Hermione se confortava ao lembrar de uma citação do livro preferido de sua mãe, uma amante clássica de Jane Austen, que dizia: Não é o tempo ou a oportunidade que determina a intimidade... é apenas a disposição. Sete anos seriam insuficientes para que algumas pessoas se conhecessem e sete dias são mais do que suficientes para outras. E à ela se agarrava ao observá-lo dando voltas pela cozinha ao preparar o jantar, sorrindo carinhoso para ela entre os trechos da canção que tocava em um rádio trouxa o fazendo se atrapalhar com a massa da panqueca que fazia para o jantar. Ele dizia que as vontades dela estavam acima das convenções sociais e ria quando ela franzia o nariz e o chamava de rude, mas aceitava alegremente o café da manhã a noite e os hambúrgueres caseiros pela manhã.

Ele a mimava, ela dizia, em uma falsa reclamação, a acostumava muito mal e quando ela fosse embora iria sentir falta de todo aquele cuidado, ele apenas meneava a cabeça sem levar a sério as suas palavras e a abraçava forte declando que nunca a iria deixar sumir de sua vista. Eles se tornaram um pacote completo, três por um e o seu lugar era ao lado de sua família. Família. Hermione junca pensou que teria a sua própria, comemorando uma data inventada só para eles, lendo em voz alta um romance bobo em frente a lareira, sussurrando carinhos em meio a noite estrelada. Era bom, era íntimo, eram eles e tudo o que poderia vir a se tornar mais concreto com a chegada do novo membro. Poucos meses haviam se passado, mas eles possuíam disposição suficiente para transformá-los em anos. Hermione gostava de crer nisso.



Notas finais
Nos vemos em breve...