State Of Dreaming

7 6 - Love Is All That I Fear


Notas iniciais
Antes de mais nada, se você comentou o outro capítulo e seu nome não está aqui, saiba que essa é uma postagem programada. Portanto, obrigada a: Kate Odair di Angelo, daughter of the sun, pudim, e Pandinhaw pelos reviews do último capítulo. E esse aqui.. Bem, acho que passei muito tempo conversando com a Pandi - ela vai entender porque. E os títulos dos capítulos estão todos sendo inspirados em músicas que gosto, por isso estão em inglês. Esse título foi inspirado em Radioactive, da Marina

P. O. V Autora:

Ela não deveria estar ali. Não tinha idade para beber, mas quem realmente precisa ser maior de idade quando se tem uma identidade falsa?

Identidade conseguida graças a ex-amiga, que ela pusera para fora de casa aos tapas, enquanto ouvia a irmã e o misterioso amigo da irmã — amigo que ela nunca vira antes, mas que a irmã jurava que conhecia há muito tempo — pedindo que ela não fizesse tal coisa. Não ligou: não podia manter uma víbora como aquela dentro de sua casa... Sabe-se lá quais mentiras ela espalharia na próxima segunda-feira...

— Então... Eu soube das novidades! — ela poderia ter se assustado, se já não tivesse se acostumado a ouvir aquela voz pelo telefone.

Lá estava, Monsieur Campbell, o professor de francês da irmã. Um cara jovem, bonito, com lindos olhos azuis claros e um irreverente tom de vermelho nos cabelos. Ele passara o último mês ligando para seu celular, a fim de ter noticias de Maria, mas não tivera a coragem de passar no hospital para checar por si só.

— Você saberia das boas novas, se tivesse passado para vê-la hoje! — ela resmunga, virando-se para ele — Ela se lembra das meninas... E acreditou quando eu disse que elas eram suas filhas!

— Não se preocupe, Catarina: elas também acham que sou o pai delas! — ele dá um sorriso amargo, pedindo por um drink qualquer, que ela não se deu ao trabalho de checar.

Estava ocupada demais secando o bartender, tentando atrair sua atenção e garantir a distração da noite.

— Vai furar um buraco no coitado do garoto se olhar mais!

— Não acha que deveria ir para longe, monsieur Campbell? Afinal, o senhor é professor da escola em que estudo...

— Sou professor na escola, não aqui! Além disso, nem sou seu professor! Sou professor da sua...

— Irmã, é, eu sei! O que eu não sei foi porque você resolveu demiti-la, assim, do nada! — a garota resmunga, puxando um maço de cigarros do bolso do short.

Ela mentira tanto para a irmã naquele dia, como nunca antes na vida! Tudo o que ela fazia, ela contava à Maria... Lembrava-se que, quando brigou com Thalia, que era sua melhor amiga no mundo, foi para a irmã que contou o motivo da briga. Nem mesmo ao pai, que pareceu preocupado com sua nova crise de choro, ela contou... Também, como poderia? Como você conta ao seu pai que você transou com o cara que sua amiga estava a fim? Ou melhor, como você conta que começou a ter um caso com ele, a amiga descobriu, e começou a espalhar mentiras sobre sua intimidade? Ah, adicione que o cara com quem você tem feito sexo é, pelo menos, três anos mais velho que você, e tente manter seu pai vivo enquanto você conta.

É, era esse tipo de histórias que permeavam as noites de Catarina e Maria Valentina antes do acidente. As duas se sentavam no chão de um dos quartos, encostavam a porta e ouviam/contavam as histórias, sempre atentas para ver se o pai estava por perto — o que era raro desde a morte da mãe —, e foi em uma dessas noites de histórias que Catarina viu Maria chorar. Chorar violentamente, como se tivesse visto alguém morrer, ou como se alguém que ela gostasse muito tivesse morrido.

