State Of Dreaming

17 16 - Arma Poderosa


Notas iniciais
Primeiramente, obrigada Maju, daughter of the sun, Kate Odair Di Angelo e Tia Ally Valdez (tu tem que aparecer mais, mulher. Em tudo, não só nos reviews u.u) pelos reviews no capítulo passado. Segundo: gente, as primeiras provas foram ótimas! Só tirei nota boa, mas não voltei antes porque eu tive poucas semanas antes de estudar para as outras provas e tive um seminário também, fora o curso de inglês... Enfim, ta complicada a situação e eu tava sem inspiração! Essa semana, se tudo der certo, acaba a correria da facul, e eu volto ao normal. Espero que gostem desse capítulo.

P. O. V Aria:

Se a situação não estivesse tão drástica, eu teria sentado com um balde de pipoca e assistiria Will e Claire discutindo. Não era novidade alguma que a filha de Afrodite não era tão querida por ali, mas certamente era mais odiada no chalé 7: sua implicância com Catarina era vista por todos... E repudiada também.

— A Rainha das Vadias está de volta! — Will revira os olhos azuis, caminhando lentamente em sua direção.

— Rainha? Pensei que essa fosse a Tanaka! — Claire murmura, inabalável, apontando para Drew, que nem estava participando da história.

— Ela é a Imperatriz! — Will esclarece.

— Obrigada, querido! — Drew sorri, mandando um beijinho.

Acho que o excesso de maquiagem fazia mal aquela garota: em que mundo ser chamada de Imperatriz das vadias era algo bom? Deuses...

— Enfim, né... Bem hipócrita de sua parte chegar aqui, mais de um mês depois que toda a merda começou. Assim fica fácil, não é? Por que se importa tanto, Claire? Não é você a primeira a perturbar a paz da Cathy?

— Isso não muda o fato de ela ser da minha família e eu me preocupar com seu bem-estar! — ela grita, se defendendo. — E se você tivesse que viver sua vida sabendo que, se algo acontecesse com outra pessoa, você morreria, talvez entendesse meu lado. — e ao fim dessa declaração, Claire se deixa cair de joelhos, chorando.

Todos ao redor silenciaram, até mesmo Will engoliu em seco, parecendo arrependido pelo que havia dito, ou talvez estivesse apenas surpreso: ver Claire chorando, chorando por Catarina e Valentina, era algo raro e inacreditável. Todos os que estavam acostumados com ela ficaram sem ação.

Felizmente, ainda tínhamos Gregory...

— Olha, eu não te conheço, mas acho que qualquer tipo de preocupação é válida nesse momento. — o menino murmura, aproximando-se da jovem filha de Afrodite. — Meu tio e suas irmãs também estão lá, junto com suas primas. Eu não conheço os outros muito bem, mas estou preocupado como se tivéssemos convivido juntos a vida toda.

— Eu convivi com Catarina a maior parte de minha vida. Eu nasci para protegê-la, pode se dizer assim, e isso é cansativo... Eu abandonei meu papel inúmeras vezes, e me arrependo amargamente disso tudo. — Claire murmura — Eu deveria estar aqui há muito tempo, eu sei, mas antes agora do que nunca. Deixem-me ajudar! Por favor!

— Mas a profecia...

— Aria, eu sei que profecias têm de ser cumpridas, mas eu ainda posso ajudar por fora. Os que estão envolvidos na profecia não podem deixá-la de lado, e se quisermos trazer todos de volta, teremos que contar com cada ajuda que pudermos... E eu estou oferecendo a minha! — ela declara convicta, e eu nunca a vira falar tão sério.

Olhei para Gregory, que parecia igualmente perdido, e não tive muita opção: eu nunca estivera em uma missão grande, e Claire já estivera em várias — em muitas, ela sequer fora citada, mas ajudou mesmo assim —, e era de sua família que falávamos.

— Ok, vou lhe contar tudo o que sei até agora! — suspiro, caminhando para longe da multidão, sendo seguida de perto por Gregory e Claire.

Que os deuses estivessem ao nosso lado.

P. O. V Autora:

Aos cinco anos lhe perguntaram o que desejava ser. Bailarina, prontamente respondeu!

Praticava tal arte desde os três, e diferente de muitas amiguinhas de sua idade, nunca reclamou e nem mesmo desistiu. Dedicou anos, sacrificou horas, sentiu dores por todo corpo, mas sentia-se recompensada quando via a platéia lhe aplaudindo, principalmente se os seus estivessem entre eles.

Não tinha mãe, e seu pai raramente estava presente por conta do trabalho — que ela admirava e considerava nobre —, mas ela ainda tinha uma família para lhe receber após um espetáculo: havia o tio e uma das primas. Apenas uma delas lhe recebia de braços abertos. A outra rivalizava em cima dos palcos e fazia de tudo para atrair os olhares para si, como se isso já não acontecesse normalmente. Mas a prima não se contentava com os olhares que recebia e tão pouco gostava que ela recebesse alguns também.

