Notas iniciais
Estou aqui de novo :3 Primeiramente, gostaria de agradecer os acompanhamentos e comentários que já recebi, incluindo de quem não conhece a série. Isso sem falar no pessoal que ainda não comentou, mas que eu sei que ainda vai ler e comentar quando tiver tempo. Me sinto amada pacas SAKHSLHDLSALJ É bom ver que tenho leitores empolgados com esse projeto, assim como eu também estou :D Esse capítulo estava pronto faz um tempo, mas eu decidi dar uns dias antes de postá-lo, de novo. Ele é mais calmo que o anterior (até porque o 2 foi uma grande treta LMAO), mas não menos importante. Aprecie, e boa leitura!

Designação

Não demorou muito para o cientista encontrar Sugawara e então seguir até o laboratório. Este se encontrava vazio, já arrumado. Pelo jeito o tempo que ele levou para tomar banho foi o suficiente para que os outros terminassem de colocar tudo no lugar — ele devia agradecê-los pela ajuda mais tarde.

O loiro escutou um grunhido baixo, e nesse momento soube que a criatura havia acordado. Sem pressa, ele caminhou até ficar de frente para a cela, abaixando-se para poder olhá-lo nos olhos, seu rosto a centímetros do campo de força.

“Bom dia.” Falou, num tom irônico. Sua voz chamou a atenção do alienígena, e ele rosnou, indo de encontro com as grades. Por mais que ele agarrasse e as tentasse arranhar, seu esforço não surtia efeito nenhum, e isso apenas servia para deixá-lo mais frustrado, o que era de certa forma divertido para Tsukishima.

“Eu desistiria se fosse você.” Continuou, mesmo sabendo que ele provavelmente não estava entendendo. O loiro apenas ficou ali observando enquanto a criatura tentava se libertar, desistindo algum tempo depois. Seus olhos castanhos encararam Tsukishima com um ar de raiva, mas agora havia uma certa apreensão — parecia que ele estava, aos poucos, entendendo a situação em que se encontrava.

Ele olhou ao redor, ficando em pé e dando algumas voltas na cela, procurando alguma brecha por onde pudesse escapar. Mesmo se houvesse alguma, não era como se ele fosse passar pelo campo de força, se bem que ele não tinha, ainda, o conhecimento de sua existência. Resignado, resolveu tomar água, para então se sentar e lamber as suas garras, limpando-as do sangue.

Se era para saciar qualquer resquício de fome ou se era pra se limpar, Tsukishima não sabia dizer — de qualquer forma, era um comportamento curioso. A criatura ao menos estava mais calma, e o loiro devia admitir que, agora, ele parecia até bonitinho. Talvez devia ser pelo fato de que não estava comendo nada e nem atacando ninguém.

O próprio loiro se sentou no chão, mesmo sabendo que, teoricamente, deveria estar trabalhando. Por algum motivo aquela cena havia captado a sua atenção, tanto é que ele nem percebeu quando Nishinoya entrou, ficando de pé ao seu lado.

“Oh, ele acordou!” O engenheiro comentou, olhando para dentro da cela. A criatura parou de se lamber e encarou Nishinoya por alguns segundos, para então aproximar-se dele e de Kei novamente, como se por acaso a presença de dois humanos fosse mudar, de alguma forma a sua situação.

“Sim, faz uns minutos… Acho que a gente devia dar um nome pra ele.” O loiro falou, então, até porque ele queria ter algo que pudesse usar para chamá-lo. Talvez com o tempo ele poderia reconhecer, assim como outros animais faziam — e já que ele parecia humano, em parte, ele devia ser no mínimo inteligente.

“E qual seria? Não consigo pensar em um que combine…” O outro não questionou aquilo, até porque não seria a primeira vez que eles dariam nome a um animal capturado. No entanto, essa era com certeza uma oportunidade única, considerando o que estava ali na frente deles.

“Pensei em Yamaguchi. Nós o achamos perto da montanha. Se bem que Tadashi parece um nome bom, também…” Tsukishima comentou, então. Ele mesmo tinha a mania de pensar em nomes com significado para os animais, mas desta vez se encontrava em dúvida sobre qual escolher. Yamaguchi era a escolha mais óbvia, mas Tadashi… Parecia combinar também, de certa forma. Ele conseguia imaginar aquela criatura sendo chamada pelos dois nomes.