A mais velha das irmãs nunca chorava. Não sem um bom motivo. Ela vivia numa paz interior tão grande, que a irmã tinha certeza de que ela atingira o Nirvana e ficara ali para sempre; só a vira chorar daquele jeito durante a infância e no funeral da mãe. Portanto, vê-la chorar daquele jeito, por causa do emprego ocasional de babá, foi algo assustador e nunca respondido corretamente.

No dia seguinte o acidente aconteceu.

— Vamos, Eleazar: por que demitiu minha irmã? — o pressiona a responder, deixando de lado o bartender que piscava para ela.

— Não posso dizer! Não sem saber se ela te contou! — o professor responde.

— Ela não me contou, mas merece saber! Minha irmã não se lembra de nada do que aconteceu; ela continua falando coisas estranhas sobre o dia da independência... Ela tem que saber o que aconteceu, antes que ela enlouqueça!

Antes que ela própria enlouquecesse, vendo a irmã confiando em estranhos e acreditando que nuvens mágicas os seguiam.

— O negócio, Catarina, é que da mesma forma que você não gostou quando a senhorita Grace contou aquelas coisas na escola, aposto que sua irmã tampouco gostaria se eu lhe dissesse meus motivos para afastá-la! — ele discursa, jogando uma nota sobre o balcão. — No entanto, o claro motivo de meu afastamento agora é que não posso mais ficar aqui com você! Tenha uma boa noite, Catarina!

Ela não se virou para ver o jovem ruivo cruzar o bar e partir, não se incomodou quando uma mulher de cabelos negros e pele morena lhe lançou um sorriso irônico, mas agradeceu quando viu um shot de tequila na sua frente.

— Tecnicamente, eu não deveria lhe dar tal coisa, mas você merece! — o bartender que ela observara durante toda a noite estava ali, na sua frente, sorrindo para ela.

Ela sorriu de volta, tão amarga quanto ele, e virou sua dose. Mentalmente brindava pela recuperação da irmã, por sua própria estupidez, e por qualquer coisa que merecesse um brinde.

— Quem era aquele cara? E que conversa tensa era aquela?

— O professor de francês da escola! Que, eu desconfio, vive um romance escondido com minha irmã. — ela ergue as sobrancelhas, levando-o a rir.

— Não é porque vocês são gêmeas que devem fazer a mesma coisa! — ele pisca e volta para seu expediente, mas não sem antes acrescentar — O que, claro, não te impede de viver um romance escondido com alguém!

Foi a vez de ela sorrir! Mesmo que o dia não tenha sido do melhor, que ela tivesse passado o início da noite brigando e discutindo, pelo menos a madrugada seria.

Seria, como sempre era desde que o conhecera. Desde o dia em que fora aquele mesmo bar com Thalia, e a amiga lhe mostrara o rapaz: jovem, moreno, cabelos castanhos claros com alguns cachos começando a aparecer, e lindos olhos esverdeados. Se ela acreditasse em amor, diria que aquele era a primeira vista.

Mas ela acreditava mesmo era em quebrar tabus. Espera-se que uma menina encontre o amor de sua vida, se case com ele e tenha relações para procriar. Ela acreditava que cada um merecia satisfazer seus desejos, fossem de amor ou desejos carnais. E naquele momento, ela o desejara loucamente. Desejara-o tanto que se esquecera de respeitar sua amiga, e acabou perdendo-a.

Claro que isso a magoava, mas ela fingia não se importar. Não enquanto senti as mãos do moreno sobre si, os lábios quentes deslizando por cada recanto de seu corpo, sem pudor algum, quando e como eles quisessem. Aqueles beijos a faziam se esquecer de seu próprio nome e origem, mas não tiveram valor algum naquele dia, por mais que ela tenha tentado disfarçar.

— Geralmente, quando chegamos a essa etapa, você já está gritando e puxando meus cabelos... — o homem diz, observando-a em sua lingerie nada modesta — O que aconteceu hoje, além da boa notícia?

Ela bufou, impaciente. Se não o respondesse, ele encontraria uma forma de lhe arrancar a resposta. E por mais que fosse adorar a tortura, simplesmente não a agüentaria. Não naquele dia.

