State Of Dreaming
4 3 - I Think We Have An Emergency.
Notas iniciais
P. O. V Aria:
Embora Steph tenha me dito o que aconteceu, o desespero só tomou conta de mim quando, enfim, cheguei ao hotel — o trânsito assemelhava-se ao de Manhattan —, e vi tia Fleur e papai apreensivos em seus celulares.
— Por favor, Eleazar, atenda esse telefone! — minha tia sussurrava, com lágrimas correndo por sua face
— Tem certeza? Ele me disse que faria uma matéria eletiva durante o verão... Só em agosto? Não, tudo bem, eu entendo. Bem, obrigado de qualquer forma. — papai desliga e suspira — Ele não está na faculdade, Fleur.
— Ele também não atende ao celular, nem Valentina o dela! Ou Catarina, ou Lorenzzo, Nico ou Thalia. Nenhum deles! — a histeria tomava conta de minha tia.
— E aquele cunhado dele? O que cursa medicina?
— Will e Steph não estavam com eles, pai! — suspiro ao me juntar a eles, como se tudo fosse culpa minha. — Steph estava se sentindo um pouco mal, então ficou no acampamento e Will ficou para cuidar dela.
Eles me encararam cheios de dúvida, desespero e desconfiança. Era duro receber aquele tipo de olhar de seus familiares, mas eu não reclamava: depois do que eu fizera, eu merecia todas as formas de julgamento. Mesmo que ele viesse de meu pai.
Contei-lhes então, resumidamente, o que havia acontecido, deixando de lado a parte que uma nuvem com vida própria seqüestrou meus primos e meus amigos. Omitir isso não evitou que minha tia surtasse, e aproveitei o momento de gritos para descer. Não havia clima ali para contar que eu fora mencionada em uma profecia.
Já em meu apartamento, arrumei minha mochila com algumas poucas coisas: um conjunto de roupas extras, incluindo um casaco — mesmo sendo verão, eu gostava de me precaver —, o kit néctar + ambrosia, que todo semideus inteligente deve ter, dinheiro, passaporte e outros documentos, minha chave e o caderninho. Não havia armas que eu pudesse levar: deixara as minhas para trás, no arsenal, quando parti. Se as recuperasse, não seria um bom sinal.
Na tentativa de me sentir menos culpada, deixei um bilhete para papai. Sem muitos detalhes ou promessas, embora houvesse uma que era mais para mim do que para tranqüilizá-lo, então escrevi assim mesmo:
“P.S.: voltaremos vivos e bem! Meus primos, meus amigos, eu e qualquer um que se envolva. Juro pelo Estige!”
Um trovão cortou o céu daquele crepúsculo sem fim, surpreendendo-me mesmo quando eu já sabia que palavras literalmente são fontes de magia, estejam elas sendo pronunciadas ou escritas.
Pensei nisso durante todo o caminho para o aeroporto, e depois de muito discutir, enfim consegui minha passagem para Nova York. Entretanto, embarcar era um processo lento, cansativo, e até perigoso no meu caso.
— Onde está sua bagagem, senhorita? — o atendente me pergunta, enquanto faço o check in.
Mantive minha expressão neutra, quase blasé, enquanto mentia descaradamente.
— Estou indo passar o restante das férias com minha mãe, e ela não gosta de nada relacionado ao meu pai, exceto eu, é claro. Então nunca levo roupas compradas por ele. — suspiro pesadamente, tentando aparentar uma adolescente sofrida com o divórcio dos pais — Por isso só tenho essa mochila: levo uma muda de roupas que minha mãe me deu, para trocar no avião, antes de chegar em casa, e alguns itens de higiene pessoal.
Parecendo mais entediado do que emocionado com meu relato, o atendente me deixa embarcar sem problemas — melhor assim: quanto mais invisível eu estiver, mais rápido chegarei ao meu destino. — e, depois de uma longa espera, finalmente embarquei.
Acomodei-me em minha poltrona na terceira classe, não prestando muita atenção ao redor. Minha mente ainda estava toldada pelas lágrimas de tia Fleur: não importava a idade dos filhos, ela sofreria por cada um deles; mesmo que estivesse acostumada com as aventuras de Eleazar, saber que ele e as irmãs estavam desaparecidos fez o coração de minha tia se despedaçar.
E minha responsabilidade era garantir que todos os seus medos não passassem disso: apenas medos, que seriam acalmados quando ela visse os três filhos em segurança.
Eu só precisava me lembrar do resto da profecia; eu certamente já a lera — e se a tivesse lido enquanto estava acordada, eu lembraria na mesma hora em que ouvi os versos. Mas, quando se é uma guardiã, é difícil saber quando realmente dormirá ou terá seus poderes usados.