As três tinham praticamente a mesma idade, embora as primas, que são gêmeas, fossem um pouco mais velhas; estudavam juntas e as que dançavam, faziam isso juntas. Até mesmo tentaram ingressar em outra academia juntas. Mas só uma obtivera sucesso! O destino cuidara bem para decidir quem, e mesmo assim, o medo e a inveja podem subjugar o caráter dos fracos.

— Vocês são incríveis. Cada uma a sua maneira! Mas, pelos padrões da escola, apenas uma poderá continuar: parabéns, Claire Reymond, você é a mais nova integrante da Escola do Teatro Bolshoi Brasil!

Como era uma criatura altruísta, mesmo se sentindo triste pela derrota, não deixou de parabenizar a prima, que apenas lhe lançou um sorriso sarcástico. O que aumentou ainda mais sua tristeza.Não! Ela não se sentira triste: se sentira humilhada!

— O importante é não desistir! — Jasmyn, gêmea de Claire, aconselhara-a, abraçando a prima. — Você é magnífica, e um dia eles vão perceber isso!

Distante, e ao mesmo tempo perto, havia quem concordava com cada palavra dita por Jasmyn. Alguém que acharia a jovem de olhos azuis magnífica mesmo se ela não soubesse dar uma pirueta sequer.

— Você está destinada a grandes coisas, Catarina! Feitos que vão engrandecê-la sem precedentes! — Jasmyn lhe segredara, e na época Catarina achou que tais palavras eram apenas consolo.

Hoje, no entanto, Catarina apenas não acreditava que seus feitos pudessem ser tão importantes ao ponto de mudar algo além de sua vida! Muito menos entendia porque estava se lembrando de tudo o que acontecera há pelo menos cinco anos.

— Preocupada? — Lorenzzo se aproxima da namorada, chamando-lhe a atenção.

— Queria dizer que sim, mas a verdade é que eu estava me lembrando... E você não vai acreditar de quem... — ela se vira para olhá-lo. Os cabelos castanhos claros de Lorenzzo estavam mais compridos do que ela estava acostumada, e uma barba rala começava a tomar conta de seu rosto.

— De quem? — ele pergunta, sentando-se.

— Da Claire e da Jasmyn, porém foi mais sobre a Claire... Como ela costumava querer ser melhor em tudo que fazíamos, como me afastava de tudo... Era estranho, porque, por mais louco que pareça, ela sempre foi a minha favorita das gêmeas: ela era mais forte que a Jasmyn, embora fosse a mais fútil. Ela conseguia juntar futilidade com sinceridade...

— Você deve ser a única louca que gosta dessa sua prima, sinceramente! — Eleazar se intromete, aproximando-se também. — Pelo tempo que a conheci, ela só sabia dar em cima do Lorenzzo para implicar com você!

— Eu não sei... Às vezes olho para Claire e parece que vejo muito mais do que a estampa de vadia que ela deixa transparecer... Lembram-se da Alexandria, aquela minha irmã que acabou casando com um filho de Ares?

— Lembro perfeitamente: lutei ao lado de Alexandria na Guerra de Manhattan, e o filho de Ares é um dos meus melhores amigos, o Tobias... Ainda vou congelar o cérebro dele por ter escondido isso de mim... — Eleazar resmunga, embora risse: nunca, em sua vida toda, imaginou que Tobias se casaria antes dos outros amigos. Allan sempre lhe pareceu o mais romântico, mas era exatamente o que estava solteiro agora... Ou estava no último Natal.

— Raivas do Eleazar a parte, o que tem ela, amor? — Lorenzzo interrompe ao concunhado, antes que o mesmo começasse a resmungar demais.

— Ela desenvolveu, aos dezoito anos, um poder chamado Luz da Verdade, que é basicamente um detector de éthos! Ou seja, ela podia olhar para uma pessoa normalmente, e ao mesmo tempo ela estaria investigando o caráter real da pessoa, e não o que estava aparente. Ela podia ver cada mentira e cada verdade.

— Acha que está desenvolvendo esse poder, Cathy?! — Eleazar pergunta curioso e preocupado: ele conhecia Alexis há tempos, e sabia que alguns de seus poderes a deixaram encrencada algumas vezes...

— É possível que sim: Valentina e eu desenvolvemos poderes mais rápidos, graças a tudo o que aconteceu com a gente... Enfim, eu não acredito que Claire seja uma completa vadia... Vadia ela é mesmo, completa não!

