Stay

7 Don't Forget


Notas iniciais
não sei o que escrever aqui, então boa leitura lindosas di my life ehueheuhe

POV (Carol)

Estava voltando do mercado quando vi ele encostado em uma moto conversando com um homem. Já havia se passado uma semana desde que Ed viajou, uma semana de paz e tranquilidade para mim e Sophia. Daryl tem sido tão atencioso com ela esses dias... Gosto quando ele vem visitar Sophia e a cachorrinha, pelo o menos arranjo uma desculpa para vê-lo.

– Bom dia. — A voz de Daryl me desperta de meus pensamentos. Não é apenas Sophia que recebe uma atenção especial de Daryl.

– Bom... bom dia... — Sinto meu rosto corar... por que estou ficando corada? Diabos, ele apenas disse "bom dia".

– E a garotinha? — Ele pergunta me olhando intensamente... Deus Dixon, não me olhe assim.

– Acabei de deixa-la na escola. — sorrio, ele retribui.

Mal o conheço, não sei nada dele a não ser seu nome, e aqui estou eu, boba como uma adolescente. Não deveria pensar em Daryl. Na verdade só o fato de estar falando com ele já coloca minha vida em risco. Eu quero correr esse risco? "Sim, eu quero"

– Desde quando tem uma moto? — pergunto tentando mudar o rumo dos meus pensamentos.

– É do Merle. — Ele diz. — Precisa de ajuda com isso?

– Ahh... não... são só... algumas sacolas. — digo meio embaraçada.

Ele sorri e pega as sacolas da minha mão.

– Vamos. — ele diz e começamos a caminhar.

Minha casa não era muito longe dali, nós estávamos quietos, cada um perdido em seus próprios pensamentos... as vezes eu me pergunto se ele também pensa em mim. "Claro que não..." Seria loucura imaginar que Daryl pense em mim. Uma mulher acabada, marcada com cicatrizes por causa do marido possessivo, acabada... é isso que sou.

Tirei a chave do bolso e abri a porta.

– Quer... entrar? — Minha voz sumiu na ultima palavra, torci para que ele não tivesse ouvido.

– Sim. — Ele abre um meio sorriso e passa por mim entrando.

respiro fundo algumas vezes antes de me arrastar pra dentro de casa. Daryl coloca as sacolas no chão.

– Tudo bem? — Ele me olha.

– Ah... sim... Bem. — Dou um riso fraco.

– Hm.. — Ele continua me olhando. — Você me parece um pouco... nervosa.

– Acho que deveria levar a Mika com você... — Começo a falar mas ele me interrompe.

– Não vamos ter essa conversa outra vez. — Ele franze o cenho.

– Daryl... Ed já reclama por ter que sustentar eu e Sophia, imagina um animal...

– Ed não vai ter que se preocupar com a Mika. — Ele se abaixa e pega o animal no colo. — Eu cuido dela.

– Você é um teimoso Dixon. — Solto uma risadinha.

Ele brinca com Mika enquanto eu faço um café.

– Não sei nada sobre você. — Digo e ele me olha surpreso.

– O que tem pra saber? — Ele se encosta na mesa.

– Ahh... Você não deve ser só um caçador que encontra garotinhas perdidas. — Ele sorri. — Vamos, me fale um pouco de você.

– O que quer saber? — Entrego uma xícara com café pra ele.

– Família?

– Só eu e o Merle... Meus pais morreram quando ainda era criança. — Ele diz.

– E você sempre se cuidou sozinho? — Pergunto e ele sorri negando.

– Hershel Greene me criou até os 19 anos. — Ele diz. — Ele e meu pai eram amigos de infância então...

– entendo. — Sorrio fraco.

– Casado, tem filhos? — Ele me olha com as sobrancelhas levantadas.

– Não que eu me lembre. — sorrio.

– Como foi? — Daryl franze a testa. — Seus pais... como...

– Como morreram? — Concordo com a cabeça. — Minha mãe foi quando eu tinha 8 anos. Eu tinha saído pra brincar com as crianças da vizinhança, o que só acontecia se Merle estava cumprindo pena em algum reformatório. Agente ficava naquela rua atrás da delegacia, e eu me lembro que as outras crianças, todas tinham uma bicicleta e eu não... Eu ouvi sirenes, pessoas gritando, as crianças pegaram as bicicletas e correram pra ver o que tava acontecendo. Quando eu cheguei vi minha casa pegando fogo... Ela tava bebendo e fumando... — Ele para de falar. — Meu pai morreu na frente de um bar, três anos depois.

