Starlight
11 Estrelas
Notas iniciais
Estrelas
Kei Tsukishima não sabia para onde o seu bom senso tinha ido. Quando pensara naquilo mais cedo, ele achava que acabaria descartando a ideia, mas ela continuou em sua mente pelo resto do dia, em todos os momentos. Mesmo quando ele se encontrara com os outros membros da Equipe CORVO mais tarde, ele ainda estava mais interessado no seu pequeno plano do que na opinião deles sobre ele no momento — afinal, ele não estava buscando a aprovação de ninguém, e mesmo se buscasse, sabia que não conseguiria.
Não que isso fosse importante, já que ninguém precisava saber.
Durante o almoço e o jantar, as coisas estavam um pouco mais tranquilas. O clima de tensão continuava, mas aos poucos parecia estar se desfazendo — mais rápido para alguns tripulantes e mais lento para outros. Enquanto isso, Kei continuava dentro de seu próprio universo em sua mente, ficando mais quieto do que costumava. Felizmente, ninguém resolveu questioná-lo quanto a isso e muito menos quebrar sua concentração, e mesmo se alguém tivesse feito isso, não seria o suficiente para fazê-lo desistir do que iria fazer agora.
Era tarde da noite, e Kei tinha certeza que os outros tripulantes já tinham ido dormir. Se ele prendesse a respiração, seria capaz de escutar o silêncio e as batidas fortes do coração em seu peito. Ele não tinha tido outro pesadelo, mas não estava com sono — e seu plano, de fato, envolvia ficar acordado a essa hora, e ele fora capaz de fazer isso com sucesso.
Por mais que sua cama estivesse confortável, Tsukishima sabia que não podia ficar nela para sempre. Ele se levantou, enrolando-se no próprio cobertor e colocando os óculos. Após se certificar de que o cobertor não estava arrastando no chão, o cientista saiu do quarto. Assim que o fizera, ele andou com os passos mais leves que conseguia dar, aproveitando para respirar fundo.
Poucos minutos depois, ele chegou no laboratório. Por um momento o loiro ficou parado na frente da porta, como que duvidando de sua decisão. Ainda assim, não demorou muito para ele deixar sua insegurança de lado, e ele enfim entrou no local. Assim como na outra noite, tudo estava escuro, e ele acendeu poucas luzes, apenas para garantir apenas o mínimo de visibilidade.
Após isso, aproximou-se da cela, vendo que Tadashi estava deitado no chão, virando-se um pouco e grunhindo. O alienígena fora acordado com o acender das luzes, e Tsukishima não pode deixar de achar adorável quando ele coçou os olhos antes de abrí-los, procurando o que havia feito tudo ficar mais claro, até que seu olhar encontrou o do humano.
“Tsukki?” Ele perguntou baixinho, encarando o cientista. Ele ainda estava meio sonolento, mas ainda conseguia enxergar o suficiente para saber que a pessoa que o observava na frente da cela era Tsukishima.
“Sim. Olá, Tadashi.” O loiro respondeu, percebendo então que ele não sabia direito o que dizer agora que havia chegado no laboratório e havia acordado o alienígena. Era um tanto embaraçoso, na verdade, já que ele passara horas pensando nisso e agora não sabia como seguir com o seu plano — ainda mais porque Yamaguchi continuava a encará-lo com uma certa dúvida em seus olhos castanhos.
Nem ele sabia porque estava fazendo isso, para ser sincero.
“Olá.” A resposta do alienígena serviu para fazer Tsukishima criar coragem se aproximar mais da cela, quase chegando a tocar a grade. Se Yamaguchi tentasse, ele poderia até mesmo agarrá-lo, já que seu braço era capaz de passar pelo espaço entre as barras. No entanto, ele não tentou fazer isso.
Num ato ainda mais ousado, o humano abriu a porta da cela — e tal ato fez com que a boca de Tadashi se abrisse em surpresa, por mais que ele não tenha feito barulho algum. Tsukishima esperou por alguns segundos antes de entrar e fechar de novo, entendendo o silêncio como um sinal de consentimento por parte da outra espécie.