— Eu pensei que hoje seria um bom dia, sabe? Minha irmã acordou e eu pude levá-la para casa. Pensei que poderíamos ficar juntas como antes, conversando, mas ela não se lembra de nossa antiga vida, nem do acidente, nem de nada, exceto a família Campbell. Até aí eu não surtei, porque o médico me disse que era normal pacientes acordarem confusos após um coma, mas quando ela começou a falar de piqueniques no Central Park e nuvens coloridas vivas, eu fiquei preocupada.

— Acho que alguém andou roubando o estoque da irmã! — ele toma o cigarro que ela tinha em mãos e o apaga, jogando-o fora, junto com o resto do maço.

Uma coisa era deixá-la beber — era ilegal, ruim para saúde, mas algo que eles podiam fazer juntos e que poderia melhorar depois de uma xícara de café. —, outra era deixá-la acabar com os pulmões e com aquela boca. Ele pecava — literalmente — por aqueles lábios.

— Ela realmente descobriu meu estoque naquele dia, e não duvido nada que não tenha contado para o papai, mas nunca saberemos.

— E você pode continuar se drogando como nunca na vida, não é?! — ele podia ver seus olhos vermelhos, e não eram por sono e muito menos pelo álcool.

Ela ingeria álcool como se fosse água.

— Meu dia não foi fácil, mas prometo que vou parar!

— Discurso clichê de todo viciado!

— Dessa vez é verdade: eu usei hoje porque meu dia foi uma merda! Precisava cair fora dele, o que, como você vê, não rolou. Mas depois do que acidente, não quero mais saber de nenhuma daquelas drogas... To quase aceitando seu tratamento anti-fumo... — ela sorri, puxando-o pelos passadores de cinto.

Ele nunca lhe dava o prazer de se despirem ao mesmo tempo. Ele gostava de vê-la vulnerável, sem uma peça de roupa, implorando por ele enquanto ondas de prazer a arrebatavam. Se ele estivesse num bom humor, ela o tinha em si, do contrário, tinha que se contentar com os lábios finos e os dedos longos e habilidosos. Nem sempre ele estava de bom humor, ou de mau humor, o que os deixavam no meio termo, e ela não tinha opção alguma de escolha: ele a jogava contra alguma superfície e a fazia sua ali mesmo, sem se preocupar com quem os ouviria ou não.

Para Catarina não tinha problema que os ouvissem: ela gostava que soubessem que ele era dela, e ela era ótima em satisfazê-lo.

— O que mais aconteceu hoje, gostosa? — ele soa estranhamente gentil, ignorando os seios apertados em um sutiã de renda azul, e se contentando com azul dos olhos dela.

Azuis com raias douradas, como se para lhe mostrar que ela era demais para ele. Como se ele fosse um mortal, apaixonado por uma deusa. Aquele azul era inconfundível e incomparável: nem mesmo a gêmea tinha tal nuances no olhar.

— Thalia esteve lá em casa, para ver Maria... Eu voltei porque esquecera a carteira e a encontrei lá, e nós... Nós brigamos — a jovem suspira, e ele vai junto.

Claro que ela sentiria falta da amiga, da melhor amiga. Ele só era estúpido e mesquinho demais para notar ou ligar: quando a via, não pensava em perguntar como fora o dia dela; pensava apenas em se afundar naquele corpo e deixar ali todo o cansaço e estresse de seu dia, descontava tudo nela, que recebia de bom grado e voltava procurando mais. Quando se lembrava que ela deveria ter algo para contar, a menina já estava dormindo, esgotada depois de tanta movimentação.

— Isso tudo é minha culpa! — sussurra, num surto de discernimento.

— Só se você for culpado de ser sexy como um anjo caído! — ela sorri — Lorenzzo, a culpada na história sou eu: eu traí a amiga!

— Eu deveria ter deixado claro que eu estava a fim de você, não dela! Eu a deixei ir muito longe e então parti o coração dela.

— Ela te superou totalmente, acredite-me! Ela não vai te perdoar, o que você não vai ligar, e tampouco vai me perdoar...