Os rapazes se entreolham, tentando entender a que ponto Catarina gostaria de chegar com suas reflexões, mal sabendo que nem mesmo ela sabia aonde ou porque começara com aqueles pensamentos. Simplesmente a prima apareceu em sua mente, quase como se fosse uma visão.

Catarina apenas esperava que, o que quer que estivesse acontecendo, melhorasse a situação em que se encontravam.

P. O. V Gregory:

Eu não conhecia Claire Reymond, mesmo que já tivesse ouvido muito sobre ela por ali, porém até mesmo Aria estava confusa com as reações da garota sobre a profecia.

— Como assim chave? Chaves como essa? — ela puxa um longo cordão de dentro da blusa e apresenta uma chave de ouro e rubi.

— Claire, como você conseguiu essa chave? — Aria pergunta, mostrando a sua também.

— Eu a tenho desde que nasci! Minha irmã também tem uma! Ganhamos como “condecoração” por conta de nosso destino: somos as guias da salvadora. Enquanto na história de Édipo Rei e seus descendentes eles têm o genes labdácidas, nós nascemos para impedir que nos destruamos. — Claire explica — No meu corredor eu encontro todas as tragédias originais, aquelas que deram origem as que o mundo literário conhece; no corredor de Jasmyn ela encontra a descrição de cada arma e confronto já existente, tudo que possa nos inspirar a melhorar. Mas nunca havíamos encontrado as outras chaves: sabemos que são doze, uma para cada deus olimpiano!

Para doze portas abrir... Vamos tão inocentes, Greg! — Aria se dirige a mim — Apenas sangue não será suficiente! O Sangue deve ser parte do sacrifício, obviamente que para cada porta há uma chave! Que idiota que somos.

Enquanto Aria reclamava, eu me pus a contar! Doze portas seriam para doze pessoas, mas quantas havia naquela realidade alternativa? Tio Eleazar e Valentina, Catarina e Lorenzzo, Thalia e Nico, Apolo e Ártemis — que ninguém sabia como fora parar lá —, e Liv e Bella. Dez pessoas de nosso cotidiano foram aprisionadas longe de nós, então as outras duas...

— Aria, eles são dez! — digo ao fim de meu raciocínio.

— Dez o que? — ela e Claire questionam confusas.

— Os que foram presos, são dez! E são doze portas... O que isso significa? — pergunto por que tinha medo do que meus pensamentos estarem corretos. Preferia que estivesse apenas alucinando a ter certeza.

— Bom, temos duas opções! Ou teremos que ir para lá, o que acho improvável, uma vez que todos os recursos que possuímos para vencer estão aqui, o que nos deixa com a segunda opção: os responsáveis pelo que está acontecendo estão lá, com nossos amigos, o que nos faz precisar trabalhar mais rápido...

— Isso seria bom, e talvez eu tenha algo que possa ajudar! — Will nos interrompe, chegando com o telefone em mãos — Telefonema do outro lado da maldição!

Aria pega o telefone da mão de Will, e aperta um botão. Suas mãos tremiam, provavelmente pelo mesmo motivo que eu temia: o inimigo estava perto de nossos amigos, e eles estavam vulneráveis.

— Alô, sou eu! Nico!

P. O. V Autora:

A ligação sempre era péssima quando se tratava do Acampamento, mas ultrapassar mais de uma barreira mágica era duas vezes pior, mas era tudo o que Nico tinha para contar aos amigos tudo o que acontecera em seu sonho e conversa com Thalia.

— Como vamos encontrar Eros? E você tem certeza disso, Nico? — Aria pergunta seriamente.

Ele também duvidava, Valentina mais ainda, mas não tinham outra opção. Precisavam se arriscar, e a profecia parecia apoiá-los nesse ponto.

— Não tenho certeza de nada, Aria, mas me diga: amor não é uma das armas mais poderosas do mundo?

— Não sou a Aria, mas posso responder essa por ela: amor é a magia mais poderosa de todos os tempos, logo, é uma arma também. E eu posso encontrar Eros rapidamente: meu irmão nunca recusaria um chá! — Claire se intromete na chamada, surpreendendo Valentina.

— Claire? O que você...

— Minha família está em perigo, Valentina! Eu não vou ficar sentada de braços cruzados: quem quer que seja o culpado vai aprender que não se mexe com minha família e sai impune! — e a filha de Afrodite desliga o telefone.

Mal sabia ela que tudo o que tramavam era observado, e quem estava por trás de tudo estava louco para ver como ela se vingaria.

Notas finais
E então? O que acharam desse lado da Claire? Catarina com poder novo? Oi? O que Claire e Eros vão aprontar?! Deixem nos reviews suas impressões e ideias, pessoal, por favor!! Beijoos e me desculpem pela demora: vou tentar não demorar tanto assim, mas não prometo nada!!