhas. Fiz uma trança lateral, coloquei uma fitinha vermelha na ponta, passei rímel, lápis de olho e um pouco de gloss rosa-claro. Nada de perfume, o hidratante tinha um cheirinho adocicado e suave de pêssego.
Minutos depois...
— Você está linda. — Me elogiou, ele estava perto da lareira.
O moreno estava lindo usando aquela camisa branca de abotoar, bermuda jeans preta e chinelos azuis de bocharra. Não estava com o cabelo arrumado em seu habitual topete, ele estava com seus fios macios levemente desalinhados. Tão sexy.
— O que está fazendo aí? — Me aproximei.
— Gosto de ver a madeira queimar, as chamas são tão bonitas... Eu estava te esperando, princesa. — Respondeu abrindo seu típico sorrisinho de lado.
Sorri e olhei para as chamas laranjas e avermelhadas. A madeira estava estalando baixinho, crepitando... Ele tinha razão, as chamas eram mesmo bonitas.
— Vamos? — Me ofereceu o braço num gesto de cavalheirismo.
— Vamos. — Sorri e assenti.
Imaginei que ele me levaria para algum restaurante refinado beira-mar. Mas eu me enganei, passamos por alguns Quiosques, ele me conduziu em direção às docas. A brisa noturna agitava a minha fina trança, o tecido fino e leve do meu vestido e arrepiava a minha pele. Logo me arrependi de não ter colocado nenhuma jaqueta ou casaquinho na mala. Passamos pelas docas, o cheiro da maresia era bom, a brisa também era refrescante, tentei não me importar com o friozinho.
Logo avistamos o iate e a lancha à poucos metros dali. A lancha estava parada perto da ponte, atravessamos a ponte de mãos dadas. Ele desamarrou a grande e grossa corda que mantinha a lancha presa ali, subiu na lancha e me estendeu a mão.
— Meu Deus, Freddie, você alugou um iate... — Falei pasma.
— Na verdade, o iate é meu, aluguei apenas a lancha... — Ele explicou.
[...]
Quando chegamos até o iate, dois homens nos ajudaram a subir. Eles desceram para a lancha após terem sidos dispensados pelo Benson, havia mais pessoas ali no iate. A mesa estava posta fora das acomodações, a noite estava linda e estrelada. O iate balançando levemente não me deixou enjoada.
Freddie me conduziu até a mesa, seria um jantar especial, logo percebi. A mesa estava coberta por uma toalha vermelha, a louça era muito bonita e delicada, parecia porcelana com desenho nas bordas. O moreno puxou uma cadeira preta, sentei e sorri para ele.
Assim que ele sentou, um garçom veio nos servir. Uma música romântica começou a tocar. Ele havia planejado tudo, como eu não percebi? Como ele contratou aquelas pessoas e planejou cada detalhe tão rápido?
O homem muito formal e educado serviu as taças com vinho, depois se retirou nos deixando à sós.
— Você caprichou, hein? — Olhei ao nosso redor.
Havia balões vermelhos enfeitando toda aquela área aonde estava a mesa posta. Balões vermelhos amarrados por fitas brancas, o aparelho de som estava em cima de uma mesinha redonda.
— Que bom que gostou. — Sorriu pegando a taça. Peguei a minha. — Vamos brindar. — Sugeriu. Concordei.
— À essa noite linda, à essa viagem, à nós... — Falou entre pausas. Repeti suas falas e fizemos o brinde.
Tomei o pequeno gole de vinho branco, ele sorriu e eu retribuí seu sorriso. O mesmo garçom veio nos trazer o jantar. Salada de batata, arroz de forno e peixe grelhado com molho branco. Tudo estava uma delícia, nunca gostei muito de peixe, mas achei aquele muito saboroso. A comida era leve, eu repeti e depois o Benson mandou servir a sobremesa. Além do garçom, um Chef local que preparou o jantar e uma arrumadeira estavam no iate. Freddie os dispensou, eles partiram em outra lancha e nós finalmente ficamos à sós em seu belo iate.
— Vamos dançar? — Levantou estendendo a mão.
Levantei e segurei sua mão, nós dançamos juntinhos uma música do Ed Sheeran e uma do John Legend. Eram músicas lentas com letras bonitas. Ele me conduzia no rítmo, sussurrando coisas em meu ouvido, acariciando minhas costas...