“Dá os dois, então. Nome e sobrenome.” A solução de Nishinoya era, de fato, estupidamente simples. Parecia meio ridícula, mas era efetiva, e melhor do que ficar perdendo tempo pensando em qual nome seria melhor que o outro.

“Tadashi Yamaguchi. Ou Yamaguchi Tadashi, na ordem tradicional… Gostei.” Kei falou, e ele sentiu a mão do engenheiro dando tapinhas amigáveis em seu ombro. Logo ele a segurou, e o mais baixo ajudou-o a se levantar.

Ambos encararam a criatura, agora devidamente batizada. Yamaguchi não havia feito nada, estando concentrado demais em olhar para aqueles dois humanos. Talvez ele estivesse esperando alguma hostilidade da parte deles, mas até o momento eles apenas conversavam entre si, sem lhe dar nenhuma atenção que não fossem seus olhares curiosos — o que parecia deixá-lo confuso.

“Vai fazer alguma coisa com ele agora, Tsukki?” Nishinoya perguntou, tendo que olhar para cima para poder ver seu rosto — enquanto isso, o loiro tinha que olhar pra baixo para poder ver qual era a expressão do engenheiro, o que era no mínimo um tanto cômico.

“Acho melhor deixar ele quieto por enquanto. Talvez mais tarde eu vou pegar alguma amostra de DNA dele… Um fio do cabelo deve bastar, ou um pouco da saliva.” Ele respondeu, notando que Yamaguchi havia se cansado de ficar encarando eles dois e resolveu se deitar no chão, sem ter o que fazer.

“Acho o cabelo a opção mais segura, vai que ele morde.” O outro disse, por fim, e Tsukishima tinha que concordar — levar uma mordida na mão ou algo assim não parecia ser uma experiência muito agradável, ainda mais porque ele presenciou o quanto aqueles dentes podiam rasgar a carne de alguém.

“Concordo. Bem, me chame quando for a hora do jantar mais tarde, ok? Eu vou ficar por aqui.” Nishinoya assentiu ao ouvir as palavras do loiro, e então foi embora, decidindo por deixá-lo sozinho.

Tsukishima deu uma última olhada em Tadashi, que não parecia mais tão interessado nele. De qualquer forma, ele já havia perdido tempo o bastante, e tinha que trabalhar. Mais tarde ele poderia voltar a dar atenção ao alienígena.

Como esperado, passar as horas analisando as amostras de plantas foi algo bastante satisfatório para ele. Nesse meio tempo, era quase como se ele houvesse esquecido de tudo que havia acontecido mais cedo — e fora os grunhidos e rosnados baixos de Tadashi junto com as ocasionais tentativas de se libertar, ele até que havia ficado quieto e tinha se comportado bem. Tsukishima não podia resistir a olhada ocasional por curiosidade, mas não era como se tal ato acabasse com sua concentração, e logo ele voltava ao trabalho.

Ele fora bem produtivo, até. Os resultados estavam sendo empolgantes, e quanto mais curioso ele ficava para descobrir mais coisas, mais eficiente seu trabalho era. Seu irmão Akiteru com certeza estaria orgulhoso caso o visse agora — tinha sido por causa dele que o loiro tinha decidido trabalhar com genética e bioengenharia. Ele se lembrava das histórias que Akiteru lhe contava quando ele era mais novo, sobre suas viagens para planetas distantes e desconhecidos, onde ele vivia aventuras incríveis como mergulhar em águas profundas, enfrentar tempestades de poeira estelar e estudar os animais mais doces e temíveis em seu próprio habitat.

Era esse tipo de vida que Tsukishima queria desde que era criança. Era com isso que ele sonhava toda vez que seu irmão lhe contava sobre seu trabalho, com um grande sorriso no rosto e imensa satisfação, fosse no seu quarto, antes dele dormir enquanto ele se agarrava com seus dinossauros de pelúcia ou a distância, onde ele até mesmo lhe mostrava um pouco dos espécimes de seu trabalho, desde que ele fosse um bom menino e não contasse pra ninguém, coisa que ele realmente fazia. Até hoje seus pais não sabiam disso.