Tudo começou no Natal: eu vira o baile, a ascensão de Valentina ao posto de Condesa, dançara e me divertira, e no fim da noite, estava cansada demais até mesmo para John: despedi-me dele ali mesmo, no salão, e subi para meu apartamento. Após um banho rápido, vesti um pijama quente e escorreguei para debaixo das cobertas: era uma noite muito fria, e eu não tinha a resistência de meu primo.
Geralmente nunca me lembro de sonhos, mas desde aquela noite, os sonhos se tornaram mais vívidos. Aquela noite, que parecia tão tranqüila e sem sonhos, foi substituída por uma noite inquieta, onde eu me via em um corredor de biblioteca, com uma bibliotecária com fama de resmungona, mas que naquele sonho me sorria.
— Seja bem-vinda ao hall das visões! Futuro, presente, passado: tudo o que Apolo viu, vê e verá está documentado aqui, assim como cada decisão tomada. Claro que é um corredor instável, pois o futuro é subjuntivo; por exemplo: dependendo do que me dirá, você se lembrará desse sonho ou não.
— Como assim, mãe?
— E os humanos pensando que haviam perdido esses livros para sempre. — ela comenta, fechando o livro e me ignorando. Adiciona-o a uma pequena pilha que havia sobre a mesa — Claro que tínhamos uma cópia, mas seríamos tolos se deixássemos que soubessem.
Não sabia o que mais me chocava: notar que a bibliotecária era Atena, ou reparar no título do livro que ela acabara de descartar sobre uma pilha precariamente apoiada sobre uma mesa de mogno.
— Sinto informar, senhora, mas nada entendo sobre o que fala! — tentei soar o mais formal possível, embora ache que parecesse idiotice e estivesse bastante temerosa. Mas valia a pena tentar.
Lembro-me que Annabeth nos contou, certa vez, que durante a Guerra de Gaia, as personalidades dos deuses se misturaram. Na época, ela encontrou com Atena, nossa mãe, e ela não estava dizendo coisa com coisa... Naquele sonho — ou realidade paralela, não sei —, Atena continuava não dizendo coisa com coisa. Tinha medo de que aquilo fosse uma “recaída”
— Não seja estúpida, Aria: estou perfeitamente sã, por mais que não ache que esse seja o corredor certo para você, mas o que fazer se assim querem as Pacas e se esse é seu grande dever? Estou cumprindo uma tarefa, e espero que Apolo também cumpra a dele, antes que seja tarde demais.
— Tarde demais? Estamos em perigo? Estaremos em perigo? — eu não deveria estar bombardeando-a com tantas perguntas, mas era algo inédito.
— Segundo esses livros, estaremos em breve. — ela suspira, e se vira para mim. Havia uma chama em seu olhar, uma determinação palpável. — Isso, minha cara, é um dos muitos corredores da biblioteca Olimpiana. Apolo e eu somos os “bibliotecários” e, de tempos em tempos, escolhemos “guardiões” para nos ajudar; como sou a mais velha, escolho primeiro os guias, e depois meu irmão escolhe os guerreiros.
— Está me escolhendo para ser...
— Guardiões de livros não existem só em séries, minha filha! São eles que ajudam os escribas e os deuses quando momentos difíceis surgem. Ser uma Guardiã do Olimpo é uma grande honra. —joga outro livro em outra pilha
—Espera um pouco: eu serei uma guardiã? Eu? A traidora? —minha voz sobe algumas oitavas, tamanho meu desespero.
— Não se subestime, criança: perdão nem sempre é difícil. Alguém precisará de ajuda, e você deve estar lá para essa pessoa. Lembre-se: sabedoria e razão andam de mãos dadas.
— Por que quando você diz isso, eu só consigo vê-la de mãos dadas com um Apolo em miniatura, levando para passear e tomar sorvete na pracinha? — solto sem pensar.
Preparo-me para a fúria da deusa, que certamente notou o que eu disse, mas para minha surpresa Atena riu: foi uma risada curta e breve, mas ainda sim surpreendente.
— Talvez porque isso realmente aconteceu um dia: sou mais velha que os gêmeos... Mas não os deixe lembrar isso: eles já discutem o suficiente entre eles a questão de idade; não precisamos estender isso entre os outros irmãos. — ela refletiu, e virou-se para a mesa.
Quando se voltou para mim de novo, tinha um colar em suas mãos. Fechou-o ao redor de meu pescoço, e encarou-me nos olhos.
— Começo a achar que talvez dê certo, sim!
— O que a fez mudar de idéia? — pergunto, mas minha resposta não vem tão rápido assim.
Ela se vira, mais uma vez para a mesa, e alisa a capa do primeiro livro que atirou na pilha, antes de se voltar para mim e entregá-lo solenemente
— Você é minha filha! — responde, dando um sorrisinho mínimo
— O que devo fazer com todos esses livros, mãe? — pergunto
— Saiba-os! — e, para minha surpresa, ela beijou minha testa antes do sonho se desfazer.