O céu estrelado, o mar, a brisa noturna e o ar fresco da maresia eram elementos que deixavam a noite ainda mais bela e apreciável. Tudo estava perfeito.
— O que está achando de tudo isso? — Perguntou quando nossos corpos ainda estavam em movimento.
— Isso tudo parece tão surreal... Nós dois, esse cenário... Tudo é tão lindo. — Respondi.
— Concordo com você. — Sussurrou, a música chegou ao fim. Paramos de dançar.
— Me beija, garotão... — Pedi acariciando sua nuca, ficando nas pontas dos pés.
Ele apertou a minha cintura, juntando ainda mais nossos corpos e me beijou com uma lentidão deliciosa e torturante. Sua língua deslizava sobre a minha com leveza, seu beijo tinha gosto de vinho, canela e hortelã. O beijo lento virou ardente, urgente e algo à mais. Suas mãos afoitas começaram acariciar minha cintura, costas e deslizaram para a minha bunda, me apertando. Gemi contra seus lábios, comecei a ficar sem ar e ele também. Paramos o beijo, ambos ofegantes.
— Vamos lá para dentro... — Comecei a desabotoar sua camisa.
Ele sorriu e negou, me surpreendeu pegando-me no colo e me carregou para um cantinho ali mesmo. Ao ar livre, o piso de madeira estava coberto com almofadas fofas, mantos e camadas de cobertores formando um quadrado. Ele me deitou ali, olhei para o céu estrelado e sorri gostando da ideia.
Tinha um baldinho de gelo com uma garrafa de vinho, uma pequena travessa de plástico com frutas e mais cobertores dobrados em cima de uma cadeira.
Freddie pegou um morango e colocou a metade na boca, me ofereceu outra metade. Mordi a fruta, mastiguei e enguli, ele fez o mesmo e em seguida, se inclinou sobre mim para me dar mais um daqueles beijos de tirar o fôlego.
Aproveitei para desabotoar a sua camisa, deslizei as mãos pelo peitoral e abdômen definidos. Sua boca rumou para o meu pescoço, ele desceu as alças do meu vestido e começou a depositar beijos por meus ombros. Sentei em seu colo, sobre a ereção já formada.
Freddie foi me deitando em cima dos mantos e cobertores macios. Suas mãos hábeis fizeram o meu vestido deslizar por meu corpo com tamanha pressa, me deixando seminua. Ele mesmo se livrou da bermuda, ficando apenas de boxer.
Mudamos de posição, foi a minha vez de ficar por cima.
— Gosta disso? — Comecei a beijar e apertar seu peitoral.
— Ainda pergunta? — Deu uma risadinha rouca.
Fui fazendo uma trilha, descendo, passando a língua pelo seu abdômen. Mordisquei aquela região e abaixei sua cueca, seu membro saltou ereto. O peguei e beijei a cabecinha, não o coloquei na boca, apenas comecei a estimulá-lo usando as mãos.
— Oh, porra, você está ficando tão boa nisso... — Seus gemidos e seus elogios sobre meu desempenho apenas me atiçava, me motivava a dar mais prazer a ele.
— Oh, tão grande... — Acelerei os movimentos sentindo-o crescer e inchar nas minhas mãos.
O moreno gemia de olhos fechados, suas mãos estavam fechadas em punhos. Ele não demorou para se liberar, sujando minhas mãos... Chupei um dedo me deliciando com a visão do seu belo corpo se contraindo, suas coxas tremiam por conta dos espasmos. Levantei indo pegar alguns lencinhos de papel que estavam em cima da mesinha, limpei as mãos e voltei para perto dele.
— Você é muito danadinha, hum? — Sorriu malicioso me puxando.
— Você gosta. — Beijei seu queixo.
— Uhum... — Agarrou o meu seio direito, o apertou e me fez deitar.
— Ah, isso... Chupa... — Acariciei sua nuca quando ele abocanhou o meu outro seio.
Lambeu, chupou e mordiscou me arrancando mais gemidos.
Sua boca foi descendo, deixando rastros de beijos molhados por minha barriga... Ele contornou o meu umbigo com a ponta da língua e agarrou as laterais da única peça que me cobria, desamarrou os lacinhos e arrancou a peça que fazia parte do biquíni.