“Posso ficar com você? Prometo que não vou te machucar.” Ele perguntou ainda de pé, encarando Yamaguchi que estava sentado no chão. O alienígena fez que sim com a cabeça, e então sentou-se no chão duro e frio, ficando ao seu lado.
Era naquele chão que Tadashi dormira nas últimas noites, e não era nada confortável. E se ele já achava frio, devia ser ainda pior para o outro, considerando que ele não usava roupas e suas escamas só deviam garantir proteção até certo ponto. Com certeza deveria ser incômodo se comparado com as noites na selva, que deviam ser bem melhores. Isso fez com que Tsukishima sentisse ainda mais pena dele, já que ele ainda se lembrava de quando encontrara o outro chorando ali dentro.
Será que ele estava com muito frio naquela noite? Será que a saudade que sentia de seu verdadeiro lar estava doendo tanto assim? Será que ele sentia falta de olhar para cima e encontrar o céu estrelado ao invés de luzes artificiais, e de deitar-se em grandes folhas caídas no chão macio e natural de seu planeta no lugar de um piso duro?
Não era necessário pensar muito para imaginar que Tadashi devia sentir muita falta de todas essas coisas, e que dormir naquele lugar gelado e escuro o deixava infeliz e desconfortável. Tsukishima imaginou-se no lugar dele, e por mais que não o entendesse completamente, ele sabia que não se sentiria nada bem se fosse roubado de sua casa e de tudo que ele conhecia para ficar preso num lugar pequeno e nada confortável.
O cientista pegou o cobertor, colocando-o por cima dos ombros de Yamaguchi. Tal gesto o pegou de surpresa, e ele encarou o cientista com ainda mais dúvida enquanto ele o cobria, sentindo o tecido macio tocando-lhe pela primeira vez, cobrindo sua pele e suas escamas.
“Você deve estar com frio.” Kei afirmou, soltando o cobertor logo depois que ele viu o alienígena segurando-o com suas mãos. Tadashi parecia certamente surpreso, mas estava com um leve sorriso em seu rosto, indicando que estava tudo bem. O cientista observou enquanto ele se cobria mais, puxando o cobertor e encolhendo as pernas.
“Assim está melhor?” Questionou, evitando ficar em silêncio por tempo demais. Ele queria conversar com o alienígena, e imaginava que assim eles poderiam começar a falar mais um pouco. Por mais que deixar de se cobrir o tivesse deixado com um pouco mais de frio, o loiro sabia que Tadashi precisava daquele cobertor mais que ele.
“Sim, Tsukki. Obrigado.” Yamaguchi respondeu sem hesitar e nem gaguejar. Aos poucos, ele parecia estar melhorando quando se tratava de falar a língua humana, o que era algo que Tsukishima não pode deixar de notar — assim como a maneira com que ele movia as garras de seus pés umas contra as outras, meio que brincando com elas. Isso era algo novo, e Kei nunca tinha visto o outro fazendo aquilo, mas não parecia ser um gesto ameaçador, visto que o outro estava tão calmo.
“Pode dormir com ele, se quiser. Sei que não é muito, mas deve ajudar a te deixar mais confortável…” Ele não podia simular uma selva como a que estava lá fora, mas podia pelo menos ajudá-lo a sentir menos frio de noite. Por mais que não fosse o suficiente — nunca seria -, dar um cobertor era melhor do que deixá-lo sem nada.
“Deixa sim, Tsukki.” Yamaguchi falou, aproximando-se um pouco mais do cientista e deixando que seus ombros se encostassem. Nesse momento, o cientista aproveitou para poder observá-lo.