E foi o que comecei a fazer. Todas as noites, em que o corredor se revelou para mim, aproveitei para ler aqueles livros e tomar notas deles. De início não sabia se adiantaria, mas, em certa manhã, acordei com o caderninho, que havia encontrado naquela mesa do sonho, apertado contra meu peito. Imaginei aí que, se consegui trazer o caderno para esse mundo, talvez conseguisse achar a biblioteca sem precisar sonhar, mas por mais que tenha tentado, nunca consegui abrir nada com aquela chave.
E enquanto eu não conseguisse abri-la fisicamente, continuaria adormecendo para encontrá-la. Concentrei-me nisso enquanto voltava para o único lar seguro para semideuses, deixando o sonho se repetir inúmeras vezes, como se fosse um filme em replay.
Eu precisava achar o resto da profecia.
P. O. V Autora:
Família é poder, e por muito tempo sua família vivera numa rixa infantil e desnecessária. Sua mãe tentara, a todo custo, tomar o trono de seu avô — até mesmo considerou casar com o próprio irmão —, e sua irmã sempre fora muito devotada à mãe. Mas ele não: ele era esquecido por sua progenitora e protegido por sua irmã, sempre mantido longe da ação.
Agora que atingira seus corretos dezesseis anos, sentia que estava preparado para se aventurar. Tudo estava pronto: mala e mochila arrumadas, diretor de atividades do Acampamento avisado, sua aparência estava certa também. Gregory enfim teria suas aventuras... Mas essa era a parte que sua irmã mais velha não podia saber, ou surtaria mais ainda.
— E se eles lhe criticarem? Ela é muito querida por lá, e todos sabem que nossa mãe não era nenhuma santa. — a irmã caminhava atrás dele, enquanto ele arrumava suas coisas.
— Nosso tio vai estar lá: ele vai me ajudar, tenho certeza! Além do que, eu não tenho nada a ver com ela: fui ignorado e meus poderes bloqueados! Fui obrigado a permanecer com a mesma aparência por muito tempo, e quero aproveitar meu corpo natural, obrigado! — ele retruca.
— Eu não sei, Gregory! — a irmã suspira, aflita — Ser filho de Quione é um fardo... Pelo menos é hoje em dia.
— Eu não serei conhecido como filho dela: serei conhecido como o sobrinho do herdeiro do Norte. Ou, talvez, como o segundo na linha de sucessão... — ele ri — Não se preocupe, Júlia: são novos tempos, novos semideuses, uma nova aceitação! Eu ficarei bem!
— Quione nem tem um chalé por lá.
—Tenho certeza de que tio Elz não vai se importar em me ter como companhia.
— Isso vai depender do dia... Ou melhor, da noite! Se for uma noite em que ele e Valentina...
— Ok! Qualquer coisa eu peço asilo político no Casarão! — ele ri, lembrando-se do quanto o tio amava a namorada — Não se preocupe: aquele lugar é lotado de gente, certamente encontrarei alguém que goste de mim, e não ficarei sozinho.
Olhou para a irmã, que em nada se parecia com a mãe deles, mas que fez mais por ele do que sua progenitora: os cabelos loiros — tão claros que mais pareciam brancos — estavam presos em um coque, permitindo uma visão ampla de seu rosto delicado, onde os olhos esverdeados banhavam-se em preocupação.
— Não se preocupe, Júlia: não estou mais preso àquele corpo de criança e tampouco sou uma. Já tenho 16 anos, e está mais do que na hora de viver algumas aventuras! Aventuras como as suas... — ele a tranqüiliza, ou pelo menos tenta.
— Como as minhas não: melhores! — ela murmura, tentando conter as lágrimas, abraçando-o fortemente.
— Serão! Não se preocupe! — se despediu então do sobrinho e do cunhado, prometendo à irmã que tomaria cuidado.
Foi o que garantira à irmã algumas horas atrás, mas agora estava bem perdido! Não sabia que a cidade grande fosse, literalmente, grande: ele precisava chegar a Long Island, mas simplesmente não achava a saída de Nova York. Deveria ter aceitado a carona que Phobos lhe oferecera, mas não achou que seria legal chegar no acampamento com o deus do medo como babá/motorista.
— Perdão! — uma garota gritou por sobre o ombro, correndo apressada.
Cabelos castanhos claros, avermelhados ao sol de fim de tarde, pele clara... Parecia ser um ano mais nova que ele, embora tivesse a confiança de uma mulher ao andar. Reconhecê-la-ia em qualquer lugar.
— Sophia Dansky! — ele a chamou, fazendo a garota parar antes de atravessar a rua.
— Quem é você e como sabe quem eu sou? — a garota pergunta, erguendo uma das sobrancelhas claras e delineadas.