Abri as pernas ansiosa para sentir sua boca em mim, mas ele acariciou minhas coxas e beijou as partes internas.
— Ohh, por favor, me chupa... — Puxei seus cabelos, ele riu contra a minha virilha e passou a língua naquela região me causando arrepios. — Cretino... — Agarrei seus fios macios, o moreno soprou a pele sensível e deslizou um dedo entre meus lábios vaginais.
— Que delícia.... Hum... Toda molhadinha. — Retirou o dedo e o enfiou na boca. — Gostosa... — Sorriu malicioso e me beijou lá.
— Você sabe o que eu quero, então faça logo... — Praticamente ordenei.
— Você só me deixou na vontade, baby, farei o mesmo com você. — Sorriu maldoso.
Bufei frustrada, que cretino... Ele se acomodou entre minhas pernas, estava completamente ereto se preparando para me penetrar.
— Está tomando os anticoncepcionais direitinho? — Se posicionou e roçou apenas a cabecinha me atiçando.
— Estou. — Respondi. — Ahh... — Com apenas uma estocada, ele me penetrou com força. — Oh, céus... — Seu membro parecia ter dobrado de tamanho, me preenchendo todinha.
Suas estocadas eram fundas, intensas, alternando entre lentas e rápidas. Fechei as pernas ao seu redor, sentindo-o ir cada vez mais fundo. Seus gemidos eram baixos e roucos, os meus eram altos. Finquei as unhas em seus ombros sem dó. O membro dele inchou me alargando. Seus movimentos se tornaram frenéticos.
— Apertada pra caralho! — Seus dedos se afundaram nos meus quadris.
— Porra! — Senti uma pontada de dor. Ele passou a estocar com mais força. Arranhei suas costas, mordi seu ombro. Ele foi desacelerando...
— Diz que é minha. — Pediu entre dentes. Seus movimentos ficaram lentos.
Fechei os olhos arqueando as costas, minhas pernas ao seu redor ficaram frouxas.
— Diga. — Acariciou minha cintura, afundou o rosto na curvatura do meu pescoço.
Abri os olhos, ele ergueu o rosto e me olhou, nossos olharem se fixaram um no outro. Eu movia o corpo acompanhando seu rítmo. Toquei seu rosto, minha visão ficou embaçada... Seus lábios tocaram os meus. Não consegui segurar as lágrimas.
— Você sabe a resposta. — Sussurrei acariciando seu rosto.
[...]
No dia seguinte...
Em Seattle, às 18h:27min...
Resolvi ir no apartamento do Victor, havia me decidido. Não era certo iludi-lo, brincar com os sentimentos dele. Victor era um rapaz legal e que gostava de mim, e eu estava apenas o usando para fazer ciúmes no Benson. Segui o conselho da Carly, o certo era acabar com aquilo...
— Senti sua falta, linda. — Ele me puxou para dentro assim que abriu a porta.
Tentou me beijar, virei o rosto e me esquivei pondo as mãos em seu peito.
— Algum problema? — Se afastou, me olhando triste com a minha rejeição.
— Precisamos conversar. — Falei.
— Vamos sentar, então... — Indicou o sofá.
— Não quero sentar. Vou ser rápida. — Avisei.
Ele cruzou os braços e eu suspirei, seu semblante se tornou sério.
— Quero terminar. — Falei e ele franziu o cenho. — Não quero mais namorar você, é melhor sermos apenas amigos. — Prossegui falando tudo com calma.
— O quê? Por quê? — Questionou me lançando aquele olhar de cortar o coração.
— Eu gosto de você, de verdade, você é muito legal, divertido, carinhoso e eu não tenho o que reclamar de você, sério mesmo... Mas eu estou apaixonada por outro. — Fui sincera com ele.
— É recíproco? — Perguntou. Assenti sem ter certeza sobre os sentimentos do Benson.
— Você vai encontrar uma garota bacana, sua cara metade. Você vai ser muito feliz com ela. — Afirmei.
— Espero... — O moreno concordou comigo.
— Então, vamos continuar só na amizade? — Estendi a mão.
— Sim. — Assentiu apertando minha mão.
— Não está com raiva ou algo do tipo? — Indaguei.
— Não mesmo. Estou de boas. — Abriu um sorriso.