Ele jamais imaginaria, dias atrás, que a criatura que quase o havia matado no meio da selva de um planeta desconhecido agora estaria ali, sentado ao seu lado e dividindo seu espaço pessoal com ele como se fossem iguais. Não apenas isso, como também não acreditaria que ele estaria falando sua língua e eles seriam capazes de manter uma conversa. Quando Akiteru comentou para ele o quanto havia achado Tadashi fascinante, Kei não achava que seu fascínio iria crescer tanto e que o alienígena iria surpreendê-lo cada vez mais a cada dia que se passava.
Seu olhar pousou no rosto de Yamaguchi, e Tsukishima podia observar muito bem as marcas de suas sardas — estas que se acentuavam especialmente nas bochechas e nariz. Elas desciam pelo seu pescoço, espalhando-se por todo o seu corpo e cobrindo-o com pontos, como se sua pele fosse o céu e as sardas as estrelas que o adornavam. Não que o loiro nunca tivesse visto alguém com sardas antes, pois ele já encontrara diversos humanos com essa característica e as de Tadashi não eram diferentes. No entanto, elas pareciam ser parte de seu próprio universo na pele do alienígena e contrastando com as áreas onde ela era coberta por escamas tão verdes quanto o seu cabelo arrepiado.
Ele se arrepiou por um instante, e Yamaguchi percebeu isso. Ele sentiu o leve cutucar de uma de suas garras, o que o fizera arquear a sobrancelha numa pergunta silenciosa.
“Pega.” Tadashi ofereceu o cobertor, e Tsukishima sabia que não podia pegar todo o espaço para ele. No entanto, eles poderiam dividí-lo e ficar um pouco mais confortáveis juntos. Sem relutar, o loiro pegou o objeto, cobrindo-se com parte dele e ficando ainda mais próximo de Yamaguchi.
Ele podia sentir as escamas de seu braço tocando a sua mão. Por um breve instante ele corou, já que não estava muito acostumado a dividir um espaço tão íntimo com outras pessoas, mas Tadashi não parecia se importar muito com esse fato e nem estava tentando fazê-lo se sentir desconfortável.
Tsukishima passou o braço por trás do outro, aproveitando para sentir a pele e as escamas de suas costas, e puxou-o apenas o bastante pra que ele pudesse deixar a cabeça encostar no ombro do humano. Seus dedos fizeram carinho no ombro dele, e logo Tadashi entendeu que aquele era um gesto amigável e relaxou.
“Obrigado, Tadashi.” Foi a sua vez de agradecer, e ele o fizera com total honestidade — Yamaguchi tinha sido mesmo muito gentil fazendo aquilo por ele e percebendo seu ligeiro desconforto. O alienígena apenas soltou um leve barulho em aprovação, aninhando-se em seu ombro e ficando confortável.
“Suas sardas parecem estrelas no céu. Os pontinhos em sua pele, sabe? Me lembram os pontos no céu de noite, que estão tão distantes da gente… Eu já visitei muitos desses pontos. Eu trabalho com isso, indo de ponto em ponto no céu, descobrindo o que mora em cada planeta no universo. Mas eu também tenho um planeta onde moro com minha família e outros da minha espécie, e volto pra lá de vez em quando. Mas na maior parte do tempo estou viajando.” Ele não sabia o que tinha dado para começar a falar, mas o momento parecia propício. Tadashi apenas escutava com atenção, assentindo enquanto ele falava e parecendo curioso sobre o seu pequeno monólogo.
“Ainda assim, é curioso que a gente tenha se encontrado, não acha, Tadashi? Nós dois somos de lugares diferentes e moramos longe um do outro. Eu poderia explorar esse planeta e talvez nunca te achar. É realmente uma grande coincidência.” Tsukishima continuou falando, sentindo o seu coração começando a bater um pouco mais rápido em seu peito. Ele se perguntava se Yamaguchi seria capaz de escutá-lo, e o próprio loiro não sabia direito para onde esse monólogo estava indo.