– sinto muito. — Digo vendo o olhar triste dele.

– Tudo bem. — Ele sorri de lado. "esse sorriso." — E sobre você?

– Ah... Sou uma mulher casada, tenho uma filha, um marido ciumento e agressivo... — Daryl me olha com cautela. — Meus pais moram em Atlanta, eu sai de lá assim que Sophia nasceu. Meus pais nunca gostaram de Ed... — Suspiro. — Acho que deveria ter deixado meu pai ter atirado nele. — Daryl ri balançando a cabeça. — Eles me expulsaram assim que descobri que estava grávida, minha mãe disse que se eu decidisse ficar com o bebê eu ia sair... Uma tia minha me acolheu até ela nascer, depois eu e Ed viemos pra cá. Sophia foi a única coisa boa que me aconteceu desde que saí de lá.

– Ela é uma garotinha esperta. — Ele diz.

– É... — Sorrio boba ao pensar na minha filha. — Não sei se aguentaria tudo o que aguento sem ela.

Daryl me encara por alguns segundos, timidamente ele leva uma das mãos ao meu rosto, acariciando com leveza.

– Se depender de mim... ele nunca mais vai tocar em você ou nela. — Ele diz com a voz baixa e rouca. "sexy..."

Carol? — Ouço a voz de Lori.

Daryl se afasta de mim rapidamente e desajeitado. Suas bochechas estão um pouco coradas, ao contrario de mim, que devo estar parecendo um pimentão.

– Eu... É melhor... Tchau. — Ele fala quando Lori entra na cozinha.

– Oi Daryl. — Ela o cumprimenta e ele dá um aceno de cabeça.

POV (Daryl)

Sai de lá o mais rápido que pude, minhas pernas ameaçavam parar de funcionar a qualquer momento... Diabos, onde estava com a cabeça Dixon?

Percebi que já estava distante da casa de Carol, o que me deu a oportunidade de respirar calmamente... O que aconteceu ali? Que foi aquilo?

– Mulher... — Murmuro passando a mão no rosto e cabelo.

Isso não pode continuar, Carol é casada e eu... Sou eu... Preciso me livras desses pensamentos, esses malditos pensamentos sujos que tenho sobre ela... Sobre seus lábios, seu corpo frágil e machucado, seu cabelo prateado. Como desejo afundar o nariz naquele cabelo, sentir seu cheiro, passar a língua em seus lábios perfeitamente desenhados... Não. Não Carol, ela não é assim... "assim como?"

– O que você tem Dixon? tá calado a manhã toda. — Martinez estala os dedos na minha frente.

– Só... pensando. — Digo. — Do que você tava falando?

– Sobre a construção... Você tá bem cara? — Ele me olha desconfiado.

– Melhor impossível. — Falo sem da-lo muita importância.

– Eu hein... — Ele fala e volta a falar sobre a tal construção.

Minha cabeça estava longe de mais pra prestar atenção em Martinez. A única coisa aqui dentro é ela. Por que ela? De tantas mulheres em Woodbury, por que tinha que querer Carol? "porque ela é perfeita..."

Acho bom manter distância... Eu consigo manter distância de Carol... De Sophia?

Já passava das três da madrugada e eu continuava a me revirar na cama. Não consigo parar de pensar no quão próximo estava de Carol, próximo dos lábios que tanto anseio. Sua pele, mesmo machucada ainda sim é tão macia, tão... Diferente. Pensar nela já se tornou algo torturante e perturbador. Deseja-la... Deus eu a desejo. Desejo de mais. Fico me perguntando como Ed pode fazer mal a ela, como pode quer machuca-la ao invés de... "ama-la?"

Posso imaginar meus lábios tocando cada cicatriz do corpo daquela mulher, minhas mãos por toda parte, tocando... Puxando... Sentindo. Como se ela fosse a única mulher no mundo... A única em meu mundo.

– Mulher... O que você fez comigo?

Notas finais
Então? O que acharam? Não deixem de comentar e lembrem-se, criticas são bem vindas. ♥ Bjos; tia Barbie