— Fico feliz em saber disso. Então, tá... Preciso ir. — Esperei ele abrir a porta. — Tchau. — Me despedi.
— Tchau, Sam, se cuida... — Sorriu novamente.
Dei alguns passos e olhei para trás, voltei e corri para os seus braços. Ele me recebeu de abraços abertos e me apertou contra si.
— Obrigada, Victor, por ter compreendido, por ser meu amigo... — Chorei molhando sua camisa.
Nunca tive muitos amigos, na verdade, a Carly sempre foi minha única amiga de verdade. O pessoal do colégio era apenas colegas de turma. Mas o Victor havia se transformado numa pessoa muito especial para mim.
[...]
Dias depois, Sexta-feira, às 10:45 da manhã...
— Gosto muito de cozinhar para o Fredward. Ele ama a minha comida. — Minha mãe disse toda sorridente pondo a carne na assadeira, em seguida colocou a assadeira no forno.
Fredward. Ela nunca chamava ele pelo apelido. Eu preferia chamá-lo de Freddie. Era mais bonitinho.
Meu pai e ela ficaram tristes quando contei que terminei com o Victor. O Benson ficou muito satisfeito.
— Você quer acampar? Curtir as férias? — Questionou.
— Não, mãe. Nada de acampamento esse ano. — Avisei.
— Também não quer viajar? Passar as férias na casa dos seus avós paternos? — Perguntou.
— Não quero ir pra Atlanta. Lá não tem nada de interessante. — Afirmei.
— Então, por quê não vai com a Carly para Yakima? — Sugeriu animada.
— Piorou, mãe. — Bufei cortando os tomates para a salada.
— Seu pai vai levar a sua irmãzinha para a Disney, você poderia ir com eles esse ano. — Ela sorriu. Revirei os olhos.
— A senhora quer mesmo se livrar de mim, né? — Saquei a dela.
— Claro que não, filha. — Me olhou ofendida. — Não, amor, eu não estou querendo me livrar de você, só não quero que você fique entediada sem sair de casa, você entrou em férias ontem e não quer viajar pra nenhum canto, você deveria ir se divertir. — Explicou.
— Você deveria fazer o mesmo. Vai tirar o quê? Três semanas de férias? — Indaguei.
— Um mês e duas semanas de férias. Vou conversar com o Fredward, hoje é o último dia dele se matando de trabalhar. Ele está precisando dessas férias mais do que eu. Eu estive pensando, podemos viajar em família, o que você acha? — Perguntou empolgada.
— Não quero segurar vela. Vão vocês. — Respondi.
— Ah, Sam, deixa de bobagens... — Me olhou indignada. — Vai ser legal, filha. — Tentou me convencer.
— Não, mãe, eu prefiro ir pra Yakima com a Carly. — Falei pondo um fim naquela conversa.
[...]
— Estou indecisa, querido, que tal escolhermos juntos? Flórida, Austrália ou Acapulco? — Minha mãe queria a opinião do Freddie.
Estávamos almoçando, olhei para ele que ficou em silêncio por longos segundos.
— Amor, é sobre isso que eu quero conversar com você, mas só depois do almoço. — Ele disse sério.
— Por quê não pode ser agora? — Ela indagou no mesmo tom.
— Está bem... — Ele fez uma pausa. — Surgiram umas complicações lá na empresa, e eu preciso resolver isso. Só vou ficar de férias daqui à duas semanas, mas vou fazer de tudo para resolver as coisas logo... Sinto muito decepcioná-la. — Disse para ela.
— Oh, não se preocupe, querido. — Minha mãe assentiu compreensíva.
— Podemos curtir as férias em Acapulco. Você pode ir na frente, eu vou assim que resolver tudo. Não posso viajar sem dar um fim nesses problemas. — Ele avisou e ela abriu um sorriso concordando.
— Ótimo. Já estou ansiosa para ir pra Acapulco. Vai ser demais, amor. Resolva as coisas na empresa com calma, eu estarei te esperando. A Sam vai para Yakima com a Carly. — Ela falou pondo mais salada no prato dela.
Freddie me olhou, desviei o olhar reprimindo uma risada. Ela havia caído direitinho no papo dele também. Eu não iria para Yakima coisa nenhuma.
Fale com o autor