“Eu… Estou muito feliz por ter te conhecido, Tadashi. Você está me ensinando muita coisa, me fazendo pensar em muita coisa que eu não pensava antes. Você… É realmente especial.” Um leve rubor tomou conta de seu rosto, e nesse momento o cientista percebeu o significado de tudo aquilo que estava sentindo. Em poucos segundos, Tsukishima teve a realização e enfim encontrou a resposta para suas dúvidas sobre o que estava acontecendo com ele nos últimos dias, desde que Yamaguchi tinha sido capturado, para fazê-lo agir e pensar de uma maneira tão diferente.
Era algo tão simples, mas ao mesmo tempo tão complexo.
“Tadashi, eu… Eu gosto muito de você.” O loiro murmurou, e esse ato fez o alienígena abrir os olhos e se virar um pouco, ficando com o rosto perto dele. Seus olhares se encontraram, e Tsukishima podia sentir cada batida forte de seu coração enquanto ele observava o abismo castanho que eram os olhos de Tadashi, assim como o seu universo de sardas na sua pele, o curvar sutil de seus lábios e os fios escuros de seu cabelo.
Era praticamente hipnotizante. Quanto mais Kei parava para olhar e analisar cada centímetro do alienígena, mais cativado ele se via — quase como se Tadashi estivesse almejando fazê-lo cair em uma armadilha.
E de fato, Tsukishima se sentia como uma presa na armadilha que era a existência de Yamaguchi.
Sem pensar em mais nada que não a beleza de seu rosto, Kei se deixou levar e fez com que seu rosto se aproximasse ainda mais do de Yamaguchi, fazendo seus lábios se tocarem num beijo. Aquele era um contato que ele jamais planejara ter com o alienígena, mas era algo que ele desejava naquele momento.
Ali, no chão da cela do laboratório, Tsukishima percebeu o quanto os lábios de Tadashi eram parecidos com os dele. Ele sabia que se o alienígena abrisse a boca ele encontraria caninos afiados e que podiam facilmente rasgar-lhe a carne, mas isso não importava. Ele sabia que só de ficar ao seu lado já estava correndo grandes riscos, e que estava num estado vulnerável.
Se Yamaguchi realmente quisesse, ele poderia mordê-lo, rasgá-lo e matá-lo, mas ele não estava fazendo isso. Tsukishima sabia que o alienígena confiava nele e gostava dele, mais do que gostava de todos os outros humanos naquela nave — e o loiro também confiava no alienígena o suficiente para ficar assim, sabendo que ele poderia facilmente dominá-lo e machucá-lo caso tivesse vontade.
Ainda assim, Tadashi não fez nada disso, permitindo o beijo e também pressionando seus lábios contra os do cientista. Apenas o fato de que ele correspondeu o gesto já foi mais do que suficiente para não apenas deixar o loiro ainda mais feliz como também se afundar nos seus próprios sentimentos que nutria pelo alienígena.
Quando eles se separaram, Tsukishima soube que estava realmente apaixonado por Yamaguchi.
Ambos ficaram se encarando em meio ao silêncio, cada um sorvendo o que havia acabado de acontecer. Aquilo foi inesperado para as duas partes, mas não significava que tinha sido ruim — na verdade, Tsukishima havia adorado, e ele sabia pelo sorriso no rosto de Tadashi que ele nutria a mesma opinião.
“Tsukki, eu… Gosto. Você.” A frase não saiu perfeita, mas tais palavras já eram o bastante para confirmar que Yamaguchi realmente gostava dele. Era inegável o quanto aquilo parecia uma grande loucura das duas partes, mas naquele momento nenhum dos dois parecia estar se importando com isso. Eles estavam juntos, e ainda podiam se lembrar da sensação do beijo que trocaram no escuro e na calada da noite.
Tsukishima sabia que estava cruzando junto com o alienígena todos os limites possíveis. Seu trabalho com certeza não devia permitir nenhum envolvimento emocional desse nível entre um alienígena e um humano — ainda mais quando o alienígena era, teoricamente, irracional e selvagem. Obviamente, Tadashi não era assim, ou então Kei jamais teria se apaixonado por ele daquela forma tão repentina e poderosa, algo que não acontecia com ele desde seu último relacionamento fracassado, anos atrás.