E agora ele estava ali, com o mesmo trabalho que seu irmão mais velho tinha, e ainda por cima na equipe do mesmo nome. Ele já sabia o quanto ele morria de orgulho de seu irmão caçula, mas Tsukishima não pode evitar de sorrir ao pensar na cara que ele faria quando soubesse sobre Tadashi. Talvez ele até poderia filmá-lo, tirar algumas fotos e mandar para o seu irmão — ele com certeza iria achar o máximo.

O loiro deu um risinho, passando a encarar Yamaguchi. Esse parecia ter notado a felicidade que vinha do humano, e o encarou de volta, curioso. Tsukishima achou aquilo adorável, de certa forma, mas optou por não registrar nenhuma imagem dele no momento.

Ele percebeu que já devia fazer um bom tempo desde a última vez que o alienígena se alimentou, e pelo o que tinha visto, sua dieta era carnívora. Felizmente, no próprio laboratório eles tinham comida estocada justamente com a finalidade de manter os animais vivos. O loiro levantou-se, pegando um pedaço de carne crua e fria do freezer. Apenas aquilo serviu para capturar a atenção de Yamaguchi, e ele ficou encarando o que Tsukishima tinha em mãos com cobiça.

“Parece que você está mesmo com fome, hein?” O loiro falou, pegando a chave da cela. Ele teria que abrir a porta para poder jogar a carne lá dentro, e teria que ser rápido para fechá-la logo em seguida. Andou até ficar em frente a ela, e dali mesmo encarou o alienígena, que agora parecia um cãozinho faminto, exceto pelo fato que ele não lembrava em nada com um cãozinho fisicamente falando.

“Não morda minha mão, viu?” Avisou, como se por acaso ele fosse entender qualquer palavra sua. De qualquer modo, entendendo ou não, ele abriu a porta da cela, jogando em um único movimento o pedaço de carne, que fora pego pelas garras de Tadashi em pleno ar. Assim que o fez, ele se virou de costas para o cientista, sem ligar para a porta aberta, e Tsukishima aproveitou da situação para fechá-la sem nenhum alarde, segurando a própria risada porque aquilo tinha sido inesperado e até mesmo meio bobo de sua parte.

Talvez aquele ser meio réptil e meio homem fosse mais dócil do que ele imaginava.

“Tsukki, hora da janta!” Naquele mesmo momento Nishinoya apareceu para avisá-lo, como havia se comprometido. Pelo jeito, aquela seria o último momento que compartilharia com Yamaguchi, já que ele pretendia passar a noite em seu quarto e descansar para poder trabalhar mais no dia seguinte — ainda mais porque seu dia havia sido bem agitado.

Sugawara, como de costume, fez questão de cozinhar um belo jantar para todos. Na verdade, a comida dele era divina, e não apenas Tsukishima como todos os outros se perguntavam como ele era capaz de cozinhar tão bem. Desta vez, todos estavam a mesa na mesma hora, e não demorou muito para que o cientista encontrasse Kageyama sentado logo na sua frente.

“Ei, Kageyama. Relaxa. Não tô puto com você.” Na verdade ele ainda estava, um pouco, mas era melhor fingir que não. Se tinha uma coisa que ele tinha aprendido convivendo com aquelas pessoas, era que, de vez em quando, fingir que não estava morrendo de raiva de alguém fazia a pessoa perdoar mais rápido, e isso resolvia o problema de maneira mais eficiente. É claro, Kei discordava dessa eficiência, mas isso era porque ele adorava debater… O que não era um interesse muito comum em certas ocasiões.

“Certo.” O moreno falou, concentrando-se mais na comida do que nele. Pelo jeito ele precisaria de um tempo para processar aquela informação. Pessoas e suas mentes complicadas.

O loiro olhou para Daichi, que apenas o encarou de volta com uma expressão que dizia "bem, pelo menos você tentou", enquanto Sugawara, que estava ao seu lado, parecia complementar sua fala ao olhá-lo com cara de "é melhor ficar calado", e foi exatamente isso que ele fez.

"O Tsukki já deu nome pro nosso novo amigo, não é mesmo?" Nishinoya aproveitou do silêncio para mudar o assunto para algo um pouco mais agradável, e que com certeza ainda seria alvo de muitas conversas nos próximos dias.

"Mas já? Qual foi o nome, Tsukki?" Hinata o questionou, totalmente curioso. Tsukishima também notou o ruivo dando uma ligeira cotovelada em Kageyama, provavelmente para fazê-lo ao menos fingir que estava prestando um pouco de atenção no assunto.