— O que você vai ligar mais do que liga para mim! — Lorenzzo sorri, estranhando como poderia ser carinhoso se quisesse.

Ele devia ser carinhoso com Catarina, mas estavam sempre tão apressados em satisfazer seus desejos, tão entretidos apenas no ato sexual, que sequer se lembravam das outras etapas.

— O que acha de me ajudar a esquecer isso, Signore? — ela o puxa para perto de novo, tentando tirar-lhe a camisa.

Dessa vez ele permite. Estavam no início de julho, mas o calor já atingia seu auge. Principalmente ali naquele bar.

Ela se deslumbra com o físico e ergue os olhos para olhá-lo nos olhos. E adeus controle, adeus torturá-la e adeus calcinha. Ele podia lhe comprar outra... Ele já lhe devia muitas...

— Da próxima vez que fizermos isso — ele diz, preparando-se para penetrá-la —, será na minha cama!

E o grito de Catarina coroou aquela noite de 5 de julho.

P. O. V Aria:

Eu estava sonhando, eu sabia que estava, mas não tinha idéia de como viera parar no meio do chalé de Hipnos. Eu estava ali, e sentia tanto sono, que meu sonho queria dormir e assim seria eternamente, até que eu não pudesse acordar mais. O que seria uma tragédia, visto que meus primos e meus amigos precisavam de mim.

— Tenho que... — bocejo — Sair daqui! — bocejo de novo, e dessa vez ganho um eco.

— Sei bem como é difícil estar aqui, mas eu precisava de uma forma de me comunicar, além do péssimo celular de Will. Por que ele não compra um novo?!

Tive que esfregar bem meus olhinhos, para que eles acreditassem no lindo ser na minha frente. Se eu fosse humana, arriscaria a dizer que um anjo viera me visitar; um anjo sem asa, levemente mais moreno, com cachos nas pontas dos cabelos e lábios finos. Se eu fosse solteira, eu diria que amaria que aqueles olhos escuros me tragassem para sua imensidão de trevas, e que aquela boca poderia proferir as piores coisas possíveis.

— Caramba, vocês garotas de 16 anos são todas cheias de fogo ou só as da profecia? — Nico pergunta, meio assustado.

— Droga, agora você pode ler pensamentos? — reclamo, já me arrependendo de tê-lo enchido de elogios.

— Estamos sonhando! Eu atraí para uma área neutra, e como o movimento foi meu... Não meu, mas a idéia foi minha, ganho algumas regalias. — ele diz, confiante — Gostei dos galanteios, mas chega de pensamentos impróprios e sexies sobre a minha pessoa: eu já fui atacado pela minha namorada hoje, e isso porque ela não lembra de mim!

Vendo que eu estava confusa, Nico faz um resumo do que acontecera depois que Valentina desligara: blá-blá-blá Valentina confusa sem saber o que fazer, Eleazar agora era pai das irmãs — o que me deixou louca de confusão —, Thalia dando selinho em Valentina — chocante, ok, mas poderia ser pior. Elas poderiam ser um casal nessa dimensão alternativa, e aí todo mundo sofreria por corações partidos. —, Thalia agarrando Nico e o masturbando sem um pingo de pudor — eles estavam na frente da Valentina; nem quero pensar no que aconteceria se não estivessem —, e, finalmente, Thalia e Catarina brigando e se chamando de vadia.

— Não sei o porquê disso, mas foi bem tenso! Tive que tirar a Thalia de lá, e levá-la até o carro. — ele comenta, comendo um McLanche Feliz feito de sonhos — Ela queria que eu fosse para a casa dela, mas eu disse que queria ficar e checar que a Valentina estivesse bem, o que foi convincente e me garantiu número de telefone e de jeans. — ele me encarou — Ela tá mais gata e gostosa do que nunca.

— E a gente achando que você era gay... — murmuro com pouco caso

— Tá, eu não vim pra falar da minha namorada gata que não sabe que me namora, mas sim para checar essa história de corredor de sonhos... Valentina viria, mas ela está derrotada, jogada na cama, tentando baixar o Born To Die The Paradise Edition.