— Você estava um verdadeiro charme durante a coroação de Valentina como Condesa! E igualmente bela durante o casamento de Lucas e Calipso!
Como ele não se lembraria dela? Como não se lembraria daqueles lábios rosados — que, ele bem sabia, eram tão doces quanto macios.
Sophia observa melhor o garoto — cabelos claros como a neve, a pele pálida, como se não visse o sol há décadas, sobrancelhas castanhas e expressivas, olhos verde azulados, adornados por cílios tão escuros quanto às sobrancelhas. Usava alargadores pequenos e tinha um piercing sob o lábio inferior, no canto esquerdo. Demorara um pouco, mas enfim reconheceu o garoto.
— O que faz na Big Apple, Gregory? Não deveria estar em seu palácio do medo? — e se antes ela estava com medo, agora só sentia raiva.
— Digamos que, agora que tenho um sobrinho, talvez eu não seja o herdeiro de lá... Então, resolvi buscar novos horizontes... E estou tendo uma vista fantástica!
Embora não quisesse, Sophia corou ao receber tal “elogio” de Gregory. Amaldiçoava o dia em que se conheceram, amaldiçoou Eleazar quando este sugeriu que “seria legal se eles se conhecessem melhor. Eles podiam dançar”: não fosse aquele baile de Natal e aquele casamento, ela nunca estaria se remoendo em culpa.
— Não precisa fazer essa cara, ok? Logo sairei de sua frente: basta que me diga como faço para chegar ao Acampamento. Por favor? — e lá estava o mesmo biquinho fofo que a fizera se esquecer de sua paixonite de escola.
O que Lorenzzo diria se soubesse que estava indo para o Acampamento, com o sobrinho de seu concunhado, e que aparentemente era sua nova paixonite? Será que ele surtaria muito?
Era esse o tipo de perguntas que passavam pela mente de Sophia enquanto Greg e ela caminhavam por Manhattan. Se ela soubesse que tais sentimentos não eram apenas imaginação sua... Que, não muito longe, alguém cuidava para que ela não se arrependesse mais...
—Nem vou perguntar o que está fazendo, mas se alguma coisa acontecer a essa menina, e Hera quiser retaliar, apenas sentarei e assistirei. — a mulher que nunca falava sério, e praticamente respirava glitter, disse firmemente.
— Juro que nada acontecerá, mãe! Mas para que exatamente me chamou aqui? — o deus pergunta, guardando o arco e as flechas.
— Não está sentindo? Ou melhor, vendo? — ela aponta para o céu, onde a maciça nuvem vermelha ainda era visível.
— Certamente estou! Por isso fiz aqueles dois se encontrarem e fiz a menina se lembrar da história das irmãs cinzentas. — responde, observando o céu. — O que é aquilo?
— Não sei, e espero não descobrir! Porém, caso isso venha a nos atingir, precisamos manter todos os laços unidos fortemente. É nosso dever. Não preciso te ensinar isso, preciso?
Negando com a cabeça, Eros junta-se a mãe e a ajuda a reforçar os laços — uma tarefa bem simples, já que Afrodite tinha tudo metodicamente organizado. Sua mãe estava lhe dando uma segunda chance e ele não a arruinaria só porque achou fofo um casal improvável. Se tudo desse certo, e os dois chegassem ao Acampamento em segurança — e se a tal nuvem vermelha, que saía de algum ponto do Olimpo, não destruísse tudo —, talvez ele conseguisse convencer a mãe a criar um novo casal.
— Não, essa pilha não! Agora não! — Afrodite salva uma pequena pilha, que representava os possíveis e mais difíceis casais. Eros podia ter herdado o dom de sua mãe, mas jamais herdara sua organização. — Isso pode dar um problema muito maior do que essa nuvem parece ser! — ela o alerta.
Mas era tarde demais!
P. O. V Valentina:
Um bip insistente soava ali perto, e eu me perguntava por que ninguém desligava o que julguei ser o despertador: eu estava de férias — e, quem sabe, talvez, de ressaca —, pra que acordar cedo? Quem gosta de ver papai puxando o carro do sol era Cathy, não eu.
— Ela está acordando! Cheque sua pressão! — ouço alguém gritar, e subitamente sinto algo prendendo meu braço.
— Senhorita, não pode ficar aqui!
—Ela é minha irmã! Eu sempre vou ficar perto dela! — e então sinto a mão de Cathy segurando a minha. — Por favor, Maria, acorde!
O tom de súplica e as lágrimas, que eu sabia que viriam, me fizeram lutar contra o conforto de meu sonho — nunca me cansaria dos braços de Eleazar. Em sonho ou não —, e abrir os olhos
— Maria! — Cathy me abraça, prendendo meu corpo a cama e me dando uma visão privilegiada do ambiente.
Não pude conter um grito quando notei que estávamos num quarto de hospital, cercada de médicos.
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