Não que ele se importasse com isso. Era passado, e ele estava feliz solteiro. Sua família, seus amigos e seu trabalho já serviam para deixá-lo feliz, e ele podia muito bem dizer que era satisfeito com a vida que levava — um relacionamento amoroso seria ótimo, claro, mas não era algo que ele realmente almejava ter para se sentir completo e realizado.
Ainda assim, ele não excluiu da sua mente a possibilidade de se apaixonar. O que o loiro não esperava era que se apaixonaria por alguém de outra espécie que não a sua. No entanto, ele também não imaginava que iria encontrar Yamaguchi e que ficaria tão próximo dele.
O alienígena voltou a aninhar-se em seu ombro, ficando confortável ali. Tsukishima deu um risinho, voltando a fazer carinho em seu ombro e traçando as linhas que dividiam suas escamas com as pontas de seus dedos. Yamaguchi se arrepiou e suspirou, coisa que o loiro não se lembrava de ter visto antes, e por isso ele parou.
“Você gosta disso?” Questionou, controlando a vontade de voltar a acariciar o outro. Sentir as suas escamas com certeza era algo viciante, já que elas eram surpreendentemente boas de tocar.
“Sim.” Tadashi respondeu em voz baixa, deixando com que Tsukishima voltasse a tocá-lo daquela maneira novamente. Não demorou muito para o cientista perceber que sua cauda estava se movendo atrás dele, balançando e arrastando um pouco no chão. Kei já havia visto aquilo acontecer vezes o bastante para saber que o outro estava bastante satisfeito com as demonstrações de afeto que ele estava fazendo.
O cientista conseguia sentir os fios do cabelo do outro contra a sua pele, e ele não pode deixar de perceber o quanto eles eram macios e como uma mecha se destacava das demais, ficando para cima. Ele se perguntava se poderia abaixá-la e pentear seu cabelo, mas o loiro gostava de como ele estava — era bagunçado, mas não era ruim de se olhar, chegando até a combinar com o outro.
Não demorou muito para que Tsukishima voltasse a falar novamente. Já que estavam sozinhos e tinham tempo de sobra, podiam muito bem conversar. O loiro voltou a falar sobre o espaço, narrando para Yamaguchi todos os momentos memoráveis que tivera em seu trabalho, explorando planetas e descobrindo coisas incríveis sobre o universo.
Tadashi permaneceu ao seu lado, ouvindo atentamente todas as aventuras narradas pelo humano. Em certos momentos Tsukishima não conseguia esconder a sua animação, chegando a rir com suas próprias lembranças e algumas vezes tentando até imitar as vozes e trejeitos de seus companheiros de equipe. Depois de dias e noites tensas, ele com certeza estava relaxado e confortável na presença de Yamaguchi, que o escutava com interesse e sem questionar, aproveitando para memorizar e aprender todas as palavras novas ditas pelo loiro.
“Tadashi, se você pudesse, gostaria de viajar comigo pelo espaço?” Quando as histórias pareceram se esgotar, o cientista teve que perguntar aquilo. Era algo que ele queria fazer desde o começo da noite, mas ele só conseguiu ter coragem para dizer depois de contar sobre os momentos emocionantes que vivera em seu trabalho.
“Sim, Tsukki.” A resposta de Tadashi tinha sido um tanto sonolenta, já que eles passaram um bom tempo acordados, mas foi sincera e verdadeira. O loiro sorriu com aquilo, e não pode deixar de dar um beijo na bochecha sardenta do alienígena em agradecimento.
Depois disso, os dois se deitaram no chão, ajustando o cobertor para ficar um pouco mais confortáveis. Logo estavam aninhados novamente, agora sem dizer mais nada, pois não era mais necessário o uso de palavras.
Sem perceber, Tsukishima acabou adormecendo abraçado com Yamaguchi.
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