"Tadashi Yamaguchi. Nome e sobrenome." Respondeu, meio que dando de ombros. Aquilo não era algo tão importante assim, ao menos na sua opinião.

"Quanta intimidade, dando logo um nome completo. Depois você vai dar suas calças pra ele vestir pra não ficar pelado?" Tanaka aproveitou para provocar um pouco o loiro — que, felizmente, já tinha a resposta perfeita preparada.

"Eu não. Por acaso você se sente inseguro por ele ser mais bem dotado que você?" Tsukishima casualmente retrucou, fazendo com que todos os outros presentes rissem, incluindo Kageyama, deixando o clima da conversa bem mais leve.

Após o jantar, ele dirigiu-se até o seu quarto, deitando-se na cama. Por um instante ele pensou em ir dormir logo, mas ainda estava cedo para isso. Levantou-se, então, e resolveu espiar o cenário pela janela. Como esperado, a selva que estava bem na sua frente era insanamente escura, mas o céu era lindo em compensação. O cientista fixou o seu olhar lá, observando todas aquelas estrelas que não passavam de pontos pequenos, brilhantes e distantes, mundos diferentes daquele em que se encontrava, apenas esperando para serem explorados. Fora as estrelas, ele podia contar três luas, pontos maiores e redondos. Infelizmente, Kei havia perdido o anoitecer, o que era uma pena — devia ter sido muito bonito. No entanto, talvez ele teria a chance de presenciar o raiar de um novo dia se acordasse na hora certa.

Então esse era o céu com o qual Yamaguchi estava acostumado desde filhote. Era realmente belo. Talvez, na natureza, ele já estaria dormindo dentro de uma caverna, debaixo de uma árvore ou então agarrado com algum companheiro de sua espécie. Talvez uma parceira, quem sabe filhotes. Ele parecia ser grande e esperto o bastante para ser independente, então estava claro que era um adulto. A possibilidade dele ter ao menos uma companheira para se reproduzir era algo digno de ser considerado.

Por um momento, Tsukishima sentiu uma pontada de culpa. Se Yamaguchi tivesse uma família, ele deveria estar sentindo falta deles. Era um tanto triste.

Seus pensamentos melancólicos foram interrompidos quando ele escutou o som de chamada vindo direto do seu computador na escrivaninha, que se encontrava eternamente ligado. Não foi nenhuma surpresa ver que era Akiteru que queria falar com ele — afinal, ele sempre havia sido seu parente que mais se importava, e Kei gostava disso. Ele sentou-se, então, enfim aceitando a chamada, e logo ele viu na tela a imagem de seu irmão mais velho, com os cabelos claros lisos, os olhos dourados brilhando e com um grande sorriso no rosto. Se não fosse a falta de óculos e o cabelo mais arrumado, eles poderiam se passar por gêmeos.

“Tsukki! Como foi seu dia? Vocês acabaram de chegar no planeta, não foi? Como é?” Como sempre, Akiteru o bombardeou com perguntas, como se fosse um garotinho curioso. Aparentemente essa era uma característica de família, mas não era como se Kei se sentisse incomodado com isso.

“É realmente interessante. Nós exploramos um pouco hoje e é incrível. A variedade de espécies… Eu acho que poderíamos comparar com as da floresta amazônica, na Terra. Faz tempo que eu não vejo um lugar tão rico assim. Acho que você iria gostar muito daqui.” Ele explicou, podendo notar toda a curiosidade e animação que pareciam transbordar de seu irmão, ainda que ele estivesse incrivelmente distante.

“Fale mais, Tsukki! Eu quero que você me conte tudo!” E de fato, Kei contou sobre todas as coisas incríveis que havia visto, excluindo a parte que quase morreu, teve suas roupas rasgadas e deixou Kageyama incrivelmente incomodado. Isso era desnecessário. Akiteru o ouvia com bastante atenção, e nem parecia que ele era o seu irmão mais velho.

“E nós também capturamos um… Espécime bem grande. E meio humanóide. Acho que você iria realmente gostar se visse.” A curiosidade do outro chegava a ser praticamente palpável, e o mais novo não pode conter um sorrisinho — aquilo era mesmo adorável da parte dele.