— Desde quando você sabe o que é Lana Del Rey? — pensei que Nico só entendesse de Rock N’ Roll

— Aria, você já reparou em como o chalé 7 parece gostar de mim? Primeiro Will passa a agir como se fosse meu pai: “Não ressuscite os mortos”, “Não viaje pelas sombras”, “Três dias na enfermaria”; depois a Cathy chega e começa com: “Sua voz é sexy, você canta?”, passando por “Eu sei seu segredo, e meio que o acho sexy” e então “Homem, sou sua melhor amiga... Depois da Reyna e da Annabeth e da Héstia... Ok, é muita gente na frente, então serei sua amiga mais louca, enfim: vai lá e conta pra tua namorada que tu era a fim do seu melhor amigo... Aaah, não esqueça de transar com ela algum dia! Arctic Monkeys e Lana Del Rey são uma ótima trilha sonora” — ele imita, muito mal, as vozes de nossos amigos. Mas ele tinha a essência do deboche, o que se adquire quando se passa muito tempo sendo supervisionado por Will.

Éramos tipos irmãos, e Will era nosso pai. Stephanye era nossa madrasta.

— No fim das contas, a melhor trilha sonora para o sexo e é o próprio ato, e eu não sei porque to faland... — ele se interrompe, olhando para baixo de repente — Filhos de Hipnos desgraçados, fuxicando a vida alheia!

Até parei todo o processo de me concentrar e pensar naquela maldita porta, só para rir do comentário de Nico. Eu sentia falta daquilo e me arrependia amargamente de tudo o que havia feito para não participar da trama de Afrodite.

— Tudo bem, Aria: amor, em sua forma mais pura, é mesmo algo aterrorizante! — Nico comenta, solidário.

Ele estava certo: Afrodite — a forma “pura” do amor — era aterrorizante: cheia de planos e possíveis vinganças caso algo desse errado. Mas também era algo impossível de combater, por mais que se tentasse. A prova disso era o incontável número de casais que ela juntara e que, apesar dos desafios, nunca se separaram.

Eu tentara lutar contra os desejos de Afrodite, tudo por medo, e eis onde estamos: aprisionados numa maldição, sem sequer saber quem a lançou.

— Duas coisas antes de lhe mostrar o corredor: primeiro, eu não sei até onde o que estamos vendo é real ou só um sonho; segundo, esse corredor pode sumir a qualquer momento! — informei, e Nico simplesmente balançou a cabeça, concordando.

Passamos, então, da paisagem em branco do sonho de Nico, para dentro do corredor, abarrotado de livros — muitos dos quais não me atrevi a abrir, por tratarem de um tempo muito a frente.

— Ok! Outro corredor... O que devo procurar nesse?

— Na verdade, seria melhor que você não procurasse nada, sabe? — suspirei, sentando em uma das cadeiras espalhadas por ali. — Todas as visões do oráculo, todas as profecias, estão aqui: antigas, recentes e futuras.

— Deve ser um saco ter de organizar tudo isso... — ele murmura, sentando ao meu lado.

E eu estava prestes a lhe dizer que concordava inteiramente com isso, e que aquele lugar jamais seria arrumado corretamente, quando ouço alguém bater na porta.

Na porta que não existe! Ou eu simplesmente não sabia da existência, já que ela estava escondida atrás de uma pilha de livros que foi derrubada quando um corpo se chocou contra a bendita da porta.

— Parece que tem alguém desesperado para entrar... — Nico expõe a verdade — Você, por um acaso, não teria uma chave, ou algo do tipo?!

Eu tinha uma chave, que nunca era usada de verdade, já que a porta daquele corredor parecia estar sempre aberta. Tirei-a do cordão que eu usava e, com a ajuda de Nico, afastei os livros da porta e girei a chave na fechadura.

Nada no mundo me preparou para o que me esperava do outro lado da porta.

Notas finais
E então? O que acham que aconteceu entre Eleazar e Valentina? E quem ou que estava na porta? Façam suas apostas!! Beijoos e até!