“Eu posso tentar te passar umas fotos ou vídeos… Mas só se você prometer não contar pra ninguém.” Ele disse, fazendo com que o outro acabasse rindo. Os papéis com certeza haviam sido trocados agora que os anos haviam passado, Akiteru tinha trocado de emprego e Kei havia pego a sua posição.

“Você sabe que eu sou ótimo com segredos, irmãozinho.” O mais velho respondeu, dando uma piscadinha para o irmão. De fato, ele era excelente quando se tratava de guardar segredos, profissionais ou não.

“Sendo assim, eu posso até pensar um pouco no seu caso.” Kei aproveitou para falar com um sorriso, para logo então bocejar. Não era tão tarde assim, mas ele estava realmente cansado depois daquele dia longo e cheio de acontecimentos — e Akiteru, obviamente, percebeu aquilo.

“Pense amanhã, então. Acho que você devia ir dormir agora, Tsukki. Aposto que você tá cansado depois de hoje.” Ele falou, e o mais novo não tinha como negar seu próprio cansaço, ainda mais depois de bocejar na frente dele. De qualquer forma, ele já tinha conversado com o irmão por um bom tempo, e tinha se divertido. Por mais que ele gostasse de ficar mais um pouco, o melhor realmente seria descansar.

“Certo, eu vou dormir… A gente se fala depois, então. Boa noite, Aki.” O mais jovem falou com um sorriso, despedindo-se do irmão, que acenou para ele do outro lado da tela.

“Boa noite, Tsukki. Sonhe com dinossauros.” Kei acabou rindo baixinho por causa daquilo, mas sabia que era apenas como o seu irmão lhe desejava boa noite desde que era criança — e, sinceramente, ele ainda gostava de dinossauros e sentia-se muito contente toda vez que escutava aquilo vindo da boca de Akiteru.

Com o final da chamada, ele se levantou, indo se arrumar para dormir. Após deitar-se na cama, o loiro ficou olhando para o teto, ainda um tanto pensativo. Como estariam os outros? Ainda estavam acordados, ou já tinham ido dormir, também? Talvez ele devesse ir dar boa noite, mas estava cansado demais para isso, e sua cama estava tão confortável… E Tadashi? Havia alguém passado no laboratório para vê-lo?

Tsukishima sabia que ele estava alimentado, então não era como se estivesse preocupado com isso — até porque qualquer um podia dar comida pra ele, então não era exclusivamente sua responsabilidade. Ainda assim, ele se perguntava se dormir no chão daquela cela seria uma experiência confortável, e como ele se comportaria no dia seguinte. Possivelmente, ele não cooperaria muito se ficasse de mau humor…

Bocejou, cansado. Eram perguntas demais, mas ficar acordado pensando nelas não faria efeito nenhum. Ele estava era perdendo seu tempo precioso que poderia estar dormindo. No dia seguinte ele descobriria as respostas que precisava, fossem boas ou ruins.

Tsukishima se virou, então, ficando de lado. Fechou os olhos e relaxou, deixando de lado seus pensamentos, e enfim adormeceu.

Notas finais
Eu meio que não resisto a esse amor fraternal entre o Tsukki e o Akiteru. EU ADORO FALAR DE IRMÃOS. EU ADORO PERSONAGENS QUE SÃO IRMÃOS. ADORO. O Tsukki ama dinos e isso será canon em toda fic de universo alternativo. TODA. Pelo menos nas minhas ele vai ser SOHASOHSAHOS Até porque eu também amo dinos. São répteis gigantes, como não amar? O Yams finalmente foi batizado, YAAAAAAAY! E pra quem não sabe, Yamaguchi significa "entrada da montanha", enquanto Tadashi significa "lealdade" ou "devoção". CHOREMOS COM ESSES NOMES COM SIGNIFICADO. E acho que esse capítulo meio que confirmou que a tag de nudez nessa fic é porque o Yamaguchi vive pelado o tempo todo, né? HOSAOHSAOHSAHOSA Se bem ele não se importa de não usar roupas, e pelo menos o Tsukki não vê nada sexual nisso -q É só um piu piu, ele também tem um, não precisa fazer alvoroço SHAOSHOAOHA Aliás, notem que um dia nessa fic durou 3 capítulos. UM DIA. Eu escrevo demais, socorro @-@ Nos vemos no próximo capítulo!